Eternamente
Quero experimentar
Amor e reciprocidade
Na mesma frase
Depois quero
Viver eternamente
Nela
Mesmo que no fundo
Seja apenas uma frase.
Saudações ao Criador Part I
6 de julho de 2011 às 21:27
Mantemos eternamente um diálogo equilibrado
A bebida, o bar, neste universo marcado de credos
Transformações provocadas pelos desmazelos sofridos
E como forte depoimento reza minha oração
Do influxo sujeito simples e composto
Que de certa forma em torno desta grande marginalização
Fixa em contos de lágrimas tamanha incerteza de dia melhores
Porém este pano de ações vem compondo e produzindo a boa poesia
Marcado pelo sangue e suor do trabalho, venho atingir muito presente minha realidade
Perfeição – É este microcosmo de partículas situadas na memória
Diante de ti mestre, efetivamente estes versos podem sumir no espaço e tempo
Uma maneira totalmente autônoma, embora ao final constitua este grande sanatório de ideias, como um pensamento longínquo “universo urbano”.
Enfim como um ser privilegiado, não desejo pedir justamente
E com a velhice da queda enxergo que o orgulho sente a morte que deverás sente
A morte fielmente e outras mortes
Peço humildemente, pois sei que não estou diante do “escritor”
Na verdade "Criador" tudo isso me fez com os olhos postos na mente
O modo peculiar na construção e comportamento desta personalidade poética
Que toca profundamente o abismo do intelectualismo, desde logo tamanha ficção que provém de todos nós...
Procurei em toda galáxia este enredo simples, mas ao mesmo tempo complexo que as eiva de mil e outras histórias.
Em tempo de espera – Os sonhadores estão vivos! E vivamente desde sua estréia...
Saudações ao Criador
Pensando Sobre a eternidade...
Veremos que Deus não deu o direito a ninguém de viver eternamente nesse nosso mundo...
Porem, ele nos permitiu que um pedacinho de nós pudesse ser passado eternamente por nossos filhos e netos e futuras gerações vindouras.
Por isso saiba educá-lo ensine o respeito também o caráter a o seu filho e acima de tudo o ame e esse amor o seu legado e o seu nome, ira se perpetuar...
Bem resumo a vida eterna existe sim e nós a repassamos por nossa prole.
Serei eternamente um fraco quando os sentimentos bater em meu coração alastrando por todo o meu corpo corrompendo minha alma, aceitando sentimentos insanos;
Sei que o meu querer não se faz importante quando me vejo encantado por certo sentimento fazendo-me ficar tolo e bobo;
Sozinho eu acabo pensando tudo o que não devo pensar, mas imagino você em meio coração completando todo o infinito;
O que sentimos em vitalidade se propaga em nosso próprio coração para que possamos viver eternamente;
Eternamente.
Está tudo na balança
O passo do universo
Dança entre o concreto e o aço
Arquiteta espaço entre as estrelas
Exatidão termina
Onde germina a escolha
e recomeça na colheita
É preciso olhar a casa
Alguns instantes, dentro
Antes de abrir as janelas
Toda vela içada
Há de soprar pra todos
O seu vento ou não devido
Sem ruido ou pressa
Aos pássaros, eternamente
O céu nosso de cada dia
Sem nenhuma garantia que é de sol
Não importa quantos cravos há
Sempre haverá mais rosas
Ela nascerá mais linda
Às roupas no varal
Um pouco mais de Sol te resta
E se ajeita, ainda
Pra toda dúvida, uma incerteza
Migalhas no caminho
Nunca vão fazer ninguém voltar
Muda a estação, folhas vivas
Pra morte, o facão
O tempo, o vento e o chão
Uma fase vivida, o momento
Pra qualquer quase vida,
a diária desistência
Igualmente contrária
Resistente, existe
Se houvesse algum pranto escondido
Assim permanecesse
Cada coisa em seu lugar
Quando a palavra
Que apesar
De repetidas vezes repetida
De repente
Ela não for ouvida
Grita mais alto a dor devida
Ao tenor, o contralto
O verso ao avesso
Uma grande verdade apenas
Partida em milhões
de mentiras pequenas
Em cada cor, a parcela de luz que lhe cabe
À escuridão, a vela
À vela, o vento.
A lição que te cabe, aprendida
Não dá pra entender quantas outras
Nunca tomaremos tento
Isso, é só Deus que sabe.
Edson Ricardo Paiva.
