Eu Errei me Perdoa Poesia
Eu não tenho o menor interesse em teologia, não tenho o menor interesse na análise dogmática do texto, em hermenêutica cristã, não me interessa, pois não é meu ponto de partida.
Você é como um oceano, onde eu como capitão do navio quero navegar por essas ilhas e mares desconhecidos!
Se eu me arrependo? Só todas às vezes em como isso poderia ser diferente e as coisas seriam do meu jeito, não sendo o jeito certo mas sendo o meu jeito.
O importante é que em algum lugar, algo ou alguém espera um ser como um provável eu, que possa ser o tão sonhado amor.
Eu levei tempo para entender que pra ser feliz de verdade você só depende de você. As pessoas ao nosso redor não são incumbidas dessa tarefa.
Bem lá no fundo...eu sabia que no final das contas, ia ser apenas mais um devaneio inóspito atrelado a uma carência inapropriada!
Quanto mais penso, mais confusa e triste eu me sinto, pois estou longe de chegar a alguma certeza. Na verdade, acho que não existem certezas, só dúvidas e mais dúvidas.
Desde quando eu te vi, foi como uma química entre nós dois, seu mundo abalou o meu. E com isso passei a ver o paraíso que habitava em seus braços e o caminho de felicidade que seus olhos mostravam.
Eu rezo o tempo todo. No carro, no trabalho, em casa, na igreja... Adoro rezar! Isso me ajuda demais e faz a diferença na minha vida, assim como a presença da minha família.
Acho que se me soltar na sociedade em pouco tempo eu morro. Mas se me soltar na natureza acho que em pouco tempo eu começo a viver.
Eu percebi que a questão sobre um homem que você passou a vida inteira amando de longe é que mesmo que ele seja real, você realmente imaginou a maior parte dele.
Eu sei que nada será como antes. Você ainda vai duvidar muito, antes de voltar a acreditar no amor outra vez. Mas não desiste não. Ainda existe gente sincera e verdadeira por aí, gente assim como você, que também está perdido, mas tá tentando se encontrar. Quem sabe vocês se esbarram?
Não me culpe por te amar demais, eu já me culpo o suficiente. Não me culpe por não perdoar aquilo que sabia que eu não perdoava. Não me diga que sente muito, quando eu sei, que na verdade não sente nada. Não subestime minha inteligência; minha cota de burrice já foi além; já deu.
Estou obcecado por esse regresso. Nem um dia sequer se passa sem que eu deixe de me lembrar do país. Um som furtivo, um odor difuso, uma luz na parte da tarde, um gesto, às vezes um silêncio, tudo isso basta para despertar lembranças da infância. “Você não encontrará nada lá além de fantasmas e de um monte de ruínas”, não cansa de repetir Ana, que nunca mais quer ouvir falar daquele “país maldito”. Eu a escuto. Acredito nela. Sempre foi mais lúcida que eu. Então, afugento essa ideia da cabeça. Decido, de uma vez por todas, jamais regressar. Minha vida é aqui.
A infância deixou marcas com as quais eu não sei o que fazer. Nos dias tranquilos, digo a mim mesmo que é dela que eu tiro minha força e minha sensibilidade. Quando encaro o fundo da garrafa vazia, vejo nela a causa de minha incapacidade de me adaptar ao mundo.
Mas eu te garanto que essas coisas que você acha que é perca de tempo te fariam bem mais feliz que uma tela manipulada.
Foi então que ali, no silêncio pesaroso da noite, que finalmente compreendi. Eu estava doente. Eu havia nascido doente. E essa doença se chamava 'melancolia'.
E nessa vida eu aprendi, cresci, amadureci, mudei. Nas ações acertei e gostei de acertar, por vezes errei e gostei de errar, novamente mudei. Adotei a "vida pouco ortodoxa", inconscientemente para negar certos erros, conscientemente me perguntar, o que realmente é um erro? E mudei
"Devo parar de esperar que as pessoas sintam por mim, o que eu sinto por elas, nem todos entendem, tentando silênciar minhas dores, acabo criando outras".
