Escritor Famosos
Pássaros ao entardecer
(Victor Bhering Drummond)
Sim, os pássaros voaram ao entardecer.
E sabiam que eu estaria exatamente ali
Com a câmera a postos à espera de seu revoar.
Buscava só uma casinha amarela, quase bucólica
Uma paisagem pra lá de conto de fadas
Um entardecer que revigorasse meus sonhos quando estou acordado.
Mas eles sabiam que eu precisava além de uma paisagem.
Que seria mais poético e encantador se junto com meus sonhos
Esse bando passasse e levasse junto meus desejos,
Para que além do cenário e do arco-íris, eles se tornassem realidade. (📷 @fabiolieblartndesign | Este cenário existe. É uma estradinha linda em Santa Catarina, ao pé da Serra Dona Francisca, chamada Estrada do Quiriri)
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É urgente olhar para o céu
Com a inocência de um animal
Negligenciar os saberes astronômicos
E medir as estrelas apenas
Com nossos olhos
Tão pequenas
Em nosso enfoque
É preciso
Pensar na lua sem compreendê-la
E reaprender aquela
Admiração natural
Deixar de lado o conhecimento
É urgente olhar para cima
Com nossos olhos de bicho
Para depois olharmo-nos
De frente
Dentro dos olhos
Com o sentimento puro
De imensidões de almas
Que se sabem em corpos
Tão pequenos
Feito as estrelas no céu
Poda:
Era uma roseira diferente:
Seus espinhos brotavam para dentro
Ninguém os via
Ninguém os tocava
Ninguém os sabia
E a roseira, na tentativa de gritar
Abria rosas indescritíveis
Em noites de lua, sonhava podas
Todas bem rente ao chão
Mas ninguém a podava
Abriram espaço em seu jardim
Para que todos a contemplassem
Conheceu a solidão
Seus espinhos cresciam
A dilaceravam por dentro
A cada nova estação
E ela gritava dezenas de rosas
Uma lágrima em cada botão
Quando afagavam seu caule liso
Ela se contorcia de dor
Sentia os espinhos cravando
Queixava-se abrindo outra flor
Um dia, os espinhos já grandes
Formaram nódulos pelo seu corpo
Uma espécie de tumor
Cansada, não abriu flores
Podaram-na rente ao chão
E ela conheceu um pouco
Daquilo que é não ter dor
Quis mostrar uma folha ao sol
Mas a coragem faltou
Recusou a água
Recusou o adubo
Rejeitou a terra
A mesma terra que a criou
Ali desapareceu
E todo o jardim se abriu em flor.
Quem escreve tem o dom de decifrar pessoas porque tira o máximo do mínimo: uma forma de olhar pode revelar muitas palavras contidas e uma forma de escrever pode revelar vários olhares...
Toda vez que se abre um livro, abre-se também a porta para o cenário que o autor um dia olhou e descreveu. Mas existe sempre uma janela entreaberta, que permite a entrada do olhar encantado do leitor.
"Não deixe que o entusiasmo seja o motivo de seu trabalho. Cultive o amor pelo que faz, pois o entusiasmo é da mente e o amor é do coração, do sentimento. O que é da mente, é passageiro, mas o amor é eterno. Procure envolver com amor tudo aquilo que fizer com entusiasmo.
O cultivo da harmonia e fraternidade é o antídoto dos nossos conflitos psíquicos e até de dores materiais, pois eles provêm dos conflitos psicológicos.
A felicidade verdadeira só existe quando estamos desapegados de qualquer interesse particular. Nossa personalidade tem a impressão de que nesse estado, isento de egoísmo, perdemos o interesse pela atividade; isto realmente acontece quando só temos como fim nossa satisfação ou nossos prazeres. Se procurarmos ver, amar e sentir Deus nas suas manifestações, somos inundados por um contentamento puro e de alegria não maculada pelo desejo de satisfação própria. Para mim, isto é a real felicidade.
Para a maioria dos encarnados, felicidade é sinônimo de poder, seja mental ou material, satisfação, ociosidade e prazer.
Entretanto todos esses estados são cultivos de futuras dores que não tardarão a florescer.
Observando tantos encantos que o Pai criou, vislumbrei, como que numa compreensão simultânea, um pouco das dificuldades da vida humana, até que o homem se volte para viver como parte integrante do Universo. Quando esta integração for realidade constante, o ser humano viverá o oposto de todo esse sofrimento."
O Escafandro
Quando se abrem os olhos.
Ao levantar? Desafia a Lei da gravidade.
Quando em pé. Corta e ingere os ventos,
Aguas e nutriente.
Para renovar os componentes
Do Escafandro.
Coleciona e assimila protocolo de
Pensamentos. Que irão lubrificar?
Ou engessar os pensamentos
Juntados.
E que servirão para realizar os desejos.
Em algum momento a realizar-se naquilo
Que a mente. Entende; como futuro.
Se souber que; a pretensão poderá não
Se realizar? Estará pensando na forma
De esperança. Pensando de um jeito de
Lógica formal.
De outra forma. Também pode se realizar.
Mas o pensamento estaria entregue ao acaso.
Existem outras leis na natureza.
Milhares de leis naturais.
Cada um possui o próprio caminho.
Cada um possui o Próprio Escafandro.
Assim como: Os Astronautas que foram a Lua.
O estudo da ciência. E o da espiritualidade.
Buscam descobrir se. Haverá um novo Escafandro.
Melhor ou pior que este que possuímos?
Assim como: O Escafandro é pessoal.
E a coleção de conhecimento na memória
De cada um é pessoal.
Cabe a cada um. Escolher a forma de atravessar
As Leis da Natureza. Como as conhece.
Porque é intransferível aos sentidos;
As mesmas formas de impressão.
No máximo. Parecido. Mas nunca igual.
Por isso. É preciso proteger o escafandro
Que possui. Ele que o levara as respostas
Que trazes no coração.
Deixe que o conhecimento entre pela porta
Do coração. E não pela janela.
Pelo caminho da Paz.
E; se sentir-se bem. Se sentires Amor.
Apenas agradeça.
Aprendeu a mergulhar na Vida.
Com o mínimo de pressão possível.
E por isso. Não precisa apenas fazer força.
Mas também sorrir e sentir prazer.
Enquanto viaja dentro de escafandro,
Para explorar esse Planeta.
Marcos F
Você se foi; despediu-se rápido, fora do tempo. Guardei lenhas, fiz o fogo, mantive a lareira aquecida para te deixar lá fora e fazer da minha morada interna um lugar mais aconchegante. Que venha a primavera, o recomeço. Mas fique tranquilo; guardei combustível, lembranças e livros suficientes para sua próxima visita.
(Victor Bhering Drummond, para o senhor Inverno).
Eu vivo a minha vida como um pássaro livre, que tem suas asas para levá-lo aonde quer. Mas como a única asa que tenho é minha imaginação, deixo-me ser conduzido pelo coração.
Preciso aprender a dosar sentimentos... Não por medo de me decepcionar, mas por receio de gostar dos outros mais do que de mim.
Tire tudo de mim... Menos o meu coração. Não por ele ser indispensável à vida, mas o responsável por me fazer morrer de amor.
No mundo da nossa imaginação cabe aquilo que quisermos. Viajar nos livros é uma forma de conhecer o mundo imaginário dos outros.
