Estrela que Brilha
A estrela que mais brilhar
Sentado na varanda do meu casebre eu avistava as estrelas iluminando o céu negro enquanto fazia movimentos de vai e vem na cadeira de balanço. Recordava-me dos momentos em que Samuel era vivo e o quanto o mesmo reclamava das coisas. Eu ainda era capaz de ouvi-lo protestar da demora do almoço, da comida muito quente, das toalhas molhadas em cima da cama e de muitas outras coisinhas presentes na rotina de um casal - ele era cabeça dura, levou um tempo para admitir para si mesmo que nós éramos um casal. Samuel era teimoso e demorou muito para se aceitar como um gay, mesmo depois que estávamos juntos, ele vivia dizendo que não era um, mas que me amava mais do que qualquer outra mulher que já havia conhecido.
Os dizeres, da pequena cidade, o inibia e o deixava com receio. Algumas brasas de coragem queimavam em Samuel, todavia ele jamais falou, e jamais exporia sua sexualidade em público. Talvez também fosse para não perder sua pose de machão, porém acredito que ele agia daquela maneira por medo de que fôssemos apedrejados em praça pública. Após sete anos nos agarrando às escondidas nas madrugadas, em pastos distantes, em riachos e rios poucos frequentados, em celeiros e construções abandonados ou em qualquer outro lugar distante dos olhos de terceiros, decidimos morar afastados daquele povo.
Planejamos uma saída discreta. Samuel foi embora com sua prima que sabia do nosso caso. Fizemos a cidade acreditar que eles dois tinham partido para morarem juntos. Camila aproveitou para fugir com um fazendeiro pelo qual desejava. E Samuel partiu sozinho para uma área isolada de uma cidade distanciada, construiu uma humilde casa e, através de cartas, me chamou para viver junto a ele.
Apesar de gostar da minha simples cidade e amar a minha família decidi partir sem muito pensar. Amar está conectado ao processo de ceder e a abdicação de coisas que julgamos ser imprescindíveis em nossas vidas. Totalmente seguro, deixei tudo para trás. Eu dei a desculpa que estava farto daquele pequeno lugar. Era fato que ficaria exausto de lá com o tempo, Samuel estaria longe. E, sinceramente, pouco me importava o local onde eu estivesse contato que Samuel se fizesse presente ao meu lado.
Vivemos durante muito tempo juntos. Por mais que estivéssemos distantes de muitas coisas, a presença de um alimentava a sede e o prazer de continuar a viver e ser feliz do outro. Samuel foi o meu primeiro e único homem, mas eu não fui o primeiro, tampouco único homem da vida dele. Desde pequeno eu soube sobre mim, nunca precisei ter relações com uma mulher para ter a plena certeza de que era gay, assim como meu pai nunca precisou deitar com o homem para ter a convicção de que era hétero. Com Samuel foi diferente, ele ficou com muitas mulheres, era inseguro e fazia isso para manter a pose de heterossexual perante a sociedade. Os relacionamentos que Samuel tivera com mulheres não partiam da sua genuína e natural vontade, eles serviam apenas para esconder a sua sexualidade.
Samuel, apesar de todas as brigas e implicâncias, sempre estivera comigo em todas as situações que enfrentei. Éramos dois corpos conexos vigorosamente por meio dos nossos espíritos.
Samuel começou a ter problemas cardiovasculares e respiratórios, aos sessenta e nove anos, por conta dos poucos cigarros que fumava.
No seu terceiro enfarte, quando eu chorava em desespero com medo de perdê-lo, Samuel me disse que quando não estivesse mais presente neste mundo seria uma estrela, olharia por mim sempre que aparecesse e que caso eu quisesse também vê-lo bastaria eu olhar para aquela que mais brilhasse em todo o céu. A declaração fez com que minhas lágrimas se triplicassem e encharcassem o meu rosto. É difícil, para qualquer pessoa que cultiva o amor, perder aquele que mais se ama.
Imóvel naquela varanda desértica eu contemplava as constelações. De repente uma estrela reluziu mais que todas as outras, de modo notável. Parecia que ela estava a sorrir para mim. Respirei fundo, meus braços levantaram-se levemente em direção ao céu, meus dedos se abriram, como o brochar de uma rosa, ao tentarem alcançar a estrela, uma lágrima desceu do meu olho esquerdo e percorreu meu rosto até afundar-se na minha barba grisalha. Aquela foi a última noite que meu coração bateu.
