Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto
OLHO DO FURACÃO
Como eu queria estar escrevendo sentimentos bons, mas a vida me trouxe aqui, para mais uma reflexão um tanto quanto avassaladora, com a qual talvez muita gente se identifique. Meu sentimento agora, eu diria que é deveras triste e solitário, mas dizem por aí que as melhores escritas vêm de dias cinzentos. Sendo assim, olho pela janela e me pergunto: por que as pessoas têm tanto medo? Por que insistem em se esconder atrás dele, a ponto de não estarem dispostas a viver?
Pois bem, todo ser humano desta Terra tem medo; todo mundo, sem exceção, sente, já sentiu ou vai sentir esse sentimento, e está tudo bem, é a coisa mais natural do mundo. Mas agora é que vem o problema: muita gente por aí perde a chance de sentir, fazer e experimentar por causa do pânico.
Tomemos como exemplo uma estação de trem e uma pessoa com um destino predeterminado. Se esse indivíduo não estiver na hora e no momento corretos, corre o risco de perder o trem. Chegando atrasado, pode ser que tenha a sorte de ele também estar fora do horário de partida, o que é uma rara exceção. No pior cenário, aquele que é o mais provável, infelizmente ele terá de esperar sentado no banco o próximo trem passar, porque nenhum maquinista espera ninguém infinitamente. Mas será que esse novo trem vai levá-lo ao mesmo destino? Provavelmente não, e talvez o primeiro nunca mais volte à sua estação.
Nesse compasso de espera, criam-se as desculpas para o atraso. E sim, de fato, algumas coisas está tudo bem perder, mas deixar ir tudo e qualquer coisa por se esconder atrás do medo de embarcar? O preço, no futuro, pode ser alto demais. Como eu disse anteriormente, todo mundo tem medos, mas há quem esteja disposto a enfrentá-los. Quem realmente quer, tenta, continua, persiste, dá um jeito. Por mais impossível que seja alcançar aquele vagão, por mais pedras que haja no caminho, por mais árdua que seja a caminhada, quem quer, vence! Mas aí vem a pergunta: o que eu faço com meus medos, inseguranças e traumas? Coloca no bolso e vai. Enfrenta, seja corajoso, não deixe passar a oportunidade da tua vida por causa de um sentimento desses.
Entretanto, a vida é difícil mesmo; é uma batalha diária, não é um conto de fadas para ninguém. O meu conselho para mim, para você, leitor, e para qualquer pessoa deste mundo é: viva, arrisque, permita-se sentir, mas não espere estar pronto para tudo, não espere o momento ou a fase certa da vida. Experimente tudo em meio ao caos da rotina, do mundo; enfim, vista o arquétipo do louco e vai para cima. Se não for no meio do olho do furacão, então nunca vai ser. Caso contrário, a vida cobrará o preço por meio do arrependimento, que pode não ter mais volta. Então, se prefere ficar seguro, fique; quem não sai da zona de conforto não muda a vida nem para melhor, nem para pior. Na minha visão, prefiro passar pelo medo da mudança, mesmo que isso pareça infinitamente difícil — porque é, eu sei que é —, do que ficar estagnada em um só lugar pelo resto da minha existência. O não dar certo vira experiência e história para contar; é disso que precisamos: bagagem. Que graça tem a vida sem enfrentar aquilo que tanto tememos? No final, o maior fracasso não é tentar e dar errado, e sim deixar o medo decidir por nós mesmos.
RECALCULANDO ROTA
Cá estou eu novamente, sentada em minha cama, olhando para o infinito, em uma sexta-feira à noite. Você deve estar se perguntando: o que uma jovem de 17 anos está fazendo em casa em um dia desses? Deveria estar, no mínimo, em uma "baladinha" qualquer. A minha resposta será um tanto avassaladora, talvez assuste muita gente por aí, mas é como me sinto de fato: diferente.