Tenho medo de esquecer
de tanta coisa que devia
simplesmente e eternamente
estarem mortas na lembrança
Tenho medo de abrir a porta
tenho medo de não ter mais forças
para prosseguir remando
há muito navego sozinho
carrego e suporto tanta angústia
que outros não carregariam
nem em bando
e as ondas continuam tentando
me jogar por contra as rochas
Vejo tochas acesas na praia
é fogo que ilumina as vistas
daqueles que desejam muito
me ver pelas costas
e aplaudir minha derrota
minha vida não vale ao menos
uma nota de rodapé
num roto jornal que ninguém lê
eu tinha medo da solidão
mas há muito o perdi
tive medo da ingratidão
mas vivendo sozinho aprendi
que é preciso ainda suportar
as provas
pois sei que o vento
há de apenas desgastar-me
e não trazer-me forças novas
meu naufrágio é questão de tempo
mas ninguém pode
nem ao menos deseja
navegar comigo ou por mim
pois então que seja assim
na verdade eu acho, agora
que não existe mais em mim
qualquer medo
eu acho que estou curioso
em saber o que haverá
depois do fim
Novamente estou aqui
Aqui e ali sempre sozinho
Eternamente só
E é só isso que eu sou
Sempre perdido
Um rosto desconhecido
Em meio à floresta anônima
Árvores e mais árvores
de almas desarvoradas
Onde ninguém
Absolutamente ninguém
Não quer, não pode
e nem significa
Muita coisa, além de nada
Atravessando a rua
Espiando através da vidraça
Caminhando pela calçada
Uns parados pensando
Alguns sumiram
Tem gente que apenas passa
Pessoas pequenas
Ocupadas
Com seu mundo, menor ainda
A melhor parte dessa história
é que ela um dia
Finalmente finda.
Não há mal que pra sempre dure e nem verdade que permaneça eternamente oculta. A mentira é uma bola de neve que o mentiroso tenta levar sorrateiramente montanha abaixo....em determinado momento ela fica tão insustentável que o mentiroso simplesmente não tem mais domínio sobre ela, que lhe escapa às mãos e corre ruidosa e rapidamente para o local mais baixo do baixo do baixo, onde se encontram todos os mentirosos e ali ela explode, deixando à vista as milhares de pequenas mentiras que nela se acumularam, impregnaram e apodreceram. As pessoas honestas sabem qual é o peso da desonestidade, são honestas para não passar pela vergonha de ser descobertas. O mentiroso contumaz é tão desprezível, que mesmo desmascarado permanece a negar, pois acredita que a mentira e a desonestidade são direitos seus e não incomodá-lo é obrigação de todos. O maior medo do mentiroso é ser enganado, mostre-me uma pessoa desconfiada e eu te mostrarei um mentiroso.
Qual seria a graça dessa vida
Se fosse feita eternamente de certezas
E a gente tivesse a receita
E conhecesse o momento exato
da morte, do erro
e de encontrar o grande amor
Que um dia há de perder.
A mesa posta na hora certa
A resposta sempre positiva
Nenhum curativo ou corte do dedo
Aquela pessoa que deixou saudade
Ao morrer na infância da gente
Ainda está viva
O alívio imediato
Ausência do medo
Comida que a gente gosta
No prato de porcelana
O segredo da vida pintado
No óleo sobre tela
Pendurado na nossa parede
No gancho a rede
Lençóis de algodão egípcio
Seria muito bom no início
Mas que graça tem isso pra nós?
Se gente aprende muito mais
Devido ao amor fingido
A dúvida da falsa amizade
Na pergunta sem resposta
Presença muda
Olhar evasivo
A lágrima que ficou
A tristeza que invade
Chuva no final de tarde
Justamente
Quando era hora de voltar pra casa
Faz parar um pouco e lembrar
Que ninguém te espera
Me diz a graça que tem essa vida
A ser sempre um circo de feras
O pote de ouro
Dinheiro contado
Dois Sóis a brilhar de dia
A estrela
que havia na madrugada
Se apaga pra eternidade
A menor distância
Entre a dúvida
e a suposta verdade
O rosto escondido atrás das mãos
Toda a certeza que existiu na vida
A frágil alegria
Chega um dia em que nada é igual
Não passa de cristal que se quebrou
Qual seria a graça dessa espera
Se um dia
A gente não chegasse à conclusão
Que a própria vida em si
Não passou de mera ilusão?
Edson Ricardo Paiva
