Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto

Cerca de 573005 frases e pensamentos: Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto

SALA E AULA

Na sala de aula
eu ouço a fala...
A fala que fala
e embala sob sala
estrondando o silencio
que a tempo se cala.

Na sala de aula
a fala embala
com expressão da cara
parecendo um carma
que o mundo resvala
em sala de aula.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

CÔMODO

Eu me incomodo...
Com dragão de cômodo
que incomodou seu povo
e também me incomodou.

Um bicho todo malhado
arrastando a barriga no chão
com veneno avançado
mata mais que filho do cão.

Dragão, dragão...
Não assombre o meu coração
que a tempo vem assombrado
já estou envenenado...
Por uma terrível paixão.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

Não é que eu tenha me apaixonado de repente. Devagarzinho ela se tornou a luz que ilumina meu dia.

Inserida por zkirito

PREOCUPAR

Eu não preciso
me preocupar com o olfato
nem com os ratos...
O olfato pertence ao nariz
os ratos pertence ao país.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

PAGINAS DA VIDA

Nas paginas da vida,
eu te li...
Com a minha vida,
nunca lida.

A lida da vida aqui
não lida para partir
nem muda nada da ida.

Nas paginas da vida,
eu te li...
Li o dia, mês e o ano
do nascimento de ti
do vento, vida soprando.

O seu estado de vida
aqui esta na partida
e seus dias só tem planos.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

Pensaste que seria o fim!!!
Pois, que foi um pensamento sem reflexão, (Acho), porque eu nunca lhe dei oportunidades de pensares sobre mim, de tal maneira...
Eu não sou perfeito e muito menos a perfeição, tento é fazer perceber a se de casa momento que a vida é para ser vivida...
O tempo une sempre, os nossos pensamentos, como os nossos cruzamentos (Caminhos) mesmo depois te tantas curvas percorridas....
Mais ao longo destes anos todos eu tenho feito o máximo de poder perceber-te, mesmo com as explicações de mestres da velha escola peritos na matéria...
A arte do saber, não soube me ensinar que cada dia, é um dia, que devemos fazer dela o melhor possível, eu sempre dei voz aos meus sonhos, mais destes e de porventura só tive aventuras, nos mais altos montes "ALPES"
Tive de percorrer trilhos de caminhos sem picadas... não pode esperar pelas quedas das águas pluviais para poder saciar a minha garganta seca, recorre em charcos e lagos, vive de migalhas de grãos em chanas do Leste...
Andei pelos mares do Oeste, me bronzeei do sal do Oceano Atlântico, e foi tudo a mil maravilhas...
Puxa que maldito Vizinho.. a está hora fica do outro lado gritando o meu nome e me desperta do meu sonho...
:

Inserida por RiquinhoRich

ELIDIR

Eliminamos... Eu sei,
o quanto tempo eliminamos
o barulho da goteira
o velho canto do galo
o sino d'aquela torre
o reio e seus estalos.

Eliminamos, sim...
O ranger da velha porteira
o trupe d'aquela boiada
o pingar d'água na goteira
a paixão apaixonada
a farofa na algibeira.

Eliminamos, eliminamos...
Flores nas margens da estradas
vidas que cruzam caminhos
saudades do primeiro olhar
o chilrear das passaradas
enigma dos pergaminhos.

Eliminamos, sim, sim!
Os dízimos dados aos gostos
os gostos do mês de agosto
o tutano do velho osso
o endosso do insosso.

Eliminamos os risos...
os dois mais dois igual cinco
... Espalhados pelas ruas
a lua de tudo aquilo
que não precisa da lua

Eliminamos todos os erros...
O bater de assa e voar,
do que sinto ou não sinto
o desvio de entidade
a ganância de tudo isso...
P'ra não desviar aquilo.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

DECRETO

Se decreto decretasse, a mim...
Para decreto fazer, eu decretaria
e um decreto, eu, iria fazer...
Decreto para servir a todos
a mim, a ti, e a você.

Um decreto de liberdade
que causasse euforia
decreto, que podes-se, ir e vim
servindo João, José e Maria

Eu decretava que desvio
não seria permitido
exceto, desvio de estrada
ou de rios poluídos...
Estrada para passadas
e rios, para sorriso.