Já fui de sair muito, ter diversos amigos, paqueras, risadas, momentos bons, mas tudo mudou quando meu GPS interno recalculou a rota da minha vida. Comecei a ler, praticar muitos esportes, estudar, espiritualizar-me, focar muito mais em mim mesma. E meus amigos? Eu ainda os tinha, claro, mas de forma cada vez mais distante. Os interesses não se encaixavam mais; enquanto as conversas giravam em torno de quem ficou com quem, eu queria estar falando de livros, futuro, oportunidades e desejos puros. Para mim, não faziam sentido todas aquelas falas e, no fim, acabei sendo rejeitada por ser muito diferente. Não os julgo. Talvez eu sempre tenha sido dessa forma, mas me escondia atrás de uma pessoa que não tinha nada a ver comigo para ser aceita como uma adolescente normal em uma sociedade rasa. De fato, uma hora ou outra eu mesma iria me distanciar.
Tive de aprender a lidar com a solidão na marra, mas, com o tempo, isso virou solitude, o que é deveras diferente. Aprendi muito nesse meio-tempo. Entendi que nossa própria companhia é a que mais importa. Mas agora cheguei a uma fase da minha vida em que eu gostaria tanto de ter um grupo de amigos. E, afinal, onde vou encontrá-los? Não me encaixo em lugar nenhum. Um exemplo são os amigos que tento fazer no esporte. Descobri algo muito estranho aos meus olhos: só é seu parceiro enquanto você apresenta um desempenho inferior ao dele. Sim, eu sei, é triste.
Às vezes, tenho a impressão de que a vida virou uma disputa para ver quem é mais orgulhoso, quem tem o ego mais inflado, quem menos dá o braço a torcer. Esse é o valioso, dizem os idiotas. Aí é que eu quebro a cara. Para mim, amizade, relacionamento ou qualquer coisa que envolva o outro envolve empatia. E, quanto mais eu me importo com o sentimento dos outros, mais eu me machuco, mais pedradas levo e mais distante eu me torno.
E, se entrar no campo dos relacionamentos amorosos, aí desaba tudo. Sempre, em minha vida, eu fui um quase e nunca uma certeza. Não que eu tenha tido muitas oportunidades, mas, quando acontecia, era assim. Quando, de certa forma, me isolei do mundo, como diz meu pai, "foi o boi com a corda" de vez. Se me perguntar se sou seletiva, a resposta é óbvia: muito. Mas sei que ninguém é perfeito. Tem uns que chegam e, só de olhar, eu penso: "Não têm nada a ver comigo". Querem só rolo, "passar na cara", não pensam em construir algo maior. E há outros que, ao meu ver, seriam perfeitos, coisa rara de acontecer. E, quando acontece, na minha cabeça daria super certo, mas, aos olhos do outro, é impossível. Talvez o problema seja eu, uma pessoa que pensa demais, planeja demais, sente demais, ou talvez eu esteja em um mundo raso demais. Já nem sei mais o que pensar, realmente.
Pergunto-me todos os dias quando voltarei a ser um pouco mais normal, a ser aceita novamente, a socializar com facilidade, quando finalmente terei um namorado. Penso que possa estar destinada à solitude eterna. Apesar de tudo, no fundo eu a prefiro, mesmo doendo demais. Só quem passa por isso sabe.
Penso que boa parte da minha geração vive em torno somente de festas, bebidas, baladas, drogas e redes sociais. Nem falarei das indumentárias; complica demais. Como posso me encaixar nisso? Será possível não existir ninguém parecido comigo? Óbvio que existe, mas minhas esperanças, no momento, estão desvairadas. E, enquanto não encontro as pessoas certas para caminhar ao meu lado, continuo olhando para o infinito, ou melhor, escrevendo crônicas em uma sexta-feira à noite qualquer.
Eu não consigo dormir, pensando se vale a pena insistir, nessa vida de marasmo, eu sem plasmo, insisto em insistir.
Insistir, insistir, insistir.
Ferir, ferir, ferir.
Remendar.
Repetir.
Eu acredito ainda que as pessoas especiais, assim como eu sou especial ainda conseguem ver seus avós que estiveram presentes na vida deles ou delas, assim como eu tenho contato com meus avós por parte de pai e mãe, a Leny e a Claudina com meu avô Odilon também falecido nisso até hoje me dizendo coisas positivas na mente, parecendo a novela Quem Ama Cuida da Globo, mas para um foco diferente para meu caso: fazer a vida andar nos momentos mais pesados dela.
