Estrada
Não tenho medo de nada
sei bem qual é o meu norte
nunca saio da boa estrada
serei assim até a morte
De nada tenho receio
enfrento tudo com firmeza
no coração só anseio
viver em paz e leveza
Passos, pés ,
cada um em sua estrada,
pedras, pedriscos, perdidos,
muitas vezes a alma machucada,
seguindo a vida sem temer
nela temos que perseverar
em busca de tudo ou nada,
iguais em luta, sobrevivência,
enfrentando o seu rumo
em direção ao futuro
O viajante,
é um homem ligado à terra,
trocou a casa por uma estrada,
fez da beleza, uma linguagem
fez da semântica, um olhar.
È preciso muita coragem,
para enfrentar essa estrada, esse frio, esse vento e essa chuva,
-- Pensei em voltar, disse o viajante: mas como voltar se já não sou quem eu era quando sair ?
Meu lugar é aqui, peregrino....
Amo dias de chuvas,
por causa das árvores
alcanço repouso
na estrada de chão
.
o jardim está fora do tempo
como palavras de consolo,
uma ideia feliz
sob o olhar da janela
bom dia, flores,bom dia folhas,
bom dia campo
deixa-me passar,deixa-me, olhar
tua gota de ser
A minha poesia,
é sobre a realidade,
sobre a tarde,sobre o chão...
.
É verso de estrada,
história contada,
também solidão
.
Não segue uma métrica poética,
é sobre o nada cognitivo
ventos e incertezas
as vezes, belezas da religião
.
Muitos que já morreram
e outros que vivem na sombra
é sobre a luz da esperança
penumbra
.
é apelo à casa dos sábios,
sobre o condado estórias de livros
sobre o rio e sua margem,
eternidade na vida humana.
Na estrada,
há sementes de silêncio,
germinando beleza em terra fértil
Ancoras e ventos
em forma de sentimentos,
A quietude nasceu,
em pensamentos de paz
"Há um outro mundo, além dessa estrada...
há uma luz acessa nos corações dos homens,
depois do vazio, e do abismo entre as pontes,
haverá um rio azul, dizia o viajante".
Ilumina os meus passos,
quando meu caminho escurecer
eu me perdi em muitas estradas
peregrino, hoje sou.
§
Lancei toda minha infância
em uma estrada de chão,
ali, parte de mim floresceu,
da imaginação surgiram histórias
Do alto monte o olhar
até onde levarão os meus pés?
perguntou o viajante.
§
§
...
Na estrada e
longe da cidade
foi onde tudo começou
onde construir minha casa
onde cultivei meu amor
(estrada)
Entre luz e sombras
Íamos caminhando
Havia rios e som de estrada.
.
Livro: A eternidade das árvores 🌳
O vento traduz estradas
Traduz casas
Até as muralhas da China
As montanhas das filipinas
As pirâmides do Egito
Ele sabe remendar histórias
Alargar as tendas
Por um verso à mesa.
.
{Canção do vento}.
[...]
Um dia entenderás
Que esse meu silêncio
era uma longa estrada
*
Um dia entenderás
Que esse pobre sorriso
nunca quis dizer
absolutamente, nada
*
Haverá contrastes
ilusões que tu mesmo criaste
haverá neblinas delineares
abandonos a milhares
*
Oceanos,
é toda cor que sai dos olhos
dos poros pretos e brancos
horizontes, sejam sempre santos
Em minha mente, minha casa está perto,
mas na estrada ela está muito longe,
tão longe, que jamais voltarei a ser
quem um dia eu era,
.
Havia muitas palavras que deveria ser ditas,
descritas, em prólogo à princípio,
mas vou deixar que o infinito
reescreva as linguagens e que habita há em mim
.
["o viajante iluminado, as linguagens do vento".]
CAMINHOS DE ILUSÕES
Viajando essa estrada tirana
Sobre as gretas de suas espeças rochas
A destroçar a Peçanha
De seus mitos delirantes
Que sugara o mel da flor infante
Nos sonhos mitigantes dos passantes.
Essa pátria de via intransitável
Aos que nela vão viver sempre errantes.
Sob o sol caudaloso e causticante
A regar sem pudor
Outros sonhos em seu solo itinerante.
Se eu sonhasse ou ao menos ideasse
Verteria seus mitos e farsantes
Aplacando essas léguas tão tiranas!
No sutil frescor de Aruanda.
