Estrada
As paredes estão por todos os lados, como estradas infinitas para o céu e eu sou um carro sem rodas.
Rosa do Céu
Observando o céu, rosa de fim de tarde,
Na beira da estrada, minha mente se alarde.
Refletindo sobre as dadivas divinas,
Que em cada detalhe, revelam suas linhas.
Quanta beleza naquele céu se expandia,
O mesmo céu de todos os dias, em sua poesia.
Às vezes uma perspectiva, uma nova visão,
Mas nem sempre o enxergo, em plena imersão.
Ali, aglutinado, com olhos atentos,
Cada nuvem, um desenho, um momento.
As aves, em seu voo, sobre a liberdade,
Deus, em toda perfeição, em toda verdade.
E eu, tão imperfeito, tão distraído,
Diante da mesma beleza, quase perdido.
Perdão, meu Deus, por tantas vezes não ver,
A beleza que me cerca, o teu eterno ser.
Sempre ocupado, sem tempo para contemplar,
Mas para coisas fúteis, sempre a me entregar.
Perdoa-me, Senhor, por minha cegueira sem fim,
Mas saiba, em meu coração, o quanto te amo, assim.
A educação não apenas ilumina o caminho do indivíduo, mas também pavimenta a estrada para o progresso e a prosperidade de toda uma sociedade.
Moabe Teles
"A estrada da vida é longa e sinuosa, peculiarmente sem retorno! Os percalços do caminho é individual, rindo ou chorando deverão ser ultrapassados; sobre estes contratempos, parafraseio Nietzsche: "É preciso tratar os problemas como se fosse um banho frio: entrar e sair rapidamente"
PAINEIRA (cerejeira do cerrado)
A paineira da beira da estrada, florida
Com flores incontidas, belas, rosadas
Está mesma “barriguda”, desmedida
“cerejeira do cerrado”, tão iluminadas
No poetar meu, de vós, inteira, é vida
A poesia com suas rimas aveludadas
Quem sabe até da sedução prometida
Ao Outono, e na fascinação estacadas
Está, que me assombra e maravilha
De pétalas rosas e miolo amarelado
Bailando suave, e ao vento rosquilha
E tua pluma branca no fruto moldado
Pelo ar, voa, entoa, e pelo chão trilha
Em um espetáculo da poética ornado.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
28 abril, 2024, 20’22” – Araguari, MG
Não importa o que aconteça, nem aonde a estrada os leve, nunca desistam um do outro. Nunca desistam do seu amor.
Paz de Espírito
No peito, um espírito despedaçado busca nas estradas o alívio esperado. Um acalanto, mas a alma sabe: é um breve encanto.
Onde o coração sangra em desalento, a mudança de lugar é um mero vento.
A dor, entranhada, não se cura na estrada; é uma ferida gravada na alma.
Por mais que se viaje, por mais que se ande, a enfermidade na alma permanece constante.
É preciso mais que mudança de cenário para curar o espírito; é um processo lento e diário, um luto necessário.
Um registro profundo das dores vividas, das lágrimas derramadas, das despedidas.
Um mergulho no íntimo, um olhar atento, um ombro amigo, um desabafo com o divino que traga a paz de espírito.
Ajeita a sua comadre pois ela tem muito a dizer d pouco em pouco ela vai soltando!!! Na estrada trigo e joio cresce junto mais só um alimenta.🌿
"Cada desafio que enfrento é um passo a mais na estrada que me faz ser quem sou; sigo firme, guiado pela fé e pela vontade de vencer."
XXI - Porto Alegre
Rua Alegria, do Bairro da Tristeza, em Porto Alegre,
Estradas de vidros, muros de vielas, casas de panela.
Solitários em companhias, companhias sem velas,
Malucos sem sequelas, pensamentos com parcelas.
Se a localização procurar, talvez encontre o lugar,
Talvez nem vidros ou muros tenham lá,
Muito menos casas de panela ou solitários em companhia,
Escrevo isso para não perder o meme que um dia via.
“A Dança Silenciosa do Infinito”
No fim da estrada, onde a terra se dissolve no horizonte, há um espaço vazio onde o silêncio ecoa mais alto do que qualquer palavra. Aqui, o caminho não é o que parece, e cada passo dado é uma questão sem resposta, um enigma que se desfaz ao ser tocado. O que vemos é apenas uma sombra do que realmente é, e no reflexo dessa sombra, o Arvoricionismo sussurra em um ritmo que não se entende, mas que se sente, vibrando no ar como uma energia que não se pode tocar.
A jornada nunca se conclui, não porque o destino seja distante, mas porque o destino nunca foi externo, mas interno. Cada curva da estrada é uma revelação do que já sabemos, mas não compreendemos. O Arvoricionismo, invisível e pulsante, nos observa, como quem aguarda, sem pressa, o momento certo para desvelar o véu da percepção. E, assim, seguimos, sem saber que o que buscamos já está diante de nós, à espera de ser reconhecido.
