Eu Amo meus Inimigos
Nao estou dizendo que nao
muito menos afirmando que sim
mas meus sentimentos estao sendo em vao
e preciso cuidar um pouquinho mais de mim
Me afoguei num mar de mentiras
foi tudo um simples devaneio
nao quero magoas, nao quero intrigas
tenho que esquecer o passado que ainda anseio
Voce brincou e se cansou de me usar
mas lembre-se disso
essa boba aqui, pra ti nao vai mais se entregar
Marcou minha historia
com falsidade tem me logrado
mas vou fugir e te apagar da minha memoria
Para mim própria não seria ambiciosa em meus desejos de querer ser muito melhor em tudo. Mas triplicar quisera vinte vezes, para vós, o que sou, ser mais formosa mil vezes, dez mil vezes mais senhora de um rico patrimônio. Para em vosso conceito ser mais alta, desejara ter conta incalculável de virtudes, belezas, bens e amigos; suas a soma total de quanto valho é soma negativa, que define, grosso modo, uma jovem sem preparo, talentos e experiência, que se julga feliz apenas por não ser tão velha que não possa aprender, e venturosa por não ser tão obtusa de nascença que aprender não consiga coisa alguma. Mas a suma ventura nisto tudo consiste em poder ela inteiramente vos confiar o espírito maleável, para que a dirijais, na qualidade de arido, senhor e soberano. Eu, com tudo o que tenho, desde agora passo a ser toda vossa. Até há momentos, era eu senhora desta bela casa, dona dos meus criados, soberana de mim própria; mas desde este momento a casa, a famulagem, minha própria pessoa, meu senhor, a vós pertence. Tudo vos dou com este anel. Se acaso vos separardes dele, ou se o perderdes, ou se presente a alguém dele fizerdes indício certo isso será da morte de nosso amor e causa de queixar-me.
Minha Homenagem ás Familias de Santa Maria, todos os meus sinceros sentimentos, trago esse poema que acabei de fazer:
As Flores de Santa Maria - RS
Imagine flores no campo,
Flores que cresciam,
Que ainda não haviam desabrochado.
Sementes que cresceram,
E transmitiam perfumes,
Das mais agrádaveis fragancias,
Jasmin,
Citrus,
Amadeirados,
Lavanda,
Todo cheiro que era admirado
Por seus jardineiros,
Suas familias.
Todo esse jardim,
Era jardim de noite,
Era jardim de dia,
Era o Jardim de Santa Maria,
Que em um certo dia,
Foi alvo do devorador,
Que procura o que consumir,
Óh fogo,
Não me beije.
E o fogo beijou todas as Jasmins,
As margaridas,
Os cravos,
Os manjericões,
As rosas,
Beijou todo o jardim,
E os transformou em Cinzas,
Em dor,
Em tristeza,
Óh FOGO, por que os Beijou?
Esse jardim
Seria um dos mais belos,
Seria o jardim de sonhos,
Seriam as flores da pedagogia,
Da engenharia,
Da medicina,
Da zootecnia,
De tantos outros.
Eles seriam o belo Jardim
De Santa Maria.
Zalex Ribeiro.
Me sinto fraco por não conseguir esconder meus pesares, isto vira uma fraqueza minha, tenho que me reparar.
ADEUS
Hoje abro meus olhos e percebo que meu amor morreu...
Morreu tão rápido que nem tive tempo de ir ao seu enterro.
Mas sua morte não apaga nada do que vivemos.
Terei sempre em minha memória todos os bons momentos.
Lembrarei sempre de nossos apelidos carinhosos.
Das flores inesperadas, das declarações sem data especial.
Ainda sinto o calor do teu peito.
Mas a morte venceu.
Vai em paz meu amor!
Que agora morto para mim, você possa viver para seus sonhos.
Sei que a morte de um amor é apenas algo passageiro.
Mas o luto é real.
Neste momento de luto, encontrarei forças para amar novamente.
Não você meu amor, pois já é passado.
Amarei o futuro, o que ainda virá, o que desconheço.
Porque o amor é o Dom maior, é impossível viver sem amar.
Seja feliz meu amor que morreu.
Os meus sonhos
são de momentos
de amor
Minha vida é embalada
aos devaneios do
coração
Amar o hoje sem
pensar no amanhã
e o amanhã sem pensar
no depois
"Sou a soma dos meus tantos 'eus'... desde os mais amáveis aos mais arredios. Sou um infinito de loucuras que me levam aos céus e aos meus labirintos sombrios. Sou o meu bem, desejando ser também o de alguém. Sou o meu mal, e nunca o serei para além...".
