Escrever poesia

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Resolvi escrever este verso

para dizer sem engano:

- Que o meu desejo é maior

do que todo o [oceano.



Acolhi a bailante rima

para remar na corrente,

Quero o teu beijo quente,

Que a vontade [atiça].




Percorri o dobrar das ondas

para dizer sem delongas:

- Que te quero além...,

E que você já é o meu [bem.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Para brindar a calidez da tua pele,

Eu hei de escrever além do céu

Com as gotas que caem de ti,

Eu hei de beber o saboroso mel.



Para sorver os seus suaves lábios,

Eu hei desabrochar em flor

Com as carícias que saem de ti,

Eu hei de provar o seu sabor.



Não desejo ser comportada,

E tampouco [recatada]...,

Sim, declaro-me subversiva;

E por talento culpada...,

Eu sou a própria poesia.



Não existe ser pensante

E poeta [inocente]...,

Sim, declaro-me misteriosa;

E por excelência atrevida...,

Eu sou a chama perigosa.



Quero a quentura dos teus lábios

Incendiando os meus poros,

Quero o melhor dos teu abraços,

No 'troca-troca' de colos.



Quero a ternura dos teus desejos,

Beijando os meus lábios,

Quero desabrochar como as rosas

Que se alimentam dos orvalhos.



Quero a urgência das madrugadas

Rasgando os espaços entre as estrelas,

Quero experimentar a mágica fúria,

Para me alimentar da tua volúpia.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Eu posso escrever livremente

nas augustas linhas deste verso:

- a divinal proposta

Para a gente se percorrer...,

É desta forma que nós vamos

daqui para frente nos entender.

A poesia e a sua magnitude

estão começando a se fundir,

E ganhando corpo e nome:

uma promessa de voltar a sorrir.

Eu posso declinar universalmente

nas noites estreladas à espera

- da primavera nossa -

Voltar a florescer...,

É deste jeito que só eu sei fazer;

daqui para frente iremos nos viver.



A poesia em altitude

nas corredeiras da vida

- concede -

O cheque em branco da liberdade,

correndo o risco da perpétua saudade.

Nada há de insensato quando nasce

do teu amoroso coração,

Porque da minha audácia revelada

é mais do que conhecida,

Àquilo que escreves para ti:

na verdade é para mim.

Eu sei e você sabe

da rota de fuga do mundo,

A gente sabe se reconhecer em tudo,

E melhor do que qualquer um sabemos:

- Que sempre iremos nos pertencer.





A poesia das nossas linhas,

que foram todas recolhidas,

Hão de voltar novamente;

É hora de seguir em frente...



É impossível viver longe de quem

se ama e mutuamente se aprecia,

Vem, tens o teu paraíso e o aconchego

viverás sob o meu zelo...,

E assim sob nossas regras: viveremos.

De um jeito que só nós entendemos;

longe de quem diz que ama,

E não cultiva o jardim dos afetos.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Amo Viver em Rodeio

⁠Não tenho razões
para escrever uma
elegia porque amo
viver em Rodeio
e aqui é só alegria.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠No vigésimo dia do ano em Rodeio

Crie uma rotina de escrever
poemas e poesias de amor
pela nossa cidade de Rodeio
neste vigésimo dia do ano,
Vivemos num belo recanto
que merece ser regado
com amor diário para que seja
sempre carinhosamente preservado.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Sei escrever essa saudade

- sobrenatural -

Bem aqui no peito

De um jeito sem igual,

Só por este beijo fatal.



Sei remar entre os canais,

Em busca de você não é,

E nunca será demais...



O amor vira arte:

Literatura,

Conquista,

Cultura,

E semeia com ternura.



Sei amar, e sei ser cais:

De um novo ponto de partida,

Para que tenhas fé na vida...



O amor é um canteiro delicado

De finas tulipas

Que com jeito e trato,

Cabe poesias floridas

De uma poesia interminável

Desta primavera incontestável.



Sei também que o amor reforça a fé

Fazendo de nós uma fortificação,

Nos levando na mesma galé...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Tenho o balanço das amendoeiras

(mãos extremamente macias),

Tempo para escrever poesias

(tenho muito o quê cultivar),

Tempo para ventar versos...,

(para espalhar o meu perfume)

E no teu íntimo penetrar.



Valsa em mim, não durma!

Balançam as amendoeiras,

Lá no meio da rua...,

Assim sendo infinitamente - tua,

Um acorde iluminado pela Lua

Ciente de que és o Sol e regente,

Das orquestras das orquídeas

Dos afetos sem perfídias,

Valsa em mim porque me toca

Algo mui sublime que plantaste

De tal forma que hoje rio à toa.



