Escritor
Os pensamentos de um homem sábio.
Se uma pessoa consegue mudar e evoluir, o mundo também consegue mudar e evoluir.
Muitas vezes já estive sem dinheiro, mas nunca fui um homem pobre.
E precisamos todos mudar o mundo para melhor, porque o planeta está a mudar e a mãe natureza a mandar sinais e avisos constantes do que vem aí se não fizermos nada e as próximas gerações irão sofrer as consequências por causa das mudanças climáticas.
O inverno nos agasalha em volto das lareiras e eggnogs natalícios, bourbon com músicas de natal e filmes de halloween, envolvendo flocos de neve em cima das taças cheias de vinho.
A sabedoria aliada à simplicidade de um poeta romancista e visionário .
De todas as perdas o tempo é o mais irrecuperável porque nunca se pode reaver. O esplendor das manhãs sentido a neblina e o cheiro único do café e a noites apaixonantes olhando para o universo em expansão até aos seus confins.
Só quem escreve, mesmo que seja um conto pequenino, sabe o prazer que isso proporciona. Poder conversar com seus personagens, se sentir em suas peles. Poder amar alguém que não existe, sonhar, ter esperança, dizer palavras de raiva, de mágoa ou de amizade a pessoas que você nunca viu, mas que vivem dentro de você, em algum lugar da sua imaginação. Só quem escreve entende como é bom ouvir alguém dizer que se identificou com uma criação sua, ou saber que alguém está ansiosa pra continuar uma leitura. Quem escreve deixa sua imaginação fluir, até um lugar distante do mundo real em que vivemos, um lugar longe, bem distante, uma realidade criada por nós, como queremos e como bem entendemos, com loucuras, sinceridades e criatividade. Quem escreve vê as coisas de um jeito diferente, vê, em historias simples, singelos contos de amor e de amizade, vê em qualquer paisagem, o cenário perfeito pra palavras importantes serem ditas. E muitas vezes, quem escreve, sabe o que fazer com a vida de seus personagens, mas perde a cabeça ao lidar com a sua própria.
Falta a voz ao pé d’ouvido causando-me arrepios na espinha e risos inesperados quando chega de surpresa com uma rosa vermelha recém-colhida no jardim. Falta o cheiro do perfume forte, marcante, preso no algodão da roupa que usa apenas para me agradar. A tristeza mal disfarçada, os soluços fora de hora, a ansiedade causando frio no estômago. Falta a dor por amar demais e a confusão por não saber se abraça ou afugenta o sentir
Ainda sinto falta da ponta do teu nariz frio mesmo em dias de verão, e do seu pescoço sempre quente e pronto para esquentar minhas pernas no inverno. As tardes ainda esperam as gargalhadas despreocupadas com sorvetes, e as noites aguardam ansiosas pelo cheiro da pizza de calabresa e a admiração como meninos bobos por céu estrelado
Eu soletro teu nome no escuro. Treino textos sem sentido para me declarar depois. Ouço sua voz ecoar pelos cômodos da casa. Ascendo a luz, mas não há ninguém.
Nunca tinha vivido uma história tão intensa, nem tão bonita, de arrepiar. Nunca havia me doado tanto, acreditado tanto, como essa agora.
Então eu banquei o sincero e te disse que o que me sufocava era essa demora, esse seu medo de iniciar o que já havia começado.
Sofria de uma doença grave e sem cura chamada romantismo-sem-endereço. Amava quem ainda não se fazia presente, inventava planos, falava ao telefone sem ter ninguém na linha. Sonhava com um sujeito sem rosto, sem tato e sem voz. Criava uma vida, uma personalidade, umas histórias conturbadas, e vivia disso. Vivia das manias, dos defeitos e de umas brigas que nunca existiram. Admirava gravatas nas vitrines. Dizia um sobrenome de casamento. Guardava presentes na gaveta, colecionava cartas que mandava para si próprio. Nunca trancava a porta do quarto antes de dormir. Escrevia para ninguém. Chamava e esperava o futuro para que assim fosse.
E eu fico lembrando do seu jeito sério e suas palavras cuidadosamente escolhidas no momento em que o silêncio prevalece entre nós. Eu dou risada dessa sua cara porque essa coisa de melhor amigo, no nosso caso, nunca fez sentido dentro da minha cabeça.
Havia um pouco da gente em cada canto. Havia a gente. Era tanto, que eu não sabia distinguir você de mim.
Ainda sinto meus cílios dormentes, porque forço meus olhos, para que eu não adormeça, para não deixar de pensar em você.
E para que não doesse demais, deixei que o tempo resolvesse por si só. Não fazia mais o mínimo esforço para dar certo.
Às vezes passa só um pouquinho. Mas aí volta mais pesada, dolorosa, sem dosagem. Nenhum ser humano é capaz de aguentar. É uma dor desocupada, amargurada, infeliz. Me mata todos os dias.
Demorou, mas os ventos de maio chegaram. Espero que levem o que for contrário, desde sonhos quebrados até o que já se foi, mas insiste ficar. É preciso escancarar portas e janelas, reaprender a viver, a amar, a se doar com cuidado, com fé, sem angústia. É preciso aproveitar os ventos para se buscar, se renovar de alguma forma, ignorar quem não acrescenta. E, se não for pedir demais, é preciso comandar completamente a própria vida, começar esses dias se amando insaciavelmente.
