Eu Nao te Conheco mas me Apaixonei por Voce

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Eu tenho alguns heróis...
A profissão deles?
Vou dizer com muito amor:
Professor!

Entre tantos planetas, talvez eu passe a vida na Terra, conhecendo os outros apenas por meio da ciência, dos cientistas e das descobertas da NASA.

"Talvez eu já tenha sentido falta, mas nunca saudade.
Sentir falta é ausência, saudade é um futuro não realizado, com nossa metade.
Eu amo tanto aquela mulher, que até evito pensá-la, pois ao fazê-lo, meu peito arde.
Eu achava que só sentiria falta de você no fim de tarde.
Mas olha eu aqui, pela madrugada, lembrando você, minha beldade.
Já disse que te amo, já disse te quero, já disse que almejo você como mãe dos meus filhos, me chame de tolo a sábio, mas nunca covarde.
Dizem que incomensurável é o amor, então por que o meu para ti nada vale?
Meu coração pertence a ti, o desavergonhado, sarnento, algoz deste que lhe escreve, não bate.
Ele ladra, late.
Jogado na rua, tentando apagar toda memória sua, umas e outras rogando-me pragas, “cafajeste”, “traste”.
Deus, que fase!
É uma miríade de sensações, sinto seu cheiro ao vento, o apertar do abraço, te vejo em cada penumbra que envolve meu eu no fim de tarde.
Te sinto em todo perfume, te vejo em todo rosto, que parecem-me ser um todo de sua face.
Sinto você no frio da chuva, e no Sol do meio-dia, que me assola a fronte, também esta la você, minha beldade.
Eu sinto tanto ao lhe sentir, descrever-lhe, escrever-te, que chega a faltar-me ao âmago serenidade.
Amada minha, sinto tanto sua falta, indago-me: Será saudade?"

"É o que faço, amor, eu escrevo.
Para cada sentimento, um verso, e para cada verso, um enlevo.
Sorte sua foi ter me conquistado, não existe trevo.
É o que faço, amor, eu bebo.
Para cada verso, um gole, e a cada gole eu te vejo.
Eu sou ninguém, e quando sou alguém, sou de um todo seu amor, aos céus, agradeço.
Por ser capaz de amar, mesmo ferido, amargurado, ébrio, em devaneio.
Agradeço.
Obrigado, Pai, pela tal dádiva do amor, obrigado pela não correspondência, o rancor, a indiferença, o anseio.
É o que faço, amor, eu escrevo.
Pois quando tu fores de mim, serão minha companhia a solidão, a pena e o tinteiro.
Penso em você o dia inteiro.
Eu queria tanto um abraço, o doce do beijo.
Caso não, que seja somente do abraço o aconchego.
Sem ar eu voo, e mesmo sem mar, em ti, meu amor, eu velejo.
E quando as lágrimas, que afogam minha existência, me permitem enxergar, nem que seja um pouco, amor, acerca de ti, eu escrevo..."

Entre Ruínas e Recomeços

Uma vida feita de histórias ruins,
mas sem desistir — eu sigo até o fim.
Quebrar pra curar corpo, mente e alma,
no meio do caos, tentando achar calma.
Onde a história insiste em te destruir,
eu viro o jogo, escolho construir.
Cicatriz vira força, dor vira visão,
do fundo do poço eu faço direção.

Escritor Caio Vinícius Dos Santos Costa

"Amaldiçoar o maldito.
Amar-te, daqui ao infinito.
Eu grito, eu xingo.
Eu finjo.
Eu minto.
Largado na rua, eu rosno, ladro à Lua coisas sem sentido.
Sou o crime, a lei, sou o bandido.
Sou o que rouba o coração, por ter o meu ferido.
É mais fácil te odiar do que admitir: ainda te amo, ainda te preciso.
Difícil admitir que também errei, queria poder fazer voltar tudo o que fora cuspido e dizer o que deveria ter sido dito.
Tudo aquilo.
Que consome, que dentro mata, externalizado, faz vivo.
Cansei de esperar o cupido.
Ser sem alma? Sou; eter, espírito.
Sou a razão e a loucura em uma frase sem sentido.
Será a vida um sonho? Delírio?
Se sim, invejo-os por viver em sonho onde o meu eu sobrevive em um pesadelo infinito.
Sou a linha tortuosa em que Deus ousou ter escrito.
Cansei de olhar-me no espelho e amaldiçoar o maldito..."

Eu fui te entregar rosas e chocolate.


Parei em frente à sua casa.


Pensei por alguns segundos...
Depois pensei mais um pouco...
E mais um pouco ainda.


A garganta travou.


Sua janela estava aberta.


De repente, começou a chover.


