Eternidade
Eu sei que a noite é só a noite,
é só a noite, é a noite só,
mas a noite é uma eternidade,
uma eternidade, bem maior
que as coisas longas que se alongam
por estradas empoeiradas...
sabe, essas coisas incertas
que só as paixões suportam,
porque mais distantes que as paixões
só as paixões distantes,
só as estradas empoeiradas,
só a noite, só a noite, só a noite só...
A eternidade não reside no tempo, mas na profundidade com que vivemos cada instante — o agora é a única forma palpável do infinito.
*Acróstico: Eternidade*
*
E u vivo sonhar com este tempo
T empo abençoado e coração limpo
E nergias renovadas com alegria
R isos e vida sadia
N oites com luar
I nspirando alguém a cantar
D uetos apaixonados
A o som melodioso de 🎻 violinos
D esenhando Anjos e harpas
E m um céu repleto de estrelas!
***
"...e quando não me restar mais tempo, nesse tempo, ainda estarei, em outra eternidade, esperanto por ti..." Essa dor, em dom de entrega, desassossega o amor verdadeiro, mas continua a esperar...
Pra toda eternidade...
Não busque alguém perfeito,
Busque alguém que você ame
E que te ame de verdade.
Só quem te ama de verdade,
Vai está com você do início
Ao fim e quando você não
Estiver mais na mocidade.
A beleza e o dinheiro pode até acabar,
Mas o amor quando é verdadeiro
É pra toda eternidade!
Poema dedicado a: Juçara Conceição
Edvan Pereira" O Poeta"
Quanto vale cada
minuto de sua vida?
E quanto vale cada
segundo de sua
eternidade com Deus?
Vai trocar o Ouro de Deus
pela ferrugem do maligno?
Por que fui agraciado – ou condenado – com a dádiva da vida eterna? Abençoado com a eternidade, assisto aos ciclos incessantes da existência, vejo aqueles que amo partirem enquanto permaneço, imóvel no fluxo do tempo, um espectador sem escolha. Serei eu a testemunha do fim? Mas quem, afinal, foi a testemunha do início?
Pensamentos ressoam em minha mente como ecos distantes, ora complexos, ora vazios, enigmas que carecem de solução. Sou um corpo mortal, frágil, carregando um espírito indestrutível – uma contradição ambulante. Esta imortalidade, seria um privilégio divino, um propósito reservado apenas a mim? Ou seria o mais cruel dos fardos, me obrigando a caminhar por eras sem fim?
Talvez não seja privilégio, nem castigo, mas o eterno retorno: uma dança circular onde tudo se repete, onde respostas escapam e apenas perguntas sobrevivem, renovando-se a cada ciclo. É poesia isso que sinto? Ou apenas um poema inacabado, rasurado pelo tempo?
Não sei dizer se sou um poeta, que canta a melancolia da eternidade, ou um pensador, que tenta desvendar seus mistérios. Entre criar versos ou ideias, entre sentir ou compreender, me pergunto: existe diferença? Ou tudo isso é apenas mais uma busca sem destino, na infinitude da minha jornada?
Dedicado ao meu conhecido colega Rubinho, que nos deixou cedo demais. Que sua memória permaneça viva nos corações daqueles que tiveram o privilégio de conhecê-lo. Que onde quer que esteja, encontre a paz que transcende o tempo.
O instante é a fração de tempo em que a eternidade se revela, deixando sua marca indelével na vastidão do agora. Eu não sou o que se passou há alguns segundos, sou o que emerge neste exato momento.
Escolher sem considerar a eternidade é viver como se esta vida fosse tudo — e isso é um grande erro.
As trevas nunca nos irão sufocar, ainda que a luz da eternidade não se acenda durante a nossa caminhada pela vida.
Se a busca pela eternidade não se consumar enquanto estamos vivos, quem nos garante que um dia chegaremos a voltar a estar juntos num mundo que não se acaba, quando ainda nem sequer conseguimos entender o fundamento da nossa existência neste mundo actual em que vivemos.