Tenho tempo porque tenho,

Tempo e o balanço

das amendoeiras,

O que há em mim,

tem tempo para tudo;

Tenho no pulso

O relógio do amor,

Para mim, o amor não passa

E não muda - nunca!



Brisa tão mansa,

Como a infância,

Doce esperança,

Mística cândida,

Sublime poética

De ser trigueira

E madrugadeira

Que balança

Como uma amendoeira.


A minha extravagância

Tão atemporal,

A minha loucura

Tão celestial,

Nascem do desafio

Tal como o vento

Cortante,

No oceano

A desafiá-lo,

Sou um mistério

Inteiro;

Nascido para te desatinar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Do nada comecei a cantar

Na beira do mar

Não tive como te abraçar

Pûs-me a escrever nas areias

O belo amanhecer

Recolhi carinhosas conchas

Lindos presentes das sereias

Vendo o barco passar

No balanço das ondas do mar.



Cantei algumas músicas

Todas em espanhol

O meu coração se abriu a sonata

A mais bela celebração apaixonada

Tentativas de quem não sabe

Mas de quem de coragem

De um dia aprender

E os mares cruzar

Só para te rever.


Acariciando o mar

Enternecido amanheceu o sol

E eu bem longe de você

Louca para te amar

Espantando o frio do outono

Resolvendo com tudo romper

A poesia praiana irá te ter

Como o Universo se abre para a Terra

Tens todo o meu amor e minh'alma

Que o Mal do mundo jamais encerra.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Você não

se deu conta

Eu sou o que sou,

- autêntica

Escrevo por escrever,

E nem um pouco

oculta,

- sou a letra

depravada

Eu sou a boa

literatura,

Correndo nua

pela rua,

Escrevo o quê sinto,

Tudo o quê penso,

Até registros,

Faço arte pela arte,

Filha da criatividade,

Um tanto santa,

Porém, satânica confessa.



Podes ir, mas sei

que volta,

Vais com todos

os meus versos,

- na ponta da língua -

Silabando cada um,

Como o mel

que escorre,

Do meu estuário,

Para a tua boca,

e não te basta,

Além das orbes

celestes,

Lá estão

escritos os poemários

- todos registrados -

Em linhas intimistas

e bacantes,

Para embalar

poetas e amantes.



Você não

se deu conta,

Não escrevo

para você,

Escrevo para

celebrar a vida,

Brindar o amor

E cantar a paixão,

Para esperar

o amor que virá,

Lindo e ardente

como um verão,

Com dias de Sol

e noites

estreladas.

Cada linha

desse poema,

É confissão

plena,

sem confusão,

Liberta

de qualquer

conflito,

Que segue

a vida serena,

Portanto,

siga e voe

para longe,

Em cada asa

sua haverá

o meu rimário

Desse amor

resguardado

num sacrário.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Eu deveria viver sempre assim:

em plena contemplação

com um bloco de escrever,

e com você no meu coração.





E sempre que surgisse a inspiração,

eu a simplesmente colocasse no papel.





Eu deveria viver sempre assim:

encontrando bons motivos

em todos os sinais da Natureza,

para escrever versos de amor sem fim.





Porque você é a minha inspiração,

A minha poesia e canção do céu.





Tenho todos os motivos para ser assim,

Escrevendo mesmo até sem motivo,

Encontrei o meu maior presente do destino.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Não existe um só
dia que não recorde
dos lábios de Abiu
que me fazem escrever
Versos Intimistas
do anoitecer ao amanhecer.

(É sobre o nosso silente querer).

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Na sua pele doce
como Cupuaçu colher
Versos Intimistas
para juntos escrever
em silêncio poesias,
e só de muito amor viver.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠As armas de um poeta:
são uma caneta e um papel
E com elas conquistamos
o nosso próprio céu

O poeta é aquele
que escreve a voz da alma
Como se fosse um dom...
Aquele dom que acalma

Ele fala da vida
de sonhos e de alegrias
Pois se não falar dos mesmos
dele o que seria?

Ele tem o seu mundo
repleto de fantasias
Mas é lindo, é belo...
E você entrando nele
Sair jamais deveria

Nesse mundo ele toca
Sua alma e coração
Sua vida interior
É tudo luz, é canção

Como também ele grita
chora como criança
Mas depois é tão incrível...
renasce sua esperança



(MARQUES, Iraci. Mundo-poeta. In: GONDIM, Kélisson (Org.). Vozes Perdidas no tempo. Brodowski: Palavra é Arte, 2020. p. 56).

Foram oito meses
Sem mais e sem menos.

No primeiro mês, com dor no peito eu escrevia a minha poesia
Conheci essa morena, um amor a primeira vista
Me ganhou com seu sorriso e carisma.