Às vezes eu abro a janela e a paisagem me toca.
Um instante para a contemplação do belo!
Um instante para ficar a sós com a natureza...
Um instante para uma maior intimidade com Deus
Admirar o entardecer é aproximar-se do Criador
Querido Deus! Hoje eu acordei como sempre agradecida. Estou saudável! Estou viva! Estou pronta para o novo dia que amanhece. Ajude-me a vive-lo dentro de teus princípios. Ajude-me a compreender possíveis dissabores, inevitáveis contratempos. Ajude a me sentir feliz na alegria do próximo, no contemplar a perfeição da vida ou na arbitrariedade. O Senhor é meu guia e conhece meus anseios.
É na força da Tua graça sempre presente em mim, também desejo a todos meus amigos um dia especial, transbordante de conquistas e muita produtividade.
BOM DIA, minha gente amiga! Deus esteja contigo, hoje é sempre!
edite/ abril de 2016
ORAÇÃO DE DAVI
1 Ó Senhor Deus, eu te agradeço
de todo o coração;
diante de todos os deuses eu canto
hinos de louvor a ti.
2 Por causa do teu amor
e da tua fidelidade,
eu me ajoelho
virado para o teu santo Templo
e dou graças a ti.
Pois tens mostrado que o teu nome
e as tuas promessas
estão acima de tudo.
3 Quando te chamei, tu me respondeste
e, com o teu poder, aumentaste
as minhas forças.
4 Ó Senhor Deus, todos os reis da terra
te louvarão
quando ouvirem falar das tuas promessas.
5 Eles cantarão a respeito das coisas
que tu, ó Senhor, tens feito,
pois grande é a tua glória.
6 Tu estás lá nas alturas,
mas assim mesmo te interessas
pelos humildes,
e os orgulhosos não podem se esconder
de ti.
7 Quando estou cercado de perigos,
tu me dás segurança.
A tua força me protege
do ódio dos meus inimigos;
tu me salvas pelo teu poder.
8 Tu cumprirás tudo o que me prometeste.
O teu amor dura para sempre,
ó Senhor Deus.
Não abandones o trabalho
que começaste.
Eu queria que o mundo parasse...
Eu queria que o mundo parasse
e eu aqui pudesse ficar, quietinha, enroladinha no meu canto a pensar...pensar...
Eu queria que o mundo parasse até que eu pudesse
tudo resolver sem mais sofrimentos , traumas, ansiedades e agonias...
Eu queria que o mundo parasse...
São tantas ideias, tantos pensamentos, alguma ousadia...
Que penso que vou explodir...
Eu queria que o mundo parasse ou até que eu voltasse no tempo
Assim enroladinha , estaria bem protegida no ventre materno
E é assim por uns segundos que penso estar..
Mas a dor no peito é tamanha, não dá para fugir da realidade
Realidade cruel que machuca, deprime e humilha
Por que a vida tem que ser assim?
Onde mais se pensa que vai encontrar amor
o que se encontra é frieza, indiferença, sarcasmo
e por que não dizer palavras ferinas
palavras que ainda retinem em meu ouvido
mesmo que não tenham sido proferidas, mas escritas.
Ah, como eu quisera apagar esse momento
Queria que o mundo parasse
não para eternizar esse momento
mas poder me estruturar melhor
Poder, quem sabe, achar uma fórmula mágica
e tudo resolver, assim miraculosamente
E quando acordar do sono mágico, poder ouvir :
Eu te amo!Você é minha mãe! Perdoe!
Eu queria que o mundo parasse
e tudo terminasse
num forte e afetuoso abraço !
autora : edite lima
"A maior fonte de felicidade que há na vida, é saber que alguém nos ama; que nos ama pelo que somos ou, melhor, que nos ama apesar do que somos."
(Victor Hugo)
Oração de agradecimento pela vida
Ó. Senhor! Hoje eu acordei sorri e agradeci: Obrigado por mais um ano de vida! Obrigada por me proporcionar está dádiva ao colher mais uma flor no jardim da existência.
