Escritor
Escrita jorra como sangue de feridas abertas, curando o escritor enquanto infecta leitores com verdades que queimam como ácido na pele.
Se o "escritor deus" sabe o que seus personagens farão, então ele não pode se irritar com o rumo idiota que sua história tomou. Portanto, é impossível existir pecados.
Northon Salomão de Oliveira é jurista da comunicação e escritor brasileiro, autor de mais de 1.500 artigos e de dezenas de livros acadêmicos e de ficção. Sua produção transita por Direito, ciência, tecnologia, filosofia, psicologia, literatura, economia, administração, marketing, antropologia e cultura, com especial interesse pelas transformações contemporâneas e pelos temas de fronteira que emergem da interação entre esses campos. No âmbito acadêmico, investiga problemas situados na interseção entre o Direito e outras áreas do conhecimento, em busca de compreender fenômenos que desafiam as fronteiras tradicionais das disciplinas. Na literatura, desenvolve romances, suspenses e ficção jurídico-filosófica para diferentes faixas etárias, incluindo projetos educacionais desenvolvidos em parceria com prestigiadas editoras internacionais, como a Luso-brasileira Kotter e a britânica Camden House. Uma marca central de sua obra literária é retirar o Direito do papel meramente decorativo e transformá-lo em estrutura narrativa — com intensidade proporcional à maturidade do leitor: Para o público adulto, a lei assume a forma de atmosfera e fricção: tensiona a fronteira entre o moralmente correto e o juridicamente admissível, entre a verdade dos fatos e a verdade processual. Responsabilidade, prova, autoridade, poder e os pontos cegos das instituições tornam-se matéria-prima de conflitos e dilemas humanos. Para o público infantojuvenil, o Direito ganha forma de aventura e lógica material. Escrituras, testamentos e registros tornam-se peças de um quebra-cabeça investigativo — descobertas pela ação, pela curiosidade e pela resolução de problemas, nunca pela exposição técnica. Nessa concepção, o volume de Direito numa obra não se mede pela quantidade de artigos ou normas citados, mas pelo peso que uma regra exerce sobre as decisões dos personagens: a criança encontra a lógica da justiça na aventura; o adolescente descobre o peso das obrigações e das consequências; o adulto confronta os dilemas institucionais da vida real. Entre suas principais coletâneas estão The Odyssey (edição em inglês) e A Odisseia (edição brasileira), reunindo 60 obras selecionadas por seus leitores. Soma-se a esse percurso O Prédio que Aprendeu a Escutar, novo lançamento pela Kotter Editorial, que amplia sua investigação literária sobre os espaços, as relações humanas e as dimensões menos evidentes da experiência cotidiana. Sua produção estabelece, assim, uma ponte entre investigação intelectual e imaginação literária, fazendo do Direito um tribunal sem teto, aberto aos ventos da filosofia, aos relâmpagos da ciência, às tempestades da tecnologia, às profundezas da psicologia, às engrenagens da economia, aos espelhos da literatura e aos movimentos invisíveis que transformam a sociedade antes mesmo que a lei consiga nomeá-los. Desenvolve também projetos e propostas de obras voltados à renovação do pensamento jurídico, político e social no Brasil, estruturando uma ampla coleção analítica sobre os dilemas contemporâneos e futuros do país. Esses trabalhos articulam dogmática jurídica, sociologia, economia, filosofia e ciência de dados para diagnosticar problemas estruturais, interpretar as transformações institucionais e propor reformas profundas capazes de responder aos desafios do presente e do futuro.
Introdução a um escritor — Quando os aplausos terminam
Por um momento , ele se afastou daquele instante de êxtase.
Ainda havia pessoas ao seu redor. Os colegas de faculdade conversavam animadamente, os sorrisos se multiplicavam, e os elogios continuavam ecoando pelos corredores. Naquele momento, ele era alguém reconhecido. Alguém que havia chegado até ali, que vencera dificuldades, que tinha motivos para sentir orgulho da própria trajetória.
E, por alguns instantes, sentiu-se feliz.
Não era uma felicidade fingida. Era verdadeira. Sentiu orgulho de si mesmo, daquilo que havia conquistado, das noites em que precisou insistir quando tudo dentro dele parecia pedir desistência. Por um breve momento, teve a sensação de que todo o esforço havia valido a pena.
Mas, então, os aplausos cessaram.
Os elogios deram lugar a outros assuntos. Os olhares se desviaram, as pessoas começaram a seguir seus próprios caminhos, e aquela pequena celebração da sua existência foi, pouco a pouco, desaparecendo.
