Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto
“Como eu não poderia amar minha mãe com todas as minhas forças?
Se o próprio Deus declarou que o amor de uma mãe é o amor humano que mais se compara ao Seu.
E, cá entre nós, Deus me deu o privilégio de ter uma mãe extraordinária. Foi ela quem escolheu um pai incrível e Deus me presenteou com irmãos maravilhosos.
Sou imensamente grato a Deus por essa família.”
Eu sempre acreditei que o amor era uma espécie de salvação, que, ao encontrá-lo, tudo faria sentido e as peças do quebra-cabeça da vida se encaixariam. Acreditei nisso com a pureza de quem ainda não havia sentido as dores que o amor também pode trazer. Minha avó, com sua sabedoria de anos, me dizia que ninguém é feliz depois de ter amado uma vez. Eu discordava, achava que o amor era algo eterno e puro, que jamais poderia ser fonte de infelicidade.
Mas hoje, com o coração mais marcado pelas experiências, começo a entender o que ela queria dizer. O amor, por mais bonito que seja, também é transformador — e nem sempre para o lado que esperamos. Ele nos faz crescer, sim, mas às vezes esse crescimento vem com dor, com perdas, com despedidas. E, depois de amar, nunca mais somos os mesmos. Não é que a felicidade se torne impossível, mas ela muda de forma. Ela deixa de ser aquela felicidade leve e despreocupada para se tornar algo mais maduro, talvez mais pesado, mas também mais profundo.
O amor me ensinou que sentir intensamente é também se expor à vulnerabilidade, às fraturas que podem nos fazer duvidar de quem somos e do que acreditamos. E, mesmo assim, eu continuo acreditando no amor. Não de forma ingênua como antes, mas com uma aceitação de que ele faz parte de quem somos, tanto nas alegrias quanto nas dores.
Minha avó tinha razão em parte — talvez depois de amar, nunca mais voltemos a ser os mesmos. Mas o que ela não disse, e que eu só descobri vivendo, é que essa transformação não precisa ser o fim da felicidade. Ela pode ser o começo de uma nova compreensão sobre o que é viver, sobre o que é sentir, e sobre o que significa amar com todas as suas cores — as claras e as sombrias.
Autora: Nayra Sousa
Não existem avisos para os momentos finais. Se eu soubesse, teria segurado o seu abraço por mais tempo, teria esquecido o relógio e dito, com clareza, o quanto você era a pessoa mais importante do meu mundo. Mas a vida não avisa o que vai acontecer; ela simplesmente muda tudo e nos deixa com planos e promessas que nunca vão se realizar.Dói perceber que o que mais machuca não é só a sua falta, mas o silêncio que ficou entre nós. Guardei muitas palavras pensando que o tempo nunca mudaria, que teríamos outros dias, outros cafés e outras chances de consertar os pequenos erros. Agora, fico pensando no passado, tentando descobrir o momento exato em que eu deveria ter agido de outra forma.Essa sensação de que faltou algo é um peso diário. É uma saudade que não tem para onde ir, um fim que não faz sentido porque nunca teve uma conversa de despedida de verdade.Escrevo isto não para pedir que você volte, mas para colocar para fora o que ficou preso no meu peito. Quero que saiba que, mesmo com o nosso distanciamento, você foi muito importante. Cada palavra que guardei virou um desejo sincero de que você esteja bem e em paz, onde quer que esteja. Estou aprendendo a conviver com esse vazio sem deixar que ele acabe comigo, transformando a falta do seu adeus na minha própria força para continuar a minha vida.
Eu vi
Eu vi.
Bem de longe, mas vi.
A sombra cansada,
o corpo fraco de lutar,
o peso escondido
na forma de continuar.
Não perguntei.
Não era o meu lugar.
Há distâncias
que também são uma forma de cuidado.
Mas vi.
Vi-te olhar o mundo
com olhos para os outros,
guardar palavras,
amparar silêncios,
deixar um pouco de ti
em quem precisava.
E pensei:
quem vê os teus?
Quem repara
quando o sorriso pesa,
quando o corpo pede descanso
e tu continuas?
Talvez nunca saibas
quantas pessoas levam consigo
um pouco da tua bondade.
Talvez quem cuida
raramente veja
até onde chega o cuidado.
Mas chega.
