Escrevo
Já não sei dizer o que sinto. Não penso em nada. Não escrevo há dias. O ser humano me cansa. Você me cansa. Estou alheia. Não é tristeza, é profundidade de pensamento.
Se alguém se identifica com que escrevo não me interessa, o sentimento é singular, guarde-o onde os homens não o ache.
Estou em cima da cama sem saber o que fazer, não sei se escrevo algumas palavras, ou se durmo pra te esquecer.
Dias de Angústia
Se não queres chorar não leia
Pois nestes versos no qual escrevo
Derramo meu pranto e transpareço minha angústia
Não peço que tenhas pena de mim
Apenas escrevo para ver se minha tristeza terá fim
E se não acabar, irei continuar
Até a morte chegar, ou até eu me esgotar
Escrevo. São tantos os sentimentos...
Me entrego, deixo fluir a vida
para não perder um só minuto
do que nela habita.
Descrição dos sentimentos.
Escrevo,
e chego a recitar poesias,
mas pra quem ouvir?
Discursos de amor sem demagogias,
é pra fazer-me rir.
É pura fantasia,
é o êxtase do momento,
nesse mudo silêncio que me cerca de incertezas,
que arranca de mim a pureza e me derruba ao chão.
Revela-me o caos, me mostra o mais sujo e imperfeito abismo.
Ah, quanta solidão!
Essa é a descrição dos meus sentimentos,
que no momento é de tormentos,
que me leva ao lamento,
ou a loucura escura,
e profunda do meu coração.
Autora: Darlene Glória Sousa santos(Soustandark)
Eu tento te esquecer,mas tudo que eu escrevo,é sobre você,eu não posso me enganar,fingir que estou bem,porque não estou,preciso de você,essa noite,e hoje estou aqui,só pra te cobrar,o que você disse,que iria ser pra sempre,mas não foi assim,agora o que me resta,escrever nessa carta, pra lembrar,eu passo tanto tempo,só te procurando,em um outro alguém,mas não posso me enganar,sinto sua falta,e ninguém pode ver.
eeuu Tee amoo Mt mt Vey ...
Você acredita que eu penso o tempo todo em você? Eu só escrevo tanto de mim, pois em poucas horas, a minha memória é tudo que eu vou ter de nós dois.
O melhor escritor escreve de tudo e sobre todos. Eu, só, escrevo somente sobre a tristeza da solidão... de todos por tudo.
"Quando eu recito ou quando eu escrevo uma palavra, um mundo poluído explode comigo e logo os estilhaços desse corpo arrebentado, retalhado em lascas de corte e fogo e morte (como napalm), espalham imprevisíveis significados ao redor de mim. [...] uma palavra é mais que uma palavra, além de uma cilada. Agora não se fala nada e tudo é transparente em cada forma; qualquer palavra é um gesto e em sua orla os pássaros de sempre cantam apenas uma espécie de caos no interior tenebroso da semântica. [...] Escrevo, leio, rasgo, toco fogo e vou ao cinema."
Torquato Neto, in Os últimos dias de paupéria
Em companhia das palavras
Às vezes,
quando meu corpo clama por você,
escrevo...
Imagino sua fala
Imagino seu cheiro
Seu toque em minha pele
Imagino você inteiro!
Te trago pra perto de mim...
A cada palavra que se desenha,
você materializa-se em minha frente...
E enquanto espero que você venha
Isso se torna o suficiente
Me mantendo vibrante
Me mantendo aquecida
Me mantendo radiante
Me sentindo querida!
Eu te dedico as minhas linhas. Eu te escrevo nas entrelinhas. Entre-tortas. Entre-minhas. Eu te sinto entre o suspiro e a pausa de um texto. Entre as reticências. A exclamação. No meio da frase. No início de um escrito. Entre o início e o meio. Entre saudades e afeto. É lá que você fica. É de lá que você me envia uma infinidade de coisas. De sentires. De gostares. De estares. De seres. Deve ser por isso que eu nunca te escrevo no fim.
Um lar
Não conto mais segredos
nem me distraio mais não.
Eu ouço a minha vida.
Escrevo uma cantiga.
Tento ouvir o coração.
Procuro um abrigo quente,
aonde eu possa repousar.
Um lugar que me alimente
de amor, alegria e mar.
Um lar.
Se algum dia você sentir
o sentimento que escrevo
ouvirás à minha alma.
Quero apenas recordá teu olhar, porque foi nos teus olhos que escutei
o que tua alma deseja e sente.
Escrevo, assim, com liberdade e com o coração.
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