Escrevo
Escrevo na tentativa de curar
Dores que poucos conhecem.
Muitas vezes, não representam nada para quem lê,
Mas quem escreve sente cada letra escrita,
Cada vírgula colocada.
É como se cada palavra fosse um processo delibertação interior.
Escrever é despir tudo o que somos.
Escrevo poesia em muitos momentos, mas principalmente quando preciso gritar.
Minha alma anseia por liberdade.
Em certos momentos, somente a palavra alivia.
É como se fosse um caminho novo, percorro com calma,
Permitindo sentir o caminho, vivenciar o novo.
Antes, escrevia sem parar.
Hoje em dia, escrevo com calma.
Após um escrito terminado, procuro os erros visíveis.
Ainda assim, sinto um pouco de dificuldade, mas, a cada dia, estou buscando melhorar.
Não é somente um texto escrito, é uma alma que se liberta.
Até mesmo as pausas são necessárias para o nosso aprendizado.
Escrever é um processo de construção individual.
Escrevo muitas coisas.
Às vezes chorando, mas também sorrindo,
A minha intensidade grita, nem sempre consigo controlar.
É um sentimento único,
Expresso com clareza os meus sentimentos.
Liberto minha alma, em cada palavra escrita.
Escrevo na tentativa de gritar, expor os meus sentimentos, buscando uma forma de sentir menos. Renuncio a alguns caminhos, celebrando a minha existência.
Pacífico é o meu ser aos olhos do mundo
Minha alma navega em oceanos, tudo o que escrevo vem do fundo
Há vários anos, escrevo o quanto te odeio em tom melancólico.
Embora eu esqueça que isso faz parte de mim,
Tão marcante quanto o tom da minha voz.
Faça aquilo que você faz de melhor e que ressoa nos ecos do meu coração.
A seta do tempo comprimiu a possibilidade de tê-lo,
Junto com o medo de seguir em frente.
A finitude do seu tempo consome minha alegria,
Opondo-se à imortalidade.
A beleza da lembrança perdura após a efemeridade,
Ou seja, é passível de recordação,
Sendo sublime em sua vividez.
Tudo o que eu queria fazer está no passado,
Embora tudo o que poderei fazer esteja no futuro,
À espreita, em branco, esperando ser preenchido.
As vezes escrevo besteiras, mas também, coisas maneiras. Importa seguir escrevendo, registrando cada palavra grifada em meu pensamento, trazendo à luz da verdade, a de ser julgada em dado momento.
Escrevo como um passatempo, nos devaneios de momentos, por vezes ocasionalmente, registrando meus pensamentos.
Quando escrevo, raramente volto aos meus textos, pois fico achando que vou achar minhas palavras ridículas e apagarei tudo. Já aconteceu algumas vezes. Ultimamente tem sido diferente, volto a eles e gosto do que escrevo. Acho que estou começando a me aceitar como escritora.
Eu te escrevo porque não consigo te olhar nos olhos pra dizer tudo isso. Não porque falte coragem, mas porque me conheço — eu desmoronaria no primeiro segundo. E talvez você nem notasse, porque sempre teve esse jeito contido, quase blindado. Então, eu escolho escrever. Escolho esse caminho porque é o único que consigo agora pra me despedir de você.
Durante o tempo que permanecemos juntos tentei construir um vínculo. Me dediquei de verdade. Fui inteiro, mesmo quando tudo à minha volta dizia pra ser metade. Mas a gente só constrói quando há alguém disposto a abrir a porta, nem que seja só um pouquinho. Você nunca abriu. E eu fiquei do lado de fora, imaginando como seria lá dentro. Tentando entrar por frestas que talvez nunca tenham existido.
Quando você, enfim, disse que estava pronto, a vida me colocou na posição de ter que contar algo delicado, algo meu, íntimo. Eu fui honesto, entretanto, percebi que isso mexeu com você, talvez mais do que você conseguiu me mostrar. Senti você se afastando. Não só fisicamente — mas afetivamente. Como se alguma parte de você tivesse se fechado de vez.
A gente nunca teve um namoro. Tivemos um caso, como dizem. Mas pra mim nunca foi só isso. E é exatamente por isso que agora está doendo tanto. Eu estou sentindo sua ausência, sua distância, esse silêncio que se prolonga e vai criando um vazio entre nós. E talvez esse vazio seja a sua forma de dizer, sem palavras, que não dá mais. Que eu devo ir. E tudo bem. Só que dessa vez, eu quero ir de outra forma.