No segundo mês, eu a encontrei,
Já estava apaixonada, eu dizia,
Mas o coração ainda doía.
Lembro de segurar sua mão pra baixo e pra cima.

No terceiro mês, o seu bom dia era tudo o que eu queria
Seu sorriso iluminava o meu dia
Então parei de escrever versos
Sobre um passado que já não me feria mais.

Ela já fazia parte de mim ainda no quarto mês
Juras de amor e de carinho
Eu te escrevia versos de paixão ao vivo.
Sua voz eu ouvia ao anoitecer
Sussurrando bem baixinho á me aquecer.
A insegurança às vezes batia,
E você me batia mais ainda.

Você jurou seu amor no quinto mês
Me cativou e se esquivou
Você se importou, mas nunca se apaixonou. Palavras aqui, palavras ali
E você diz que já não sentia.
Me machucando mais uma vez
Eu me afogando em embriaguez.

No sexto mês você se disse arrependida
Se comprometeu,
Disse que o amor da sua vida era eu.
Então ele apareceu
E você se escondeu
Com todos os meus pulmões eu gritei
Mas você não respondeu.
E meu mundo a escurecer
Voltei a escrever.

Por que você me deixou se eu era o seu amor?
E o fim da nossa história se concretizou.
Você foi o motivo pelo qual parei de escrever,
E o mesmo motivo pelo qual voltei à o fazer.

Inserida por nickzinha4

Quando se cansar de mim a vida,
e tudo for escuridão profunda e fria,
meu corpo será adeus em despedida;
minh'alma, eterna poesia.

Inserida por Prosenverso

Maré de sorte

Se contigo eu tanto argumento,
É porque o mesmo tanto me atormenta.
Este tanto também é sentimento,
De uma pessoa que te contempla.

Se às vezes contigo lido mal,
É porque a mim não me sei lidar.
Coisas ditas são inválidas,
Porque no BEM nunca as iria expressar.

Se no bem e no mal tudo isto sempre existe,
E se o destino persiste.
Só nos resta uma opção:
Que tal aceitarmos sempre isto?

Por mim eu aceito!
É um "aceito" indeterminado.
Sei que ninguém é perfeito,
Mas estou perfeitamente apaixonado.

Perfeitamente eu explico,
Que és quantidade de qualidade.
É por isto que eu fico,
Mas que fique uma eternidade.

Inserida por VitorMedeiros

Os meus olhos são a foz
Minha face seus afluentes.
Se pudesse gritar o meu sentimento,
Com tanta intensidade ficaria sem voz.

O coração é a nascente do rio
Que agora se encontra vazio.
Suas margens transbordam de água...
Esta água é mágoa.

Inserida por VitorMedeiros

Jorrava ao papel
Abundantes palavras
Por vezes falhava
Teimando a caneta

Enlouquece o autor
Longe da mesa
No meio da mata
Sacode e assopra
Olha ao redor
Já impaciente
Lembra do lápis
Perdido no bolso
Um toco de nada

Salva o texto
Alegra e agrada
Feliz satisfeito
Retorna da caça
No caderninho amassado
Mais um poema está feito

Inserida por crislambrecht

O amor e o poeta:

"Vejo-me só com meus poemas
E em quantos deles o amor desprezei
Mesmo assim é ainda sobre ele que escrevo
Que insistência esse amor tem!"

Inserida por AZEVEDODouglas

Artista, penso eu, é aquele que divide seu olhar sobre as coisas. Todas as coisas existentes e ainda as que ele inventa.
Olhar de artista não "vê". Olhar de artista esmiuça as coisas. Arte é reescrever o mundo do jeito que quiser. Artista olha com olho de dentro, íntimo, pessoal.
Compartilhar o olhar de dentro é coragem. Muita.
Mas arte não é escolha, é urgência. Uma grande bicho de pé que comicha até a gente coçar.
Compor não tem hora, lugar. Não respeita convenções. Muito menos o sono.
Penso que todo ser humano tem um artista em si. Basta permitir-se sensibilidade para observar com o olhar de dentro. Sensibilidade... imprescindível.
É claro que há artistas fenomenais, os bons, uns nem tanto. Há artistas fracos. Há os fenomenais que estão pobres. Os fracos que são modismo e enriquecem.. Sempre, em tudo haverá tudo isso.
Arte não tem que ser obra prima. Basta ser olhar. O de dentro. Sensibilidade para olhar com personalidade. E depois coragem, muita, para compartilhar o olho de dentro.
Artista não morre. Se eterniza em cada fragmento de sua criação. Se uma pessoa sequer se comover ou mudar o olhar.. um suspiro, arrepio.. ah, glória. Viver valeu...
Eu quero ser artista.

Inserida por claricejunqueira