Eu Errei me Perdoa Poesia
Eu não temo mais nada. A vida me ensinou a sangrar em silêncio, a chorar sem lágrimas… e a sorrir mesmo depois de morrer por dentro."
— Purificação
Existe uma pessoa na qual eu amei muito a anos atrás e mesmo dps de tanto tempo eu ainda o amo tanto.
Porém um dos motivos pelo qual paramos de se falar foi eu ter namorado outra pessoa mesmo amando dele, até tentei correr atrás mas fui totalmente ignorada por ele.. e mesmo dps de anos eu ainda o amo tanto e sinto que espero por ele todos os dias.
Muita das vezes quando eu começava a conhecer alguém, eu me machucava pq ainda amava ele e consequentemente eu machucava todas as pessoas as quais eu cheguei a me envolver pois apenas ele ficava em meus pensamentos, e por mais que eu conheça alguém sinto que eu jamais amaria alguém como eu amei aquele menino.. e por isso eu n consigo entrar em relacionamentos pois ainda me sinto tão apaixonada por ele mesmo dps de 5 anos.
Eu concordo com isso também. O certo, lógico, racional e óbvio, é que o ideal — e até mesmo salutar — seria que morrêssemos, sim, mas de forma que nenhum vício fosse o causador disso.
Procura, então, a satisfação de ver os teus vícios morrerem antes de ti.
Eu te amei tanto que morreria por você...e sinto que você não tenha conseguido me amar assim.
Mas assim mesmo, meu amor é tão grande que seria suficiente pra nós dois.
Meu peito ainda explode de emoção quando lembro de você, de nós e tudo aquilo que poderíamos viver.
Amor pra vida toda.
Eu segui seu conselho.
No meio da minha dor, quando a cabeça era um labirinto e o peito só sabia gritar em silêncio, eu escrevi.
Mas o que saiu de mim não foi autoajuda. Foi autoexposição. Foi verdade crua. Foi carne rasgada em verso.
Lancei seis livros que não prometem cura — só companhia no caos. E três infantis, porque até a infância às vezes precisa de abrigo.
Então, obrigado por me empurrar pra dentro da escrita.
Não virei guru. Virei espelho rachado.
E hoje, as palavras que eu sangro servem pra quem também já cansou de ouvir que “vai passar” sem saber quando.
Faz três dias que vivi.
05/01 - Hoje eu vivi.
Não vivi mais que 10 dias, porém hoje vivi. (16/01).
(06/03) - Acho que já vivi bastante.
(11/07) - Acho que perdi o rumo..
Não é que eu não queira!
Não é que eu não queira
Se eu disser que sim
Minha consciência diz que é errado
Se minha consciência pesa
Vou ter que carregar o peso sozinho
Se eu carregar sozinho vou sofrer
E sofrer dói.
Por isso é melhor dizer não
Mas não é que eu não queira.
É que as vezes eu canso
É que as vezes eu canso
Canso
Mas eu descanço
Canso
Mas não desisto
Uma vez eu cansei, desisti, e não conquistei
Tem gente que diz que errar é humano, mas persistir no erro é burrice
Desistir do que te faz bem que é burrice
Nem tudo que é bom é fácil
E nem todo erro é burrice
As vezes é só medo de tentar e acertar
Por isso eu canso, descanso, resisto
Não desisto
Até que uma hora eu conquisto.
eu percebi no vínculo mais próximo de um parente de sangue a frieza de um defunto,
É interessante o homem gostar de parecer ser bom para amigos e cruéis para os parentes mais próximos. onde mora a nobreza de esnobar o irmão da sua própria casa e tratar como um rei uma pessoa que não tem vínculo sanguíneo algum com você. o Que Deus falaria pra vc no dia do embate? pense nisso.
Eu e você contra o mundo é como em um conto.
Dois melhores amigos, se amando, brigando como irmãos,
Que se amam, se provocam mas se protegem acima de tudo.