E se algum dia
o mundo te pesar demasiado,
não precisas de me contar o mundo.
Fala-me de elefantes.
De paredes.
Do tempo.
De coisa nenhuma.
Ou não fales.
Há silêncios
que também sabem ficar.
Não te escrevo para salvar-te.
Nem saberia como.
Só para que,
entre tantos olhos
que ensinaste a olhar para dentro,
saibas que houve uns,
bem de longe,
que olharam para ti.
E viram.
Como eu conheço a Bíblia?
o pouco que conheci,
a palavra do DEUS que amo,
tudo eu aprendi,
com o Espírito Santo...
A Bíblia é um tesouro,
a cada dia aprendo mais um pouco!
"Eu não quero ter que te convencer de nada, então tome decisões baseadas no seu próprio entendimento."
Tô tão acostumado com o fundo do poço que já estou até trazendo água pra não acreditou que eu sairia de lá beber!
Hoje eu te deixo ir com a certeza de que não volto mais. Meu coração está em paz por saber que lutei a cada minuto, e que me machuquei até demais tentando fazer a gente dar certo. Talvez esta seja a minha última mensagem para você, então, mais uma vez, obrigado por ter entrado na minha vida e por ter me ensinado tanto.
Levo comigo as lembranças boas e o aprendizado de que, às vezes, amar também é saber a hora de soltar a mão. Desejo, do fundo do meu coração, que você encontre a felicidade que busca, assim como eu seguirei agora em busca da minha. Sigo meu caminho com carinho pelo que fomos, mas com a convicção de que o nosso amor termina aqui. Adeus, e cuide-se.
Hoje, eu abro mão daquilo que mais amei. Não por falta de querer, mas por não ter mais onde buscar forças para lutar nesta batalha de um homem só. Eu te entrego ao destino com a alma em pedaços, mas com o peito limpo de quem sangrou cada gota de esperança tentando resgatar o que restava do nosso amor.
Dói — e como dói — admitir que o meu amor, por mais vasto que fosse, não foi o suficiente para nos manter de pé. Saiba que, em cada batida frenética do meu coração, houve um grito pelo seu nome. Você foi o meu sol e a minha tempestade, o meu cais e o meu naufrágio. Te deixar ir é o sacrifício mais lancinante que já fiz por mim — e, acima de tudo, por você.
Obrigado por ter sido o meu capítulo mais intenso; por ter me mostrado a beleza do céu e a agonia do abismo. Eu te amei com uma força que as palavras são incapazes de alcançar, e é justamente por esse amor devoto que eu, finalmente, aceito o nosso fim. Que a vida te conceda a paz que eu não soube dar, e que o tempo cure em você as feridas que eu não pude consertar.
Adeus, meu grande e eterno amor. Sigo só, mas sigo inteiro... por um dia ter sido, inteiramente, seu.
Sabe, eu nunca fui homem de promessas vazias. Olhando para trás, reconheço que houve tropeços e algumas palavras que o vento levou antes que eu pudesse cumpri-las. Mas a promessa principal — aquela de te amar e caminhar ao seu lado sob o "céu — foi a âncora que me manteve firme. O sol pode até ter inveja da nossa história, porque ele se põe todas as noites, mas o que sinto por você nunca conheceu a escuridão.
Lembro-me de cada detalhe daquele dia: o perfume da terra seca, o calor da tarde e a forma como o seu cabelo se soltou quando você caiu em meus braços. Foi ali, entre o ouro da cevada e o brilho do seu olhar, que eu entendi que o paraíso não era um lugar distante, mas qualquer espaço onde você estivesse.
Os anos passaram rápido demais, não é? Como um suspiro. Hoje, observo as crianças correndo com aquela energia inesgotável e vejo nelas o mesmo reflexo do verão que ainda vive em nós. Nossos corpos podem não ter mais a mesma pressa de antes, mas nossos passos ainda ecoam o mesmo ritmo. Quando o vento balança as espigas agora, ele não traz apenas poeira, ele traz a prova de que sobrevivemos, de que construímos algo real.
Obrigado por ter ficado, mesmo quando o céu escureceu. Obrigado por ser o meu porto e o meu amor. Enquanto houver vento soprando do oeste e enquanto houver esse ouro no final de cada tarde, eu estarei lembrando de cada segundo nosso. E, nos dias que ainda nos restam, não importa quantos sejam, eu te faço uma última e definitiva promessa:
Nós caminharemos, hoje e sempre, nos campos de ouro.
