Estrada
Á margem dos sonhos não mora ninguém, sem sonho a vida é deserta, é estrada sem fim, é poeira constante, é opaca sem brilho, é apenas um trilho que corre sozinho, é farol na neblina clareia e não ilumina.
Sem sonhar a vida é mar sem porto de atracação, sem remo ou corrimão, é uma batida constante em ritmo alucinante, sem poesia sem utopia só reta,
Não presta.
Sonhar é prancha de surfar, é partir do medo e realizar é conseguir é chegar é o encontro da areia com o mar, sonhar é dar vida à uma projeção é dar vida nova aos corações é poder ser em duas dimensões. Bons sonhos!
Na Estrada de Monsaraz -
Ao volante da Vida
caminho na estrada
de Monsaraz ...
Ingreme, deserta, nocturna,
- como eu, sem Paz -,
em busca d'aconchego!
E que ternura me faz
ver Monsaraz iluminada ...
Meu velho-barco da infância,
sem porto nem estância!
Tão só, me sou, na sua estrada ...
E quem diz não viver só
é porque mente!
Nascer e viver
é caminhar p'ra morrer!
E isto toda a gente sente ...
Quem o diz, vive a sofrer!
Quem o não diz, é porque mente!
Há em mim esta inquietação
sem Vida nem sentido ...
Um desespero, uma infinita tentação,
que me tolhe a Vida sem perdão.
E fico perdido na estrada de Monsaraz,
sem vida nem sentido, alegria ou paz!
Inquietação antiga, ancestral,
já vivida por meus Pais,
já vivida por meus Avós ...
Entre o Bem e o mal,
ó Alma, aonde vais,
se viver a Vida é viver só!
E subo, subo a Monsaraz ...
Meio só, meio perdido,
sem saber aonde vou!
Só sei que busco Paz,
que meu Ser se vê vencido
e que já não sou quem sou!
E Monsaraz que me dirá?!
Interrogação sem propósito,
ângustia por nada!
Alguém, algures me esperará?!
Cheguei! Acabou o depósito ...
E sigo a pé, por Monsaraz, de Madrugada.
Na estrada de Monsaraz, à noite,
exausto de mim mesmo!
Na estrada de Monsaraz, ante a morte,
a tristeza enlouquece-me o desejo!
Na estrada de Monsaraz, tão perto de Monsaraz,
tão longe do Fim, minh'Alma perdida ...
Que a estrada de Monsaraz, é para mim,
a própria estrada da Vida! ...
Estradas -
Estou só e só me vejo!
Só me sinto e caminho!
Tão só com meu destino,
esperança perdida,
vento suão,
por vezes vencida,
asa quebrada,
ilusão ardida
na cinza do chão ...
E não sei aonde vou!
Ai não! Ai não!
E porque não sei -
- sofri - pequei!
Perdão! Perdão!
Estrada deserta,
ao dia tão seca,
à noite tão fria.
Minha triste, pobre
e velha estrada!
Tão amada! Tão amada!
Não foi isto que sonhei!
Ai não! Ai não!
Senhor, se te não oiço,
perdão, perdão ...
Que de Ti me não vem
menor consolação!
Ai meu Coração!
Um grito! Soou!
Meu triste, pobre
e solitário Coração ...
... sem perdão, sem perdão …
E Vou:
da estrada do Outeiro
à estrada de Monsaraz,
de Monsaraz ao Telheiro,
do Telheiro ao Outeiro,
do Outeiro até Évora -
- e agora?! Aonde irei?! –
D'Évora a Lisboa,
de Lisboa ao Infinito
que minh'Alma voa ... voa...
A vida não recomeça. Ela nos leva por vezes a estradas e momentos parecidos, mas nada é o mesmo, nem nós mesmos!!
Agradeça o passado e siga em frente.
A vida não espera, VIIIVA!!
Emoções Diárias -
Pela Estrada caminhamos ...
Tristes ou alegres,
seguros e imberbes
de Esperança nos fazemos!
E onde vamos?! Vamos simplesmente.
Caminhamos e amamos,
ignoramos, ultrapassamos,
construímos e ganhamos!
Mas perdemos também!
Odiamos, perdoamos
- tudo e nada - de onde vem?!
Vem simplesmente ...
E de que vale o que ganhamos
se morremos lentamente?...
na estrada da vida oque temos de mais precioso , é o presente de acordar e recomeçar com mais determinação que o dia anterior .........Marcos R. Corso.
