Escritor
Ruínas de mim
Num giro de olhar desgovernado
O coração vem e vai
Em devaneios múltiplos
Em poesia encarnado
Em ruínas escancarando
A vida , a morte, a sepultura
Mesclando o podre e o sublime
E versos virgens e podres escarrando
E não adianta subjulgar-se
O nada vence o tudo
Num fluxo irremediável
De piora
Com o tempo tudo piora
Esmorece, morre apodrece
Conto nos dedos
O que não se conta
Estórias são histórias furtivas
E versos são suspiros reprimidos
Pelas paixões cativas
De mais a mais
Tudo acaba, bem ou mal
Tudo tudo
A carne , e até o osso vira pó
Pó de osso,
Fim de verso
E nesse ócio que são
As ruínas de mim
Olho para trás e vejo
Olho por olho dente por dente
E o povo nesse dilema
Vai seguindo em frente
Status
Dos podres de cada um
Só se sabe cada qual
Cada um com sua bobeira
Sua vontade de ser mau ou bom
E nem num coração se cabe
Nesta vida ninguém é igual
No exagero e destempero
Da vida de um cara legal
No final do dia sozinho vem o desespero
No desespero , e na desgraça
Nisso sim todo mundo é parecido
O que vem a mente
São coisas totalmente dementes
Vontade insanas perseguem
Os pobres coitados
As pobres pessoas ricas
De alma pequena e valores irrelevantes
De vida , de ser e estar
Status
O status é tudo e é nada
É o Sabor agradável e é a merda
De uma sociedade capitalista
E esquisita
Onde o amor e a paixão
São ilustres visitas
Se o mal-estar na civilização de Sigmund Freud, decorre das regras e da repressão das pulsões necessárias à vida em sociedade, o mal-estar da favelização emerge da falta de limites estruturais e de responsabilidades coletivas.
Se não tentam me convencer com grandes ideias e sim com tolices, será difícil - mesmo com todas as forças da tolerância - andar em comum acordo
Privilegiados nascem com a faca e com o queijo na mão, só precisam tomar cuidado para não se desviarem, enquanto desprivelegiados, além de tomarem cuidado para não se desviarem, lutam para conseguir a faca e o queijo.
Estamos sempre à procura de nós mesmos, tentando compreender quem somos e do que somos capazes - Estamos sempre numa diáspora pelo mundo, correndo atrás do que acreditamos que possa ser a resposta para muitas de nossas perguntas - Entre traumas, angústias, momentos de alegria, vamos buscando-nos seja sozinhos ou acompanhados, queremos encontrar-nos e não vamos desistir - e nesse complexo de existência estamos caminhando como um centauro que caça a si mesmo...
Um tolo com bem material se vale de tal maldito poder pra humilhar um desvalorizado sábio que o capitalismo não consegue de jeito nenhum manipular, por isso se vinga usando exatamente aquele que conseguiu
O refúgio de Alba Atróz - um pássaro-escritor, de grande envergadura literária, com sua cicatriz homérica na vogal "o", marginalizado, adaptado coercitivamente ao poluído e violento meio urbano, metamorfoseado, longe de seu habitat natural, em luta resistente contra as amarras farpadas do vil sistema
Muitas vezes, ao doarmos nossa saúde e nos arriscarmos em prol de um importante ideal, nos sentimos facilitadores daqueles que, numa zona de conforto, aproveitam para somente aparecer em cena quando tudo, depois do nosso intenso e desgastante esforço, está pronto...
Perante seus interesses, o dissimulado mascara seu verdadeiro eu com uma fingida bondade e carinho que no momento propício somem para a maldade e frieza se revelarem às costas de quem - na vitória de seu plano - ele conseguiu seduzir, e que, por sua vez, ficará inconformado e estarrecido, se perguntando como pôde deixar-se enganar pelas aparências...
Flertam com o fascismo à espera ansiosa de uma ordem dele. Enquanto ela, a ordem maldosa não vem, eles te cumprimentam pela frente sob sua trama velada que só o criticismo enxerga...
Tô gritando, matando silêncios - assassinando vazios - na busca desesperada por existir, em fuga de pesadelos impostos para viver os meus sonhos...
Deus sabe exatamente quando e como responder.
Ontem, enquanto eu olhava o Instagram, percebi que uma pessoa que sempre falava comigo nunca mais entrou em contato. Naquele momento, pensei: "Nossa, fulano nunca mais falou comigo.
O que aconteceu?"
Então o Senhor falou ao meu coração:
"Fui Eu que afastei. Você precisava entender que nem tudo o que sai da sua vida é perda. Há pessoas que Eu removo porque já não fazem parte do propósito que tenho para você."
Nem toda porta que se fecha é derrota. Às vezes, é Deus protegendo você daquilo que não consegue enxergar.
Quando você pensar em desistir..
Desista, sim.
Mas desista de tudo aquilo que rouba a sua paz.
Desista do que enfraquece a sua alma.
Desista do que alimenta o medo e apaga o brilho dos seus sonhos.
Desista das dores que insistem em morar no seu coração.
E desista de quem nunca soube reconhecer o valor da pessoa extraordinária que você é.
Há desistências que não representam derrota; representam coragem. Há portas que só se abrem quando temos a força de fechar outras. Desistir do que nos prende, do que nos atrasa e do que nos impede de crescer é, muitas vezes, o primeiro passo para reencontrar a nós mesmos.
Eu já desisti de muitas coisas. E hoje compreendo que algumas despedidas foram, na verdade, os mais belos reencontros da minha vida. Porque toda vez que deixei para trás o que me machucava, abri espaço para que a esperança florescesse novamente.
Nem toda desistência é o fim. Às vezes, ela é apenas a forma que Deus encontra de nos conduzir a um novo começo.
