Escrever
Adorada Piúva-preta
em florescimento
em Mato Grosso do Sul
que acalma e inspira
a escrever os meus
Versos Intimistas
para espalhar poesias
e fazer crescer
nos corações bosques
por todo o país
para quem sabe trazer
o amor que eu
quero e sempre quis.
É beleza pura ver florescer
o lindo Ipê-roxo-do-grande,
Versos Intimistas escrever
com espírito de romance
que ainda levo e tenho
assumido pelo fascinante
Rio Grande do Norte
e seus olhos atlânticos
quem sabe voltar a ver
mesmo que por um
momento ainda distantes...
Ainda que insistam
Levar a melhor
Em nos cansar
Versos Intimistas
O destino vai escrever
Sem cessar doa a quem doer,
Intransigente ideia a se espalhar
A palavra que não se consegue deter.
Surgir com a aurora matutina,
florescer absoluta com
a Primavera rosa claro,
escrever Versos Intimistas,
te fazer todos
os dias apaixonado,
Porque te quero bem amado.
Cedro-amargo que
me comove
sempre que floresce,
E me faz escrever
a intrépida lembrança
com Versos Intimistas
para continuar
a insistir em te ter
o tempo todo como
quem faz uma prece,
Doce e poética messe
porque não há nada
que faça com que
o coração sossegue.
Trago um sentimento
afiambrado mesmo
sem você perceber,
Por isso continuo
sempre a escrever
para no futuro viver.
Não existe um só
dia que não recorde
dos lábios de Abiu
que me fazem escrever
Versos Intimistas
do anoitecer ao amanhecer.
(É sobre o nosso silente querer).
Na sua pele doce
como Cupuaçu colher
Versos Intimistas
para juntos escrever
em silêncio poesias,
e só de muito amor viver.
Filosofar não é escrever algo que já se torna óbvio, filosofar é uma forma de impactar diferentes gerações sobre seus atos, tanto passados, quanto futuros!
Escrever é sangrar sem sujar o papel.
Cada pensamento que nasce aqui brota de dores antigas,
de vivências que nunca pediram licença,
de cicatrizes que o tempo insistiu em manter abertas.
Estas linhas rabiscadas são um espelho trincado, quem lê, talvez enxergue ali os próprios fragmentos.
Então me sentei de frente pra janela do meu 6° andar. Fui escrever a minha vida em um papel amarelado sem linhas. Lotei uma xícara com café e coloquei ao lado, por estar frio me enrolei em meu cobertor. Mas ainda havia algo que me incomodasse, não conseguia me concentrar. O barulho dos carros que passavam lá embaixo me interrompia, e a chuva fazia-me lembrar de cenas as quais eu já havia vivido, e como de costume os meus pensamentos se deslocavam para outras cenas ainda não vividas, mas imaginadas. E era como se eu estivesse lá. Se faria diferença alguma? Não sei.
Apenas voltei para aquele meu momento de escrita, entre o papel, a caneta e as meias palavras rabiscadas. Mas nada saía, as palavras permaneciam alojadas dentro de mim. Percebi que o café esfriava, e a chuva ainda caia vagarosamente e o frio me deixava mais gelada do que o normal. Apenas o triste frio lá fora e algumas pessoas tentando lavar a alma. Era a visão que eu tinha do alto do meu 6° andar.
Sei que pareço triste, minha aparecia não está sendo lá as melhores possíveis. Embora eu não esteja tão triste assim, digamos que é o cansaço da vida, afinal a vida estraga as pessoas. Ou talvez eu esteja bem? Digamos que não.
Posso dizer que me sinto confortável, se essa é a palavra certa. Sim, mas talvez não. Por mais que eu queira me sentir bem por toda minha vida, logo de manhã ou depois irei me desgastar com algo e não estarei tão bem quanto hoje. Mas logo as coisas se repetem, e eu estarei finalmente bem, e contente. E assim vai, é uma rotina! É a minha rotina.
E como eu me desconcentro fácil demais, sobre a minha vida novamente não saiu nada, apenas meias voltas na sala de estar, e vagas palavras expostas nesse papel amarelado. E olha. Enfim, a chuva parou de cair. E o café se esfriou novamente.
Quando escrevo algo que não senti mas percebi, sinto que tenho coração de poeta e consigo sentir pelo simples fato de escrever observando o sentimento alheio. Acho isso tão singular, cabível a um número tão pequeno de pessoas que me sinto privilegiada de ter recebido um coração tão sensivelmente capaz.
Não peça a Deus que vença a batalha por você, peça forças e armas para pelejar. Não peça a transformação do vendaval em sol brilhante, peça barco seguro para remar, não peça que sua vida seja um livro selado, peça páginas em branco para escrever e desenhar. O pedido determina a caminhada, o rumo e o destino da sua jornada.
Insta: @elidajeronimo
Como é bom ouvir a sua voz, a quanto tempo você apenas me escreve.
Percebi quando começou a rir aquela hora.
Seu cachorro latindo ao fundo também me fez rir.
Coloquei aquela banda que você gosta.
Me deu saudade.
Como é bom ouvir a sua voz, durante muito tempo você apenas me escreve.
O tempo que se "perde" a ler, nunca se desperdiça.
Acrescenta-nos.
Somos sempre mais... depois do último livro, lido
Há meios menos doloroso de encerrar um ciclo. Há aquele que não machuca muito... Mas, isso é quando nos importamos com o outro...
Quando eu não tinha nada o que comer, em vez de xingar, eu escrevia. Tem pessoas que, quando estão nervosas, xingam ou pensam na morte como solução. Eu escrevia o meu diário.
Escreve-se para não ser solitário e por amor aos outros; se você não tiver essa solidariedade, é bobagem escrever.
Certas situações confortáveis são desconfortáveis, e sendo o mundo literário de momentos de inclusão e exclusão, o jeito é ficar alerta. E isso significa o quê? Trabalhar.
