Escravidão
Nordestino (Nordeste de minha lembrança,)
Negro (Lembraça da escravidão.)
Nordestino (No aperreio do memorar a seca veio de morar, meus olhos vieram a alagar por Cariri e Aduke.)
Índio
( Minhas flechas.) Negro (minhas correntes.)
Negro e Indio (Quebrando as cadeias do passado, trago a união do pensamento e do olhar.)
Nordestino ( Uma mistura que lambuza a pele. Lembro e cuido da minha amada lembrança, bumba e seus barulhos a passar.)
Indio ( Grito do meu povo refletido nos olhos de uma pálida pele portuguesa.)
Negro ( Xicotes e gemidos de minha mãe, na dança, no batuque, peço à paz pra meu pai Oxalá.)
Nordestino ( Passa boi, passa boi-bumba, dançam os chamados de mulambos, gritam do alto dos galhos os pardos armados)
Índio:-
Negro e Índio (
A verdadeira escravidão é aquela que, proporcionando a ilusão da liberdade, impõe a realidade da servidão.
A política conseguiu a façanha de criar o escravo perfeito, aquele que ama a escravidão e luta por ela por pensar que é livre
A verdadeira escravidão, não é estar privado da liberdade de ir e vir. Mas sim, a escravidão e opressão interior, e que nos impede de compreender que a paz de espírito é inegociável, e que mesmo que estejamos presos entre 4 paredes, a nossa alma estará sempre livre.
O perdão não liberta a pessoa apenas da escravidão e opressão da amargura, e do rancor. Mas abre caminho para que o amor de Deus se revele a ela, e cure o seu interior manifestando uma paz, e alegria que jamais poderá ser tirado dela.
A escravidão foi abolida, mas a covardia não. Há uma grande e gritante massa que ainda se acha superior por conta do tom da sua pele.
"A escravidão não acabou, nos dias de hoje temos os acionistas do petróleo e fornecedores de energia como: "capitão do mato". Por mais que fujamos dos preços altos economizando, vêm o governo "feitor" nos tirando qualquer possibilidade de solução."
Estamos fadados à uma escravidão voluntária, onde temos à ilusão de estarmos no controle de nossas vidas, somos subjugados à desejos materiais e pensamentos prazerosos, dominados pelo medo e angústia, provocada intencionalmente, passando a acreditar que dias melhores sempre está por vir.
Algum dia algum homem lutaria? Pois a escravidão se avizinha, louca e desenfreada, navegando em mar de lama e dinheiro! A maioria sequer tem a educação básica para entender isso e bajula quem lhe paga mais. Só perceberão depois dos grilhões apertados!
O paladar deve ser utilizado com moderação, pois quando se perde isto, ele adentra na escravidão do sentido e passa a cada dia não alimentar o seu corpo, mas as suas sensações cujo resultado é o monstro da Gula.
Escravidão
Com toda sua compaixão
Princesa Isabel
Chegou à solução
Aboliu a escravidão
Será que foi tudo em vão?
Estamos presos a um sistema
Todos passamos por esse dilema
No panorama atual
A escravidão é habitual
Podendo ser física
ou intelectual.
A vaidade não deixa perceber
Que sem o dinheiro
não se consegue viver
Então uma atividade terá que exercer
É a unica chance para sobreviver
Devemos então temer?
Atualmente o "senhor" se chama dinheiro
Que rege o mundo inteiro.
Sem ele somos açoitados,
E jamais deixaremos algum legado.
Apego gera escravidão.
Uma característica marcante e talvez inata em todos nós é o apego. O apego é uma forma de criar relações para com as pessoas, coisas, lugares, animais e até pensamentos.
Este processo é comum aos seres humanos, pois, desde o nosso nascimento estabelecemos relações que são úteis e necessárias à nossa sobrevivência. Um recém-nascido depende dos cuidados da mãe, e este cuidado se sustenta por conta da necessidade de sobrevivência, talvez por isto ele se apegue a ela. O apego neste caso, pode até ser comparado como algo parasitário, pois o recém-nascido, se apega na dependência da necessidade de sobrevivência. Afinal, é um ser em formação, e depende de cuidados.
