Escritor

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RÉQUIEM POÉTICO.
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro.
Lágrimas Sobre Poemas.
9° Livro de nossa lavra independente. Escrito quando tínhamos 17 anos de idade. Sinopse: O Livro trás uma visão libertadora desmistificando a única e inevitável realidade, que é a morte. De uma forma poética livre a cada poema o leitor vai se alforriando aos poucos do prisma do abismo da tristeza à luz de uma leveza do sub consciente até o ápice de uma vida sempre existente desde o micro ao macro cosmos. Obs. Em homenagem ao compositor Austríaco Wolfgang Amadeus Mozart, (1756-1791).

O Mar II
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro.

O mar estende a larga imensidão,
E em seu espelho o céu se faz profundo;
Cada onda nasce em gesto tão fecundo,
E morre em prece à mesma imensidão.

Há fúria e paz no seu eterno amar,
Ora é abismo que soluça e brada,
Ora é criança que deita-se e nada,
E sempre torna a nos recomeçar.

O que me ensinas, mar, no teu bater,
É que viver é sempre recomeçar,
Cair em espuma e logo se erguer.

Levas meu nome e trazes outro mar,
E em cada onda que ousa fenecer,
Deixas em mim teu infinito amar.

III
O Mar.

Ao som outoniço do marulho surdo,
a tarde se desfaz em névoa fria;
e o mar, dentro de mim, profundo e mudo,
recolhe o que perdi na luz do dia.

Ubi natus sum, onde fui gerado?
Que pátria me ficou depois de tudo?
Talvez no sal de um sonho abandonado,
talvez no coração deste mar mudo.

Ó mar, por que me chamas tão distante,
se em cada onda morre um navegante
e em cada espuma um velho amor se encerra?

Não sei se parto ou volto à tua areia;
só sei que a solidão, quando incendeia,
faz do silêncio a última primavera.

Manhumirim — Minas.
- longe do mar, perto dele.

AS FLORES NASCEM MESMO SOBRE OS SEPULCROS.
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
Há dores que chegam silenciosamente.
Não quebram portas.
Não anunciam despedidas.
Apenas entram.
Sentam-se dentro do peito.
E começam a transformar a alma em um inverno sem aurora.
Foi assim com certas perdas.
Primeiro veio o vazio.
Depois o eco das lembranças.
Depois aquela sensação insuportável de caminhar entre pessoas enquanto uma parte inteira do espírito permanecia enterrada em algum ontem inalcançável.
Existem lágrimas que nunca descem pelos olhos.
Elas descem pela existência.
Transformam o modo de olhar o céu.
O modo de ouvir músicas.
O modo de tocar objetos antigos.
O modo de suportar a própria noite.
E durante muito tempo pensamos que jamais iremos sobreviver à ausência.
Porque há pessoas que se tornam estruturas internas.
Elas não ocupam somente espaço em nossa vida.
Elas sustentam partes inteiras de nossa sensibilidade.
Quando partem, o mundo perde equilíbrio.
As manhãs tornam-se pálidas.
As madrugadas parecem corredores infinitos.
E o coração passa a respirar como uma casa abandonada coberta de poeira e memórias.
Mas existe algo que a própria dor ensina lentamente.
Nenhum amor verdadeiro desaparece completamente.
Ele muda de forma.
Aquilo que antes era abraço torna-se lembrança.
Aquilo que antes era voz torna-se presença invisível.
Aquilo que antes era convivência transforma-se em permanência espiritual dentro da consciência.
E então compreendemos algo profundamente humano.
As pessoas que amamos não vivem apenas ao nosso lado.
Vivem dentro daquilo que nos tornamos depois delas.
Há uma espécie de eternidade escondida no afeto sincero.
Por isso algumas lembranças doem tanto.
Porque ainda possuem vida.
Contudo, até os jardins devastados pela tempestade conhecem novamente a primavera.
Mesmo depois do luto.
Mesmo depois das noites insones.
Mesmo depois das despedidas que pareciam destruir completamente a alma.
A esperança retorna devagar.
Não como euforia.
Não como esquecimento.
Mas como uma pequena luz humilde atravessando as frestas da escuridão.
E um dia percebemos que já conseguimos olhar o céu sem chorar imediatamente.
Conseguimos ouvir aquela música sem desmoronar por inteiro.
Conseguimos recordar sem morrer junto da lembrança.
A cicatriz permanece.
Mas já não sangra da mesma maneira.
Porque o tempo não apaga o amor.
Ele apenas ensina o coração a carregar a saudade sem transformar-se em sepultura.
E talvez seja esta a maior dignidade da alma humana.
Continuar amando.
Mesmo depois da dor.
Continuar acreditando.
Mesmo depois da ruína.
Continuar florescendo.
Mesmo tendo conhecido profundamente o inverno.
Porque algumas flores mais belas da existência nascem exatamente sobre os sepulcros que imaginávamos eternos.

