Escassez de Agua
POÇA D'ÁGUA
Umberto Sussela Filho
Olhe que coisa mais linda! Assim disse um homem a um amigo, observe! Que coisa mais linda!
E a continuar sua história retratava o momento em que um homem a seu lado admirava uma poça d'água, exatamente, uma poça d'água formada pelas chuvas antecedentes.
Este homem mudou-se para o sul, cansado e entristecido pela fome, pela morte e pela sede.
Escutei atentamente os detalhes sobre aquele momento, que aos olhos de muitos, seria apenas uma poça d'água.
Assim somos nós, caminhantes que procuram coisas insignificantes que ao longo da trajetória vão perdendo o valor de que nunca tiveram.
As coisas mais simples que nos trazem o significado de humanidade são perdidas e esquecidas por nós ao longo do caminho.
Quando crianças, todos nós nascemos e trazemos o sentido de humanidade presente em nossas vidas, o carinho, o afeto, o sorriso, a despreocupação com o futuro e com o contar do tempo, apenas a vontade de ser feliz.
Encaramos a vida enquanto crianças, de forma pura e simples, como deveria ser, com sentidos de humanidade. Mas ao despertar da razão, escolhemos outras prioridades, buscamos conquistas e bens para nutrir olhos alheios e esquecemos daquelas coisas tão simples, que nos fazem tão bem.
Assim são as poças d'água que nos trazem as chuvas, assim é o sorriso, o bem, o abraço, a felicidade de estar junto e apreciar tudo a seu tempo, sem relógio, sem valores, sem acúmulos.
A comparação da emoção daquele homem ao ver a água abundante sobre o chão, significa tudo aquilo que temos que perder para aprendermos a dar valor.
As coisas simples que temos são iguais a poças d'água que não apreciamos pelo caminho, quantos sorrisos, abraços, amigos, carinhos, conversas, foram deixados de lado, como poças d'água sem valor.
Mas para aquele homem que conviveu com a sede, com a fome, com a desesperança, a água empoçada representava a alegria e o agradecimento, que muitas vezes esquecemos e deixamos secar.
Que tudo aquilo que nos faz bem tragamos a gratidão e o apreço, que nossos maiores bens não sejam perdidos para depois serem apreciados.
Que tudo e todos que nos rodeiam ganhem atenção e cuidados, para que a estiagem não absorva o que tem valor, que não absorva o sentido de humanidade, porque só quem viveu e vive na estiagem do amor aos seus, sabe apreciar e dar valor a uma simples poça d'água.
Lembro-me de coisas que quase perdi,
Certa vez meu celular caiu num balde com água, entrei em pânico, foi quase...
Pensei numa forma de recupera-lo
E descobri, coloquei no arroz e depois de um tempo perfeito alí ele estava.
Havia um livro que amava muito e ainda não havia terminado,
Ele caiu na privada e fiquei apavorado, e mais rápido que pude tirei ele daquele buraco.
Com ele tive muito cuidado, botei pra secar no sol e ele ainda ficou inteiro, ele não era o mesmo, mas consegui lê-lo.
Dentre todas essas coisas, existe uma que não é objeto, muito mais precioso que todas elas, foi alguém que perdi, que como aquele livro não terminei de ler, sofri muito mais, ainda mais por não saber o que fazer, porque não tem circuitos, nem folhas molhadas, mas eu sei que foi quando quase perdi todas elas que meu cuidado se redobrou, nunca mais deixei perto de um balde,
Nem nunca mais da privada,
Talvez o que tinhamos não seja o mesmo como aquele livro, suas folhas ficaram onduladas, mas ainda sim seja possível viver até o final essa história, porque não esqueço cada verso que escreveste, nas folhas amareladas da minha memória.