Tu és a força que me conduz, que me impulsiona, que me renova a cada manhã. Algumas conquistas, sorrisos, lágrimas, expectativas frustradas que culminaram numa grande perda. Mas sentir Tua mão amiga a me amparar, teus braços a me acolher foi de um consolo imensurável. E assim eu prossigo, Senhor, sabendo que a meu lado estas. Comigo caminhas e me carrega no colo quando sinto que vou desmoronar.
Obrigada, Senhor, pela missão que me confiaste. E se for da tua vontade, que eu possa celebrar a festa da vida por muitos Verões e primaveras.
Que eu esteja sempre pronta a florescer e espalhar inúmeras sementes que possam consolidar teu Reino de Amor.
by Edite lima / 16/6/2019
Quão grande és Tu!
Amanheceu! Eu abro os olhos e vejo a claridade do dia que sutilmente invade o meu quarto!
Eu caminho pela calçada e meu coração é grato!
Grato a Deus pela oportunidade de mais um dia.
Grato pela Sua "luminosidade"que também invade meu ser...
Então minh'alma canta a Ti, Senhor: quão grande és tu
Quão grande és tu!
Quão grande és tu , ó meu Senhor!
edite lima / Julho/2019
EU E O MAR...
Sol , mar , praia
Tudo é silêncio
Espaço vazio
areia quente ,
mar a me chamar
Prefiro ficar
debaixo do guarda sol
a sós com minha água de coco
Saboreando aquele momento
toque do vento
murmúrio do mar...
Deus a me espreitar
Eu a louvar ..
edite lima , Novembro/2019.
Peço a Deus que acalme a minha pressa. Que eu faça morada no presente e não me afobe com excesso de futuro.
Que eu possa aproveitar a companhia dos que estão perto de mim, e não me torture com a falta de notícias dos que estão longe.
Que cada espera tenha seu peso e sua medida, e que eu não me desgaste aguardando por aquilo que não merece ser aguardado.
Que eu não tenha pressa de me curar nem de mostrar aos outros que superei, mas que eu seja carinhosa com meu tempo e minhas dores.
Que a leveza me alcance, e com ela a capacidade de perdoar a corrida dos ponteiros do relógio e o entendimento de que nada é tão urgente quanto o momento presente.
Fabíola Simões.
Nu editelima 60/maio/2022
pródigo.
Eu não pareço com ele.
Pelo menos não quando me olho.
Algumas pessoas dizem que sim.
Dizem que existe alguma coisa no meu rosto, no meu jeito, em alguma expressão que faço sem perceber.
Eu escuto.
Talvez elas estejam certas.
Talvez exista alguma coisa.
Mas eu nunca soube enxergar.
Quando olho para mim, não vejo ele.
Vejo a mim.
E talvez seja justamente isso que me faça pensar tanto nele.
Porque, se existe alguma coisa que eu realmente herdei, não foram os olhos, nem a voz, nem o rosto.
Foram os vícios.
Os malditos vícios.
Talvez essa tenha sido a única herança que encontrou um jeito de chegar até mim.
E é estranho pensar nisso.
Porque eu não herdei as conversas que poderiam ter existido.
Não herdei conselhos.
Não herdei lembranças de infância ao lado dele.
Não herdei aquelas pequenas coisas que parecem tão banais até você perceber que passou a vida inteira sem elas.
Mas herdei isso.
E, as vezes, parece que meu próprio corpo conhece caminhos que eu nunca quis aprender.
Eu tento parar.
Consigo por um tempo.
Depois volto.
E quando volto, existe aquela sensação incômoda de que talvez eu esteja repetindo alguma coisa que começou muito antes de mim.
É aí que ele aparece.
Não na minha frente.
Dentro da minha cabeça.
No subconsciente.
Naquela parte de mim que funciona antes que eu consiga pensar.
Uma reação.
Um impulso.
Uma escolha.
E, por um segundo, eu paro e penso:
“Isso veio de mim?”
Ou veio dele?
Eu odeio não saber.
Talvez seja por isso que eu não consiga perdoá-lo.
Não é só pela ausência.
É pelo que a ausência deixou.
