Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto
O som da liberdade é o primeiro choro de um recém-nascido que teve a oportunidade de nascer. O fôlego da vida em sua chegada ao mundo.
Não há povo e não há homem que possa viver sem ela [a literatura], isto é, sem a possibilidade de entrar em contato com alguma espécie de fabulação. Assim como todos sonham todas as noites, ninguém é capaz de passar as vinte e quatro horas do dia sem alguns momentos de entrega ao universo fabulado.
A literatura corresponde a uma necessidade universal que deve ser satisfeita sob pena de mutilar a personalidade, porque pelo fato de dar forma aos sentimentos e à visão do mundo ela nos organiza, nos liberta do caos e portanto nos humaniza. Negar a fruição da literatura é mutilar a nossa humanidade.
Dado que a literatura, como a vida, ensina na medida em que atua com toda a sua gama, é artificial querer que ela funcione como os manuais de virtude e boa conduta.
Uma sociedade justa pressupõe o respeito dos direitos humanos, e a fruição da arte e da literatura em todas as modalidades e em todos os níveis é um direito inalienável.
Quero dizer que as camadas profundas da nossa personalidade podem sofrer um bombardeio poderoso das obras que lemos e que atuam de maneira que não podemos avaliar.
As vezes só é compreendido aquele vive sorrindo,( mesmo que falsamente) fala coisas só para agradar, Bajula para conseguir o quer, por interesse chama todo mundo de meu amigo. O egocêntrico que só gosta de colaborar se ele for o centro das atenções e é incapaz de sentir a dor do outro.
Por isso as vezes não sou compreendido, tenho a certeza de quem eu sou e acho que nunca irão conseguir me transformar no que querem que eu seja, sou impossível de ser manipulado, não negocio os meus princípios e valores,
Não tenho vergonha de ser Antonio Rodrigues de Sá Filho
Acordei cedo, onde os primeiros clarão do dia surgiu no horizonte
vi alguém ao longe traçando seu caminho
perdida entre as vielas que encontrará
sem saber que rumo tomar
tentei alcança-la mas seus passos eram comprido
chamei-a pelo seu nome
porém o eco da minha voz não a alcançou
ficou apenas o desejo
de que ela retornasse
porém até hoje não mais a encontrei.
Lá nas sábias entidades
Desse vasto território
Faz-se algo apelatório
Para o dom das caridades
Falam essas sumidades
Deste rumo deprimente
Como quem esteve ausente
Daquilo que bem conhece
E o povo é quem padece
Nas garras de certa gente.
Um arrumo nos casacos
Um esgar, um arrepio
Um prenúncio deste frio
Num trejeito de macacos
A aragem nos sovacos
O tremor em corpos sãos
O mancar dos anciãos
No tributo à voz do vento
Cede a prova do momento
Com o frio das suas mãos.
Os ossos do dia-a-dia
Nas alturas de carência
São ensino, por excelência
Pela sua antinomia
Além da ortopedia
E do cerne da matéria
A corrente da artéria
Mostra fracas cartilagens
Para aquelas personagens
Que se fartam de miséria.
Todo o lobo na matriz
Da raiz da sua essência
Tem talento e apetência
pra fazer o que não diz
Dentro dessa bissectriz
Da paisagem dividida
Uma parte é dirigida
Ao engano da verdade
Enquanto a outra metade
Gere o pão da sua vida.
Companheiros de matilha
Aliados da má-língua
Fazem jus à sua míngua
Com aleives na quadrilha
Tudo soa a maravilha
Aos cordeiros aparentes
Forjam logros indecentes
A troco do seu proveito
E a torto e a direito
São por vezes inocentes.
Brilham como divindade
Dos altivos campanários
No mais visto dos cenários
Da estranha sociedade
Talvez por necessidade
Das vaidades assumidas
As prosápias exibidas
Não se mostram em segredo
Enquanto este povo ledo
Tem as palmas estendidas.
Ler é decifra-se pela ótica dos outros; é encontrar-se sem se perder; é mergulhar, sem se molhar, no oceano magnífico da imaginação.
Somente a leitura crítica tem o poder de extrair a verdadeira essência de um texto e de atingir a sua total profundidade.
Lemos não apenas para desfrutarmos de um banquete intelectual do autor, mas, principalmente, para exercitarmos o nosso pensamento. A força da literatura está, imprescindivelmente, em fazer pensar.
Quem não tem autonomia para questionar, tampouco tem liberdade para dar sua opinião e exercer seu direito constitucional e democrático.
Quem ama não constrange,
Quem ama não humilha,
Quem ama, no seu semblante,
O rosto de Cristo brilha!
O que é o amor? - um tesouro
Que dentro de nós guardamos,
Mas que somente vale ouro
Quando compartilhamos.
Quem foi que "determinou" que para curtir a vida é preciso estar fora de casa? Felicidade, ou a gente tem ou não tem, porque é algo que vem de dentro.
Quem precisa de novidades o tempo todo e grandes acontecimentos para se sentir bem, vai morrer tentando e não vai conseguir ser completo.
Passear é bom, mas ficar em casa "fazendo nada" com a família também é!
Que bobagem pensar que não existe felicidade na simplicidade!
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