Fiquei ali, parado na chuva.


Seu vizinho me observava e ria.


Ouvi um comentário ao longe:


"Que brega..."


Não respondi.


Apenas dei meia-volta e fui embora.


Você nunca saberá que, um dia, alguém te esperou diante da sua porta com rosas nas mãos.


E que, naquele dia, o céu chorou comigo.


L**

Por vezes, ponho duas refeições sobre a mesa, embora eu viva só.
É um pequeno engano que concedo ao coração: por alguns instantes, imagino que há alguém comigo, e a solidão se torna menos severa.


Com o passar dos dias, o gesto tornou-se hábito; ainda assim, toda vez que o repito, algo em mim se comove.


Talvez esta seja minha única maldição: preparar um lugar para quem jamais há de vir.

Eu admiti-o ,
Admiti mais de mil vezes em voz alta
ao vivo e ao estéreo
Foste tu o meu grande amor


Foste aquele que a vida levou de forma amarga e injusta
Sendo que não era para ter sido retornado


Porque ?
Não nego que queria o e ansiava
Ansiava por mais
Pelo teu toque ,
Teu beijo, tua voz.....


Mas diz-me , porque?
Em momento havia parecia que algo entre nós ainda tinha sobrevido
Que algo ainda era real.
Em outro regressei a minha comum tristeza.


Será que tudo isto valeu a pena ?
Mexer no que já estava cicatrizando mesmo sabendo dos risco,
Do risco que ainda manteres decisão egoísta.

"Eu nunca te dei flor, dei amor.
Será que aquela rosa, uma pétala, foi o que faltou?
Eu nunca te dei flor, mas dei amor.
Não lhe recitei, por não ser escritor.
Não lhe cantei, pois não sou cantor.
Fiz-lhe serenata em meus braços, o brilho em meus olhos ao lhe vislumbrar era o trovador.
Cada lágrima, que escorrera quando você se foi, caíram como as pétalas daquela rosa, que jamais lhe encontrou.
O beijo que lhe desnudou a tez foi uma arte abstrata que lhe pintou.
Todo aquele que lhe recita bodas e na noite lhe da flor.
Sinto em dizer-lhe, amor, mas é um enganador.
Sei que Deus me castiga por ser pecador.
Mas o castigo da sua ausência é demais pra alguém que demais amou.
Mas sei o que ao inferno da solidão me condenou.
Por ser extremamente apaixonado por ti, eu falhei, pois lhe dei amor.
Mas nunca te dei flor..."

Eu queria, ao menos uma vez, conseguir dizer ou sentir pela última vez, alcançando a finitude dos sentir, que tanto se fala..


Mas os finais chegam aos dias.
Aqui dentro, não.


Aqui dentro, tudo continua.
Tudo ecoa.


Sempre me fecho para o mundo, mas aprendi que me fechar não significa curar.
Porque as feridas que carrego não cicatrizam; elas apenas aprendem a permanecer em silêncio.


Eu queria ser a pessoa que superou.
Aquela que transformou a dor em força, a ausência em aprendizado, a queda em caminho.


Talvez seja isso que os outros enxerguem quando olham para mim.


Mas aqui dentro, eu só falho.


Porque ainda sangra.
Porque ainda dói.


E é justamente essa dor que me faz questionar quem eu sou quando ninguém está olhando.
O que eu quero me tornar.
O que, de fato, significa felicidade para mim.


Às vezes me pergunto se estou procurando respostas ou apenas tentando encontrar um sentido para continuar.


Porque existem dores que não vão embora.
Elas apenas mudam de lugar dentro da gente.


E talvez a minha ainda esteja aqui,
ocupando espaços que eu não consigo alcançar, me lembrando todos os dias que algumas despedidas acontecem por fora,
mas nunca terminam por dentro.