Foi quando ele se percebeu sozinho.
Não necessariamente porque estivesse sem ninguém por perto, mas porque, no meio de tantas pessoas, não encontrou alguém para quem pudesse voltar quando tudo terminasse.
E aquela percepção doeu.
Havia algo de profundamente triste em descobrir que, depois de um momento tão bonito, a vida continuava esperando por ele do mesmo jeito: silenciosa, indiferente, sem uma presença que tornasse a alegria maior ou a tristeza mais suportável.
Para quem poderia contar o que havia sentido? Com quem dividiria o orgulho daquela conquista? Quem perceberia, para além dos sorrisos, o menino que ainda existia dentro daquele homem e que, apesar de todas as suas tentativas de ser forte, desejava apenas encontrar um lugar onde pudesse descansar o coração?
Talvez a solidão não fosse exatamente a ausência de pessoas. Talvez fosse a ausência de pertencimento. A sensação de atravessar a própria vida sem ter a quem recorrer quando as luzes se apagassem, quando as portas se fechassem e quando já não houvesse ninguém para testemunhar aquilo que, para nós, significou tanto.
Afinal, de que nos serviriam todas as conquistas do mundo se, ao chegarmos ao topo, não encontrássemos ninguém com quem contemplar a paisagem?
Poderíamos escalar o Everest, alcançar o cume mais alto, tocar simbolicamente o céu e contemplar, lá de cima, a imensidão daquilo que fomos capazes de vencer. Poderíamos receber medalhas, títulos, homenagens e reconhecimento. Poderíamos provar a todos — e a nós mesmos — que éramos capazes.
Mas, se ao final da jornada não houvesse alguém com quem dividir o silêncio daquela vitória, alguma coisa ainda pareceria faltar.
Não porque nossas conquistas perdessem o valor, mas porque existe uma dimensão da felicidade que não se completa apenas na experiência individual. Há alegrias que parecem crescer quando são compartilhadas, dores que se tornam menos pesadas quando encontram acolhimento e vitórias que ganham um significado diferente quando alguém olha nos nossos olhos e diz: eu sei o quanto isso foi importante para você.
Naquela noite, ele compreendeu que o reconhecimento podia aquecer o orgulho, mas não necessariamente aquecia a alma. Que ser admirado não era o mesmo que ser conhecido. E que estar cercado de pessoas não significava, necessariamente, ter para onde voltar.
Talvez o que mais lhe doesse não fosse estar sozinho naquele instante, mas perceber há quanto tempo procurava, em tantas conquistas, uma resposta para uma pergunta que nenhuma delas conseguia responder:
De que vale chegar tão longe se não temos com quem compartilhar a chegada?
E foi ali, depois que os aplausos terminaram, que começou a sua verdadeira jornada. Não mais em busca de reconhecimento, de títulos ou de provas de que era capaz, mas na tentativa de compreender por que, mesmo quando a vida lhe oferecia motivos para sorrir, ainda havia dentro dele um espaço que permanecia vazio.
Um espaço que talvez não pudesse ser preenchido por mais uma conquista.
Talvez precisasse de algo muito mais simples — e, ao mesmo tempo, muito mais difícil de encontrar.
Alguém com quem voltar para casa.
Eu sendo escritor !
Northon Salomão de Oliveira pode ser caracterizado como um jurista da comunicação e escritor de orientação humanista e interdisciplinar, cujo horizonte intelectual aproxima a razão iluminista, a amplitude renascentista, os problemas do idealismo alemão e as inquietações existenciais, tendo o Direito como eixo de investigação da condição humana.
Ricardo Vianna Barradas é um pensador, curador, marchand, artista, cronista, escritor e jurista brasileiro freqüentemente caracterizado como um legítimo intelectual polímata devido à sua atuação multidisciplinar, que abrange o direito, a religiosidade, o folclore popular, o encantado indígena, as filosofias, a museologia maçônica, a literatura, as artes plásticas e visuais, como a história brasileira e internacional.
Se, após esta vida, existissem outras, escolheria ser escritor em todas elas - não para ser lido, mas para suportá-las. Encontrei na literatura uma forma de ser feliz mesmo sendo triste; de crer mesmo duvidando; de viver, mesmo estando morto.
(O Feio)
Não nasci para ser apenas uma coisa
Ser escritor é abraçar um projeto muito pessoal e, muitas vezes, solitário. É ficar a sós com os pensamentos, escolher palavras, construir ideias e tentar transformar sentimentos em histórias. Já nas profissões coletivas, a felicidade parece transbordar quando o trabalho termina e a conquista se transforma em vitória compartilhada.