Porque é fácil imaginar que alguém que foi embora simplesmente desapareceu.
O problema é quando a pessoa vai embora e alguma coisa dela continua funcionando dentro de você.
Aí você não sabe mais se está tentando esquecer alguém ou tentando arrancar uma parte de si mesmo.
E eu não quero ser ele.
Nunca quis.
Não quero olhar para as minhas próprias mãos e encontrar as escolhas dele.
Não quero reconhecer nele aquilo que existe em mim.
Não quero que os meus erros tenham o nome dele escondido em algum lugar.
Mas talvez eu precise admitir uma coisa.
Talvez algumas pessoas estejam certas.
Talvez eu realmente carregue alguma coisa dele.
Só que não é isso que me define.
Porque eu também carrego tudo o que veio depois.
As pessoas que me ensinaram.
As que me machucaram.
As que eu amei.
As escolhas que fiz sozinho.
As vezes em que consegui ser diferente.
As vezes em que falhei.
Tudo isso também sou eu.
E talvez seja essa a parte que ele nunca vai conseguir tocar.
Ele pode ter deixado os vícios.
Pode ter deixado perguntas.
Pode ter deixado uma raiva que ainda não sei onde colocar.
Mas não pode decidir o que eu faço com tudo isso.
Talvez eu nunca consiga perdoá-lo.
Talvez um dia consiga.
Hoje eu não sei.
E talvez eu não precise saber.
Porque perdoar não pode significar fingir que nada aconteceu.
Nem transformar ausência em presença só porque seria mais bonito contar a história assim.
Ele não esteve.
Isso também faz parte da história.
E eu não preciso inventar outra para conseguir seguir.
Talvez um dia eu consiga me livrar de tudo aquilo que herdei sem escolher.
Talvez um dia eu olhe para algum vício e não reconheça nele nenhuma sombra.
Talvez eu consiga pensar nele sem sentir que alguma coisa dentro de mim se contrai.
Mas, enquanto esse dia não chega, eu continuo tentando.
Não para provar que sou diferente dele.
Mas porque quero descobrir quem eu seria se não precisasse passar tanto tempo tentando não ser.
Porque eu não sou ele.
Mesmo que exista alguma coisa dele em mim.
Mesmo que às vezes eu me reconheça em coisas que gostaria de não reconhecer.
Mesmo que o subconsciente ainda saiba o nome dele.
Ele pode fazer parte daquilo que explica de onde eu vim.
Mas não precisa fazer parte daquilo que eu vou me tornar.
E talvez seja isso que eu esteja tentando aprender:
eu não escolhi o que herdei.
Mas ainda posso escolher o que fica.
Eu sei que o sangue foi derramado e o preço foi pago. Por isso, quero uma vida de verdade — e consumir o meu próprio assombro.
Deus tem me chamado para liderar mulheres, crianças, adolescentes e jovens.
Eu sei que esse chamado e essa promessa vêm desde a minha infância. Ao longo dos anos, muitas coisas chegaram às minhas mãos e, mesmo sabendo que humanamente eu não era capaz, eu abracei cada missão com amor.
Quantas vezes eu briguei com Deus… no bom sentido e perguntei: “Senhor, por que eu?”
Houve um tempo em que precisei me afastar. Não para desistir, mas para curar o meu interior. E, nesse processo, Deus me honrou, me fortaleceu e me deu autoridade.
E então Ele me disse, no meu coração:
“Agora tu volta e termina aquilo que Eu te dei para cumprir.”
Por isso, quando chego a um lugar e sou escolhida para determinada missão, não é porque estou atrás de posição, título ou reconhecimento.
É porque um dia eu disse:
“Eis-me aqui, Senhor. Eu aceito a missão.”
Se Deus me escolheu para estar ali, Ele mesmo vai me sustentar e me honrar.
Eu não preciso correr atrás daquilo que Deus preparou para mim. O que for para eu fazer chegará às minhas mãos.
Mesmo com medo.
Mesmo sem entender.
Mesmo achando que não sou capaz.
Porque não é sobre a minha capacidade.
É sobre quem me chamou.
E se Ele chamou, eu vou.
Eis-me aqui.
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