Decretava que os desvios
feitos por mãos de bandidos
recebessem, os castigos das leis
e nunca mais fossem envolvidos.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

FARRAPO DE AMOR

Não me disse adeus, e se foi...
E eu, afogado pelas lagrimas da despedida
não esbocei, uma só palavra!
Parei no tempo...
Viajei sentido em sentimentos
te encontrei em meus sonhos, ali! bem ali
... Nos meus despedaçados momentos.

Todavia, você colocava-se calada
enquanto abanava a mão por aquela estrada
... Eu naveguei em minha loucura,
perdi o sono, em desatino...
Fiquei a noite inteira acordado!
Buscava-te a todo canto do meu ser
e só a sua presença,
encontrava-se do meu lado.

Quanto desespero...
Quanto mais o tempo passava!
Mais e mais! Despencava-me lagrimas...
E essas, turvaram meus olhos chorosos!
Enquanto a sua presencia se fazia ausente...
a minha visão intensa, pressentia você.

Você estava li, você se fazia presente,
como encanto, no canto do meu coração...
você me sorria, você adentrava na minha dor
se propagando por todo meu consciente...
Estou aqui, farrapo humano...
Escravo desse imenso amor.

Antonio Monte

Inserida por Amontesfnunes

BODEJAR

Se eu pudesse...
Eu não carregava pedra!
Mas não posso...
Não posso, mas carrego.
Nasci pobre e por isso...
Eu sigo carregando a minha pedra.
Pedra dura...
Pedra pesada,
pedra dura, pesada e lascada!
Vê se pode... Pedra cega!
Quando ela escorrega...
Bate no meu pé e me faz bodejar
como se fosse bode... Bééé!
Mesmo assim...
Eu vou lapidando minha pedra
aproveitando para apedrejar
muros e mundo...
Quem sabe se a minha pedra
um dia, se transforma em flor...
Nesse dia, apedrejarei a ignorância,
borrifarei perfumes sobre o blue
e perfumarei, o arco-íres do amor.
Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

Se eu não fosse poeta
seria, quem sabe,
Para escândalo dos outros poetas,
“uma pedra no meio do caminho”!

Inserida por Antonio_Costta

Eu amo os mistérios de Deus... Pela sede de alcançá-los eu acabei conhecendo o Senhor.

Inserida por ibmpcohatrac

Eu sou teimoso em sonhar,
mesmo quando a previsão
não está para bons sonhos.

Inserida por Antonio_Costta

MEU SONHAR

Eu estava melhor quando dormia...
Dormindo eu sonhava contigo, é verdade,
mas pelo menos dormindo, eu te via!
Eu te tinha... Eu te tinha, muito além da
minha saudade! Agora, ao acordar em
meio a essa escuridão horripilante...
Sou como pássaro sem asas debatendo
sobre o espaço vago, onde esse tenro
medo de viver sem teus braços, me castiga.
Essa terrível solidão me judia, judia como
chibata açoitada por mãos de mil carrasco!
Essa ausência, esse silencio de você, me faz
gemer. Meus olhos estão vertendo, lagrimas...
A minha alma, chora a sua falta.
Hoje dormindo, outra vez sonhei contigo!
Eu queria acordar para te ter... Te abraçar,
assim tendo-te, como te tenho em meu sonhar.
Mas quando acordo, não te tenho alem
do meu pensar. Quero voltar a dormir
e nunca mais despertar! Se acordado eu não
posso te abraçar... Quem sabe se assim
dormindo, eu te carregue p'ra sempre
nos braços do meu sonhar.
Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