Certa vez, ouvi Flávio Gordon, jornalista e escritor brasileiro, definir, com sabedoria: a estética determina o que é belo e o que não é; a moral distingue o certo do errado; e a política define amigos e inimigos.
Pois bem! Eu adoro escrever, ouvir música, assistir a comédias, contar piadas, ver filmes de western, cozinhar, conviver com crianças e idosos, aprender coisas novas para compartilhá-las e, principalmente, conversar com os amigos. E é aí que começa o meu dilema: como posso querer ser escritor se gosto tanto de gente?
Quando caminho, geralmente encontro os assuntos sobre os quais desejo escrever. É na solidão das trilhas que meus pensamentos ganham profundidade. O silêncio, a brisa, as folhas que caem, o canto dos pássaros, o perfume das flores, a chuva, o movimento das formigas e até o zumbido das abelhas me ajudam a enxergar o mundo por outros ângulos. Caminhar é como abrir uma janela dentro de mim, por onde entram ideias que, mais tarde, tento transformar em palavras.
Talvez eu devesse ter escolhido outra profissão. Quem sabe estilista ou designer de moda, já que gosto de me vestir bem e minha filha Beatriz, profissional da área, às vezes me ajuda a escolher a roupa certa para cada ocasião. Ou professor, porque adoro pesquisar, aprender e compartilhar conhecimentos. Talvez político, pois gosto de percorrer as cidades, identificar o que está errado, perceber o que falta à população e cobrar soluções. Também não escondo minha indignação diante dos corruptos, dos aproveitadores e daqueles que colocam os próprios interesses acima do bem coletivo. Ou, quem sabe, chefe de cozinha, já que cozinhar é minha segunda melhor terapia.
Agora, próximo dos setenta anos, percebo que me tornei um pouco de tudo isso, embora reconheça o quanto ainda tenho a aprender. A idade não conseguiu apagar minha inquietude, muito menos minha vontade de experimentar, descobrir e fazer acontecer. Talvez eu seja um generalista: alguém que conhece um pouco de muitos assuntos e, por transitar por diferentes caminhos, consegue conectar ideias que nem sempre os especialistas percebem.
Por isso, quase todos os dias, as pessoas me enxergam de maneiras diferentes e tentam me definir. Felizmente, as caminhadas também me ensinaram a ouvir mais, responder menos e não sentir a obrigação de explicar quem sou. Aprendi que nem todo mundo precisa compreender nossos caminhos, muito menos conhecer todos os nossos pensamentos.
Uns me veem como escritor; outros, como peregrino. Há quem me considere alguém que aproxima pessoas, enquanto outros simplesmente me enxergam como um sujeito inquieto, sempre inventando alguma coisa nova — até mesmo a aventura de me tornar Papai Noel.
E talvez seja justamente essa a resposta que eu procurava. Não preciso escolher entre escrever e conviver, entre a solidão das trilhas e a alegria das pessoas. Posso caminhar sozinho para encontrar minhas ideias e voltar ao mundo para compartilhá-las.
Afinal, talvez eu não tenha nascido para ser apenas escritor, professor, cozinheiro ou peregrino. Talvez eu tenha nascido para continuar sendo aquilo que os caminhos me ensinaram: alguém que nunca deixa de aprender, que gosta de gente e que ainda encontra motivos para sonhar.
E, enquanto houver caminhos a percorrer, histórias a contar e pessoas com quem conversar, continuarei sendo esse peregrino inquieto, tentando descobrir quem sou, sem jamais perder a vontade de ser um pouco mais.
Peregrino Nino Carneiro
Sou Samuel Lopes, escritor, pensador e defensor de uma prática cada vez mais necessária em nossa sociedade: o exercício do pensamento.
Assim como exercitamos o corpo para desenvolver força, resistência e saúde, precisamos exercitar a mente para desenvolver discernimento, consciência, inteligência e autonomia intelectual. Afinal, de que adianta um corpo treinado se a mente permanece acomodada? De que adianta acumular informações se não somos capazes de refletir sobre elas?
Sou crítico de um modelo de educação que, embora ensine conteúdos importantes, regras, fórmulas e disciplinas essenciais, ainda dedica pouco espaço ao desenvolvimento da reflexão. Ensina-se a memorizar, mas nem sempre a questionar. Ensina-se a responder, mas nem sempre a formular boas perguntas. Ensina-se o que pensar, mas nem sempre como pensar.
Existe uma diferença enorme entre aprender uma informação e desenvolver a capacidade de pensar sobre ela.