Com todo o meu amor e minha vida,
Aquele que sempre caminhará ao seu lado.
Hoje eu entendo muitas coisas que antes eu me recusava a enxergar. Eu te amei de verdade, com um coração limpo e uma sinceridade que não se encontra em qualquer esquina. Para mim, o que vivemos nunca foi algo passageiro, nunca foi uma brincadeira ou um passatempo.
Enquanto eu depositava sentimento, cuidado e verdade em cada detalhe, você parecia estar apenas deixando o tempo passar. Fui íntegro em cada palavra, em cada atitude e em cada momento que escolhi permanecer ao seu lado. Nunca escondi o que sentia, nem hesitei em mergulhar no que acreditava que tínhamos. Eu confiava nas nossas conversas e em tudo o que, para mim, exalava realidade.
Mas o tempo é mestre em tirar as vendas dos nossos olhos. Comecei a perceber o que o meu coração, antes ocupado demais amando, não me deixava ver. Dói encarar o fato de que, enquanto eu me entregava por inteiro, talvez eu fosse apenas um intervalo na sua vida — alguém para ocupar um espaço vazio por um tempo determinado.
O que mais machuca não é a distância física ou o fim do ciclo em si. O que realmente fere a alma é perceber que eu vivi uma verdade sozinho. É notar que o brilho que eu via nos nossos olhos era apenas o reflexo da minha própria dedicação, enquanto você mantinha os pés no raso, pronta para partir a qualquer momento.
Eu passei muito tempo acreditando na ideia de que o amor era algo que nos cegava, algo que nos fazia perder o rumo. Eu me convenci de que ser forte significava caminhar sozinho e que eu não precisava colocar meu coração em risco por ninguém. Mas aí, eu olhei para você.
Sabe, eu poderia tentar mentir para mim mesmo, mas a verdade é que não dá mais para negar.
Sempre que olho nos seus olhos, vejo algo que nunca encontrei antes: um futuro. Aquelas velhas promessas de independência agora parecem ecos distantes, sem sentido, porque a ideia de seguir sem você não me parece mais um sinal de força, mas de vazio.
Desta vez é diferente. Não há aquela sombra de dúvida que costumava me perseguir. Tudo em você — seu jeito, seu rosto, sua presença — me diz que finalmente cheguei onde deveria estar.
Eu só queria que você soubesse:
Meu coração, que eu guardei por tanto tempo, agora é seu.
Não quero mais caminhar sozinho.
Enquanto eu viver, esse sentimento vai durar.
É para sempre. Desta vez, eu sei.
Eu jamais imaginei que o silêncio de uma casa pudesse ser tão ensurdecedor. Hoje, os corredores parecem mais estreitos e cada centímetro deste vazio insiste em sussurrar a sua ausência. Às vezes, me pego perdido em um olhar fixo no nada, tentando decifrar como o tempo conseguia voar quando eu tinha o seu sorriso por perto e por que, agora, ele parece ter esquecido de avançar.
Sigo a rotina como um náufrago. Vou ao trabalho, encontro os amigos e até ensaio alguns risos, mas a verdade é que estou operando em modo automático. Por trás de cada gesto meu, minha mente viaja para longe — reside em algum lugar entre as canções que cantávamos juntos e a vida que ainda temos para construir.
Faço do meu pensamento uma prece diária para que o tempo acelere. Fecho os olhos e, num suspiro, tento me transportar para onde você está, sob um céu infinito, onde os campos sejam verdes e a distância se torne uma palavra sem significado. Não importa quantos oceanos eu precise cruzar ou quantas milhas tentem nos separar; o meu coração já traçou o caminho de volta para o seu.
Minha maior urgência é o momento de te envolver em meus braços novamente, sentir seu perfume e dizer, com toda a calma do mundo, que você nunca deixou de ser o centro de tudo o que eu sou. O amor que sinto por você é a única luz capaz de preencher esse vazio e transformar minha espera em esperança.
Espere por mim, com a mesma intensidade com que eu guardo você aqui dentro.
Com todo o meu amor e uma saudade que não cabe no peito.
