Escrever uma carta a uma Criança

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Não sei se escrevo, nessas linhas tortas, para ti, ou se me leio no que te escrevo. Não importa as interrogações, preciso expor esse sentimento que transborda em palavras e como a única ação que me é possível, nesse momento, é escrever, sigo escrevendo. Minhas palavras parecem não ter um contexto, me perco no texto, sentimentos soltos, suspiros avulsos, verdades que, sem ti, se tornam falsas, paradoxos, minha mentira real. E em cada palavra, desabrochada, no papel, vou te decorando e me relendo, tentando te aprender e me encontrar, enquanto me desaprendo e me perco em ti.

Silêncio é estado de quem se cala ou se abstém de falar, privação, voluntária ou não, de falar, de publicar, de escrever, de pronunciar qualquer palavra ou som, de manifestar os próprios pensamentos. Quem bem me conhece sabe que sempre fui de interagir completamente e tagarela, mas quando algo não me contempla, não assimilo ou não concordo, seja lá qual o motivo, me calo. Tenho encontrado no ato de escrever uma forma de me comunicar, por isso escrevo, me faz bem, mas sem falar ou ministrar as palavras, prefiro não me ater ao convencimento, que por muitas vezes não será aceito. Para que? Fazer confusão sem merecer. Nessas horas, na maioria das vezes o silêncio diz mais, muito mais.

Inserida por cassia_guimaraes

... E, não é filosofia de boteco de beira de estrada, aquele, por qual passamos diariamente, sendo-nos impossível não darmos uma paradinha depois de um dia estafante, para sairmos um pouco de dentro de nós, e repetirmos coisas que todo mundo sabe que não funciona, mas, puxa! Elas vêm embaladas em papel tão bonito, que torna impossível não crermos! Coisas do tipo: Acredito ainda na humanidade, sei que não estamos totalmente perdidos. Sei que o Bem vence o Mal em larga escala, só está espalhado... O Bem não sabe a força que tem... Porque ainda não a experimentou em conjunto...

Inserida por SusannaAlmeida

Em mim repousam resquícios das estrelas, de quasares distantes, de galáxias , de luas e sóis, sei que sou terra, poeira e poesia selados em um esqueleto de ossos e ideias, meu coração permeia entre bits e átomos, pulsante de amor e sangue, eis me aqui, inumano, o arauto do pós futuro, hibrido deixo-me levar pelo vácuo que me rodeia, peralta e inquieto sigo de olhos fechados, fundindo-me aos multi universos que me espreitam a cada curva do infinito, sucumbindo o tempo e o ao espaço, eu, um quase tudo.

Inserida por inexoravel

Teu sorriso é perfeito, ele em minha direção me deixa sem jeito, se soubesse o quanto me conquista. Tua simplicidade é o suficiente, de maquiagem nem precisa, te beijando é como vejo a gente. As vezes te abraço e não quero soltar, quando perceber a forma que te trato deixaremos de ser abstrato, sei que o tempo de Deus é o exato. Você nos meus braços é como eu vejo, te sinto precisando mais que eu preciso de você, cuidar, estar perto. Eu não imagino outra pessoa no teu lugar, como chegou na minha vida é pra ficar. Nos queira e queira ficar. Não sei o que já notou, mas sonhei que te roubei um beijo, esse é meu desejo, não sei se me reparou, mas te olho com olhos de quem ama mais que um amor comum, talvez com os olhos que John olha para Savannah em Querido John, ou Hazel para Augustus em A culpa é das estrelas, talvez eu te amo porque só tenho olhos pra você, ou porque meus olhos só enxergam você. Talvez porque eu escolhi você pra sempre olhar quando eu preciso enxergar o melhor que se pode ver. No silêncio da boca que os olhos possam dizer, na quietude do coração que não se perca o sorriso. Um dia te vi triste e queria te envolver em meus braços, queria te escrever um poema, ou declamar um para te alegrar, poderia te contar uma piada, mas não pude, ainda não havia te notado, não como hoje. Escrevi o poema que você precisava ouvir ou ler, você está lendo esse, é quase uma carta, mas o que me basta, é saber que enquanto você está lendo, estou escrevendo mais, estou despindo as palavras até você notar que eu te vejo dentro do meu sorriso quando lembro do teu.

Inserida por stavelino

O seu livro da vida está com algumas páginas em branco ainda. Aí você olha a capa linda do dia em que nasceu e você faz uma reflexão: "quanta coisa ruim escrevi até agora." Então comece a partir de hoje, ainda dá tempo. Não dá pra mudar o que já foi escrito, mas tenha a certeza que essas páginas em branco podem ser escritas com uma nova e linda história. Só depende de você.

