Eu Nao tenho Culpa de estar te Amando
‘Tenho orgulho das marcas que o tempo fez.
Orgulho do meu coração que, mesmo já tendo se demanchado em mil partes,
ainda bate.
Orgulho dos meus remendos das cicatrizes e mesmo das
feridas que ainda estão abertas.
Orgulho de todos os sinais de que a felicidade passou por
aqui.
… Se há alguma marca,é porque o sentimento valeu realmente a pena.
O coração tem marcas, e ama a cada dia mais.
Só aquilo que é verdadeiro é capaz de deixar alguma marca, por isso
me orgulho muito de cada ferida curada ou ainda exposta que o meu
corpo traga.
São os tombos, arranhões, tropeços e decepções que
fizeram de mim quem eu sou hoje’.
Estou diante de minha mais alta montanha e de minha mais longa viagem! Por isso tenho que descer como nunca desci!
Tenho de ir ao fundo da dor mais do que nunca, até suas águas mais escuras! Assim o quer meu destino. Coragem! Estou pronto!
ESPERA
(18/03/2007)
Tenho agora o meu coração em ebulição.
Penso, penso, penso...
Nada mais posso fazer que pensar,
Além de sonhar...
E, sonho tanto,
Mas, felizmente, os sonhos têm se desviado
E os meus pensamentos expirado.
Mesmo assim, é ainda enorme o seu espaço.
Incomoda a cabeça, incomoda todo mundo
E, às vezes, eu não sei o que fazer,
Além de esperar, esperar, esperar...
Tem dado certo, visto que sua imagem tem se desfeito
Na íris dos meus olhos castanhos.
E eu vejo a solidão e vejo o medo chegar bem pertinho...
Ah, tão difícil é enganar um coração!
Tenho esperança na humanidade. No café quente, tomado no seio da família. Na roda de amigos que se comunicam na presença do calor humano, entre olhares reais. Também acredito, graças a Deus, na bondade das pessoas, na riqueza de coração, na troca de afeto, na sinceridade das palavras. Tenho fé que o errado tenha conserto, que as boas ações sejam exemplos e que o amor arraste multidão. Sou do tipo que fotografa sorrisos, coleciona gentilezas e põe em versos as prosas sábias contadas pelos idosos. E por mais que as coisas se mostrem o contrário do que eu desejo, confio ainda num mundo cheio de vontades por se apoderar da paz, onde os arco-íris dominam os dias, fazendo as horas mais leves, os caminhos em festas e a vida encantada, docilmente melhor.
Estive olhando no espelho por
tanto tempo
Que tenho vindo a acreditar que
minha alma está do outro lado.
“Tenho medo de sentir vergonha.”
“De quem? Você tem uma opinião tão elevada assim das pessoas que o cercam para se importar com o que pensam?”
Vivo pacificamente em minha solidão, tenho desprezo somente aos que insistem em roubá-la sem poderem me oferecer nada melhor.
Ultimamente,
tenho carregado demasiado peso:
ausências indefinidas,
presenças indesejadas
e saudade de um doce sal
que jamais provei!
Tenho dificuldade em me interessar
e facilidade em me desprender.
Amor próprio é isso,
se pertencer e não agregar ilusões.
Ser opção nunca lhe fará prioridade.
Raiva cura, saudades cura e vontade passa.
Não caia na desgraça de se deixar pisar.
Tenho a leve impressão de que por trás de toda acusação existe uma frustrada inveja pela ausência de coragem para fazer o mesmo!
Por isso, enquanto tenho tempo, isto é, enquanto vivo, esse período é ocupado com ações e pensamentos, ideias e práticas, sucessos e fracassos. Como o que faço e penso e uma questão de escolha minha, o uso do tempo é questão de prioridade. Em outras palavras, como o meu tempo existirá ainda que eu fique estático, sem nada fazer além da imobilidade, o que nele faço resulta de decisão livre, a partir da importância que dou ao que farei naquele tempo.
Assim, se alguém diz "Não tenho para isto ou aquilo", de fato está dizendo "Isto ou aquilo não é prioridade para mim".
Tenho medo de ser clichê, de um dia acabar caindo na mesmice. A rotina nada me agrada, pelo contrário: atemoriza-me. Eu quero o inesperado, sempre gostei de surpresas. E eu mesma desejo ser assim. Que minhas ações não sejam esperadas, que ninguém sinta que me conhece. Quero causar emoções, e não enfado. Este não impressiona a ninguém. Que o impulso seja sempre meu amigo e companheiro, que guie minhas decisões. Não gosto de agoniar-me em pensar o que resolver, o que fazer ou o que dizer. Quero ser alguém único, marcante. Palavras não me caracterizarão.
Tenho defeitos, manias, segredos estranhos de serem entendidos e etc… Mas afinal qual é o ser humano normal que não tem não é mesmo?
Tenho um bocado de coisas pra aprender, meu coração ainda é criança. Sofro por coisas bobas, me preocupo com o que ninguém vê. O invisível sempre me interessou demais. Aquilo que a gente não consegue tocar, mas que consegue sentir profundamente. E eu sinto tanto, tanto. Me confundo no meio de tantos sentimentos bons, contraditórios, sem nome, sem nexo. Nem sempre sentir esclarece as coisas, não. Muitas vezes o sentir só atrapalha tudo e deixa a gente ainda mais enrolado. Mas que graça a vida teria se não fossem esses gostinhos doces e salgados, alternando, se misturando, lutando entre si? Nenhuma. Por isso, aceito resignada o que me foi destinado. Nasci pra andar sempre de mãos dadas com a minha liberdade e com o amor que me move e me faz sentir cada coisa de forma arrebatadora. E vou viver assim até o último dia da minha vida.
Sempre estou sorrindo, algumas pessoas dizem que queriam ter a alegria que tenho, apenas sorrio e concordo. Se elas soubessem o que realmente acontece dentro de mim e do meu coração… não diriam isso.