Eu passei os últimos anos interpretando um papel: o de alguém que superou, que esqueceu e que, finalmente, seguiu em frente. Mas hoje, a máscara caiu. Ver você agora, seguindo a sua vida e construindo o seu caminho, me fez perceber que falhei miseravelmente na missão de te arrancar de mim.
Não importa quem passe pelos meus dias ou o quanto eu tente me distrair nos silêncios; meu coração sempre encontra um atalho para voltar ao mesmo pensamento: você. O que vivemos não foi um capítulo passageiro; foi algo que se enraizou na minha alma de um jeito que nem o tempo, nem a distância, nem as voltas que o mundo deu conseguiram apagar.
Dizer isso hoje pode parecer uma loucura ou uma recaída inesperada, mas a verdade é que eu precisava que você soubesse: para mim, nada mudou. O amor que eu sinto ainda guarda o mesmo fogo, a mesma urgência e o mesmo lugar sagrado. Talvez a vida tenha nos levado para mares diferentes, mas se algum dia você olhar para trás e se perguntar se ainda existe alguém que te espera com a mesma intensidade do primeiro dia… a resposta sempre será sim.
Escolhi o dia de hoje para confessar isso porque o mundo celebra o seu nascimento, mas eu celebro o privilégio de ter conhecido a sua essência. Parabéns por ser essa mulher extraordinária que, mesmo sem saber, continua sendo a dona dos meus melhores sentimentos e da minha saudade mais bonita. Que o seu dia seja iluminado, mas saiba que, enquanto você apaga as velas, há um coração aqui que ainda arde por você.
Feliz aniversário, meu eterno grande amor.
Porque algumas coisas não podem mais ficar presas apenas ao pensamento. Sabe, eu guardei todo o amor que tenho por você aqui dentro, em silêncio. Não foi por falta de intensidade ou porque ele diminuiu com o tempo; foi apenas porque eu ainda não tinha encontrado a coragem de entregá-lo novamente a você — ou a qualquer outra pessoa.
Esse sentimento ainda tem o seu nome gravado. Ele carrega as suas lembranças e aquele jeito único como você entrou na minha vida e mudou tudo, sem que eu sequer percebesse a transformação que estava acontecendo em mim.
Às vezes, eu tento me convencer de que deveria seguir em frente, fechar essa porta de vez e deixar que o tempo leve o que restou. Mas o meu coração parece não aprender essas coisas tão facilmente. Ele é teimoso. Ele insiste em guardar esse espaço, em esperar e em acreditar que, talvez, em algum momento, você olhe para trás e perceba que ainda existe um lugar aqui transbordando de amor, esperando por você.
Então, por enquanto, eu escolho deixar esse sentimento aqui, guardado com todo o cuidado do mundo. Não faço isso para viver preso ao passado, mas porque acredito que o que sinto por você é raro demais para ser simplesmente esquecido ou jogado fora.
Quem sabe, um dia, você aceite o que tenho a oferecer. E quem sabe, nesse dia, todo esse amor finalmente encontre o lugar que sempre será seu.
Sabe, eu passei muito tempo tentando me convencer de que o silêncio era a melhor resposta. Tentei seguir a vida, focar no trabalho e preencher os dias com barulhos diferentes, mas a verdade é que, no fim da tarde, o silêncio sempre traz o seu nome de volta.
Eu vejo as minhas próprias atitudes e, às vezes, elas parecem frias ou distantes, como se eu já tivesse superado tudo. Mas é só uma armadura. Por dentro, ainda existe aquele mesmo aperto no peito toda vez que algo engraçado acontece e minha primeira reação é querer te contar.
Dizem que o tempo apaga tudo, mas o tempo só tem me mostrado que o que a gente viveu não era passageiro. É estranho como eu consigo te encontrar em detalhes pequenos: numa música que toca no rádio, no jeito que o sol bate na janela ou no rosto de desconhecidos na rua. Eu tento disfarçar, tento ser forte e fingir que esqueci, mas basta um pensamento mais profundo para eu perceber que você ainda ocupa o lugar principal aqui dentro.
Às vezes me pergunto se você também trava essas batalhas internas. Se, quando nossos olhares se cruzam por um segundo que seja, você sente a mesma eletricidade e a mesma vontade de desistir desse afastamento.
