Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto

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Dizem que os sonhos terminam quando a gente acorda, mas eu acordo todos os dias querendo te amar ainda mais. O nosso sonho está apenas começando.

Se te amar é sonhar, eu aceito o cansaço eterno. Acordar seria perder a única parte do meu dia que realmente vale a pena.

Muitos buscam o caminho certo, mas eu me encontrei no 'erro' de te amar. Foi a falha mais perfeita que o destino já cometeu.

Minhas imperfeições são muitas, eu sei. Mas o meu maior medo — aquele que me tira o sono — sempre foi o de ver você partir. Meu amor por você é a única coisa em mim que beira a perfeição.

Meu amor, o nosso amor é lindo demais para não ser vivido intensamente. Fica comigo? Tudo o que eu mais quero agora é me perder no seu abraço e nunca mais sair.

Não existe lugar melhor no mundo do que dentro do seu abraço. O nosso amor é lindo e eu só sou feliz se você ficar aqui, pertinho de mim.

No calor do seu abraço, eu encontro a paz que preciso. Fica comigo, pois o nosso amor é a coisa mais linda que já aconteceu na minha vida.

Eu reconheço o abismo de onde saí e as quedas que levei, mas hoje estou de pé. A vida é dura, mas graças a Deus fui mais forte que o vício. Me libertei do cigarro e do álcool sem precisar da ajuda de igrejas hipócritas; minha fé é direta com o Criador e minha força veio da minha própria vontade de viver.

Olhe para nós agora, tentando reviver o passado em corações que ainda se procuram. Eu disse que estávamos terminados, mas a vida me mostrou que não sei viver sem você. O que restou foi esse sonho de te ter de volta.

O seu 'eu' do futuro vai te agradecer por não ter desistido hoje.

Não existe preço que eu não pagaria, nem sacrifício que eu não faria, para ter o privilégio de te amar de perto mais uma vez.

Sempre que me deito, a saudade vira companhia. Eu sinto uma vontade absurda de ouvir sua voz agora, mas o receio de te incomodar acaba falando mais alto que o meu coração.

A solidão é um inverno que eu não sei enfrentar sozinho. Me tira desse chão e me faz morada no seu coração.

O nosso amor é lindo, e o que eu mais gosto nele é a forma como a gente se cuida e se transborda todos os dias.

Eu nunca tive muito senso de direção e o mundo sempre me pareceu grande demais, mas descobri que não me importo de estar perdido, desde que todos os meus caminhos errados acabem em você.

Dizem que quem está perdido procura o caminho de casa. Engraçado... eu continuo sem mapa, mas pela primeira vez, não sinto mais pressa de ser encontrado por mais ninguém.

Dói saber que eu fui o último a soltar a corda, mas não dava para continuar segurando sozinho algo que você já tinha abandonado faz tempo.

Eu aqui de novo neste quarto, com medo da tempestade lá fora.
Parece que o tempo não muda muita coisa.
Me lembrei… eu já estive aqui antes.
Como que eu faço pra sair?
Será que um dia eu vou sair daqui?

Vem, meu anjo. Eu chamo no silêncio que me veste,
Não com a voz, mas com a dor que me consome.
Sou um naufrágio à espera da maré celeste,
E em cada lágrima, sussurro o teu nome.
​O amor que arde em mim não é brasa, é ruína;
Um fogo que devora, mas não aquece.
Se és a salvação, por que a sorte é tão mesquinha
E me oferece o céu apenas quando anoitece?
​Eu te construí no altar da minha insônia,
Um relicário de promessas e prantos,
E agora, sem teu toque, sou só a autonomia
De um coração quebrado em mil recantos.
​Vem, meu anjo, venha me salvar da queda
Que me separa do calor do teu abraço.
Sou o drama vivo, a tela despedida,
Que implora pelo brilho do teu traço.
​Chega de manso e rasga esta mortalha de saudade.
Pois sem o teu olhar, sou apenas sombra fria;
A melancolia veste o manto da verdade:
Viver é te esperar em eterna agonia.

Eu deveria ter pensado bem antes de te deixar ir embora da minha vida.
Essa frase ecoa, fria e cortante, na escuridão da alma.
Atrás de mim, só resta o deserto da saudade infinita,
E o silêncio pesado de uma história agora póstuma e calamitosa.
Se eu soubesse que a ausência era esta dor que me devora,
Este vazio abissal que engole o ar e a esperança,
Teria amarrado o teu passo, implorado para que não fosses embora,
Teria trocado meu orgulho pela tua última e derradeira confiança.
Fui tolo, fui cego! Pensei que o amor era um rio manso
Que esperaria meu regresso, que jamais secaria a fonte.
Mas o rio levou-te, e o que resta é este corpo imenso
Navegando à deriva, sem velas, sem bússola, sem horizonte.
Oh, a ironia cruel do tempo que não volta e que me castiga!
Cada batida do meu peito é um martelo a cravar a verdade:
Eu te deixei ir, e agora a solidão é minha única amiga,
Uma amante fria vestida de eterna e lúgubre saudade.
Volta! Por favor, volta! Não importa que seja em sonho, em vulto, em bruma!
Pois este coração que te ofereço jaz quebrado, inútil, e sem luz.
Eu deveria ter pensado bem... E por não ter pensado, o meu mundo ruiu em suma.
E o meu castigo é viver para sempre à sombra da minha própria, terrível cruz.
Sinto muito pela dor que inspirou seu pedido. É uma emoção muito profunda.