Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto

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De vez em quando as coisas são
Exatamente o que parecem
As pessoas não te esquecem
Simplesmente
Nem se lembram de você
A noite cai
Bruxas em sorriso de fada
Tristes sorrisos insulados
Vozes melancólicas como um fado
Exploram os recônditos da sua mente
Com sua elegante languidez
Atraindo simpatias
Preparam seus ardis
A aparente fragilidade
Te conduz às suas ilhas
Trilhas mal iluminadas
Armadilhas nas quais
Você é insensível à dor
Quando percebe
Está envolvido por algo
Que parece ser amor
Aquele
do qual você fugia
Fingia ser imune
O odor que te atraiu
Não era sequer perfume
Aquilo que te fez
Cair na armadilha do mal
era algo bom e natural
Que te faz não crer na fé
E aquilo que parecia amor
Agora não mais parece
Simplesmente é.

Inserida por edsonricardopaiva

Quantas vezes ao dia
A gente vê coisas
Que antes não via?
E que porém, nem de longe
São aquilo que se esperava
e quanto mais a gente reza
Mais a Santa fica brava
Quantas vezes nessa Estrada
Eu tenho que me conformar
Em ver malogrados os meus planos
Quantos enganos haverão de haver
Pra finalmente eu me confortar
com coisa alguma?
Quando é que eu vou
lavar a alma
Antes de ver perder a calma
Quanta calma é preciso ter
Quantos traumas eu vou viver
Será que a gente
Se acostuma?
Não tenho nada
Eu vou sair
Pra buscar uma
Em suma:
O tempo passa
Nada se apruma
E não há nada que eu faça
Que me ajude a finalmente
ver os ponteiros se ajustarem
Tem horas que desejo
Simplesmente que eles parem
A gente vive
E esta vida não se arruma
haja fleuma
Pra enfrentar tanta celeuma
A verdade é só uma
Essa cidade
é feita de espuma
Duma hora pra outra
Pode não haver a outra
e não restar
Coisa nenhuma.

Inserida por edsonricardopaiva

O Vento soprava
E a folha caiu
lá do alto da galha
Parou num telhado
Enroscado numa telha
No resto da Ilha
O povo trabalha
Máquina debulha milho
O Rastelo ajunta a palha
Que o vento espalhava
Estudam as filhas
Malhava o martelo
a folha farfalha
Voa um pouco
Entope a calha
Atrapalha o escoamento
de toda produção nacional
E as coisas fogem ao normal
Agora, há de faltar feijão
Açafrão, limão, manjericão
doce de mamão e trigo pro pão
O comércio falha
O povo olha as prateleiras
Vê que as coisas
Sairam dos trilhos
Não tem pilha
Toalha de banho
Comida pros filhos
Colírio pros olhos
Coalhada pros velhos
Faltaram até
As migalhas pras gralhas
Que vão vasculhar
Justamente na calha
e palmilham a folha
Escoa o entulho
E tudo volta aos trilhos
Prossegue a batalha.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠Me olhando no espelho Até ver a Tua imagem
Meu Deus, Meu Pai, Amado Jesus
Espírito Santo que me consola
Não quero dormir, não quero acordar
Sem Te ouvir, sem Te tocar...

Inserida por KamillaMoreira

Acima de toda tristeza e toda solidão
Há um Nome, o Nome de Jesus
Acima de toda doença e quando não há solução
Há um Nome, o Nome de Jesus

Sobre este lugar, declaro Jesus
O ambiente é transformado, mortos são ressuscitados
Eu declaro Jesus e já posso ver
O milagre acontecendo, salvação e avivamento

André e Felipe

Nota: Trecho da música O nome, com participação de Marcelo Markes.

Inserida por KamillaMoreira

⁠A verdade é um labirinto
feito de mentira
da qual se consegue sair
apenas caminhando.

