Estrada
Pela estrada eu vou
Caminhando estou
Sabendo o que quero
Lutando sem parar
Vencendo as batalhas
Que me são apresentadas
Até chegar ao final da minha jornada
Enquanto a bondade e a humildade constroem o caminho rumo a estrada do amor, a maldade e o egoísmo tentam sabotar seu pavimento em direção ao desfiladeiro.
Nunca fui casa
fui sempre estrada.
Gente passa, pisa, promete voltar,
mas nunca fica.
Carrego oceanos no peito
e sirvo em copos pequenos.
Assusto. Transbordo.
Sou chamada de demais
por quem oferece de menos.
Amo como quem incendeia
e depois treme no frio das cinzas.
Dou tudo antes de pedirem,
fico vazia antes de perceber.
Nunca fui amada
ou talvez fui,
mas em volumes que não alcançam
a altura do meu grito silencioso.
Tenho fome de um sonho
que respira atrás do vidro.
Eu encosto a testa,
vejo a vida lá dentro,
luz acesa, música tocando,
e eu do lado de fora
aprendendo a sorrir para a vitrine.
Viver dói porque eu sei
o gosto do que ainda não vivi.
Morrer assusta menos
do que continuar esperando
o milagre de ser escolhida
sem precisar me diminuir.
Sou exagero,
sou febre,
sou amor sem manual.
E talvez o erro nunca tenha sido
ser intensa
mas ter tentado caber
em corações
com medo de incêndio.
Os pingos d'água que caem sobre meu rosto são promessas flutuantes, e a própria estrada, uma linha infinita de possibilidades.
Ro Matos
Neve quente
As árvores estavam cobertas, carregadas,
a estrada estava intransitável,
o telhado ao mesmo tempo que explorava a fumaça da chaminé a todo vapor também segurava o peso da neve densa que caia impiedosamente aquela noite,
Do frio foram extraídos goles incansáveis de vinho,
da lareira foi consumido o calor sussurrante em cima do tapete de tecido grosso,
dos sorrisos foram arrancados o doce mel do frescor daquela noite,
Já é madrugada,
a neve continua a cair densamente,
a lareira ferve impenitente,
da janela apenas o suor é exposto descaradamente.
Bilateral
Superficial e deficiente,
Perdido na estrada, escondido nos escombros,
Faz barulho, ignora a essência,
Véu da dor, desmantelo das lágrimas,
Quando o violino toca,,,
Encobre, desenrola,
Se encontra é profundo,
Brilha na totalidade é fervor na língua,
Julgamento vencido, jornada de amor.
"No escuro da estrada,
sigo firme
sem medo,
a dor é só vento,
não apaga meu enredo.
O tempo até pesa,
mas não me derrota,
sou rio que insiste,
e nunca se corta."
Eu posso até não ser nada,
mas quero ser tudo no teu viver,
ser o colo que ampara na estrada,
aquela que cuida de você.
Que segura tua mão na dor,
te abraça no frio sem pedir,
te protege dos perigos do mundo
e faz tua alma sorrir.
Mesmo sem nada contigo,
te trato como joia rara,
um diamante que brilha sozinho,
mas que no cuidado dispara.
Porque toda mulher merece colo,
respeito, gentileza e calor,
merece cuidado sem rótulos,
merece sempre o melhor amor.
“La Vereda” soa como um convite a andar fora da estrada principal.
A vereda é o caminho íntimo, o desvio onde o vento cochicha e as árvores sabem teu nome.
É o espaço entre o destino e o acaso, entre o sol que queima e a sombra que alivia.
Hoje o vento trouxe o cheiro do tempo
e bateu no rosto sem aviso.
Tinha gosto de estrada,
de coisa vivida,
de lembrança que não vira saudade,
mas pede atenção.
O DESPERTAR
É o início do caminho de uma estrada longa para vencer os obstáculos existentes em nós mesmo. Pouco a pouco, vamos despertando para uma realidade jamais vista. Ainda nessa fase, há muitas batalhas para manter-se firme no caminho que nos levará ao encontro de nós mesmo.
Gabiróba depois de pular da gaveta do Gigante fugiu correndo e pedindo carona numa estrada boiadeira e...
Não demorou muito tempo e parou uma caminhoneira e disse sobe ai seu sapo mochileiro.
Na carroceria do caminhão tinham 10 vacas e um leitão que ela estava levando na fazenda do Jão Bolão
a caminhoneira gostava muito de contar prozad e perguntou a Gabiróba se ele já conhecia a " lenda da mulher da pena de galinha,"
e o sapo que estava cansado disse que não, mas que devia ser engraçado
então...tá vendo aqueles morros?
dizem que ela morava lá naquelas bandas, depois do Sítio dos Veloso. e trabalhava numa granja.
....seu marido tinha fugido
ela ficou sozinha cuidando dos filhinhos
e como o dinheiro era pouco e ela boa costureira suas roupas fazia de pena
e foi numa sexta feira santa quando uns moradores do sítio vizinho saíram para roubar umas galinhas para fazer galinhada no almoço do sábado de aleluia.
e voltaram ja perto da meia noite felizes falando da sorte que tiveram de encontar uma galinha branca de grande porte.
Todos ficaram sabendo da sorte daqueles caçadores e estranharam muito quando viram que não tinha galinhada no almoço e que ninguém falou mais nada da tal galinha grande.
E tudo ficou mais estranho quando depois daquela sexta feira santa, todas as noites de sexta uma chuva de penas de galinhas caía no sítio todinho.
E conforme as semanas foram se passando, a chuva de penas foi aumentando e encheu a represa de penaa...e como não tinha mais água para beber e nem cozinhar. todos foram embora para outro lugar. e o sítio ficou abandonado.
E hoje dizem que muitas galinhas vivem soltas por lá e uma mulher vestida de penas de galinhas cuida delas e arranca os olhos dos caçadores que vão lá para caçar.
"Se a menor distância entre dois pontos é a linha reta... Por que fazem estradas com tantas curvas? Hein?"
Frase Minha 0217
🛣️
Dois homens caminham por uma estrada em sentido contrário, cada um trazendo consigo um pão. Em determinado ponto, os dois se encontram, trocam os pães e cada um segue adiante levando um pão. Em outra estrada, dois homens também caminham em sentido contrário e cada um deles traz consigo uma ideia. Em determinado ponto, eles se encontram, trocam as ideias e cada um segue seu caminho, levando agora duas ideias.
Que venha o sonho, embalar o coração,
Que venha a estrada sem fim, a emoção,
Que venha o tudo ou o nada.
Mas que não fique assim, sereno como um cais,
Mas seja o fogo, o segredo,
De um amor que não aconteceu por medo,
De ser feliz demais...