Era noite, pela estrada eu seguia
Era noite, pela estrada eu seguia
A ouvir o barulho dos bichos,
Que na noite fazem folia,
Os gritos; os cantos nos nichos.
Parei para olhar a lua no céu,
O seu brilho refletido no rio,
Deixei minh'alma vagar além do véu,
Além da rua que ao vêr-me sorriu.
Como é belo o contemplar da alma
Que aos mistérios eternos desvenda,
Levando nas mãos a palma,
A sua glória, a sua senda.
Paira no céu a lua sublime,
Como um espírito a iluminar
A essência que esta noite exprime,
A ouvir seus bichos cantar.
Já me amaste
Já me amaste outrora
Quando vinhas a minha busca
O teu amor descia sobre estrada e seguia para studio de poledance e juntas o nosso paraíso era vertical!
Agora queres ir pela horizontal?
Já me amaste outrora
Nessa hora!
Beleza não tenho nenhuma, não me adianta ganhar o mundo, estou perdendo a essência da minha alma.
Já me amaste outrora
E agora me rejeitas?, eu sei que fui a pior das amantes, não me entreguei por completa
Estou arrependida
Volta, não volta
Nos encontramos naquele sítio.
Já me amaste outrora
Então ora, pra gente voltar
A vida é curta para deixá-la passar.
A vida é uma estrada sem rumos certos a trilhar.
As vezes não sabemos pra qual lado virar.
Ha momentos que não sabemos o que fazer.
A tempo de plantar e de colher.
O importante na vida é viver.
Ha momentos de refletir.
Ha momentos que dá vontade de desistir.
Mas em Deus encontramos um amparo pra em frente seguir.
Na estrada da vida, sou uma mera, simples e pequenina pedrinha,
Que se move a cada vento que sopra,
E aos poucos,
Vou chegando ao final da minha jornada.
De cabeça para baixo e dos pés para cima
Oh, Maputo!
Tão complicada tu és
As estradas com buracos
Ao seu redor, Maputo.
O que vês? Maputo.
Tem vergonha na cara
Mãe d'este país tu és
Oh, Maputo! Dá-te o valor que tu mereces.
Pequenas gotas de chuva
Tu começas a envergonhar assim
Afinal como é que queres fazer de ti um espelho?
Cresce Maputinho.
Subliminar
Todos os nossos objetivos tem uma estrada.
Só podemos ir até o meio do caminho, no máximo.
O destino tem que trilhar a outra metade.
Parece simples, mas não é.
Dependemos de resiliência, livre arbítrio, do "destino".
Nunca, afirmo, por minha experiência, nunca teremos o reflexo no que acreditamos ser espelho.
Olhe os sete pecados capitais,
simplórios, mas verdadeiros.
Somos jarros de barro, somos jatos vários quando formos meados. O que trazemos para preencher o vazio pode surpreender ao outro.
Ivan Madeira
Nov2021
Estrada da lembrança
Pelas estradas o aroma dos teus beijos despertou em mim a saudade, junto à perfeita missão do tempo que é incansável me deixou mais uma vez sem respostas, de alguém que mora dentro de mim. Já não acredito em esperar por entender que tudo passa, e ter a infeliz lembrança que a estrada nos distancia e leva nesse caminho o gostoso cheiro teu. Imaginação cruel despertar a saudade de você, que não me avisa dos teus iguais pensamentos, certo que ficou algo de mim em te, porém sei que isso não se trata de sofre porque só vivemos as alegrias e cego fomos a tudo que nos impedia de viver o que é só amor e nada mais.
Na estrada árdua chamada vida
No transpor do findar dessa lida
De um amanhã incerto, de um passado imutável e de um hoje mal aproveitado
Pessoas, sentimentos, sentidos, todos parecem passageiros
A essência do ser humano, deveras é sempre querer ser o primeiro
Primícia sobre os outros, primazias demasiadas
O anseio de ser melhor que o outro é tanto que no fim não se resta mais nada
Talvez se todos sentissem o que classificamos como empatia
Quem sabe um dia, mesmo que no findar da vida, o ser humano sinta pelo outro algo diferente
Seja movido pelo espírito altruísta.
Muitas vezes trilhamos caminhos dificeis, com obstáculos com estradas cheia de curvas. Acabamos nos tropeçando e nos machucando.
Parar e usar o bom senso é a melhor saída; Buscar atalho é uma opção.
Se sofremos, muitas vezes é porque achamos que não tem saida, sem solução.
Tentamos ver o outro lado.
