Eu Amo meus Inimigos
Com o toque do teu olhar
Meus sentidos se esvoaçaram
Meu ser tornara-se arbusto
Sob o comando do vento
Meu coração náufrago foi lançado
À superfície dos teus braços
♫ Caminho com a solidão quando estou acordado/Nos meus sonhos você fica sempre ao meu lado/Fico triste assim que desperto/E vejo que não estás por perto ♫
Cristo, meu mestre!
Quando em minhas orações, te peço, forças para suportar os meus castigos, de forma humilde, peço-te que me ensines o caminho da suportação, assim como a tiveste na sua cruz.
Não sou o "espirito luz elevada que Tu és, mas como teu irmão pelo mesmo Pai, te peço, ensina-me o caminho deste tua luz. Apresenta-me o caminho desta luz e me permita ser o teu faroleiro para aqueles que estão na escuridão!
Ajuda-me - a mim - e me ajude a ajudar à quem precisa!
O poeta em seu Sol
Em meus sonho de todos os dias, está na noite que sempre é quem sempre me dirá que existe, a realidade e os propósitos de minha vida adolescente, a máxima da realidade é tão interessante quanto os lugares que vivo, ao me descrever o tempo é das cores, dos lugares vividos ou turvos, onde acordando eu durmo escrevendo a poesia que vem e vai, me conduzindo voando em épocas de Manoel Maria Du Bocage a
William Shakespeare, onde o vento que sobra semeia poesias.
Sei mais dela do que ela mesma, fico procurando novos detalhes a cada vez que meus olhos vêem uma nova imagem dela, sempre acho algo novo no qual passo horas pensando e admirando, ela é um poço de qualidades, um universo de várias realidades.
Deus e minha Sombra
Doces acordes,
Amargas cordas que dilaceram meus dedos,
Oh! Luar encantador que me faz ser um compositor.
Se debate comigo nesse remanso regato.
Nas campinas e no cerrado,
A viola açoita se equívoca com os cantos dos pássaros.
Notas musicais que me apedrejam.
A boiada gorda levanta poeira,
O latido do cachorro ecoa além das porteiras.
Comigo caminha Deus e minha sombra,
O meu alazão pula no seu troteado.
Som de gaiteiro,
Poeta rimador e tropeiro desse chão brasileiro.
A saracura pia lá no mangueiro.
Aceito desafios nos versos improvisados.
O telhado que me cobre é de barro.
No terreiro o galo sisca e espalha terra,
A enxada corta como navalha em uma nova era.
Rastelo que rasteia sozinho e não junta migalhas.
Não sou de fazer feio.
Gosto de andar de cavalos e detesto o uso freios.
E é no galope que deixo meus cordiais,
E no timbrar de qualquer poema,
Assino abreviando
Com minhas iniciais:
J-R-M.
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Utopias em meus devaneios
Ilusão dolorida e mitológica,
Ficção dos meus devaneios.
Utopia que invade o meu imaginário,
Causando-me prantos no Baú poético fantasiado de alegrias e lágrimas, que por vezes nem lembro deles.
Quem inventou?
Não sei se nasci assim e se assim morrerei.
Remédio filosofal que me causa anseios e inspirações.
Metralham meus tímpanos.
Que até ouço as gaivotas voarem no céu.
Encantamentos lendários que me fazem caminhar por vezes, em versos atrozes e prazerosos.
Na gema central,
Meus olhos fitam a poesia em minh'alma.
Meu coração congela e descongela em milésimo de segundos.
Me vejo em ilhas paradisíacas que me escondem a minguante imagem lunar.
Oh ! Mitologia real e mentirosa, que me acatam e desacatam até quando estou em letárgico e profundo sono......
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Meus erros nos afastaram definitivamente, espero que ainda não seja tarde pra entender que sentir saudade nunca traz de volta quem se foi. E agora o que restou foram vestígios de nós dois.
É uma pena que eu só tenha entendido depois, que você foi a primeira que eu me senti especial de verdade.
Tipo um amor de verdade, eu não sei porque isso acabou, tipo todo o nosso amor.
Meus sentimentos por você ainda seguem dormentes, que falta eu sinto da gente.
Quem sabe possamos se encontrar de repente, talvez se apaixonar novamente.
Obrigado Deus...