Não quero bloqueios, apagar os históricos ou fingir que você nunca existiu. Não há motivo pra isso. A gente pode se despedir sem repetir dores antigas, sem apagar o que foi bonito. Vai doer, claro. Como todo fim. Mas talvez essa dor tenha um sabor mais estranho, porque você foi o meu quase.
E o quase dói de um jeito diferente. Porque o quase é aquela linha tênue entre o sonho e a realidade. Ele deixa a gente preso num "e se?". E se tivesse dado certo? E se ele tivesse ficado? E se eu tivesse sido escolhido? O quase é um buraco aberto onde a gente fica tentando encontrar respostas que talvez nunca venham. Mas faz parte. Faz parte ir, mesmo com o quase pesando no peito.
A verdade, é que pra qualquer coisa dar certo, os dois precisam querer. Os dois precisam estar abertos pra se escolherem todos os dias. E eu não posso mais ficar tentando ser escolhido por alguém que não me vê como possibilidade real.
No fim das contas, a gente sobrevive a tudo — até aos quase amores. E se tem uma coisa que eu levo daqui, é a certeza de que fui sincero. Que tentei. Que me permiti sentir.
Eu nunca fui enganado. Não naquilo que realmente importa: o sentimento. Está tudo bem. Eu entendi.
E do fundo do coração, eu desejo que você encontre um amor que te remexa todo. Que te tire do eixo — mas só pelo lado bom. Eu tentei ser esse amor. Aquele que acolhe sem quebrar nada por dentro. Mas sei, agora, que talvez esse jeito não tenha sido o suficiente pra você.
E tudo bem também.
Porque talvez, filosoficamente falando, o mais cruel não seja ser rejeitado... é nunca ter sido sequer considerado a possibilidade de ter sido sua melhor escolha.
Dê-me um motivo para escrever sobre a felicidade, que eu escrevo um livro volumoso, motivado na alegria no Senhor.
Eu, a Caneta e o Vazio
Sempre achei que a razão pela qual escrevo era colocar meus sentimentos em palavras — assim, sem compromisso, sem obrigações. Só para me sentir liberta de algo que talvez eu guarde sozinha, para mim.
As palavras foram a forma que encontrei de não me afogar em sentimentos desorganizados.
Mas hoje está tudo uma bagunça.
Misturei obrigações com minhas poesias.
Gastei palavras demais porque alguém, um dia, me fez acreditar que eu devia essas palavras a ela.
E hoje, me faltam palavras para expressar o que sinto.
Mas eu não julgo — a escolha foi minha.
Hoje, vivo com as consequências.
Consequências da escolha de, um dia, ter colocado alguém acima de mim.
Estou me afogando —
Afogando na insatisfação de minhas frases e textos não superarem minhas expectativas como antes.
Acho que o perfeito não participa da conversa nem dos sentimentos;
Escrevo poemas com erros de português exagerados, me procuro, mas não sei onde me encontrar;
Sei que não há como apagar os erros do passado, mas quero-lhe compensar por tanto que eu deixei de fazer;
Te erguer ou exaltar toda a sua dignidade e celebrar todo amor que nasce entre nós;
Eu escrevo com a intenção de alegrar um coração sem esperança de alterar nada de seu estado normal.
No fundo estou á desabrochar os sentimentos sólidos que ainda resta com infinidades que se faz sentido.
O orgulho se faz em desvantagem ao ser um erro grave para um coração sedento de paixão.
O tempo faz perder muito tempo, pois o destino não é querer o destino muda de direção com a força do amor.
Eu escrevo uma verdade em versos que altere um destino desacreditado por falta de esperança.
E por falta de esperança o amor não desabrocha para transborda em um coração que se faz carente.
Quero convencer-me de que vale cada sentimento depositado em um relacionamento justo e correto.
Dignidade se faz puro entrelaçado com a fidelidade e desperta o amor verdadeiro.
Eu não escrevo para um retorno de sentimentos, pois eu me faço o verso que lhe encanta e que se entrelaça em seu coração.
Faço-me as palavras que provocam os desejos ocultos, porem não deixo de ser o que sou.
Atraio sua atenção e teus olhos brilham para me admirar com imensidão e forte intensidade.
O cerimonial das palavras mostra-te infinidade no amor e de braços abertos lhe espera para um caminho feliz.
Não sei ser normal ou ser o que não sou, escrevo o que leio em meu próprio coração, mas que no meu momento os meus impulsos parecem fugir para algum lugar obstruindo a passagem de não querer estar;
Escrevo em papel marche que tanto te amo, sei que está virando clichê palavras de amor, mas faço por querer amar você;
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