Juntando as estrelas,
A lua minguante
Está brilhante
Da minha janela
Posso ver no céu a sua cor
Tornou-se Lua Cheia;
De saudade
De amor
CÉU
Noite serena, céu aberto, apenas estrelas
brilham.
Interessante, sempre uma, brilha mais do
que a outra.
Algum motivo há.
Explicação, não tenho.
Tenho eu, a minha estrela, que igual às do
céu é a que mais brilha.
Neste caso a explicação é clara, amo-te mais
que tudo.
És o meu céu sereno,
deixas o mundo todo mudo,teu brilho é tanto,
que ao te ver, o céu esconde o seu manto,
e as estrelas se apagam em um segundo.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Entenda que, quanto mais escura a noite mais forte as estrelas brilham e ainda mais terás algumas noites com lua cheia.
Vejo o céu o anoitecer escuridão infinita da solidão as estrelas brilham para aqueles que procuram acalenta seus corações e você é como as estrelas por onde passa seu brilho ilumina a escuridão trás acalento ao meu pobre coração
As coisas que eu via no céu
Faziam teu olho brilhar
Estrelas, sonhos, eu e você
E era o meu jeito de amar
E era o meu jeito de errar
Cada vez mais e melhor
Por isso, por mais que anoiteça
Meu bem, não perca a cabeça
Pra esse mundo não ser tão brutal
E não te ter faz te amar muito mais
Ainda que o mundo desmorone ao meu redor. Ainda que as estrelas e a lua deixem de brilhar. Ainda que as flores não exalem seus perfumes.
Eu jamais deixarei de te amar.
Algumas memórias sao como estrelas
Ja aconteceram, ha tempos
Mas ainda brilham presentes
E tocá-las
Doi
As estrelas hoje estão tão brilhantes, esfuziante, me faz lembrar o quanto está fria e distante, fugaz, como me faz mal, age de forma voraz, inquietante, me assombra, me delimita, me destrói e assim vai, me torna incapaz e mais tira a minha paz.
Estrelas, loucas, vivas, brilhando, pulsando, cada uma delas pulsando nesse longínquo do infinito. Iguais aos olhos dela tão bonitos.
As estrelas sempre estarão brilhando no céu, e nós aqui na terra continuaremos apreciando sua luz com saudade e gratidão.
"Paulo Silvino 1939 - 2017"
ESTRELA
Uma estrela precisa de outro astro, para continuar a brilhar, e para dançar no espaço.
Na valsa do tempo: um par para encantar.
Precisa de canções ao pé do ouvido
Namorar com a luz de algum cometa,que a qualquer momento pode cruzar o céu.
Depois descansar sob o manto da noite no aconchego e, nos braços do astro luminoso,
que elegeu seu par!
QUANDO A NOITE CAI ...
As estrêlas brilhavam no céu e lembrei-me de ti. Senti a noite envolver-me e o cheiro gostoso da floresta era quase palpável. A luminosidade noturna prateava o cimo das árvores já adormecidas. A brisa fria beijava o orvalho e mágicas criaturas de luz própria dançavam na escuridão da floresta.
Quando a noite cai, eu saio de dentro de mim ! Ressuscito velhas lembranças aprisionadas na azáfama estonteante dos dias : um sorriso, um perfume, uma música, um olhar…
Quando a noite cai, os meus sonhos caiem também, mas nunca se perdem , são boias que me fazem emergir, âncoras no mar turbulento dos meus pensamentos.
A cada noite que cai, penso sempre em nós – distantes no espaço, tão perto no íntimo.
Daì a gente vira estrela e vamos brilhar
juntinhos la no céu.
Jady ; Minha anjinha mais linda um dia
estaremos juntos ai
Amor Incondicional.<3
Se todos os sonhos fossem luz
Eu brilharia mais que as estrelas
E elas me chamariam para morar com elas
Se sonhos fossem luz
As estrelas me invejariam
Mas sonhos não seriam luz sozinhos
Sonhos teriam ações como fonte de energia assim como as estrelas adquirem luz pelas reações em seu interior
Se sonhos fossem luz transmitiriam essa luz a outras coisas assim como o sol transmite luz a lua
Se sonhos fossem luz a noite seria mais iluminada do que o dia e então não existiria escuridão