Não é sobre nada contra, na verdade sobre muito a favor.
A favor de se doar, torcer, pertencer, permitir juntos.
Sempre juntos, sempre próximos para tudo. Em todos.
Para viver tudo, sentir tudo, alcançar tudo. Ganhar tanto.
E não é ganhar de vencer. Ganhar de se permitir.
É partilhar e viver, momentos, emoções e sentimentos.
Não é sobre mais pra menos. Maior ou menor. Melhor e pior.
É sobre conseguir, estar ali, de viver para saber.
Também é sobre construir. O amor, o afeto. Um abrigo.
Não conter, delimitar ou para desconstruir.
É destruir o apego, o medo de ir. Porque já vai voltar.
Não há perdas, só há ganhos. Lembranças, recomeços.
Chuva que não alaga represa. Só pode contribuir, retribuir.
Para que o amor recomece de onde o apego foi cego.
Servo do Eu
Seu vício alimenta-te, matéria corporose,
Esquece-te de teus movimentos,
Pois já não és senhor de ti — és servo do eu que te devora.
Teus olhos veem, mas já não contemplam,
Teus passos seguem, mas não mais escolhem.
És arrastado por correntes invisíveis,
Que tu mesmo forjaste, dia após dia.
O desejo vestiu-se de rei,
E tu, súdito fiel, curvado ao trono do hábito.
O espelho já não te reconhece,
Pois o reflexo é de um estranho sem vontade.
Corpo e mente em guerra silenciosa,
Onde o grito da razão é abafado
Pelo sussurro doce da repetição.
És o que repete. És o que consome. És o que se apaga.
E ao fim do ciclo, se fim houver,
Resta a dúvida sussurrada ao silêncio:
Quem é teu dono?
Ou foste tu quem se deixou possuir?
Como se sonha?
Será que se aprende a sonhar?
Eu quero muito, mas não tenho quem me ensine.
Poderia ser você?
A me mostrar o caminho, a me tomar pela mão?
Quero ir além.
Viajar. Ver o mar.
Sentir a brisa dançando no meu rosto,
O sol aquecendo meu corpo cansado.
Quero a leveza de quem voa,
Mesmo tendo onde pousar.
Quero me lançar nesse mundo imenso,
Ser livre, ser vento, ser mar.
Você é o amor da minha vida, pra sempre, minha vida.
Mas eu não sou o seu amor, não sou sua vida e meu coração está em pedaços, bate forte como sempre quando penso em você, mas agora é só tristeza e saudade sem fim, que não acabará jamais.
Eu ainda te amo, e quero que você seja feliz, eu te amo pra sempre, desde sempre.
Entendi e aceitei que chegou o dia de me despedir de tudo, inclusive das minhas mémorias,
eu teria feito de tudo por você,
eu teria feito de tudo pra você.
Não me refiro a fotos em rede social ou promessas vazias,
me refiro a ter e fazer uma vida dedicada a você e a nós, com planos reais.
Tentei fazer tudo por você, tudo que pude, eu te queria demais, te amei demais, desde sempre.
Fiz de tudo pra ser notada, menti pra chamar sua atenção, mas já sentia que jamais te teria quando escrevi que você não sabia ou não podia ou não queria..
Eu já vivi o amor
E com o amor da minha vida...só queria ter tido mais tempo.
Provar que é real e fazer acontecer nessa vida.
NARRATIVA TRUNCADA (soneto)
Muitos versos, por certo, me cantaram
por certo, muitos sonetos eu segredei
alguns poemas, cadências me soaram
desses, ilusões no sentimento guardei
O choro e o riso na rima entrelaçaram
ritmo e desordem na inspiração operei
de os desencontros que me abraçaram
sussurros, os suspiros, também, notei
Promessa e jura. As estrofes disseram
e os versos sofrentes as dores fizeram
ah, se errei, não importa, pois tentei!