A VIGÍLIA INTERIOR DIANTE DO MAR.
Do Livro: Dor, Alegria Dos Homens.
Autor: Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
Ano: 2005.

"Vejo-me sentado à beira do mar,
com os olhos a perscrutar as ondas,
e as ondas a me segredarem um canto antigo,
minha alma em auréola silente,
balouçando entre a areia e o sopro do crepúsculo.

Meus papéis e tintas jazem aos pés da escuridão,
mas ó amada, contempla e sente,
pois das águas ascende o arpão invisível
que fere e consagra, que dilacera e recria.

Uma vastidão de estro arrebata-me
e entrega-me de volta o coração como oferenda.
Então o maestro das dores profundas
toma-me pela voz e pela carne
com o rigor de uma perfeição austera.

Ergo-me desse antro de sombras
e entrego-me à poesia mais pura,
aquela que nasce sem letras,
somente de espírito em brasa.

Das trevas ergue-se tua mão,
e eu te ofereço a flor mais rara do dia,
cultivada no inverno férreo da alma,
no labor severo de meu próprio suplício.

Resta-me, contudo, a onda derradeira
que me instrui sobre o amar,
entre papéis dispersos e o sopro da aspiração.
E de tudo o que me desfolha
ainda me floresces, amada.

As ondas retornam e batem nas pedras,
gravando nelas o testemunho do que fomos,
as marcas decantadas de duas almas consagradas,
errantes, mas unidas na devoção que não se extingue."