Inserida por maria_bomfim

⁠Podemos nos enganar com as pessoas
O que as vezes nos esquecemos
É que elas também se enganam
Conosco
E também
Com elas mesmas

Inserida por maria_bomfim

⁠Não existe Batalha
Que não seja Épica

Inserida por maria_bomfim

⁠Louca de saudade

Se uma canção me lembrar,
Troque o CD, não ouça mais,
Se um perfume me recordar,
Troque de marca, não use mais,
Já que me trocou por um outro alguém,
Substituir é o que te convém,
Mas quando o coração não me enxergar,
Vai te deixar louca de saudade, louca de saudade,
O coração vai me desejar,
E te deixar louca de saudade, louca de saudade,
Eu quero ver então, se vai poder trocar de coração!

Inserida por usuario1026984

⁠É som de preto
de favelado
mas quando toca
ninguém fica parado.

Amilcka e Chocolate

Nota: Trecho da música Som de preto.

Inserida por tonioloneto

Eu sinto falta de tantas coisas Que abri mão no decorrer da caminhada.
Eu sinto falta de quando acordava acreditando que todos os sonhos eram possíveis.
Eu sinto falta do pincel que coloria meus dias triste.
Eu sinto falta de encontrar figuras nas nuvens durante o dia , e nomear as estrelas na calada da noite.
Eu sinto falta do meu lado criança que sempre ouvia a frase : quando vc casar Sara, após uma travessura.
Eu sinto falta , apenas falta .

Inserida por Clauddiamoura

O QUE EU FAÇO DE MIM

Eu me visto de mim mesma
E uso as máscaras da minha própria imaginação,
Porque sou exclusivamente responsável
Pela minha felicidade e por minhas desilusões.
Não posso, pois, despir-me do óbvio,
Que é estar dentro de mim todos os dias.
Ninguém responde pelo que eu sou,
Além daquela que eu criei para mim:
Eu mesma!

Nara Minervino

Inserida por NaraMinervino

Porque eu sou do tamanho do que vejo E não do tamanho da minha altura.

(Do Livro do Desassossego - Bernardo Soares – Fonte: Domínio Público)

Inserida por portalraizes

Publicado a 18/10/2014

Graz - Österreich, 18.10. 2014

EU Nasci para Jogar Capoeira
Autor: Ronan Marcelino de Souza (Marrom)
Música: Eu Nasci para jogar Capoeira

Eu Nasci pra jogar, nasci pra Jogar
Eu Nasci pra jogar Capoeira.

Coro: Eu Nasci pra jogar, nasci pra Jogar
Eu Nasci pra jogar Capoeira.

Sorriso no rosto, molejo no corpo
Batuque , Dendê
Berimbau ta chamando
Chamando você

Coro: Eu Nasci pra jogar, nasci pra Jogar
Eu Nasci pra jogar Capoeira.

Morena na roda
Muleque esquiva
Cuidado no Jogo
Regional e de Bimba

Coro: Eu Nasci pra jogar, nasci pra Jogar
Eu Nasci pra jogar Capoeira.

Abaixa e levanta
Escorrega e não cai
Jogo combinado
Está sem malandragem

Coro: Eu Nasci pra jogar, nasci pra Jogar
Eu Nasci pra jogar Capoeira.

Da volta no Mundo
Respira profundo
Se entra no jogo
Que Deus te abençe

Coro: Eu Nasci pra jogar, nasci pra Jogar
Eu Nasci pra jogar Capoeira.

Inserida por RonanArca

REENCONTRO

Quis escrever sobre mim. Não me achei.
Fui me procurar. Não me encontrei.
Eu estava perdida entre as minhas ilusões.
Entre os sonhos e devaneios deixei minhas sensações.
E, na ausência de quem fui, fui, de mim, um divã.
Meu afã.
Eu fui minha própria vilã.

Não!
Não foi possível ser eu!
Tão longe de mim eu estava,
Que aos poucos eu não me encontrava.
Alucinei. Gritei. Esbravejei.
Fiz baderna, algazarra.
Eu chorei.
Ganhei forças, reagi, resisti.
Voltei à tona.
A mim reencontrei.
E eu me amei.
E no amor entre mim e quem sou,
Descobri que só sabe de si
Quem verdadeiramente amou.