andresamedlem

"Se muito antes de Abraão Ele é, então, muito antes d’Ele eu te amo.
O amor d’Ele por ti é infinito, mas é gota onde o meu é oceano.
Se é pecado amá-la mais que Ele, então, morrerei pecando.
Sou eu, blasfemo, apaixonado e insano.
Se 70 vezes 7 eu devo perdoar o irmão que contra mim peca, então, por 70 vezes 7 e mais uma, seguirei te amando.
Não sei o que escrevo, tampouco o que ando falando.
Não sei o que penso, não sei os pecados que venho cometendo, o quanto ando blasfemando.
Eu me olho no espelho e não me reconheço, mas sei que Ele, o Deus, o criador de minh’alma mater, conhece o meu âmago.
Ao me criar, ele se enganou, achou que eu poderia existir sem minha metade, um meio homem, mas sou um todo de sofrimento; a quem estou enganando?
Ele sabe, sabe, sei que sabe: parei de sorrir, parei de chorar, é só indiferença, Ele sabe que nem mesmo por ela venho orando.
Punição, Pai, sem ser amado, seguir amando.
É como sem ar, continuar respirando.
É como se em meu corpo não houvesse sangue e, ainda assim, meu coração continuasse palpitando.
É como se em meus olhos não houvessem mais lágrimas e, ainda assim, eu continuasse chorando.
Que existência miserável, Pai! Por sobre os céus, eu lhe amaldiçoo, pois tens tudo o que queres e me fizeste um ser de paixão e servidão ao seu mais belo anjo.
Que existência pífia, o homem que olha no espelho e sabe que viver sem aquela mulher é somente existir, definhando.
Se és onipotente, me tire esse amor que, no deserto da solidão, por tanto tempo vem me tentando.
Caso não, tudo bem, continuarei olhando para o chão e o olhar dela imaginando.
Não olharei mais aos céus; de minh’alma não merece nem mais um lampejo, um vislumbre, a ti, Deus Pai, não abrirei meu flanco.
Digo e repito, seja blasfêmia ou não, venho falando.
Se muito antes de Abraão Ele é, então, muito antes d’Ele, meu amor, eu te amo..."

A mata, que era o meu reino
Hoje é cinza e solidão
Onde eu rugia com brio
Resta o som do caminhão

As cercas vão me prendendo
Onde antes era o meu chão
E o homem vai esquecendo
Que somos parte do mesmo quinhão.

Peço que o olhar se transforme
Que o respeito possa voltar
Pois se a selva adormece
A vida vai se apagar

Não quero ser só gravura
Ou um bicho de museu
Quero ser força da natureza
No lugar que Deus me deu.

Ainda há tempo de cura
De plantar o que se perdeu
Para que a onça futura
Não diga o adeus que eu disse ao meu.

Alegria por saber que eu posso

Se minha presença está dentro de Deus e a presença Dele me engloba, então o que chamo de 'Eu' é, na verdade, um ponto de luz eterno dentro do espírito da Consciência Divina.


Contemplo o mundo ao meu redor, buscando compreender as estruturas que regem a existência e arealidade.

Eu guardo os teus detalhes como quem coleciona as fotografias mais bonitas da vida. O teu riso frouxo, o teu jeito de me olhar e essa paz que só você sabe me trazer.


DeBrunoParaCarla

Dizem que somos feitos de poeira de estrelas, e eu só consegui acreditar nisso no dia em que olhei nos teus olhos. Há um universo inteiro brilhando dentro de você, uma gravidade própria que me puxa para perto e me faz querer orbitar ao teu redor para sempre. O nosso amor não foi um acaso do tempo; foi um alinhamento perfeito de órbitas que vagavam sozinhas pelo infinito até se encontrarem e criarem a sua própria luz.
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DeBrunoParaCarla

Se eu pudesse ligar os pontos de cada momento bonito que já vivemos, tenho certeza de que desenharíamos a constelação mais brilhante do céu. Você é o meu norte, a minha estrela-guia na noite mais escura. Amar você é entender que, mesmo na imensidão do cosmos, o destino deu um jeito de cruzar os nossos caminhos para que a gente pudesse iluminar o mundo um do outro.


DeBrunoParaCarla

Velho na estrada


Velho na estrada me diz :
Amigo eu sobrevivi
Conto aqui um pedaço de minha história
Está tudo em minha memória
Vivia uma vida de luxo
Mas algo me incomodava
Por onde eu passava , rastro de miséria eu encontrava
O muito que eu tinha me prendia
Faltava a empatia
Comecei aproximar dos oprimidos
Esses são os escolhidos
Deus os quer bem e eu também
Criei uma casa de recuperação
Para acolher nossos irmãos
Ali tinham o que comer e beber
Ainda tinha tempo para viver
Amanhecia o dia os irmão partiam
Ajudavam a plantar
Sempre no bem estar
O sorriso de saber
Que iria ter o que comer
Parem pra ver aquela gente
Como se sentem ?
Pensam em si só
Não tem dó
Empatia longe dali
Foi aí que percebi
Na vida devemos nos ajudar
Sempre cooperar
Somos todos irmãos
E vivemos por uma razão
Ter paz no coração
E que nunca falte o nosso pão.

Dizem que as estrelas vivem mais do que todos nós, sentinelas eternas no alto, mas eu procurei seus corações de prata e eu me pergunto se, talvez, elas morram, talvez elas suspire o frio da aurora, um último suspiro da noite viva, faíscas recém-nascidas surgem da escuridão, respiram no crepúsculo e respiram a luz.