QUANDO O SORRISO SE TORNA SILÊNCIO.
Capítulo I
Livro: O Silêncio De Deus.
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
Ela estava condenada pela matéria. Eu, condenado pela antecipação.
Havia nela uma doença que a consumia. Em mim, uma ausência de tempo que me dilacerava.
Ela sorria. Eu também.
Mas o sorriso dela era um véu. O meu, um clamor.
Eu sabia. Sempre soube.
Ainda assim, sustentávamos aquele teatro delicado, onde dois corações fingiam não perceber a ruína iminente.
Ela ainda vivia.
E eu vivia apenas um pouco mais dentro dessa estranha realidade que, paradoxalmente, começava a adquirir sentido.
Já não havia tempo.
Ou talvez nunca tenha havido.
Se ao menos fosse possível trocar destinos.
Se o tempo dela pudesse ser o meu.
Se o meu pudesse tornar-se o dela.
Tudo por um único sorriso verdadeiro.
Adormeci sob o peso dessas reflexões.
E, no limiar entre o sonho e o abismo, ouvi um sussurro.
"Não era o tempo dela."
Despertei abruptamente.
O coração pulsava como um sino em desespero.
Cada segundo tornava-se uma vida inteira comprimida.
Corri.
Corri como quem tenta fugir do inevitável.
Corri como quem deseja alcançar o impossível.
Só ouvia o meu coração.
Batendo em duplicidade.
Como se tentasse viver por dois.
Ao chegar, o silêncio era mais eloquente que qualquer grito.
Soluços preenchiam o ambiente com uma dor que não precisava de tradução.
Olhares me atravessaram.
Olhares que diziam tudo.
Olhares que me concediam passagem sem que eu precisasse pedir.
E ali estava ela.
Serena.
Bela.
Mas já distante do ar que antes lhe pertencia.
Onde estava o sorriso.
Sobre seu corpo repousava uma folha simples.
Um último testemunho.
Li.
E cada palavra era um golpe.
"Eu não suporto mais.
Que todos me perdoem.
Eu sorrio falso.
Sorrio vazio.
Vivo um pesadelo dentro da própria vida.
Quem eu amo não voltará jamais."
Minhas mãos tremiam.
A visão se dissolvia em lágrimas.
Ao lado, um frasco.
Silencioso.
Mas mais eloquente que qualquer sentença.
Ajoelhei-me.
Não por escolha.
Mas porque a alma já não sustentava o corpo.
Continuei.
"Desculpe-me.
O seu sorriso é real.
Você sabe viver.
Eu não sei.
Estou presa a um passado que não compreendo.
Você pode me perdoar por não tentar.
Deixe-me partir com a esperança da sua compreensão.
Não sei o que existe além daqui.
Mas, se existir algo, espero encontrar novamente esse seu modo de sorrir.
Esse modo de fingir que me compreendia.
Olha.
Quão estranha é a vida.
Meu Deus.
Quão estranha."
O papel caiu de minhas mãos.
E naquele instante compreendi algo que nenhum tempo poderia ensinar.
Há dores que não pedem cura.
Pedem presença.
Há almas que não sucumbem pela morte.
Sucumbem pela ausência de sentido.
E há sorrisos.
Ah, os sorrisos.
Alguns são pontes.
Outros, despedidas disfarçadas.
Naquele quarto, o silêncio não era vazio.
Era absoluto.
E nele ecoava uma verdade que nenhum de nós ousou enfrentar enquanto havia tempo.
Que viver não é permanecer.
É compreender.
E compreender, às vezes, chega tarde demais.
Diga-me.

Uma vez namorei um escritor a quem, certa manhã, comuniquei os desejos mais profundos: quero não ser. Sem entender, disfarçou, riu e fitou a atenção para outro assunto. Escritor de araque! Se fosse escritor mesmo, saberia exatamente onde é esse não-lugar em que não se é! Onde não se vai para não ser! Saberia exatamente que caminho trilhar, pois, para ter desejo de escritor, deve-se não ser.


E, ao não ser, saberás da existência do vazio, do real. Saberás que ali, onde não se é, é que é a vida. Conhecerás os mundos profanos que teus leitores esperam — se o autor espera apenas leitores, espera em vão. Pode ler-me, mas será capaz de decifrar-me?


Afinal, de que servem as palavras senão para esconder aquilo que, de dia, se expressa no brilho ofuscante, no branco ríspido que reflete o sol nas superfícies dos átomos terrestres: a pura natureza divina? E, à noite, na vasta imensidão cósmica, a alma, em sincronia com o mar de energia, que viaja em busca de sentido e significado?


Se crês que, com esta viagem, desfrutarás apenas daquilo a que se chegou, és um homem enganado, que desperdiçou seu bilhete único simplesmente por não olhar pelas janelas do vagão.

Oficialmente sou escritor, mesmo assim, não passo de uma palavra vazia.

Escritor por nascença e fé. tenha fé o foco vai te levar longe.

Escritor por paixão, viva a vida nas luzes

Eu já carreguei muitos nomes: Edmilson Fernandes o Escritor, Admilson Fernandes o Escritor ou Admilson o Visionário. Mas, digo que se pudesse carregar tudo levaria, por isso não se estressem se o meu nome mudar, porque até ainda estou a construir minha identidade, e tem de ser Visionário, Eterno e Rico no Espírito.


God blessed!😁🙏

Assim como o homem não é o mesmo ao entrar no rio pela segunda vez, o escritor também muda junto de seus pensamentos. Ao reler opiniões de anos passados, percebo a transformação em minha visão, a evolução da minha percepção. Como as águas do rio, meu crescimento é contínuo, nunca se detém.

