Estrada
Quando ela chegou"
A minha vida sempre foi uma estrada longa, reta… e silenciosa.
Como se o tempo andasse de muletas e os dias carregassem o peso de tudo o que não deu certo.
Era tudo previsível demais. Tudo... sem cor.
Até que ela chegou.
Não chegou com flores. Nem promessas.
Chegou com aquele jeito atrapalhado, com um sorriso que parece tropeçar nas palavras,
e com uma boca que sinceramente nunca vi calar.
Falava sobre tudo, às vezes sobre nada, e ainda assim, tudo nela fazia sentido.
Até o que não fazia.
Ela não sabia, mas entrou num mundo meu que já tinha fechado as cortinas.
Ela abriu a janela.
Fez piada dos meus silêncios, desafiou meus muros e zombou da minha seriedade.
E de alguma forma, o som da risada dela começou a fazer sentido…
E pior: falta.
Eu me sinto como um cara qualquer.
Não por desistir da vida,
mas porque antes dela, eu já tinha desistido de viver de verdade.
E então vem essa garota, com seu caráter que arrasta os dias ruins para fora,
com essa força no olhar de quem encara o mundo mesmo quando o mundo desaba,
e me faz lembrar o que é sentir mesmo que seja só nos pequenos momentos.
Ela não me salvou.
Mas me fez querer ser salvo.
Por mim mesmo.
O vento traduz estradas
Traduz casas
Até as muralhas da China
As montanhas das filipinas
As pirâmides do Egito
Ele sabe remendar histórias
Alargar as tendas
Por um verso à mesa.
.
{Canção do vento}.
Andar pelo mundo observando as belezas do caminho, ainda que a estrada seja de espinhos.
Procurando a poesia espalhada nas pequenas coisas.
Naturezices me chamam,
Me contam segredos que poucos conhecem.
Ecos do Atraso
A estrada não tem piedade de quem tenta recuperar, em minutos, o tempo que se perdeu no espelho da vaidade.
A pressa nasce do tempo mal planejado, o perigo cresce no pé acelerado.
Quem vive correndo contra os ponteiros, faz do tempo seu oponente,
do volante, arma potente, e da pressa, tragédia iminente.
Mas o imprevisto — esse que todos culpam — só vira rotina onde falta disciplina.
Porque sair com tempo é sabedoria,
e estar vivo é sempre mais urgente
do que chegar na hora.
Não é no volante que se compensa o relógio. A velocidade no asfalto é convite ao velório.
A estrada é um livro aberto de terra,
onde a alma escreve passos,
sem título, sem ponto final,
só versos
entre curvas e silêncios.
Respire fundo e caminhe com firmeza, pois a estrada pode ser longa, mas há luz em cada passo.
As promessas de dias melhores são sementes plantadas no agora.
Alimente-as com otimismo, fé e aquela confiança que nasce do Poder Divino.
Em meio ao que ainda não se cumpriu, floresce a esperança – discreta, mas viva.
Outro dia, me peguei tentando adivinhar o futuro. Tentando antecipar as curvas da estrada, me perguntei: será que vai dar certo? Será que é para mim? Será que estou indo na direção certa? E então percebi o óbvio — estava tentando controlar o que nunca esteve ao meu alcance. A gente se apega às certezas como se fossem boias em alto-mar. Queremos garantias, sinais claros, promessas de que não vamos nos afogar. Mas a vida não trabalha dessa forma. Não existe previsibilidade. O vento muda, a maré sobe.
Eu não posso controlar tudo. Não posso controlar quem fica, quem vai, quem escolhe me amar e quem escolhe partir. Não posso prever cada reviravolta, cada acerto e cada fracasso. Mas posso escolher não me perder dentro das minhas próprias incertezas.
O que posso fazer? Apenas me comprometer a ser inteiro no presente. A viver o agora. A me entregar às experiências sem a obsessão por desfechos. A me permitir sentir sem medo do que vem depois. Porque a única coisa que posso controlar é a forma como vivo cada instante.