Nara Minervino

Inserida por NaraMinervino

Eu sempre serei eu, minha essência nunca se modificará, o que se modifica em constância é a minha parte que trabalha procurando sua cura diária, que trabalha na conexão com a minha parte mais pura, a conexão com o meu EU interior e meu EU superior;

A centelha que sou, sempre esteve intacta em sua pureza e luz na unificação com o cosmos, com a essência PAI e MÃE;

Nesta infinita jornada, adquiri energias que hoje precisam ser trabalhadas e transmutadas, meus corpos astrais precisam ser curados;

A busca é a da cura das energias que só meu subconsciente conhece, e por não ter a consciência de quais são, ingenuidade e ignorância minha dizer que elas não existem em meu SER;

Sou meu incosciente, meus registros não acessados, é alí onde tudo se encontra;

Sou o que já me foi permitido acessar, e isso é muito pouco diante da vastidão de todas as camadas;

Pouco posso dizer que sei sobre mim, sei apenas a pequena fatia fragmentada do que sou de fato, sou as consequências de todas as minhas ações acumuladas;

Pouco sei sobre mim, e isso às vezes me assusta, mas também me dá uma força inesplicável, que talvez só possa ser explicada através da conexão maior com a força suprema, pela unicidade que somos;

Sou a beleza da incógnita de apenas Ser!

EU SOU aquele que EU SOU ⁠

⁠"EU SOU"

Muitos vão tentar me compreender, mas pouquíssimos vão entender e buscar saber quem realmente sou.

A maioria só me imaginará, e me julgará, segundo a sua visão de mundo, segundo suas crenças.

Ninguém está disposto a ir a fundo em algo que desconhece.

E assim seguimos como Seres superficiais, e desconhecidos uns dos outros, brincando de fingir que conhecemos a nós mesmos, nos imaginando, enxergando apenas fragmentos.

EU SOU

"Quem somos?"

A interpretação de quem somos, depende da capacidade, e do quanto se está disposto a entrar a fundo em contato com o seu EU, essa compreensão se baseia na interpretação de tudo o que é existencial dentro de cada um, se baseia no esforço, ou não, de acessar a profundidade com tudo o que não está disponível aos olhos, e que o ego se sobrepõe.

A questão em jogo, não é o quanto alguém se conhece, e sim o quanto ele está disponível para ir mais a fundo nas questões obscuras que ainda não foram acessadas.

E ao conseguir este acesso, o quanto se está disponível para não deixa las de lado, com medo do que pode vir a tona, o medo do que será preciso encarar.

Todos os dias somos atormentados por sentimentos impróprios para o nosso processo de evolução consciencial, crenças limitantes, julgamentos, comparações, irá, fúria, inveja, frustrações, coisas banais, desejos baseados simplesmente no preenchimento das nossas necessidades humanas, materiais de ordem sensoriais e assim por diante, mas isso está tão enraizado em nosso modo de ser, que não levamos em consideração o alerta que nos toma através de atitudes e reações que somos capazes de ter em um único dia.

Somos feitos de sentimentos, ação e reação, e quando trabalhamos em modo automático, passamos o tempo todo oscilando entre nossa Dualidade, picos de estresse, de mudanças de humor, controlam nossos dias, o caminho do meio, do equilíbrio, parece utópico. E ao observarmos atentamente, podemos perceber que na verdade quem segue no comando é o nosso ego em desequilibrio, que trabalha incessantemente em prol da sua própria satisfação, comportamentos repetidos, são somente ele acomodado confortavelmente em sua zona de conforto, nos distanciando da nossa unicidade e da união consciente com o nosso EU interior, na busca interminável pela sua satisfação, nos transformando muitas vezes em crianças birrentas e mimadas.