Eu não sei o que o futuro reserva, nem se esse nosso amor ainda tem capítulos para serem escritos. Só queria que você soubesse que, apesar da ausência física, você nunca saiu dos meus pensamentos. Existe um laço que a gente não consegue cortar, por mais que tente.
Olhando para trás, percebo que passamos muito tempo em sintonias diferentes. Enquanto eu lutava com todas as minhas forças para manter a nossa chama acesa, parecia que você já estava com a mão na maçaneta, pronta para partir muito antes de realmente ir embora. É uma sensação solitária amar por dois, planejar por dois e, no fim, sobrar apenas um.
Eu não te desejo mal, mas, como diz aquele pensamento, eu desejo que um dia você sinta exatamente o que eu senti. Não pela dor em si, mas pela clareza. Espero que um dia você saiba o que é deitar a cabeça no travesseiro e não encontrar respostas, apenas perguntas sobre onde foi que os planos se perderam. Espero que você entenda o peso de ver alguém que você ama se tornando um estranho aos poucos, enquanto você tenta segurar areia entre os dedos.
Talvez só assim você compreenda que o "nós" não morreu por falta de aviso, mas por falta de cuidado. O amor é uma escolha diária, e eu escolhi você em cada um desses dias, mesmo nos mais difíceis.
Hoje, eu aceito que o amor não pode ser uma prisão. Se você precisava ir para se encontrar ou para buscar algo que eu não podia dar, que assim seja. Fico aqui com a minha consciência em paz, sabendo que entreguei o meu melhor, mesmo que esse "melhor" não tenha sido o suficiente para você ficar.
Quem sabe o tempo te mostre o valor do que deixamos para trás. Talvez sim, talvez não. De qualquer forma, eu sigo em frente, aprendendo a ser "eu" novamente, agora que o "nós" virou apenas memória.
Eu fico aqui tentando encontrar o ponto exato onde a nossa estrada se dividiu. Olho para trás e vejo tudo o que construímos — cada olhar que dizia mais do que qualquer palavra, os planos que fazíamos para um futuro que parecia tão certo e ao alcance das mãos.
Eu me entreguei por inteiro, sem armaduras. Coloquei em você um tipo de amor que a gente só tem força para viver uma vez na vida; aquele que não guarda reservas e não conhece o medo. Eu realmente acreditei que o que tínhamos era inquebrável, que o nosso "nós" seria capaz de atravessar qualquer tempestade.
Mas a vida, com sua ironia silenciosa, mostrou que a vontade de um nem sempre é o destino do outro. Aceitar que não foi o suficiente é, sem dúvida, o exercício mais doloroso que já enfrentei. Quando você partiu, não foi apenas um relacionamento que terminou; sinto como se uma parte de quem eu era tivesse se perdido pelo caminho, e hoje eu caminho um pouco mais incompleto.
Fica esse vazio, esse silêncio no peito que grita o seu nome nas horas mais inesperadas. É uma saudade que não tem para onde ir, um amor que não encontrou mais o seu porto. Talvez eu nunca mais consiga olhar para alguém e sentir esse mesmo incêndio, essa mesma entrega. E tudo bem, porque entendi que esse amor... ele continua guardado em você, onde quer que você esteja.
Reconheço que, durante muito tempo, houve um desencontro de expectativas. Talvez eu não tenha conseguido enxergar a profundidade da sua entrega, ou talvez estivéssemos apenas em frequências diferentes. A verdade é que ninguém deveria se sentir 'errado' por amar demais ou por querer que o carinho seja recíproco.
É preciso coragem para admitir quando algo não é mútuo, em vez de deixar a outra pessoa tentando adivinhar onde errou. Muitas vezes escolhemos o que é familiar, mesmo que nos machuque, em vez de escolhermos o que realmente merecemos. O amor não é o culpado; ele continua sendo algo nobre, mas agora entendo que precisa começar por dentro.
Desejo, do fundo do coração, que você encontre essa força que mencionou: a de se amar primeiro. Que você não precise mais 'quebrar a cara' para entender o seu valor, e que a sua próxima entrega seja para alguém que não apenas receba o seu amor, mas que saiba multiplicá-lo.
Obrigado pelas lições. Que o caminho daqui para frente seja mais leve para nós dois.
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