A memória armazena. A inteligência estabelece relações. O pensamento questiona, compara, interpreta e procura compreender. E a reflexão nos permite ir além da superfície, examinando ideias, confrontando certezas e reconhecendo que nem tudo o que parece verdadeiro resiste a uma análise mais profunda.
Não defendo uma educação sem regras, fórmulas ou conhecimentos. Defendo uma educação que vá além deles. Que ensine o aluno a duvidar com inteligência, argumentar com fundamento, discordar com respeito e construir as próprias conclusões. Uma educação que não forme apenas pessoas capazes de reproduzir conhecimentos, mas seres humanos capazes de compreender o mundo e participar conscientemente de sua transformação.
É justamente nesse contexto que nasceu Samuel Lopes — Reflexão, uma conta que há anos procura estimular o pensamento, provocar questionamentos e convidar as pessoas a enxergar além do óbvio.
Hoje, são aproximadamente 150 mil seguidores. Reconheço e valorizo cada pessoa que acompanha esse trabalho. Entretanto, quando considero a dimensão da sociedade, a velocidade com que as informações circulam e a necessidade de desenvolvermos uma consciência mais crítica, confesso que considero esse número pequeno diante da importância da proposta.
Não porque 150 mil pessoas sejam poucas em termos absolutos, mas porque ainda precisamos alcançar muito mais gente com uma mensagem que não promete respostas fáceis, não oferece fórmulas mágicas e não pretende pensar no lugar de ninguém.
Minha intenção é outra: provocar o pensamento para que cada pessoa aprenda a pensar por si mesma.
Não quero seguidores que concordem comigo por hábito. Quero leitores que reflitam, questionem, ponderem e, se necessário, discordem de mim com argumentos. O pensamento não deve ser uma prisão de certezas, mas um caminho permanente de investigação e descoberta.
Afinal, uma sociedade pode estar cercada de informação e continuar carente de reflexão. Pode ter diplomas em abundância e ainda apresentar dificuldades para interpretar a realidade. Pode falar muito, compartilhar tudo e, mesmo assim, dedicar pouquíssimo tempo ao silêncio necessário para pensar.
Por isso, deixo uma pergunta: se você dedica tempo para cuidar do corpo, quanto tempo dedica para desenvolver a mente?
O pensamento também precisa de exercício. Precisa de leitura, curiosidade, questionamento, diálogo e, sobretudo, disposição para rever aquilo em que acreditamos.
Sou Samuel Lopes, escritor e pensador. E, por meio de Samuel Lopes — Reflexão, continuarei fazendo aquilo que considero essencial: não entregar pensamentos prontos para substituir os seus, mas oferecer ideias que o estimulem a construir os próprios.
Porque o verdadeiro valor de uma reflexão não está apenas naquilo que ela ensina, mas naquilo que desperta dentro de quem a lê.
Uma mente exercitada não aceita tudo passivamente. Ela procura compreender. E quem aprende a pensar deixa de ser apenas espectador das ideias para se
"Erramos muito quando escrevemos: tanto Eu quanto aquele escritor brasileiro que mais vende no Mundo. Erramos, Reconhecemos e Assumimos! Tanto Eu quanto Ele. Os demais? Não sei!"
TextoMeu 1211
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"Aquele escritor e jornalista, que tinha hábito de considerar quase todos 'idiotas', certamente não se incluía na Lista dos Idiotas que citava. Geralmente é assim!"
TextoMeu 1213
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"Conta-se que havia um escritor brasileiro que depois que escrevia nunca mais voltava a ler o que escreveu ou iria mudar tudo. Ele deixava a revisão para a Editora!"
TextoMeu 1394
"Eu soube de um Escritor brasileiro que 'escrevia' caminhando pela casa e ditando tudo para a secretaria. Na verdade, ela, sim, escrevia. Disseram - me!"
TextoMeu 1395
"E aquele outro Escritor brasileiro? Minha Professora de Fofocas disse que, em pleno Século 20, ele escrevia os originais dos livros dele, a mão, sem usar máquina de escrever ou computador. Essa historia eu não acredito, embora eu bote fé na Minha Professora de Fofocas!"
TextoMeu 1396
"E aquele Escritor, Hein? Ele deu o seguinte título ao Primeiro Livro dele: 'TUDO É MENTIRA'. Não vendeu um só exemplar, tanto pela descrença da própria obra quanto por ter usado título de outro livro, de outro Autor."
TextoMeu 1398
"Soube que um Escritor britânico quase desistiu de ser Escritor, depois que conheceu a obra de Dostoievski. Já pensaram em tamanho prestigio para o russo?"
TextoMeu 1407
