Esquecido
[...] Tem certos momentos que a gente se sente assim, jogado, esquecido, triste, magoado, despedaçado por dentro, inútil, covarde, hipócrita, um nada, é, tem dias que a gente se sente assim, um nada, mesmo que no fundo nós não admitimos, mas nos sentimos assim, não podemos enganar nós mesmos. Dói tanto, você sofrer por uma coisa tão pequena, mas que ao mesmo tempo te machuca tanto que se torna gigante. Um olhar de um simples cachorrinho pode transmitir isso, ele sente o que nós homens sentimos também, sei que nem todos irão perceber, mas um cachorrinho sofre, chora, sente dor, possui sentimentos e às vezes o motivo de seu sofrimento é idêntico ao nosso, o amor, só existe uma diferença, nós temos uma opção, o Amor Próprio, dá pra aliviar um pouco da dor que o amor causa se a gente se amar um pouco mais, mas e ele? Ele não tem essa escolha, pois ele sempre vai amar o seu dono mais que a ele mesmo, esse é o preço que se paga por amar intensamente uma pessoa, ela nunca vai te retribuir do mesmo jeito.
Sinto que você tem colocado muita pressão em mim e tenha se esquecido que nós dois temos uma parcela de culpa. Quando você não tem nada em que se apoiar, você coloca a culpa em mim. Você precisa de alguém que aceite ser culpada em tudo, que faça tudo errado de verdade com você. Porque se você quer saber, eu cansei dessa história. Tempos atrás acreditei que sem você eu não teria forças pra continuar, mas hoje em dia só vejo o quanto estava enganada, gosto sim, gosto muito. E não estou dizendo que me arrependi de tudo que aconteceu, ao contrário, foi bom e foi melhor ainda pra eu perceber como lidar com certos tipos de pessoas que fala e pouco faz. Também não digo que deixei de gostar de você, mas tento. Queria saber se você sente falta de nós dois assim como eu sinto, queria saber também se você se arrepende de algo. Você me fez ficar ainda mais fria do que antes, talvez essa frieza tenha me tornado ainda mais seletiva quanto às pessoas que vou colocar na minha vida. Você não foi um erro, mas poderia ter sido um acerto. Mas infelizmente não foi, vou sentir sua falta. Afinal, parece que bebi saudade a semana inteira. Eu sei que foi muito egoísta da minha parte te querer por inteiro, mas me pergunto quem não ia querer? Ter alguém pra poder chamar de só seu. Agora vou mais uma vez reunir os cacos de uma paixão vazia. Que por alguns segundos, eu acreditei que fosse durar.
"Sábio ignorante não enxerga sua estrada sendo desfeita a cada esquecido, prático arrogante nem imagina os degraus que deixa de subir com falta da humildade."
Borracheiro é o Homem mais esquecido,
igual Pardal no Quintal,
mais alguns merecem!
Um outro respondeu: -Não quero fazer parte desse time.
ESTRADA DO REFÚGIO
Lá, num lugar esquecido, quase desconhecido, na Nova Alta Paulista, tem uma cidadezinha chamada Irapuru. Lá, em Irapuru, na zona rural bem mais esquecida, num bairro quase desconhecido tem uma estrada que leva à Primeira Corrente. Lá, na Primeira Corrente tem um cafezal esquecido, quase desconhecido, onde tem um carreador. Você sabe o que é carreador? Lá, nesse carreador, tem um triozinho, esquecido, quase desconhecido... É ali que eu encontro paz. Sem ninguém por perto, só dá pra ouvir a voz de minha própria consciência. Tem belos pássaros, quase esquecidos, quase desconhecidos do povo das grandes cidades. Tem um cheiro de relva, tem um sabor de esperança, tem uma imagem da inteligência de Deus e, incrível... tem goiabeira com goiaba na beira do caminho. Tá certo que é uma goiabeira esquecida, quase desconhecida, mas... ela está lá. Quando passa alguém por mim, alguém assim esquecido, quase desconhecido... nos raros momentos quando isso acontece, certamente essa pessoa vai tirar o chapéu. Sabe... eles usam chapéus de palha... hábito quase esquecido, quase desconhecido das novas gerações. Eu... com meu boné, sinto-me diferente. Só sinto-me igual na hora de cumprimentar. É... na cidade onde eu nasci, chamada Irapuru, todos se cumprimentam. Um dia passei por um rapaz, na estrada de ferro e ele nem olhou pra minha cara. Abaixei a cabeça sorrindo e dizendo sem perceber, que aquele rapaz, que passava naquela estrada de ferro quase esquecida, quase desconhecida... não era de minha terra. Se fosse, saberia onde fica a Primeira Corrente... saberia apreciar os pássaros, saberia o que é carreador, saberia o que é triozinho, saberia usar chapéu de palha, saberia vislumbrar um cafezal e saberia, sobretudo, cumprimentar. É por isso que eu tenho orgulho do povo da minha terra. Por favor, quando eu morrer, eu... esse ser quase esquecido, quase desconhecido... quero ser enterrado em Irapuru... de preferência num túmulo esquecido, quase desconhecido do chão que me viu nascer."
Hoje eu chorei, não de tristeza e sim de alegria, eu já tinha esquecido de como é bom ser mimada, cuidada e o melhor de tudo, tão amada!
Vivo em um lugar a muito esquecido, nesse lugar eu consigo ver uma beleza alheia aos olhos da grande maioria das pessoas, nesse lugar eu vejo a verdadeira vida que me foi dada, longe bem longe de coisas inúteis das quais jamais alimentariam a verdadeira vida.
É assustador quão claro meu pecado pode ser para uma outra pessoa, e quão totalmente esquecido eu posso ser quanto ao que se esconde no meu coração.
O nome do meu estado de espírito é: Desprendimento. Eu ando leve e feliz. Eu tinha esquecido como era só se importar comigo, só cuidar de mim, sentir por perto pessoas que realmente querem a minha companhia, sem nada em troca. Essa paz nenhum dinheiro compra. Pude entender que a minha felicidade só depende de mim, pois só eu posso cortar o mal pela raiz. Hoje eu sei podar a árvore da minha felicidade.
Um sonho jamais é esquecido. Ele pode ser destruído por pessoas que são incapacitadas de realizar os seus próprios sonhos, suas metas de vida, e tentam estragar os que pode acontecer. Não, nunca para de lutar por um sonho, mesmo que algo diga para parar, para desistir, afinal, ELE É SEU SONHO.
Minhas máquinas de costura, eu não sei onde as deixei. Pensei que as tivesse esquecido no sótão, mas isso havia sido há muito tempo, e quando a ideia me veio à cabeça elas já não estavam mais lá. Ontem, revirando todo aquele âmbito pueril com uma mínima esperança que reluzia em meu interior, encontrei alguns conjuntos de linhas: algodão, poliéster, e seda, mas não as minhas máquinas,nenhum rastro sequer. Agulhas também não me faltavam, era dona das de tricô e crochê, além das usuais para costurar à máquina; entretanto as duas primeiras haviam caído em desuso, aquele tipo de trabalho manual já não era mais um de meus dotes. Ah, minhas queridas máquinas, como é difícil não tê-las aqui. Então, agora talvez seja melhor apenas fechar os olhos e esperar que tudo isso se estanque da forma mais natural e dolorosa.
Que o velho seja esquecido e se transforme em tudo novo de novo!
Ótima PRIMAVERA para nós minhas borboletas!