Mas sinto ainda no versejar inquieto
um estilo que não acho no alfabeto
pra narrar aquele amor, que susterei.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
12 julho 2025, 18’52” – Araguari, MG
Tentaram me machucar.
Tentaram me enlouquecer, me ferir, me destruir.
Mas esqueceram… que eu já havia morrido por dentro
no dia 11 de setembro de 2001.
Enquanto o mundo assistia em choque às Torres Gêmeas desabando,
eu desabava por dentro.
Fui deixada sozinha, sangrando num hospital, entre a vida e a morte.
E naquele lugar frio e indiferente, meu filho partiu.
Esqueceram que o que manteve meu corpo em pé
foi a alma despedaçada… sustentada pelo amor.
Mesmo fraca, quase sem vida, eu fui.
Fui registrar o nome do meu filho —
um nascimento que durou um sopro,
seguido, no mesmo instante, por uma certidão de óbito.
No velório, enquanto o mundo seguia alheio à minha dor,
eu cheguei até ele.
Arranquei uma a uma as flores que cobriam seu corpinho.
Tirei com minhas mãos a roupinha que eu havia comprado com tanto carinho
para levá-lo para casa nos braços —
e, em vez disso, o acolhi em meus braços no silêncio do luto.
Aproximei-o do meu colo, encostei-o aos meus seios,
que ainda carregavam o leite da vida.
O calor do meu corpo encontrou o frio da morte.
E naquele instante… todo o amor do mundo gritou em silêncio dentro de mim.
Beijei sua testa gelada com a ternura de quem ama além da vida,
além da carne, além do tempo.
E o devolvi ao seu pequeno caixão, com as mãos trêmulas
e a alma em pedaços.
Essa foi — e sempre será — a dor mais cruel que um ser humano pode suportar:
amar profundamente… e ser forçado a sepultar.
--
Essa é a minha história.
Eu sou Aline Caira.
E o nome do meu filho que partiu era Hanthony Savilly.
Enquanto o mundo chorava pelas Torres Gêmeas,
eu chorava pelo meu mundo que havia desabado dentro de mim.
Sim, eu terminei.
Mas ainda uso a aliança.
Não por ilusão, não por negação.
É só que… tem dias em que sentir perto é tudo o que consigo fazer.
Cada um tem seu próprio jeito de lidar com o fim. Esse é o meu.
Eu terminei um relacionamento
E não, ainda não tirei a aliança.
Não é porque estou esperando ele voltar.
Nem porque me recuso a seguir.
É porque existe um tempo entre o fim e o recomeço.
Um tempo onde o silêncio ainda ecoa o nome do outro.
Onde tirar a aliança parece arrancar mais do que um símbolo.
Cada pessoa lida com o fim de um jeito.
O meu é respeitar o que eu sinto, sem pressa, sem vergonha.
Um dia eu tiro. Mas hoje, ainda não.
Ele ainda mora no meu perfume
Às vezes eu me pego passando o mesmo perfume de quando ele me abraçava.
Não é pra ele sentir… é pra mim lembrar.
Porque tem cheiros que viram presença.
E mesmo sem corpo, ele ainda parece estar aqui.
No ar. Na pele.
No jeito que meu coração acelera só de pensar nele.
Tem amor que não precisa voltar pra continuar existindo.
Ele dizia que eu acabava com ele
“Você acaba comigo…”
Ele dizia isso ofegante, entre um beijo e outro.
E eu sabia.
Sabia que não era só o corpo.
Era o efeito da minha entrega.
Do meu olhar direto.
Do jeito que eu dizia tudo sem falar nada.
Ele se desarmava em mim.
Como se eu tocasse algo que nem ele sabia nomear.
Não era só prazer. Era conexão.
E mesmo agora, longe…
Às vezes eu sinto que ele ainda pensa nisso.
No jeito que eu acabava com ele.
E no quanto, sem querer, eu ainda fico inteira dentro del
“Ele dizia que eu acabava com ele. E eu sabia que era verdade.”