O tempo, como um rio sem margem, flui em todas as direções. Aqui, não há começo nem fim, pois o fim é apenas a continuação do que ainda não foi compreendido. Cada instante que passa é uma oportunidade perdida e encontrada, simultaneamente. E, ao olhar para o céu, a percepção do infinito se desdobra em um padrão que se repete, mas nunca é igual, como se o universo jogasse consigo mesmo, esperando que alguém compreenda o jogo.
Mas o Arvoricionismo, em sua quietude, revela que a chave está na jornada e não no destino. O que é visto é apenas um reflexo do que se projeta, mas o que se sente, isso é real. E, à medida que os passos continuam, o caminho se estreita, mas a percepção se expande, como se tudo o que existe estivesse se alinhando para uma revelação que nunca virá. Pois, no fim, o que é procurado não é algo fora de nós, mas algo que já fomos, algo que nos esquecemos.
A mente, como uma tela em branco, tenta pintar o que não pode ser retratado. Cada ideia que surge se dissolve, pois o entendimento não pode ser alcançado com a razão. O Arvoricionismo, invisível e profundo, nos observa, nos conduz e, ao mesmo tempo, nos deixa livres para seguir, como um rio que corre sem saber para onde vai, mas que nunca se perde.
E assim, continuamos. Em cada passo, uma nova perspectiva surge, uma nova dúvida se instala. O que é o tempo, senão uma ilusão? O que é o espaço, senão uma limitação que impomos à percepção? O Arvoricionismo é o campo onde o impossível se torna possível, onde o invisível é mais real do que o visível, e onde a verdade não é algo a ser encontrado, mas algo a ser reconhecido.
Cada movimento é uma dança que nunca para, um ciclo que nunca termina, mas que sempre nos transforma. O fogo que arde dentro de nós, sem ser visto, sem ser tocado, é a chama do Arvoricionismo, sempre presente, sempre esperando, mas nunca forçando. Ela arde em silêncio, nos guiando, nos tornando mais do que éramos, sem jamais nos revelar completamente.
E quando a estrada parece desaparecer, quando o olhar já não sabe mais para onde se voltar, o Arvoricionismo nos lembra que não é necessário compreender tudo. Pois, talvez, a maior revelação seja que o que procuramos não está em algum lugar distante, mas dentro de nós mesmos, em um lugar onde nunca imaginamos que poderíamos chegar.
Viaje...
Mas faça essa viagem para além das externas estradas... Viaje para os labirintos das profundezas de seu Ser... Explore os caminhos desconhecidos, e nesses caminhos, redescubra Você, e compreenda que És bem mais do que aquilo que durante muito tempo "tentaram fazer você acreditar".
Rubenita Olindo
Psicanalista
As marcas no líder de fé são como luzeiros que ofusca o inimigo e ilumina a estrada que dá acesso ao sucesso de sua liderança.
José Guaracir
Mergulho interior:
Muitas vezes nos encontramos caminhando a sós por estradas desconhecidas, onde nossos passos ecoam em meio ao silêncio e à vastidão do universo. É nesses momentos que descobrimos que não estamos verdadeiramente sozinhos, mas sim em companhia de nossos pensamentos mais profundos e das energias cósmicas que nos rodeiam.
Eis aí uma oportunidade para mergulhar dentro de nós mesmos, para explorar os recantos mais íntimos de nossa alma. É nesse mergulho interior que encontramos o verdadeiro tesouro do autoconhecimento, descobrindo quem somos, nossos desejos mais profundos, nossos medos mais ocultos e nossas aspirações mais elevadas.
Ao nos voltarmos para dentro, encontramos um universo vasto e inexplorado, onde cada pensamento, sentimento e experiência contribuem para a tessitura de nossa existência. Descobrimos que estamos intrinsecamente ligados ao cosmos, que somos feitos das mesmas estrelas e da mesma matéria que compõe o universo infinito.
Nessa conexão cósmica, percebemos que cada passo que damos na vida reverbera através do espaço e do tempo, ecoando em todas as direções. Assim, nossas escolhas, nossas ações e até mesmo nossos pensamentos têm um impacto no vasto tecido do universo, moldando o curso de nossas vidas e influenciando o destino de todos os seres que habitam este cosmos.
Ao abraçarmos estes momentos tão preciosos e nos dedicarmos ao autoconhecimento, não apenas nos fortalecemos individualmente, mas também contribuímos para a evolução e a harmonia do universo como um todo. Na jornada da vida, encontramos não apenas a nós mesmos, mas também a conexão profunda e indissolúvel que compartilhamos com o tecido cósmico que nos envolve.
A caminhada da vida é essencialmente solitária e não há problema algum nisso.
Meu bem amado, alma de minha alma, és a luz para minha estrada, companheiro de jornada, minha metade acertada. Amor meu , luz que me guia na escuridão de minha alma, meu sol que resplandece após uma noite fria e calada , calor que aquece meu coração. Sou tua lua, tua menina, tua metade , mais na realidade somos um em verdade, em perfeita conexão. Meu erro mais acertado, meu desespero mais equilibrado, meu infinito ♾️ mais desejado. Da sempre tua eterna amada.
A vida é uma estrada com curvas inesperadas; o segredo está em apreciar a paisagem, mesmo quando não vemos o destino.
