Escritor
"Fundamentalmente, eu escrevo para falar comigo, mas dá-me gosto que nesta conversa quem me lê possa falar consigo mesmo "
"Para escrever coisas que façam a diferença ao serem lidas, é preciso que quem as escreve, tenha passado as passas do Algarve. Pode haver muita criatividade, mas o gosto das passas dá outro sabor "
Uma certa noite, conheci em cima de um palco o dono de uma voz especial.
Eu que naquela noite só desejava um locutor que falasse corretamente meu nome...
Acabei me apaixonando.
Por um acaso você estava lá.
Conheço uma escritora que toda noite antes de dormir imagina finais prazerosos e intensos, mas infelizmente essa história terminou assim.
Procura-se um bom escritor capaz de reescrever essa história e um bom locutor, capaz de dar vida a ela.
Eu vou passar a velhice escrevendo sobre minhas crenças e ideologias.
Por enquanto vivencio cada uma delas com intenção de um aprendiz.
A história nunca é a mesma. Algumas, bem floreadas, são as que reinam nos jardins. Mas, passado o tempo, suas folhas são cortadas e as partes secas caem espontaneamente. É o destino e fim da história. Existem muitas histórias que não estão, mas que deveriam estar orvalhadas de grandeza; sempre em capa de revistas.Sem perceber que o cartaz, tal como o tempo, é fugaz. E na perda da velocidade, vai sozinha com a saudade para as lembranças. Pode assim, ao peso da dor, o escritor compor textos de alegria? Pode outro festejando o amor escrever em versos a dor e a nostalgia? A história do escritor sempre vai existir. Mesmo aquelas dos escritores mestres do fingir. Eles sim, talvez... Eles que, ao peso de uma dor pungente e triste, ainda fazem o leitor rir. Seriam capazes de tanta falsidade ao dizer em palavras o que não estão sentindo? Como abandonar inspiração e narrar falsa sensação embora ciente de que está mentindo? Vejo sempre nelas, até nas não tão belas, algo agradável. Seja o tom, a expressão, a inteligência, a afabilidade, enfim, a simpatia e admirável atitude que demonstram em relação à sinceridade assumida, naturalmente, por meio dos sentimentos. Mas vou selecionar as salvadoras e que me fazem voltar o verde à natureza. As histórias de águas redentoras e que trarão mais fartura e riqueza. Vou procurar as histórias criadas por irrigações celestes, mas que na terra investiram suas vidas em prol do escritor. Histórias que lembram a fome no Nordeste e a falta de água no sertão agreste. Histórias de um povo que sofre há varias gerações. Histórias de um povo que se tornou presa fácil daqueles que iludem com a prometida solução do açude.
ESCREVER
Escrever é um ato de coragem, é estar aberto a críticas, é aprender a lidar com o silêncio das editoras sérias, é saber se comportar diante dos julgamentos, é aceitar dicas dos escritores mais notáveis, é a liberdade de se abrir para o mundo, e revelar os males da alma, escrever vai além do processo criativo, é a arte de assumir riscos.
Só permitimos o prolongar da dor, quando nos acostumamos e pensamos que ela se cura sozinha por medo de suportar o efeito do remédio que se chama. . . ATITUDE!
Saber dizer “NÃO”, vai muito além de uma adaptação na melhor forma que lhe convém para se dizer “SIM”, pois, demanda sentimento de maturidade e gratidão.
Virtudes, consideração e prudência, é o que determina a maturidade de uma pessoa para saber dizer “NÃO”!Não se diz “SIM” para gratidão . . .
“Gratidão”, se demonstra!
Remédio “Vs” Palavras
Não há outro remédio antagônico para a fala, a não ser, as atitudes.
Atitudes nunca são inventadas! As atitudes são pensadas! Logo! As palavras cansam quando NÃO pensadas!
Todos precisamos de um refúgio mesmo que pareça estar distante; entretanto, alguns desses e mais importantes refúgios, estão dentro de nossa própria mente onde, a única barreira para ser atingido — é a “consciência”!
A “cisão” do “eu”, é a identidade de como nós definimos, reconhecemos e compreendemos a natureza do “opinar”!
Devemos celebrar as grandes e pequenas conquistas sim! Mas não devemos cair na cilada do excesso de suas manifestações de alegria e júbilo do momento, transformando-o em alegria do presente, sendo este comemorado no passado!
O cansaço de hoje é tanto, que para escrever, os erros parecem ser lúcidos para quem mal consegue observar uma vírgula no espaço expoente.
- Relacionados
- Poemas e poesias do escritor Elias José