Me encontrava solitaria
ou melhor, acompanhada
com meus pensamentos atormentada
e alimentando dentro de mim, uma forca contraria
Fui assim disfarcando
um sorriso ali, um outro aqui
aconchegando-me num canto com vergonha de pedir
pra alguem gastar seu tempo, me escutando
Peguei minha mochila e viajei
busquei novas pessoas, outros amores
experimentei os diversos sabores
a minha propria tela, eu pintei
Entao nao queira me prender
porque um passaro numa gaiola
so vai se entristecer
Sou assim intensa, assim equivocada
Tudo o que eu preciso
'e conquistar e ser conquistada
Senhor és me aqui a tua presença.
Olha por mim, guia todos os meus passos.
Faz o que poderes por esta tua filha.
Sabes que hoje não me apetece falar,
não tenho coragem para te dizer obrigado,
tu sabes que há dias que não me apetece dizer nada,
nem sequer rezar.
Rezar para quê, pergunto eu?
Tenho medo que não me ouças
tu sabes que sou fraca
sabes que sou alguém
que tu conheces e amas.
Aumentai a minha pouca fé.
Foto-Grafia
"Hoje ao ver o meu mural de fotos, e ao notar que nele só haviam fotos dos meus verdadeiros amores. Pude perceber a importância que um fotografia tem. Elas são palavras não verbalizadas. Palavras ilustradas atravéz de sorrisos, e que ficam guardadas pelo resto da vida. E ao olhar para cada foto-grafia, eu relembro os momentos vividos. É como um texto que você escreveu e depois de anos voltou a ler. E fica com o desejo imensurável de reviver aqueles momentos de novo e de novo. A foto-grafia é isso, momentos gravados em papel, e não precisamente em palavras. Mas, que ao olhar cada uma delas você consegue enxergar um texto, embalando a emoção que foi vivida naquele momento."
Um dia sonhei que minha alma estava aflita, e tive que escalar meus maiores medos e nadei em minhas próprias lágrimas, para não me afogar nos problemas diarios desta vida
Dias ruins
Agora nem reclamo mais de meus momentos ruins... são os que mais me ajudaram a vencer até o tempo exato...
Faço então separação entre meus dias legais e meus dias chatos.
Nos dias bons gastei meu tempo em farra, ócio e momentos que julguei ser feliz só porque sorri... Já em meus dias maus, refleti, pensei, mudei, corrigi, lutei, cresci e vivi!
IRONIA
Dia abafado, o calor faz-me suar pelas têmporas e sentir meu corpo e meus braços úmidos, como se pequenas gotículas de água o cobrissem. Não há Sol, está nublado, mas a claridade ainda assim machuca meus olhos que acordaram há menos de duas horas e tanto, por isso estou de óculos escuros e com os vidros do carro abertos. O trânsito não está muito barulhento. Paro naquela esquina, no farol. Na padaria de esquina há um mendigo quase deitado, recostado sobre a parede branca, um velho imundo, barba grande que está brigando com seu chinelo rosa. No meio da discussão recosta a cabeça na parede e fecha os olhos, que estavam há todo tempo estavam semiabertos. Não sei se é a bebedeira, a ressaca ou o peso da vida.
Neste exato momento, ao seu lado, pela porta da padaria desce aquela velha senhora na pequena rampinha, amparada pela sua neta. Elegante batom vermelho nos lábios, blusa branca de mangas longas, uma calça meio social, sapatos baixos, colar de ouro no pescoço e alguns anéis do mesmo metal nas mãos. Exibe com orgulho sua cabeça totalmente careca e carrega em um dos braços uma sacolinha.
A sacolinha cai e a latinha de Coca-Cola sai rolando pela rampinha, acompanhada pelo grito de surpresa da senhora e parando despretensiosamente no meio da calçada, entre a velhinha e o mendigo. Este, abre bem o olho até que fique novamente semicerrado e fixa-se na latinha. A senhora também e, com ajuda da neta acelera o passo para pegá-la. O mendigo se inclina cambaleante em direção a sacolinha também, mas não tem muita força, nem velocidade para alcança-las. Neste exato momento os olhares se cruzam, velhinha e mendigo. Ficam assim por alguns segundos. Segundos que parecem eternos. Olhos cansados, velhos, que já viram e passaram muita coisa em todos esses anos, mas, os olhares, não são de afronta, são de mútuo respeito.
A neta daquela senhora pega o saquinho e a latinha e guia o braço da velha para o sentido oposto ao do mendigo. Os olhares se descruzam e perdem a atenção. Um com saúde e sem dinheiro, o outro com dinheiro e sem saúde. Cada um segue sua vida, no sentido oposto. O momento é ordinário, o dia é comum; mas cada um segue o seu rumo, pensando que daria de tudo na vida para ter, em apenas um momento, o que o outro tem.
