Eu Nao tenho Culpa de estar te Amando
Hoje eu entendo: há coisas que precisam ser deixadas no passado, não por falta de valor, mas porque já cumpriram seu papel.
Nem todo sentimento precisa durar para sempre.
Encerrar também é um ato de fé.
E eu sigo… lançando fora o que já não me move, abrindo espaço para o novo.
Eu acredito que o chef, hoje, não é só alguém que cozinha. A gente tem voz, tem alcance, e isso vem com responsabilidade.
aqui eu me despeço de todas as pessoas ao meu redor. Eu não fui uma boa pessoa, talvez eu seja algo que passe uma sensação de segurança, mas nada além disso não tenho em palavras para descrever a sensação que estou sentindo agora, minha vida está degradando lentamente. Eu não entendo por quê isso está acontecendo comigo, eu não lembro de quando começou a ficar assim, agora eu estou perdido, eu não sei o que fazer. Sinto-me como um peso, algo irrelevante, a pessoa em que eu mais confiava simplesmente é cega, não entende ou finge não entender que não existe mais nós, é o fim.
Eu lembro do dia em que percebi que a corrente estava na minha mão. Não foi bonito. Não foi heroico. Eu estava sentado num quarto pequeno, escuro, com as mãos suadas, sentindo a respiração curta. Tudo fora de mim parecia calmo, mas por dentro, um barulho ensurdecedor me dizia que eu não podia mais ficar ali. Olhei para o chão e vi: a corrente não estava presa em nada. Era só eu, segurando com tanta força que meus dedos já doíam.
Passei anos culpando o medo. Dizia que ele era mais forte do que eu. Passei anos culpando o destino, como se estivesse escrito em algum lugar que eu deveria permanecer assim. Passei anos chamando de azar, como se a vida tivesse escolhido outras pessoas para dar certo. É fácil se enganar quando a dor já faz parte da mobília. É fácil decorar as sombras, dar nomes para elas, chamar essa mentira de verdade e essa prisão de paz.
Mas chega uma hora — e ela sempre chega — em que o ranger da corrente fica alto demais para ignorar. O peso dela já não parece seguro, só sufocante. E você olha para a porta, entreaberta desde sempre, e entende: não era medo. Não era destino. Não era azar. Era você. Só você. Você pode chamar de medo, pode chamar de destino, pode chamar de azar. Mas a verdade é que, no fim, sempre foi você quem segurou a corrente.
E nesse dia, você percebe que romper dói, mas ficar dói mais. Que liberdade não é prêmio nem presente, é escolha. E que toda escolha cobra um preço. As mãos tremem, o coração pesa, mas ainda assim… soltar é a única coisa certa a se fazer. Porque não existe corrente sem mão que a sustente. Não existe prisão sem alguém que aceite morar nela. No fim, você entende: não são elas que te prendem. É você que insiste em não largar.
Quando chegar o silêncio da noite, lembre-se de mim , pois eu não preciso do silêncio, nem da noite para lembrar de você.
Eu e o Pai somos um.
(João 10:30)
Responderam os judeus: "Não vamos apedrejá-lo por nenhuma boa obra, mas pela blasfêmia, porque você é um simples homem e se apresenta como Deus".
(João 10:33)
"A morte já não me assusta mais, o que me assusta é o tempo que passa sobre meus olhos e eu não o vejo passar"
18/06/2025
Eu, por mim, não aprendi muito – e é por isso que valorizo cada fiapo de ensinamento que os dias foram me dando.
Nota: Trecho da crônica Você sabe aconselhar?
...MaisEu, por mim, não aprendi muito – e é por isso que valorizo cada fiapo de ensinamento que os dias foram me dando. E valorizo sobretudo o que aprendi à minha própria custa. Não é por vaidade, acho que é porque doeu mais aprender desse modo, custou mais caro, e a gente esquece menos.
Nota: Trecho da crônica Você sabe aconselhar?
...MaisNasci no ventre do eco,
onde o tempo não ousa entrar.
Ali, o mundo me olhou de costas,
e eu tive que ser meu próprio espelho.
Trago os ossos do pensamento à flor da pele,
mas ninguém ouve a dor que não sangra.
Tudo em mim é vidro —
mas cortante, não frágil.
Chamei a ausência pelo nome,
ela respondeu com o meu silêncio.
E no frio do sentido negado,
vi que até Deus evitava meus olhos.
A mente, em espirais de pedra,
caminha sem chão,
mas insiste em buscar
uma saída onde não há porta.
Sou o cárcere que se nega a abrir-se,
sou a chave que teme a liberdade.
Ser é um verbo afogado —
mas ainda respiro.
E se tudo isso for o belo?
Essa dor sem forma,
esse grito contido,
essa esperança disfarçada de exílio?
Pois talvez o belo more
não no alívio,
mas no gesto de seguir
mesmo sem horizonte.
Eu não sei em que parte da vida errei,
Eu não sei de que erros da vida sustentei,
Eu não sei qual erro me fez,
Eu não sei se meu erro é ser rei.
De tantos erros que pus em minha cabeceira velha de granolas, lembrarei sempre dos que cometi antes de achar você, minha senhora, ainda que tivesse lhe conhecido, sei que errar foi ter lhe feito parte do meu espirito. Somos uma unha sem as carnes que prendem, somos um só desenho em um sol, somos a sós. No meu muro dobrador de pensamentos, destruiu-se ao levantar da noite, nos açoites que flagelam a todo tempo pra que eu esqueça dos erros, escuto a tua voz pintando os destroços do muro; erre homem, erre em coragem, porque de acertos e falsas verdades, esse mundo se completa por covardes.
