Esconder
Desta volúpia nascida de mim
Volúpia que foi semeada por ti
Não faço questão de esconder
Os desejos audazes estão aqui
Prontinhos para serem colhidos
Desejos doces e provocativos
Não temo de entregá-los
Inteiros para serem cometidos
Confio nos teus cuidados
Por tua mão escorregadia
Escrevo versos com cravo
Perfumo poemas com canela
Tempero poesias com pimenta
Também sei ser tua e Gabriela
Estou em plena sintonia
Como gaivotas no pleno revoar
Aprendi a desenhar no mar
Estou aqui para te acariciar
Trago dos teus olhos negros
O fruto dos nossos segredos
Trago sementes e lembranças
Com certeza as mais obscenas
Das ternuras entre as açucenas...
Não tenho
nada o quê
esconder
de você e nem
de ninguém,
Que eu quero
ser a poetisa
pioneira a colocar
os pés na Lua,
Embora em
sonho já
tivesse ido,
Porque lá
é a residência
dos poetas
que vivem
no mundo
em resistência;
De carro
cor de Capella
e com uma
rosa amarela
na boca,
Você virá
me buscar
de surpresa
como uma
das novelas de Gabo.
Mesmo quando passar a pandemia continuarei usando máscara para esconder o meu sorriso sarcástico dirigido a algumas pessoas.
Não temos como esconder uma alegria, e nem como disfarçar uma tristeza. Mas sejamos francos. Pra que tanta tristeza, e qual a razão de pouca alegria...(Patife)
Existem coisas que só dão certo se você esconder. Porém, há coisas que, se não forem ditas, podem não se concretizar.
O seu olhar Parece me ter algo a dizer Porque disfarça, tenta esconder? O que eu já sei Olha pra mim Se entrega num sorriso feliz Compreendi que tudo em você Me faz tanto bem E essa razão Não faz sentido Se o coração descompassou E se transformou Em pleno amor... Coisa boa! Tem meu olhar O tempo inteiro ao seu dispor A te admirar, proteger... Viver pra você Quando você chegou Mudou a paisagem Algo se revelou No meio da viagem Que já tive você Num tempo de felicidade Eu senti ao te ver Amor com 1 Q de saudade.
Eu tentei esconder
Mas pelo jeito não consegui
Um olhar diz muito mais
Explica o que eu não posso dizer
Usei drogas
Corri pra me esconder, fui parar debaixo da ponte
suplicando, comida, moradia e conforto
me viciei nas drogas, só pra sair da realidade
usei crack, só pra não ver a vida
sai maluco tentando me encontrar
chorei muito, depois que soube que eu não poderia usar,
supliquei por ajuda, mas a porta fui o que encontrei
a ajuda eu tentei
passei fome, frio, cede. Me deram uma vela
e falaram que eu teria tudo que me falta
não acreditei
não faz sentido
uma vela para sustentar meu vicio? que me mata?
eu ouvi as vozes dizer: "você não presta, seu lixo
imundo! um drogado, viciado, isso não é gente é um monstro!"
e o meu vicio a aumentar!
então não sabendo por onde mais andar eu ascendi a vela e nela
eu pedi. "me de amor próprio, não quero depender de ninguém e de nada
não quero me martirizar por um amor que me jogou no lixo
nem tão pouco ficar preso a um sentimento que não tem sentido"
o amor próprio me dominou e a força de realizar algo que sempre almejei me conquistou, hoje não me deito nas ruas, nem tão pouco uso drogas pra me destruir, irei construir meu castelo, na luta, na batalha e suor.
Desejo amor aqueles que estão nas ruas, chorando por comida; e peço a deus com essa vela iluminar o mundo de tanto ódio. (METAFORA)