Ser escritor é ser um perito em autópsias de sentimentos que ainda nem morreram, é abrir o próprio peito com um bisturi de papel e analisar por que a esperança parou de circular. É um trabalho sujo, solitário e necessário para quem não sabe respirar sem traduzir o caos.

O destino é um escritor sádico que gosta de colocar pontos finais onde a gente só queria uma vírgula, e exclamações de dor onde o silêncio seria mais caridoso. Eu tento retomar a caneta e escrever meu próprio rodapé, mesmo que seja apenas para protestar contra o enredo.

GRATIDÃO PELA NOITE.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro.

A noite chega devagar, silenciando o que o dia deixou pelo caminho.
É tempo de agradecer pelo que foi possível viver, pelas lições recebidas, pelas pessoas que cruzaram nossa jornada e, sobretudo, pela oportunidade de recomeçar amanhã.
Nem tudo aconteceu como desejávamos. Ainda assim, há motivos para agradecer.
Que o coração encontre repouso, que a mente desacelere e que a esperança permaneça acesa, mesmo quando a casa estiver em silêncio.
Boa noite. Que a paz acompanhe seus pensamentos e que o amanhã encontre você renovado.
#BoaNoite #Gratidão #Paz #Esperança #Reflexão

Eu sou um poeta
Eu sou um escritor
Eu sou o amor
Graças ao meu Senhor

O poeta, escritor e compositor brasileiro Bruno Michel Ferraz Margoni, conhecido artisticamente como Michel F.M., acumula uma série de prêmios literários, honrarias institucionais e reconhecimento internacional ao longo de sua trajetória cultural. [1, 2]

Abaixo estão detalhados os principais reconhecimentos e distinções concedidos ao autor:

🌍 Reconhecimento Internacional

Biblioteca Nacional da França (BnF): Teve textos oficialmente integrados ao acervo de Literatura em Língua Lusófona da instituição.

Exposição Artística: Expôs as suas obras e trabalhos na cidade de Paris no ano de 2016. [1, 2]

🏆 Prêmios Literários e Concursos

Michel F.M. foi laureado em diversos certames de poesia e literatura, com destaque para:

Concurso Literário Motus: Vencedor da edição de 2021, promovido pela Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA).

Prêmio Apontador (Evidências Literárias): Recebeu o Título de Referência Literária na 1ª edição do prêmio.

Outras Premiações de Poesia: Vencedor do Prêmio Poesia Libertária, Prêmio Rima Viva, Prêmio Ecos da Palavra e do Prêmio Poesia Livre. [1, 2, 3]

🎖️ Honrarias e Condecorações

Medalha Máximo Gorki: Condecorado em reconhecimento ao seu mérito literário.

Comenda da Ordem Literária Scriptorium: Laureado com esta distinção honorífica. [1, 2]

🏛️ Distinções e Títulos Acadêmicos

O escritor também possui forte inserção em instituições de letras, ocupando posições de prestígio:

Academia Intercontinental Sênior de Literatura e Arte (AISLA): Membro-Fundador e Acadêmico Imortal.

Ordem Literária Omnium (OLO): Membro-Fundador e Acadêmico Imortal.

Academia Independente de Letras (AIL): Membro Vitalício e Acadêmico Imortal, onde ocupa a Cadeira número 193 (patroneada como Conectatum). [1, 2]

Já sou oficialmente escritor e pensador. Agora, meus servos e escravos, prestem vénia ao vosso rei! 😂👑

Existe certos mundos
E eu como um bom escritor
Estou criando e os destruído
Constante..!

“A vida é uma história e Deus é o escritor.”
(Samuel Santana)

A VITORIA DE UM ESCRITOR


Por muito tempo tive medo das críticas,
nos dedos das pessoas o receio
de que minhas palavras fossem vazias.
Hoje eu mudei: sou escritor medíocre, sim.
Prefiro ser um escritor medíocre
do que um escritor que não escreve.
Por muito tempo fui um escritor que não escrevia,
então não sinto mais o julgamento.
Desfrute das palavras deste autor,
porque enfim chegou a vitória
de um escritor.



Campo Grande 23.09.2026