Espinha
...Um dia você saberá como é amar assim....
é um frio na espinha percorrendo o corpo todo
é um sentir que parece não ter fim....
Um arrepio me desce pela espinha e sinto meu coração comprimido em uma dor imensurável. Fecho os olhos e faço um pedido: “traga ele de volta porque tudo o que eu tenho é o seu amor”
Eu não tenho medo das mudanças,
tenho medo da falta de resultados.
Meu frio na espinha não é a decepção,
e sim a descrença nas pessoas
e a negação em viver o intenso.
Quando é dor, sei que cessa.
Emocional arruinado,
amor próprio conserta.
Mas quando não há nada...
Eu me preocupo.
Inexistências me dão calafrios.
Tarde demais, chegou minha hora
Sinto arrepios descendo em minha espinha
O corpo dói o tempo todo
Adeus a todos
Eu tenho que ir
Tenho que deixar todos vocês para trás
E encarar a verdade.
Eu não quero morrer
Às vezes eu gostaria de nem ter nascido
Então você acha que pode me apedrejar e cuspir no meu olho?
Então você acha que pode me amar e me deixar pra morrer?
Ah, meu bem!
Você não pode fazer isso comigo, meu bem!
Só tenho que sair
Só tenho que sair logo daqui
Nada realmente importa
Qualquer um pode ver
Nada realmente importa
Nada realmente importa para mim.
Cabelos ao vento
E eu encolho
De frio na espinha
De medo
De me deixar para depois
De não estar me amando
Da forma que eu mereço
E ainda sim minha auto-estima
É bem elevada
Igual à minha energia
Minhas vibrações
Meus sentimentos
E meus pensamentos
Vivo nas alturas
E os meus cabelos também
Vivo de orelha em pé
Quando o assunto é
Sobre o amor-próprio
E sei que mereço bem mais
E exijo de mim o impossível
Mas impossível mesmo
É passar por este plano
E pelo vento sem (se) amar!!!
Fernanda de Paula
Instagram: fernanda.depaula.56679
Novo Instagram: mentepoetica2020
“Tenho a espinhosa tarefa de manter minha espinha ereta frente aos descalabros promovidos pela hipocrisia e demagogia advindas da educação.
Ensina ao teus piás, para que saibam cruzar taipas e alambrados sem se espinhá. Para que sigam de alma reta sem desmancho e para serem orgulho do rancho.e não andar de carancho dando ô de casa em tapera. Ivens@breu
Não há livro que tenha a espinha dorsal suficiente para suportar as "estórias" que as nossas costas carregam.
O Monte
Sentindo o frio na espinha,
O vento levemente sopra a face,
Os pássaros alvoroçados cantam,
Diante dos olhos, um foço de luz,
Um extenso vale molhado da névoa,
De cores, aroma e sabores...
Naquele monte escarpado,
Um tesouro às escondidas,
Onde o sol não brilha, se põe...
Um interlúdio para reverenciar
Eu com minha alma em chamas,
Batimentos desalinhados,
Volúpia e simetria...
Tocando as pétalas desabrochadas,
A passo e passo, adentro ao vestíbulo,
Desajuizado a explorar,
Desembainhado a dançar...
Abrandando os sussurros dos ventos,
Osculações abrasadas na cerviz,
Os pomos, belos e bem delineados,
Aprecio-os com devoção, contemplam o Éden
Como eles, o colo embebido...
No enlace dos corpos, ofegantes,
os amantes entregam-se lascivamente,
sobre o outeiro, suspirando em brasas,
do sonho ao apogeu...
Ah, a natureza e sua beleza misteriosa...
As fímbrias a vascolejar
As borboletas a voar,
O deleite do poeta,
A moldura do artista...
Apego-me às memórias daquele Monte de Vênus!
Os jovens são como os peixes: tem muita espinha, morrem pela boca e não vêem motivos para comemorar a Semana Santa.
17 de junho de 2010
Espinha ereta.Era a postura que tinha,e mantinha,mesmo sentindo o fardo sobre os ombros miudos.Ela só queria voar.Uma volta apenas, num mundo em que realidade lhe tornara distante.Em teu nome de nada,ela escreveu teus desejos,e era assim que esperava,que teus versos tornassem livres,como borboletas,e que um dia alcançasse,descansasse a coluna de sustento,que lhe era a única importancia naquele su-real mundo,de incertezas,que lhe pusera alguma esperança: só viver,dia após dia,com a liberdade de ser o que queria,o que era,com quem quisesse.O sonho daquele voo inibido,pareceu ter sido rogado,divino,para aquela menina que desfraudava rosários,em sonetos,escondida,os pedidos onde só Deus ouvia.E Ele sabia:pesaria.Borboleta não foi feita pra ficar.Fez ela só pra encantar.Mas que embora tão curta vida,da metamorfose despida,ela teve um céu.Foi azul.Num mundo azul,que se descobriu compatível,com tudo aquilo que não lhe era compreendido,mas que quando expressada naquelas rimas,era encarnada como que em duas asas que lhe conduzia.Não era borboleta,nem mais menina.Era alma.Era teu ar.Amar.
Sabe aquele arrepio na espinha ao mínimo toque de lábios? Aquela dor que invade sem avisar e vai matando por dentro? Vai estragando tudo o que foi difícil de criar... Tudo que agora parece não existir. Parece que nunca existiu. E uma lágrima vem. A lágrima mais difícil de chorar. Aquela que mostra que aquele toque de lábios não vai te arrepiar mais. Aquela que mostra que aquele sussurro não vai mais ser no teu ouvido. Aquela que mostra que agora é para esquecer, agora a eternidade acabou assim, de um instante para outro. Parece que não acabou que não foi tudo em vão... Mas foi. E as coisas vão se encaixando, talvez mais lentamente do que deveriam. Sabe, é assim. É um mísero sopro de vento, gelado e quente ao mesmo tempo, que congela a alma para ela se eternizar naquele instante, e aquece o coração para que ele se prenda. O vento vai embora tão rápido quanto chegou, mas deixa seu efeito por um tempo. Mas, um dia, o calor vai sumindo. O gelo vai derretendo. O amor termina depois que realmente foi embora. Mas, ele ficou lá, eterno enquanto durou, e agora só ficou as lembranças que não vão voltar, que podem só machucar e fazer o coração sangrar e a ferida aumentar. E a lágrima finalmente cair.
É chato saber que algum momento eu vou te olhar e não vai ter um arrepio na espinha. Que eu você vai passar e minhas pernas não vão tremer. Que não vai haver mais borboletas voando no meu estômago. É chato saber que em algum momento o teu perfume não vai me fazer arder e enjoar. Que as nossas fotos vão ser apenas fotos. Que quando olhar pra o seu rosto não vou mais sentir o mundo desaparecer. "O fim do amor é ainda pior que o nosso fim".
"Não importa as cicatrizes , os cortes de cabelos , ou uma espinha nova na cara se sua personalidade prevalecer sobre isso , não tem o que temer!"
Fome no sertão.
Tem coisas que eu me zango
dói na espinha do pescoço
tem gente dançando tango
e a gente roendo o osso
não tem carne não tem frango
muitas vezes um calango
é servido em nosso almoço.
Eu poderia até ser flor todo o tempo
Mas o fel da tua indiferença
É o que me espinha e me fere por dentro.