Deus, obrigado por me permitir escrever e contar sobre os meus dias, sobre as minhas experiências, os meus pensamentos conscientes e sobre os meus sonhos que consigo resgatar,
Deus, agradeço também por de alguma forma deixar a minha escrita ser aceita pelas pessoas mundo a fora, e que nem as areias, nem os oceanos, impeçam a minha arte de chegar aonde tiver que chegar.
Lua Branca Nova.
Brilhara meus pelos branco do seus cabelos negros. Pense,,, nem sempre a claridade é clara.
Teus caminhos
Se encontraram
em meus passos
Enquanto o Amor
nos acompanhar
Que não termine
Está carona
Viajo em seus olhos
Como um trem fantasma
Em busca de terminar
Como o único condutor
De seus, lábios
Ela Repousa em meu, peito
Porém Jamais poderei tê-la;
Como posse!
homens são apenas turistas
Relações afetivas
São construções
Não albergue
Uma menina que sonha em ser, amada
Deve ser, sempre sua própria casa.
Boca seca,
faltou a saliva dos lábios teus,
ausente dos meus,
vivendo incessantemente à procura
dos seus
Meus queridos lembrem-se do que a mãe de vocês tem falado desde sua infância, se seu amigo se jogar da ponte você irá se jogar?
Acredito eu que não, então antes de fazer as coisas mundanas lembre- se também deste conselho, a mãe é única que chora e dobra os joelhos orando e te pedindo proteção
Hoje acordei assustado
Percebi que tenho oito anos
Há um monstro do meu lado
E outros dois nos meus sonhos
Cadê meu pai?
Cadê minha mãe?
Que viessem me socorrer
Acho que o bicho-papão
Quer me todo comer
Hoje acordei cansado
Vi que tenho dezoito anos
Enterrei sonhos do passado
E realizei alguns planos
Cadê meu pai?
Cadê minha mãe?
Que viessem me socorrer
O adeus ao meu namoro
Eu quero mesmo morrer!
Hoje acordei casado
Vi que tenho trinta anos
Tenho filhos ao meu lado
Do jeito que planejamos
Cadê meu pai?
Cadê minha mãe?
Que viessem me socorrer
A minha conta de luz
amanhã já vai vencer
Hoje acordei solitário
Vi que tenho oitenta
E me cuida um voluntário
do asilo “Mais Sessenta”
Cadê meu pai?
Cadê minha mãe?
Que viessem me socorrer
Queria ao menos cinco minutos
Para de novo poder os ver
Mas hoje o tempo levou tudo
Deixando só a memória
Ando ficando meio confuso
Esquecendo de minha história
Quem é meu pai?
Quem é minha mãe?
Quem é você?
Quem sou eu?
(MURGH, Allan. Memória perdida. In: GONDIM, Kélisson (Org.). Vozes Perdidas no tempo. Brodowski: Palavra é Arte, 2020. p. 123).
Você tem os olhos mais lindos, que os meus olhos já viram! Os lábios mais doces que meus já tocaram! A Pele mais macia que compartilhou a minha.
#Ore_Por_Mim_Mãe
Ainda Com meus doze anos
Quebrei a caneta e rasguei as páginas do meu caderno
Me tornei num rebelde
Andava aos arredores das estradas
Nesse ínterim conheci novos amigos
Que levavam a mesma vida que eu
Daí me convenceram a partir para vizinha África do Sul
Com poucos escolhas eu aceitei
E quando lá cheguei
Meus sonhos se tornaram um pesadelo
O bendito paraíso dito não era o que tanto diziam ser
Nesse momento o sofrimento dá o seu início
O relento se tornou a minha casa
Os pedaços de pão jogados no lixo se tornaram a minha refeição
Um minuto parecia ser uma eternidade
Um dia simplesmente um século
Por favor ore por mim mãe
Porque o sofrimento ainda perdura a minha volta
Não adiantou chorar porque lágrimas já não fazem sentido
Peça que Deus me perdoe mãe
Mãe diga que irá rezar por mim
Mãe você sabe que eu não tenho mais ninguém com quem contar
Mãe ore por mim por favor
Mãe queria tanto voltar para Moçambique
Mas não tenho o valor de transporte
E se um dia eu voltar simplesmente agradeça a Deus
Porque se foram as esperanças
Maurodarg😭🥺💔