Inserida por AngelaMonteiro

Alguns indivíduos se reconhecem como os únicos a produzirem a luz que vai iluminar cada cantinho de que é feito o Universo. Eles se percebem como chaves-mestras, aquelas que abrirão todas e quaisquer portas. Se assim fosse, não necessitaríamos de fechaduras com tantos segredos e não haveria tantos seres perdidos no ostracismo, do “lado de fora”, sem poderem entrar.

Inserida por SusannaAlmeida

A leitura assim como a ficção também vislumbra coisas futuras, no entanto a leitura se sobressai pois não existe tecnologia mais simples e ao mesmo tempo tão extraordinariamente futura quanto um livro, pois ali pensamentos foram criados por meio de impulsos elétricos movidos por uma personalidade moldada nas experiências da vida e de forma simples foi transferida para uma folha e transformado em tinta e precisou apenas de uma caneta e papel. Seja futurístico, leia e escreva!

Inserida por ArthurSales

Nada é eterno; nada dura para sempre. Não devemos pensar que, porque em alguns momentos as coisas boas se nos apresentam em abundância, um dia elas não irão nos fazer falta. Nesse dia, não quero estar em outra pele que não seja a minha, porque doei o que me era possível... E isso conforta? Não, não conforta; sei disso, porque o vazio permanece independente de qualquer plenitude...

Inserida por SusannaAlmeida

Um bom texto não é para ser especulado. O que faz um texto se diferenciar de bom ou ruim são as emoções que ele desperta. Escritores e pseudo escritores que escrevem por paixão são sempre postos contra a parede pelo que escrevem. Embora a leitura hoje em dia, seja bastante democrática alguns leitores deveriam ser “privados” de algumas palavras simplesmente por não terem maturidade suficiente para digeri-las. Antoine de Saint Exupéry em seu livro: O pequeno príncipe, já falava a respeito dessa falta de maturidade intelectual que alguns adultos costumam ter para as artes. Ele sabiamente começa seu livro relatando a história de um aviador que quando criança sonhava em seguir carreira como desenhista ou pintor, mas, fora desencorajado por comentários mesquinhos de pessoas grandes que ao invés de incentiva-lo, diziam que seu dom não seria bom o suficiente para ser mostrado. Não entendiam seus desenhos e por isso se sentiam aptos a julga-lo como alguém sem talento para as artes. O que as pessoas por vezes não entendem é que a pequenez não está nos outros, mas, nelas mesmas. Um quadro de Picasso não é simplesmente um monte de figuras geométricas como alguns dizem por aí. Assim como, Romeu e Julieta não eram apenas um casal apaixonado que teve seu amor interrompido precocemente. E a cada traço na pintura, em cada combinação de cor, em cada elemento colocado e até mesmo na falta deles existe algo a ser comunicado. Na literatura por sua vez é do mesmo jeito. Se quisessem ser objetivos os autores usariam a linguagem presente nas bulas de remédios e por certo o mundo seria muito mais chato. Cada palavra usada ou omitida, a construção de cada frase e principalmente cada personagem não são meros frutos do acaso e existem por algum motivo sejam eles quais forem. Na literatura assim como nas artes visuais o abstrativismo se faz presente e demanda muitas vezes uma sutileza para a interpretação dos textos propostos. A variedade de assuntos que podem ser abordados em um texto é infinito uma vez que se compreende a mesma extensão que apresenta a mente humana. Autores tem assim a liberdade de criação para dissertarem a respeito do que quiserem e da forma que lhes convierem.

Inserida por maluemfloroficial

A inadequada palavra veio à garganta e eu a prendi. A inadequada sílaba veio à língua e eu a cortei. Dei-me a arte de negar os versos que me rasgam a pele, que me encurralam entre a verdade e a nostalgia de um tempo sonhado. A palavra teima em sair e, fugitiva, encontra na transpiração a fuga do cárcere cruel em que a coloquei. Pondo-se por fim a evaporar, deixando com face de horror o meu silêncio.

Inserida por alinestechitti

E parece que nunca é a nossa vez, parece que todo mundo é chamado e a gente continua ali, de pé na estação. Estamos invisíveis, ficamos paralisados, o coração batendo rápido. Quando será que as coisas se desprenderão dessa corda manipulável para cair em nossas mãos? Quando será que os esforços, pedidos, gritos e lutas terão algum valor? Ou será que o mundo continuará a pisotear os nossos sonhos, sem nem mesmo parar para analisá-los?