Uma vez distantes de nós mesmos, seguimos no modo automático, somos acometidos a acreditar que, todas as ilusões em que vivemos, são a nossa verdadeira realidade, mas a real verdade, ainda se encontra adormecida, esperando o momento em que teremos a coragem de entrarmos tão profundamente em nosso Ser, e sem medo, deixarmos de exaltar somente a luz existente, dando espaço para que toda a escuridão emerja para a superfície, de modo que não teremos mais como nos esconder de nós mesmos.

Assim se iniciará o real Despertar, onde teremos que aprender a lhe dar e a Transcendermos todas as nossas trevas interiores, transformando sombras em luz, sem o engano de que estamos fazendo algo de fato pelo nosso processo, e pelo processo coletivo com um todo.

Apartir daí então, saberemos que quem está no comando do avatar, não é tão somente nosso ego, individual e egoísta que só trabalha com a recompensa dos aplausos para sí.

Então, deste modo, podemos entender que se inicia o processo de ascensão individual, e que a conexão com o Eu Superior deixou de ser mais uma das ilusões que vivenciamos a todo momento, passando a um outro patamar, da experiência de unicidade e do Despertar da Consciência Crística.

⁠"Fortalezas"

Muro alto, inacessível, fortaleza que me cercava, me rodeava;
Cada experiência um tijolo, uma carreira que subia, uma barreira criei;
Inacessível, a vida vai seguindo e ao longo dela uma fortaleza vai nos surgindo;
Visão apurada é preciso, para enxergar além dos tijolos;
De tempos em tempos, eu atravessava a muralha, olhar silencioso, apurado, observador, me mostrava que nem tudo é sombra, existe luz atrás de cada muralha, e nem tudo são cinzas;
Mente inquieta, navegando pela Dualidade que me faz Ser existente, tentando me mostrar que saber se frágil, é aceitar a compreensão de que a fortaleza pode esconder mutas belezas;
Tijolo por tijolo, fui retirando, um a um, deixando meu Templo exposto, preocupada por vezes com o que iria encontrar e mostrar;
Saber se admirar, saber se contemplar tudo o que agora se mostrar, se expõe, se apresenta, sem o olhar desconfiado de que o desconhecido não deve ser explorado;
Dualidades, cinzas, sombras e luz, hoje sei que fazem presentes onde quer que eu vá, onde quer que eu vá caminham comigo, existencia presente, complementos do meu mundo;
Tijolos, vão se esvaindo, estou exposta novamente, preenchida de lucidez, aceitando que ser frágil é sim se esconder, e a minha maior fortaleza é abrir me ao mundo, deixando que ele compreenda que, luz e sombras também habitam o meu Ser.
Não há onde me esconder quando a fuga é de mim mesma;
Hoje meu trabalho principal é derrubar tudo, atenta apenas ao meu telhado que é de cristal, ciente de que nem todos saberão o enxergar com doçura e sutileza, e confiante de que só ficarão aqueles que se identificarem com a tempestade também;
Hoje sei quem sou, não me escondo mais de mim, e é o que me basta, a fortaleza hoje aqui presente, é existencial, acho que fiz um grande progresso!

Gratidão a vida,
Gratidão ao TODO,
Gratidão a verdade do nosso Ser

⁠Quando me olhei de verdade...

Percebi que tudo o que eu acreditava podia se desfazer em um segundo;
Quando entrei para dentro do meu Ser...
Pude ver quão grande e vasto era o Universo existente dentro de mim;
Quando observei as coisas que eu ainda carregava...
Compreendi como era importante diminuir o peso da minha bagagem;
Quando deixei de olhar com os olhos comuns...
Pude enxergar a magnitude do meu mundo interior;
Quando parei de reclamar do que eu achava que me faltava...
Passei a dar graças a tudo o que faz parte da minha história;
E só assim entendi que tudo o que tenho não significa nada comparado ao que realmente sou;
Então eu passei a agradecer e a sorrir, pois minha morada não se limita apenas no que o espelho quer me refletir, tão pouco aos olhos que me observam;
EU SOU o tempo que constroi, que transborda, se refaz, que transmuta;
EU SOU tudo aquilo que transborda meu coração;
EU SOU muito mais do que você pode ver e tentar compreender!