Esquecido
“A alma não pede perfeição; pede presença suficiente para que aquilo que foi esquecido possa finalmente ser visto.”
Do livro O Livro Vermelho da Alma — Jung, o Inconsciente e a Alquimia Simbólica da Sombra à Individuação, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
Tudo em mim foi esquecido, menos o que doeu. Porque a dor tem memória, e o coração, mesmo em silêncio, ainda se lembra.
"O amor esquecido em vida vira dor lembrada na ausência. Valor só faz sentido enquanto há presença."
[O Homem que Lascou a Pedra]
E assim tem sido,
Um saboroso desmembramento
Num esquecido desenrolar,
Das rupestres garatujas,
Cavernosas,
Aos hieróglifos cintilantes
Dos smartphones,
Quase sempre trata-se de algo
E alguém.
O relacionamento
Mais duradouro
Que estabeleci na vida,
Foi entre eu e minha barba.
Não inventei a roda,
Desconheço as teorias totais
Que tratam de tudo,
Pra onde vai ou de onde veio.
Não entendo de espaço
E assim despeço-me,
Da exclusiva forma que conheço,
Observando deflagrarmos
Tamanha diarreia atitudinal
Contra nossos pares.
Entre Sapiens e Sapiência, registro:
Não nasci para horários,
Agendamentos, expedientes,
Turnos, períodos, escalas,
Compromissos ou rotinas.
Já passei dias a fio
Rascunhando poesias
E tão somente fiando,
Em paz ciente, poesias,
Sem nem mesmo me dar conta,
Neste pequenino multiverso,
Que no último milhão de anos,
O dia virara noite e a noite virara dia.
(Michel F.M. - Pacífico em Brasas - Trilogia Mestre dos Pretextos - 2017)
O que temos pode ser perdido. O que representamos pode ser esquecido. Mas aquilo que somos permanece. Por isso, a felicidade encontra morada no ser, não no possuir.
Alma leve
Pensamento suave
Coração em paz
de repente a lembrança:
brinquedo esquecido
da criança que eu fui um dia
Sem querer algo me pesa
Uma certa tristeza
Vem sempre junto à saudade
e o tempo prosseguiu fluindo
Nesta vida da gente
Pouca coisa existe realmente
Pensamento é quase tudo
Portanto não vale a pena
Carregar lembranças que entristeçam
Quando a fruta apodrece
A semente germina
Uma coisa termina
Algo mais acontece
Pois nem sempre uma queda
Fatalmente
Quer dizer ruína
A gente pode sempre
Não lançar a pedra
Nem dizer palavra
Mas as coisas prosseguem
Estando aqui e ali
A vida rumando
A caminho de um fim
Talvez tudo simplesmente
Seja nada a caminho de nada
Porém
Ninguém afirmou, sem dúvida nenhuma
Que o nada
Realmente seja isso
Creio
Que talvez seja difícil agora
Olhar a tudo e compreender
Mas prossiga tentando
Intuitivamente a gente sabe
Que não nos cabem certas perguntas
Pois, nem todas elas
Juntas e mescladas
Poderão um dia
Responder a qualquer coisa
Pois a paz tão procurada
Quanto o brinquedo esquecido
Que a lembrança carregou na leve brisa
Continuam sempre lá
Tudo isso um dia a gente vai achar
Escondido nas dobras do tempo
Portanto
Mesmo que não sejam
Aquilo que imaginamos vazio
Precisa ser e estar
em equivalência com o Todo
O tudo e o nada
de forma a permanecerem
Perene e eternamente
Perfeitamente equilibrados
E é nisto que tudo consiste
Universo Perfeito
Alegria demais inexiste
e em contrapartida
nada pode ser assim... tão triste
Edson Ricardo Paiva
Aquieta o teu coração em Mim. Aquilo que você tem me pedido em oração não foi esquecido. Estou trabalhando no tempo certo, preparando caminhos e fortalecendo sua fé. Confie, espere e descanse, pois o melhor de Deus ainda está por vir.
O último estro do Esquecido.
Nas sombras frias do destino, tombado,
Fiquei na estrada, só, abandonado;
E os olhos pálidos, sem luz, sem claridade,
Negaram ver minha última verdade.
Chamaram silêncio aquilo que era pranto;
Vestiram de gelo o mais sincero encanto.
Quem tanto amei passou indiferente,
Como se eu nunca houvesse sido gente.
Sob lápides erguidas de ingratidão,
Sepultaram meu nome e minha afeição;
Restou-me apenas o abraço da memória,
Última vela da esquecida história.
As flores murcham sobre o peito inerte,
Enquanto ri, triunfante, a falsa sorte;
Mas toda cinza que o desprezo espalha
É semente oculta da divina batalha.
Ó ingratos! Vossos olhos já sem brilho
Perderam para sempre o antigo trilho;
Quem abandona um coração leal
Constrói, em si, o próprio funeral.
Quando a noite vestir o mundo de neblina,
E a consciência romper vossa cortina,
O eco da minha dor vos chamará,
E nenhum esquecimento vos salvará.
Dormirei, enfim, na paz dos esquecidos,
Longe dos falsos, frios e fingidos;
Pois quem morre fiel ao próprio amor
Jamais é vencido pelo desamor.
E, se um dia chorardes sobre minha ausência,
Será tardia a vossa penitência;
Porque o túmulo fecha, em seu negror,
O que não ressuscita: a confiança e o amor.
"Desamparado e esquecido pelas circunstâncias da própria vida.
No âmago da própria sorte está um coração vazio e prestes a decair.
Quem me procurou quando eu partir?"
O futuro do país tá cada vez mais comprometido,
Na eleição, promessas, depois tudo é esquecido.
O povo sofre, paga a conta da inflação,
Enquanto escândalos estampam a televisão.
O futuro do país tá cada vez mais comprometido,
Na eleição, promessas, depois tudo é esquecido.
O povo sofre, paga a conta da inflação,
Enquanto escândalos estampam a televisão.
Helaine machado
O vento traz um nome esquecido, sussurra entre pedras e vales. A alma, ferida, se move, lembrando o que era abrigo. Não há culpa, só saudade, só o desejo de voltar. E na curva do silêncio, o amor começa a falar.
A fé me devolveu a mim mesmo,
quando eu já tinha esquecido quem era, ela me levantou antes mesmo que eu pedisse, e hoje eu sigo firme, porque sei de onde vem minha força.
