Eu Amo meus Inimigos
Ontem a noite o céu choveu,
as nuvens choraram.
Não foi diferente dos meus olhos
Que nublados também choveram...
Dossel
Um denso dossel cobriu meus olhos, e a noite caiu.
Foram-se as vozes, as cores, o toque, e no silente de um só; resvalei em mim nas lembranças que se esfumaram no tempo.
Na urgência do destino, a selfie ausente do poente não vivido. O adeus roubado.
Caminhando de olhos fechados, uma vida esvaiu-se por entre os dedos. Cansado, adormeci nos escombros de mim mesmo, a duras penas conformado.
Despertei à luz do sol, quando o vento soprou o dossel. Nesta altura, conheci — desconhecendo, as rugas na pele e os fios brancos, nascidos na dormência de quem fui.
Na esperança, sigo lutando no presente, a guardar memórias na epiderme; trapaceando o incerto blackout.
Quanto tempo me resta, não sei!
Cá dentro, é a dor no vazio da minha metamorfose que perdi.
Sem ver, envelheci!
Meus heróis sempre foram os trabalhadores e os inabaláveis. Aqueles que acendem uma vela em vez de amaldiçoarem a escuridão.
"A existência de alguém, que se opõe aos meus pensamentos é fundamental para o meu crescimento, enquanto ser social. E, entender a importância do outro ser no processo de aprendizagem, na jornada de vida, compreendendo, respeitando, aceitando ou não sua opinião, me tornará de fato, cidadão."
Thiago Oliveira (1986 a)
Meus ouvidos e olhos assemelham duas sacolas, uma furada a outra não, e assim oque ouço de bom ou até mesmo vejo (leio) eu guardo na sacola boa e oque não é, eu coloco na sacola furada.
Quando sumir do dia.
Quando sumir da noite.
Quando desaparecer dos meus olhos.
Serei nada, diante do vazio que me
Deixou
Edson Rufo Palestrante e terapeuta
Saudade
Acordei com saudades do seu abraço
Com vontade de ter você em meus braços
Acordei com saudades do seu sorriso, da sua risada
Saudades da pele nua que brilha quando se encontra com a lua
Ao seu lado me sinto mulher, me sinto viva, me sinto fada
Me sinto encantada
Monique
quando olho minhas mãos, me apercebo das fadigas por que passaram e olho a sofreguidão dos meus dedos em agonia por não saberem ainda estar parados, lembro as vidas que dependeram delas e hoje vejo que são mãos cheias de nada.
natalia nuno
Olho a bagunça do meu quarto.
Me afogo.
Sem respirar,
com água nos meus pulmões,
choro.
Um choro xoxo, sem paixão ou vivacidade.
Raiva.
Uma raiva apática. Como pode?
Pelo menos era pra eu ficar um pouco energizada.
Não é mesmo?
Nem isso.
Apatia.
Entreguismo.
A insatisfação se somatizou,
pois não dei lugar a ela,
não dei lugar,
não dei lugar.
A lágrima escorre, um pouco mais caliente.
O que é ser feliz?
Será que eu me distanciei mesmo tanto de mim?
Aversão.
A tudo e a mim.
É difícil viver com esse sentimento.
A solidão tão profunda definiu minha normalidade,
e não gerava tristeza,
até que gerou.
Ignorância.
Essa palavra é talvez a que carrega mais sofrimento,
pois,
ela é tão grande,
em mim,
e no mundo,
que eu só sei que nada sei;
mas desejava tanto saber.
Respira.
É o que me resta.
Espelhos e projeções que eu engajo sem ver.
Será que eu me conheço assim tão pouco?
Felicidade -
uma lenda não-urbana;
pois a cidade é bruta,
e nos massacra,
ou talvez,
me massacra,
talvez os outros estejam bem.
Respira,
esse ar poluidinho,
pois é o que tem pra hoje.
Melhor ar sujo do que nenhum ar.
Ou água nos pulmões.
Né?
As vezes quando estou escutando música fecho meus olhos por um momento, e nesses poucos minutos sinto o seu coração batendo, sinto o calor da sua pele, o gosto dos seus lábios, ouço sua voz chamando meu nome no meio da vasta escuridão da minha mente, louco não? A alguns dias me peguei tentando lembrar como era o seu rosto, mas infelizmente foi uma tentativa em vão. Em agosto fará 3 anos desde a última vez que nós vimos, lembro cada palavra sua como uma reza para os meus dias de tristeza, mesmo me envolvendo com outras pessoas ainda sinto que meu coração pertence a você, sempre pertenceu. Muito antes de eu notar você cuidava de mim, me protegia de todos e até me protegia de mim mesma.
Como você mesmo disse: "Eu vou voltar, s-só me espera okay? Juro que vou voltar. Eu te amo." Sempre acreditei, sabia desde o princípio que um dia nós encontraríamos novamente. Queria não chorar toda vez que ouço alguma música de amor, ou não entrar em pânico quando vejo alguém que parece você, lógico que me controlo pra não pular nos braços dessa tal pessoa. Não existe lugar na terra melhor que seu abraço. Nada mais importa além de você, pra mim. Só não queria que as coisas fossem desse jeito, adoraria poder voltar a me sentir segura ao seu lado, sentir que "vai ficar tudo bem".
Me desculpa, eu também te amo.
R.
🌺ANJOS MEUS NO CORAÇÃO♥
Quero viver intensamente
Quero amar e rir
Quero chorar de felicidade
Quero viajar e participar
Quero encontrar em cada gesto
O sentido da vida
Quero acreditar nos momentos
E senti-los intensamente
O meu coração está cheio de mágoa
Pois só tu conheces o sabor
Das minhas recordações
Os meus olhos estão cheios de lágrimas
Choro porque tenho saudades
Amar é sentir o perfume das flores
Eu poderei dizer aos anjos, que já amei muito
Como te amo a ti com o meu coração
A minha mãe me liga pelo menos uma vez por semana e me lembra que meus óvulos estão murchando. É sério.
(Lauren)
As ondas do mar recuam para pegar impulso e alcançar meus pés na praia
Ele não desiste
Sentado na areia observo seus constantes movimentos, indo e vindo cada vez mais perto.
O mar anseia pelo abraço da mae terra, e deve ser por isso a sua insistência e agonia
As vezes é preciso dar uns passos para trás, que é para pegar impulso e pular mais longe e chegar onde queremos chegar
Persistir
Resistir
Prosseguir
E nunca desistir.
Assim, como este mar que vejo agora.
- Farley Dos Santos -
Meus olhos fecharam-se, e minha boca secou
A força não me era mais presente
E meus gritos, inválidos
Assim, foram destruídos
Respeito e caráter
Marcando minha pele, rasgando minhas vestes,
Expondo segredos
Expondo um vil sentimento
Instável pensamento
Doentio até
E meus olhos, fecharam-se
Para a realidade
Onde via tua face
Enraivecida e perversa
Mas, cansado,
Entorpecido,
Ferido,
Os abri.
Quanto mais a fundo conheço a humanidade, mais quero abreviar meus dias. Talvez isso explique a letra de Renato Russo – “os bons morrem jovens”.