Inserida por alinestechitti

Eu escrevo pra desancorar emoções. Escrevo pra tentar controlar o caos daqui de dentro, pra peneirar um porto nessa tempestade. Escrevo pra suicidar no vento o peso das palavras. Escrevo para me libertar. Escrevo pra transpassar fronteiras, pra alcançar certos ouvidos, e me perder no meio daquela barba. Ahhhh minha excitação por barbas! Já se sabe quem provocou. Eu escrevo aqui porque a poesia tatuou em mim o gosto pela vida, pois essas palavras são quociente das minhas experiências. Talvez eu escreva para máquinas e robôs. Ninguém lê mesmo. A vida acontece no virtual dos corações frios e se desmancha no grito de horror proclamado na esquina dos contos, (a)casos, (des)encontros. Escrevo para sentir a mim mesma e não sentir a maldade alheia que permeia, que espreita. Escrevo porque se eu gritasse ecoaria apenas aos mudos. Neste mundo de poucas cartas e muitas selfies todo diálogo é de surdos. Eu escrevo porque escrevo, não há explicação.

Inserida por LorrayneAndrade

"Quando transfiro o que estou sentindo para um papel, parece que tudo o que me deixa ou tenta me deixar triste desparece. Escrevo o que está além dos meus pensamentos e sonhos. Escrever é para mim algo que meu coração sempre teve vontade de fazer. Acho que eu é que demorei para descobrir o quanto me sinto bem, por conseguir transformar letras em palavras, e assim dizer o que me vai na mente e na alma."

Inserida por belandrei

tenho a impressão de que tudo que escorre para o papel é uma espécie de resquício de mim, um resto, vestígio de alguma dor ou alegria que finjo. mas, definitivamente, só finjo aquilo que sinto. talvez as palavras sejam como lágrimas. gotas que não são boas ou ruins, mas que são boas ou ruins. o eterno exercício da comunicação, a tentativa sem fim de dizer o que não é pra ser dito, todas as emoções a pular, se jogando, suicidas, e se espatifando no teclado.

Inserida por Sydor

Minha escrita não é para mim. Quando escrevo penso em quem deveria ler. Se digo algo, minhas palavras saem tão confusas quanto o pensamento. Mas se uso o lápis que desenho, desenho minhas palavras como quem imagina o momento. E tem quem olhe e diga que com ele acontece exatamente assim. Por isso repito: minha escrita não é para mim.

Inserida por natanirisorim

O sujeito quase tem uma diarreia mental para formar um pensamento e vem uma pessoa que analisa qualquer coisa não pelo seu conteúdo, mas pela vida que vive ou pelo que é, e destrói o pensamento alheio com algumas poucas palavras. Ainda bem que alguns corajosos ainda escrevem, pois se dependessem desses analistas, a vida seria como eles veem e não como é ou poderia ser. Quem escreve nem sempre tem razão, mas tem coragem. Quem destrói só tem coragem pra isso. Ficar de propósito na berlinda é pra poucos.

Inserida por swamipaatrashankara

É,é verdade que tenho escrito muita coisa ultimamente,e que muitas foram parar no lixo como pedaços de mim que não compreendo ou até mesmo,não quis. A verdade é que tenho fugido de mim,tentando esquecer meus problemas e até mesmo meus defeitos,sem conseguir aceitar que eles sempre e para sempre,estarão comigo. Sinto medo de mim,sou minha pior inimiga,pois não posso destrui-la. Minha mente me tortura,meu coração me trai,minha razão se silencia e,novamente,me vejo perdida nesse vazio em mim,alheia ao mundo e a tudo que me rodeia. Honestamente,não sei para onde fugir,meu passado escurece meu presente e perdi a luz que iluminava meu coração,perdi a vida por mais que insista nessa existência medíocre,e é isso,o tilintar da natureza,o sopro da vida que está perdido dentro de mim,perdida.

Inserida por GarotaLua

Eu detestava todo tipo de grandes metrópoles. Eu preferia as matas, as florestas, a natureza; nada mais além disso. Minha ambição era simplesmente o mundo. Eu queria o mundo. Eu queria a liberdade de viver longe de todas aquelas obrigações. Tão irritantes quanto tediantes que tanto me fazia fugir de cada uma delas. Tudo aquilo bloqueava minha criatividade. Então eu precisava da solidão para fluir. Eu precisava da natureza para viver. Eu precisava ter um grande; verdadeiro amor para crescer. E isso eu tinha. E então numa solidão eremítica longe de tudo eu me recolhi. Para colher o êxtase que era viver em plena natureza.

Inserida por TiagoAmaral

Estamos sujeitos a recaídas constantes. Assim seguimos, redirecionamos nossos passos involuntariamente. Assim são nossas ações como em um jogo de trilhas. Avançando casas e retrocedendo, embora, nem sempre na mesma proporção. Ora um passo avante, ora muito lá atrás quase a zerar tudo. Somos feitos assim, de inconstância e fragilidade...

Inserida por SusannaAlmeida