Um copo de água, muitas das vezes sai bem mais barato que 1 Kg de ouro. Todos seres existentes do planeta terra precisa de água para sobrevivência - porém nem todos precizam de ouro, se colocado em uma balança 1 Kg de ouro e 1 L de água qual seria a escolha dos 7 bilhões de habitantes do planeta terra? Em pleno século XXI.
Em vez de deixar seu sonho ir de água abaixo, mande as pedras que estão no caminho, e siga em frente...
O brando é mais forte que o duro; a água, mais forte que a rocha; o amor, mais forte que a violência.
Voz nordestina!
Aqui o tempo é veloz
mas esse povo trabalha
mesmo sem água na foz
nem escorrendo na calha
com medo da seca feroz
o nordestino solta a voz
e ninguém mexe uma palha.
A cobiça, a inveja, a avareza são sentimentos tão fluídos quanto à água e penetrarão facilmente em sua mente se ela não estiver muito bem calafetada contra essas deformadoras da personalidade e, tenha certeza, causarão tantos estragos como a água da chuva infiltrada em telhados mal impermeabilizados! (Pedro Marcos)
Sem água!
No sertão de água escassa
o verde aqui quase não tem
a chuva é quem ameaça
passa perto mas não vem
mas a fé carrega a graça
sem ajuda de ninguém.
A brisa bate na água, vem como uma brisa fresca em meu rosto, onde dá um frescor que me alivia a alma.
Essa brisa é muito maravilhosa.
Me acalma em todos os sentidos.
Me faz pensar em coisas boas que me acontece no meu dia a dia.
Me faz ter pensamentos positivos e nunca desistir dos meus sonhos..
FILTROS DE BARRO
Em meu tempo de criança
Bebi água em filtro de barro
Gostava de ouvir seu lento gotejar
Demorava pingar a gotinha
Acho que queria nos dar seu melhor
Por isso demorava a filtrar
Coitado do filtro de barro
Foi descartado
Trocado
Já não cabe nas casas modernas
Pensando bem...
Hoje tudo parece descartável
Nada pode dar trabalho
Prefiro relacionamentos
Que sejam como filtros de barro.
GRACINHA
Eu sou aquela caixa d'água a tilintar dentro da noite veloz. Lá fora, o sereno caía vadio enquanto os rumores dos carros mexiam com as luzes dos postes. Tchiqui, tchiqui, tchiqui... Quase sempre, o ventilador ao pé da cama. A cama. A cama. Aquela cama... Na área, o churrasco embalava os nossos estômagos famintos. A fumaça passeava por todo espaço. Chegava na cama. A cama. Aquela cama... Ao meu lado direito, meu mano: pequeno, raquítico, olhos negros, cabelos lisos. No centro, a mana: covinhas amontoadas, coqueirinhos na cabeça, chorinho fácil a descolar na boca. Ao lado esquerdo: vovó. Vovó. GRACINHA. Corpo roliço, cabelo despreparado, pele macia e branca. Sua mão a "irribuçar" os netinhos com colcha vermelha. Sua mão a cantarolar no meu peito. Um dois três carneirinhos. O ronco, o sereno a cair, os rumos dos carros e eu-caixa d'água, eu-saudade, eu-vontade-de-voltar.
Que com o banho
A água que pelo seu corpo passa
Leve toda a sujeira para longe
Levando também a angústia e o medo
A raiva e a decepção
A falta de esperança e tudo de mal que esteja em seu coração
Um banho revigorante, reenergizante
Capaz que alterar toda e qualquer energia ruim
Te conduzindo a uma frequência elevada
E que nela você permaneça
E possa seguir feliz e em harmonia
Nesse mundo repleto de caos e melancolia
Mergulhe uma esponja seca em um recipiente com água, após fazeres isto, pegue em qualquer extremidade da esponja e verás água a cair sem precisar expremer a mesma. O mesmo acontece quando tu és Nascido de Novo e mergulhas na palavra misturada com fé, na medida que vais te enchendo da palavra, te encherás de Poder de Deus.E as coisas fluirão a seu favor..
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