O que estiver reservado para mim chegará. O que precisar partir, partirá. Não há nada que eu possa fazer além de me manter fiel ao que faz sentido, ao que acalma meu coração, ao que me mantém em paz.
Meu poder não está no que posso prever, mas no que posso sentir. No que escolho cultivar dentro de mim. Na maneira como aceito o fluxo da vida sem me desesperar pelo que ainda não veio.
Cuidar de si mesmo é isso também: aprender.
Às vezes na vida, no nosso caminho aparecem novas estradas!
Mas não é o destino querendo nos atrasar.
"É" Deus nos mostrando que está na hora de mudar de direção.
A Vida:
A vida é um passatempo
Ela te leva para estradas
A minha vida continua
Até a estrada que ela me levar!
A vida é um piscar de olhos
A vida é curta!
Quando você abrir os olhos
Alguma coisa acontecerá
A vida vai te dar alegria
E a tristeza sumirá
Tenha fé na sua vida
Que tudo vai dar certo!
Acredite nos seus sonhos!
Tenha fé na sua vida
A estrada que você deseja ir
Vai fazer parte da sua vida
Alguns momentos
Você pode até se sentir triste
Mas lembre-se sempre
Que a felicidade da vida baterá na sua porta
Quem para de aprender, desacelera o próprio crescimento; conhecimento é estrada aberta para novos caminhos.
Moabe Teles
Me sinto um camaleão.
Tendo que aprender com o ambiente e disfarçando meus passos pela estrada tortuosa.
Jogando entre os campeões, sabendo que cada um deles entende que este mundo é competitivo e que o segundo lugar é inaceitável.
Mas eu prefiro passar despercebido. Competindo apenas contra a minha face que fica ali encarando dia a dia em frente ao espelho.
Nem sempre vão me entender e nem pretendo que me entenda.
Talvez eu seja aquela pergunta que irrita, com múltiplas respostas.
Mas eu gosto assim.
Quero ser aquela surpresa que chega sem avisar.
Que vem a noite e quando o dia chega já faz parte da paisagem.
E se novamente perguntarem quem sou eu. Eu direi...Meu nome é ninguém!
De sobrenome Cunha e Nascimento.
Sem limites.
Aquele para o qual o mundo não oferece desafios inalcançáveis.
O cara que jamais conheceu o impossível. Alguns podem até achar arrogância e até seria se eu tivesse usado todas as chances que tive de subir esquecendo das minhas raízes.
Mas meu sangue carrega o peso de ser parte de uma história que foi construída no velho continente e que chegou ao Brasil para sobreviver no centro oeste deste país.
O tempo jamais apaga os laços que unem o primeiro e o ultimo membro desta familia. Acredito que agora estou preparado pra ser o que a vida me preparou pra ser.
Afinal se a águia viesse a este mundo para viver na terra, não teria nascido com asas. Não sonharia com as nuvens. E seus olhos não veriam muito além do que se pode imaginar. Conseguindo antever o tempo de cada ação a quilômetros de distancia.
Um movimento que teria que durar 35 anos planejado por um rapaz de 18 anos.
Que escrevia seus passos em um caderno, guardado no fundo de um armário e que era ilustrado por nomes que ele respeitava. Retratos e recortes de jornais. Algo que virou musica em 1997, " Jornais da vida" e que acordou um viajante do tempo.
Que saiu pelo mundo para aprender a cair e levantar quantas vezes fosse possível. E que andou entre Reis e plebeus com a mesma classe. E se tornou um deles na medida que seu instinto camaleão aflorava. Tempo necessário para traçar metas e estratégias. Tempo necessário para angariar aliados. Para tecer teias ou fios que se tornaram roupas visíveis aos que precisavam enxergar o sinal da nova tribo. E se cheguei até aqui, daqui pra frente vou seguir o meu mapa, pois desenhei o caminho entre as pedras e construí o atalho que visualizo quando estou sozinho na montanha. Acreditar é uma palavra forte, mas que só funciona quando não é dita apenas da boca pra fora. Pois a realização começa no seu interior. Uma meta só tem um destino quando você sabe onde quer chegar. E eu sei bem onde quero e vou chegar!