Noutra ponta, a mãe pela criação se apega a criatura, pois, afinal ela gestou e gerou. Em seu pensamento de mãe, é seu. Se é meu, cuido eu. Se é meu, estabeleço um laço e me apego.
Pelas poucas linhas escritas, e espero que discorde, entenda que o apego faz parte de nós, e se faz parte de nós, temos que observar com muito cuidado as diversas situações a ele envolvidas. Lembrando que o apego tem potencial nocivo, principalmente quando a vida passa a ser apenas um substrato das coisas apegadas que criamos ou estabelecemos.
Quando a vida é feita de apegos, esquecemos que ela tem um fim. Vivemos acumulando coisas, pessoas e objetos, como se pudéssemos desfrutar daquilo eternamente, como se fossemos imortais, embora saibamos de nossa incontinuidade. A finitude das coisas que nos cerca mostra-nos que devemos aprender a desapegar para poder melhor viver. Não se trata de cuidar até o fim, e sim saber que o fim existe.
Se você se apega a sua vida, lembre-se que mais cedo ou mais tarde, você irá perde-la. Em uma linha de vida comum a maioria das pessoas, todas as suas construções e realizações pessoais, serão apenas deixadas para trás, substituídas e com o tempo esquecidas. Para poucas que fizeram algo, que tenha relevante valor, poderá sim, permanecer seu trabalho, sua obra na história, mas, apenas o trabalho e a obra. O criador, que já não estará entre nós, será somente lembrado, homenageado e exaltado, às vezes, por palavras e mimos jogados ao vento para a uma plateia desinteressada.
Se você se apega as pessoas, lembre-se que mais cedo ou mais tarde, você irá perde-las. Quantas pessoas entraram e saíram de sua vida, quantas pessoas que você já perdeu, e quantas pessoas você já abandonou? Até mesmo aos casais mais apaixonados, de juras eternas, a morte os separa. Filhos abandonam os pais quando se acham autossuficientes, quando acham algo mais interessante para se apegarem. Afinal, uma relação é feita de trocas. A perda de pessoas queridas, nos traz um vazio que dificilmente é preenchido porque o apego não nos fez enxergar que a morte faz parte do processo natural da vida.
Se você se apega aos animais e as plantas, é bem provável que alguns animais vivam menos, e lhe façam sofrer ou, vivam mais e você com a sua partida os farão sofrer, com as plantas é improvável, mas não é impossível que o mesmo processo se repita.
Se você se apega ao seu trabalho, lembre-se que você pode até fazer falta, mas, você é substituível. Que você deve buscar a primazia em tudo que faz, isto é um fato. Mas, faça-o bem em todos os lugares que porventura estiver que prestar seus serviços. Desapego ao trabalho, não se confunde com desídia. Quanto mais você se apega ao seu trabalho, mais você se esquece de si. Pessoas são insubstituíveis enquanto forem úteis. Pense nisso.
Se você se apega as coisas e aos objetos, lembre-se que são apenas isso, coisas e objetos, e talvez elas acabem antes de você. Pessoas que vivem em torno do status de suas coisas, são apenas coisas, não são pessoas. É fato que muitos objetos, representam um esforço empreendido e se materializam em forma de algo que posso até dizer merecido: seja uma casa, um carro, uma joia ou outro mimo qualquer. Mas, entenda que tudo é substituível, logo você não deve se apegar demais aos objetos que representam a realização de seu esforço, pois eles podem ser tirados de você.
Além do que, nem o corpo você leva para o outro lado, se houver.
Todas as situações acima escritas, sobre as formas de apego, são reais e elas existem. A famosa frase: “Ninguém quer largar o osso”. É verdadeira e se aplica também ao apego. Esse apego que nos permeia, que nos cerca, que nos traz uma certa segurança pelos vínculos que criamos com as coisas apegadas, nos dá a sensação de proteção, mas, também nos aprisiona. Não seja prisioneiro de seus apegos. Não seja escravo de suas vontades.
Se desapegue, a vida é maior que seus laços, e certamente maior que suas vontades e quiçá seus sonhos.
Seja consciente e, acima de tudo, pense.
Muito obrigado.
Desculpe.
Gratidão.
Massako 🐢