BRAÇOS DO ALENTO

Hoje, eu me peguei olhando a janela
do tempo. E nesse pega, pega eu me vi,
menino, sorrindo, pequeno. Vi o meu
sorriso, simples atirado aos ventos, me vi
escorregando pela lama alegre da infância
meu esboço sob poças d'águas, e eu...
Jorrava deslizando pela felicidade da juventude.
Olhando a janela do meu tempo... Eu pulava
amarelinho sobre a minha calçada, enquanto
atirava flechas de sonhos sob o arco
multicolorido do meu arco-íres. Eu corria
pelas chuvas do terreiro e assistia a minha
felicidade voando através das nuvens brancas
como paina algodão. Quando menino...
Eu observava os relâmpagos e corria pelas
chuvas molhando o meu ser inocente.
Hoje aqui, olhando a janela, do meu tempo
me vejo criança, cheio de esperanças e
sonhos, me pego rodopiando ciranda... E me
vejo sentado sobre as margens do meu rio,
flutuando cisma nas águas da saudade.
Olhando a janela do meu tempo...
Eu me pego, admirando os chilrear dos
pássaros e todo abestalhado com o revoar
das borboletas, as quais giram como se
estivessem desenhado os anéis de saturno
sob o ar. Aqui, quando me vejo menino, me
pego andando descalço sobre as areias
observando os reflexos do sol, os quais se
projetam desenhando as arvores sobre as
sombras e o frescor da velha estrada.
Da janela da minha vida, eu me perco sob o
labirinto do meu tempo, para logo me pegar
absolto nos braços dom meu alento.
Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

CONGELO DE FELICIDADE

Eu vou tirar, a foto do seu rosto,
um prisma, meigo, contente, rindo...
E d'essa forma, eu congelarei a sua
alegria. Quem sabe assim, eu terei
a sua imagem de felicidade, tal qual
um arco-íres, escancarado só para
mim. Eu vou colocar, a sua foto
na moldura, e logo, pendurarei, na
parede do meu quarto. E quando
lá eu me achar só... Eu tenho certeza
que minhas lagrimas caindo se
levantarão só para fitar na parede...
O sorriso da minha paixão.
Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

EU SEM MIM

Outro dia, logo cedo, ao me despertar,
me peguei mirando a aurora da vida...
Acordei, falei qualquer coisa fãnha,
não reconhecendo a minha voz, corri ao
espelho, e me vi... Vi meu olhos vermelhos,
em lagrimas ali. Ali... Não me reconheci!
Assustei-me comigo mesmo...
Assustei-me com, o eu do outro lado.
Aquele eu apresentou-se, distante de mim...
Longe, muito longe dos meus sentimentos!
Aquele eu ali, estava...
Amassado, cansado, enrugado velho...
Para aquele eu ali, o mundo parecia esta
por um fio... Um ébrio na corda bamba
Eu nem me vi ficar assim! Não sei por onde
andei, não tive tempo de prestar atenção
em mim. Agora, sob a sombra desse
crepúsculo... Aqui! As vezes me convenço que,
esse mim, não sou eu, e que esse eu, todavia
carrega saudades de mim. Agora perto do fim....
Procuro o eu, que à muito... Esteve em mim.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

Eu já vivi a ambição
de correr atrás de grana,
eu já vivi a ilusão
de correr atrás de fama;
hoje estou velho e mudado,
hoje vivo sossegado,
só curtindo quem me ama.

Inserida por Antonio_Costta

EXORTAÇÃO DO AMOR

Eu estava no ápice da via, em dispara,
voando as margens das flores...
Lutando pelo primeiro lugar da corrida!
Almejando o primeiro lugar ao pódio.
Ai veio você...
Com sua bandeira maldita!
bandeirou o meu amor
assinalou o meu fim...
Me exortou-me p'ra escanteio.
Parei no meio...
Emperrei na partida,
fiquei seco como lagoa do norte...
Chorei na despedida.
No labirinto, sem prumo, em choque...
Zanzei sem rumo...
Sem tato para felicidade, adoeci.
Sem ti, padeci. Sem ti...
Almejei o sopro da morte.
Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

COISINHA

Sabe coisinha...
Se não fosse, tantas coisas!
Eu iria comprar uma coisa.
_ Que coisa! Coisa p'ra que?
_ A coisa, p'ra coisá por aí.
_ Por aí... Por onde?
_ Pela estrada pela rua
pela linha de bonde.
Pelo dia e fantasia
pela noite que se zua
na gola na prata da lua
no açoite da gula sua.
Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes