Estrada
Nenhum caminho tem morada certa quando a vida insiste em nos levar por estradas tristes e sem retorno.
Tolice minha insistir em seguir adiante —
a vida sempre me traz de volta,
pela mesma estrada sombria, sem retorno.
No silêncio do passado esquecido, espero por ti.
Na estrada deserta, na curva estreita, encaro o destino que insiste em me assombrar.
Se vivo de ilusões e a esperança já se dissipou,
peço-te: não busques saber onde estou.
Habito um limbo — esquecido até por mim —
sem rastros, sem lembranças, apenas sendo.
Aguardo, sem saber quando,
o dia incerto,
a hora de partir.
Quantas vezes pensei em sorrir,
o riso morreu antes de nascer, perdido na estrada.
Minha vida inteira foi vivida por ti,
e hoje confesso: foi barca à deriva, naufragada.
Levei comigo sonhos que nunca chegamos a dividir,
palavras que ficaram presas na boca, esperando tua escuta.
Caminhei por mares de ilusões, navegando em tua sombra,
acreditando que, no fim, haveria um porto seguro.
Mas o tempo mostrou que teu amor era vento sem direção,
promessa feita na maré baixa, fácil de se desfazer.
E eu, que te dei tudo o que tinha, até o que me faltava,
percebi tarde demais que remava sozinho essa travessia.
Hoje, recolho os pedaços desse barco que fui,
e deixo o mar levar aquilo que já não me pertence.
Aprendo, com o coração cansado, que amar também é partir,
é deixar para trás o que afunda e seguir em busca de terra firme.
A roleta vai girando
Qual roda da vida
Um conto de fadas
Uma Estrada Florida
ou Caminho difícil
Lamacento
Tudo é vida
e nada funciona
Cem por cento
Se não choverem flores
No teu caminho ruim
Faça acontecer
Mesmo assim
A vida é e sempre será
Uma jóia muita cara
Mas alguns de nós
Precisam saber
A maneira correta
de a lapidar
Um dia a roleta pára
No início
ou no fim
E tudo que restar
Medos e segredos
Guardados e esquecidos
Sob a égide de uma lápide
E, talvez
Algo muito bonito
Esteja escrito ali.
Edson Ricardo Paiva
"A vida da gente são várias estradas
Só quem se sentiu perdido vai saber
Vai saber que todo caminho te leva pra distante
A cada dia mais distante
Da paisagem que se via em tempos idos
Quando a gente olhava lá de longe
Talvez seja essa a tal graça da vida
Um dia, nada é igual como era antes
Porque antes até mesmo um mero espelho
Refletia de manhã só a imagem que a gente esperava
Hoje, espelhos tem vontade própria
E tem hora que aquele que a gente vê
Não chega a ser nem de perto
Aquela boa pessoa
Aquela pessoa tão boa, aquela miragem que a gente era
A vida da gente é uma espera
Uma estrada de ida, única e sem cópia
E quem nunca se viu perdido
Nem de longe viu o melhor da vida
Porque todas aquelas estradas
Todas elas nos levavam pra lugar nenhum
Porém, aquela paisagem que se via em tempos idos
Era só um lugar sem nome
A graça da vida era aquela estrada enorme
Uma estrada sem nome, cujo nome era vida
Atalhos para outras vidas
Pra poder passar por elas
Fazer parte delas...e sair, ou não, deixando sempre o seu melhor...e assim ficar para sempre.
E quem não viveu assim
Viveu, sim...viveu, porém não leva nada pra contar...nem deixa.
A vida da gente tem dias assim, como esse
Em que a gente olha pro espelho e nem se reconhece
Em que a gente olha a velha estrada e segue
Persegue o seu caminho rumo ao nada
A gente se acostuma e segue e ruma
Sempre sob o complacente olhar de Deus...e até!
Pois, se a gente não leva fé
Não chega em lugar nenhum. "
Edson Ricardo Paiva.
Não há um abismo pra tua ausência
Nem uma estrada que te leve embora
Um açoite um silêncio nem indiferença
Que faça brilhar em mim uma nova aurora
As luzes me iludem com seu piscar
Os pássaros noturnos lindos carpidos
Afagam meu peito pra não amar
Fragmentos de amor que dormiu comigo
A noite dorme é como um manto
Lágrimas molham a madrugada
Fico escrevendo meu amor com encanto
Para sonhá-te na solidão alada. Leonice Santos.
A maioria das pessoas não escolhe o próprio caminho, apenas segue a estrada pavimentada pela opinião dos outros.
No fim da estrada há o terminal de carga e descarga, distribui-se o que acumulou e recolhe-se o que se distribuiu.
A estrada da vida é sempre de duas vias, você percorre faz a curva e na volta observa os filhos percorrendo na paralela.
A Viagem
Longe de casa e seguindo na estrada
Assim sigo minha vida
Sempre buscando novos Horizontes
A vida nos dá oportunidades constantes
Mundo infinito e tão bonito
Dentro do busão ouço a canção
Estou em Paz e em harmonia
A viagem me traz alegria
Pessoas em todo caminho
Umas voltando outras partindo
Corações partidos outros famintos
Saudades e encontros
Nosso olhar faz capturar e observar esse mundo gigante
Pessoas em todo mundo em busca da felicidade
Não achará em cidades
A viagem nos faz refletir , muito longe daqui
Em busca de algo ou alguém que está além
Viajar e observar quantas belezas em toda redondeza
Crie seu mundo e vai brilhar
Não esqueça de ver o mar
Tão lindo e profundo
Esse é nosso mundo .
A VENDA DO SENHOR LANDIM
Ainda me recordo, o som dos cascos do animal batendo forte na estrada, puxando a charrete azul, no raiar do dia.
Todo mês eu e meu pai deixávamos o sitio para irmos a cidade, era uma alegria danada, pois depois tanto tempo, chegou o dia. Ir na venda do senhor Landim, era algo especial tudo parecia tão grande e diferente da vida que conhecia.
Senhor Landim era um velho gordo, chato, mas que, vendia de tudo, arroz, feijão, fumo de corda, mortadela, manteiga derretida, carne seca, bacalhau até hoje, prefiro imaginar que o cheiro era do peixe.
Mas ali também se vendia uma preciosidade, uma iguaria para nos moleques do sitio, GUARDA CHUVINHAS DE CHOCOLATE, o melhor chocolate de todos os tempos. - Se esperava um mês inteiro, só para poder ganha um.
- E....
Exigia uma técnica para se comer, tudo era com muito cuidado:
- Primeiro: Retirava se o papel, devagar, comendo somente a pontinha, deliciando o manjar dos deuses.
E depois em um frenesi, enfiava todo resto na boca;
e só restava o cabinho.
Que por sinal, se mastigava por horas, tudo na esperança, de ainda ter um pouquinho do sabor.
A mente sabia, que, somente daí eternos trinta dias, teríamos a chance de ter, aquele delicioso prazer, novamente.
Passados mais de vinte anos, a venda ainda existe, e por incrível que pareça, os chocolates também.
Mas seria um crime, parar e comer um hoje.
Porque o encanto está na lembrança, que se tem do momento; E não, do chocolate hidrogenado que ele é feito.
Então guardo na memória o sabor, do melhor chocolate de todos.- Guarda chuva de chocolate da
VENDA DO SENHOR LANDIM.
ESTRADAS DA VIDA
Nas estradas por onde andei, deixei marcas e sonhos; parte de mim foi ficando ao longo dos caminhos que percorri. As histórias que vivi, que um dia foram vívidas, hoje parecem sombras distantes, ecoando em minha mente como um sussurro do que já fui. Cada cidade, cada rosto, cada despedida carrega uma fragmento da minha essência, um pedaço dos meus anseios e das minhas esperanças.
Às vezes, me pergunto se as memórias são como as folhas secas que o vento leva, vagando sem destino. Mas, mesmo assim, há beleza nesse desvanecer. Pois mesmo em meio ao que já não faz sentido, há lições aprendidas e amores que resistem ao tempo. O que resta é a sabedoria que adquiri, as amizades que floresceram e os momentos de pura alegria que ainda aquecem meu coração.
E, enquanto continuo a jornada, compreendo que cada passo dado, cada erro cometido, forme um mosaico único que sou eu. Não importa quão longínquas sejam as estradas, cada marca deixada serve como um lembrete do que vivi, alimentando novos sonhos e novas esperanças que ainda estão por vir. Afinal, a vida é essa contínua busca, um caminho feito de vislumbres e lembranças, e ainda tenho muito a explorar.
Tu és como uma estrada misteriosa,
uma mulher surpreendente e intensa,
agora, que passei pelas as curvas
do teu corpo,
acho que é um caminho sem volta
por ter me levado a lugares
intensos e calorosos
com lindos atrativos,
uma viagem como nenhuma outra,
talvez, eu tenha encontrado o paraíso.
Na estrada que percorri, sempre houve espaço para a queda e o recomeço. E de tropeço e esperança pavimento meu caminho, como o sol reveste o horizonte.