Ah, voltou a madrugada
E de novo a estrada
De uma nova canção
Ah, senti saudades
Chorei de fases
Que nem conheci
Ah, Jobim que compôs
O tom que se foi
Mas que sempre vai
Ah, solidão no meu peito
Que se desfaz num defeito
Que se deu por se dar
Ah, meu Deus, por que foi tão
Grosso o laço da solidão
Que em meu coração se desfaz
Ah, se eu soubesse agora
Como tudo lá fora
Brilha claro como o sol
Ah, se a lua estivesse pronta a me dizer
Que o passado...
Ah, sou jovem aprendiz
Poeta que diz
Versos sem amor
Ah, eu falava de amor
E você... só se for
Ah, mas a poesia acaba
E de novo se inicia
Pra tardar meu coração
Voltas antes, como dizia
Todo mal que me fazia
Me diria... com perdão.
Ah, de que se serve a vida?
Se de tudo o que querias era imensa paixão.
Se não tivesse a partida o que seria da estrada? - Não haveria a volta pra casa! Não haveria o olhar solitário devorando o horizonte a procura do reencontro esperado - Não haveria saudade...
Se o tempo não se encarregar de oportunizar a estrada, crie possibilidades com trabalho, inteligência e disposição.
PARA CHAMAR DE MEU
Procuro ser aberto à vida...
Mantendo o amor e o afeto
Em qualquer estrada florida
E pelo desafiador deserto...
Comigo... A minha companhia...
Que divide a cumplicidade
Em cada noite, em cada dia
Até a mais alcançável idade...
E juntos... Vamos construindo...
Um ninho perfeito para nós
Onde só vai repercutindo
A felicidade em nossa voz...
E é esse que tenha espeito...
Que trate-me sem desdém
Que grite de dentro do peito:
- Me chame de seu também...
(PARA CHAMAR DE MEU - Edilon Moreira, Junho/2025)
Minha Identidade
Ando devagar...
No caminho que escolhi trilhar.
A estrada é longa —
Mas é nela que repousa meu objetivo:
o sucesso.
Ando…
E no passo lento, observo:
O tempo que passa,
As experiências que marcam,
As pessoas que cruzam,
A bondade que inspira,
A maldade que fere.
Sou meu inimigo.
Sou meu amigo.
Sou um gladiador no campo da mente.
O processo me testa,
O resultado me escapa.
E então me pergunto:
O que me falta para continuar?
Quem sou eu?
Estou realmente comprometido?
Me importo tanto assim?
Qual é a minha identidade?
Se eu fosse minha esposa,
Amaria um marido comprometido,
Responsável, dedicado, amoroso,
Companheiro, forte… e manso.
Se eu fosse minha mãe,
Me orgulharia de um filho de semblante bom,
Que ama, que ilumina,
Que salva, que guia,
Que inspira com o próprio caminhar.
Se eu fosse meu pai,
Admiraria um filho forte,
De valores inquebráveis,
Que luta pelo certo,
Que consiga sustentar sua própria casa
quando tiver sua própria casa.
Se eu fosse meu irmão,
Amaria ter ao lado um companheiro de guerra,
Alguém para crescer junto,
Para sofrer e vencer juntos —
Que fosse meu porto e minha espada.
Se eu fosse meu amigo,
Confiaria em alguém com propósito,
Com sede de crescer,
Que quer ser útil ao mundo…
E não apenas existir.
Então pergunto:
Minha identidade… quem eu deveria ser?
Talvez…
A soma de tudo isso.
Ou talvez…
Alguém que continue andando,
Mesmo sem todas as respostas,
Mas com coragem de procurá-las.
