Eros
"O meu coração esta cheio de veneno, somente isso pode explicar tamanha repulsa das ladies alvejadas por Eros na outra ponta da flecha que me atingiu. Eu fui amaldiçoado certamente por erros transcendentais por toda a eternidade. Será que existe algum bem que eu posso fazer para quebrar esse selo profano? Uma dor sempre é curada por uma ato iluminado, mas onde esta a minha luz? Será que os deuses ainda olham por mim ou apenas seguirei como uma alma desprovida de graça? O meu caminho é duro e nada o que eu faça me permite ser digno; Nem a promessa feita nesse meu atual receptáculo, a qual não me deixa abraçar a minha maldade ancestral... Que os deuses me perdoe e não permitam o despertar do monstro que adormece em mim."
Uma garota desfocada por um olhar desapercebido e inocente na vivência do momento
presente, o atentar a natureza perfeita em sincronia de um aquietar reflexivo e consciente
pensamento a respeito da vivencia e a experiência do amor não condicionado a nada, eis
então a existência incompleta de tal moça, seus detalhes, sua vestimenta, seus cabelos,
suas curvas, seus lábios e sua voz, desconhecidas, apenas pequenos fleches de características
marcantes e memoráveis. Lhe tira a vida o som dos passos em direção ao desencontro,
e ruídos de vozes hipócritas desenhando as palavras nos olhos de quem as dá ouvido
afim de apresentar opiniões preconcebidas e preconceituosas em função daquela garota,
antes desfocada, agora inexistente e deixada sozinha no mar do inconsciente inacessível.
Olhares distantes e sinceros, vem subindo num caminhar largado e confiante de um cara
que, aparentemente agrada os olhos de quem sabe a beleza natural e humilde da natureza
masculina humana, barba, cabelo, olhos claros e uma descida, uma silhueta com curvas leves
e suaves de uma delicada moça, cabelos pretos, tais como os olhos, que balançam como
resultado do caminhar descomprometido. Olhos que se encontram por um segundo apenas,
não há palavras ou ruídos, há apenas olhares, que gritam de desejo um pelo outro, pela
eternidade daquele momento. Então o fim lhes chega, novos ruídos e novos desencontros,
antes ela, agora ele, inexistente nos sentidos, mas existente na memória de um olhar
interessado de uma moça, pouco desejada em função da sua física coloração dominante,
ocasionada pela triste e história de pessoas como tal, talvez desejada por aquele que
agora inexiste.
O som das bolas de uma sinuca descomprometida, aquela mulata pulou sobre a piscina da
inexistência e mergulhou na memória de quem um dia lhe dará vida com apenas um olhar,
para então serem amantes simultâneos e desfrutarem da vivencia do tão aclamado Eros.
Antes escrava, agora princesa, antes rejeitada, agora desejada, antes feia, agora mulata,
antes ela, agora nós.
Aurora
O tempo não passou
A vida não parou
Um vórtice vertiginoso
Na vida um momento
Moléculas,partículas,fragmentos
Quatro ventos que eros soprou
Na direção do teu corpo
Solenemente no cortejo
Em que os anjos em coro
Se libavam
Suas belas formas formaram
A formação do amanhecer que
Um dia tem de belo pra oferecer
O amor: Misterioso como o universo a ser desvendado, belo como uma noite de sonhos bons, as vezes triste como uma manhã de domingo em um dia de luto. E sincero como o de uma mãe. O amor é pra ser amado, ele que é Ágape, Eros e Filia.
Tamen seja tarde, será praxe a voz sonante de um amor, será rotina a reciprocidade e aparecerá alguém que me ajudará adornar essa doxa.
Desejos tolos
O amor hoje em dia é um desejo
Amamos o que desejamos e desejamos o que não temos
Isso é engraçado, somos ensinados mais a desejar, do que amar o que já temos
Amamos na falta, em desejo
Ao invés de na presença em alegria
Na presença, no encontro, na posse e no carinho
Por que não desse jeitinho?
Cada nova relação tem que ter um enorme cuidado, realmente conhecemos o parceiro do outro lado?
Eu digo que não, já olhou seu coração?
Despedaçado!
Mais uma vez em um amor raso, que você entregou tudo o que tinha e novamente, tá acabado
Será que você perdeu o juízo?
Tendo acreditado mais uma vez que isso ia ser possível
E esqueceu que é assim, você é besta achando que isso não ia ter fim
Porque aqui é vida real!
Não é um filme, um conto de fada, então para de esperar, pela sua “encantada”
Mas vida que segue, segue o rumo dessa estrada
Da próxima vez você sabe e não vai esperar nada de ninguém
Vai lembrar que o amor primeiro vem por você
Até achar a pessoa certa, temos muito a aprender.
ERRAR É HUMANO
Profª Lourdes Duarte
Errar é característica especialmente humana. Somos nós que, além de simplesmente estarmos vivos, pensamos, arriscamos, confundimos, duvidamos, tememos, damos passos em falso e, caímos e levantamos.
Sem dúvida que errar não é fundamental na nossa vida apesar de que erramos muito. Contudo, ninguém alcança os seus objetivos e chega ao sucesso tão almejado sem passar por eles, assim como, sem passar pelos fracassos e os erros não atingiremos nossos objetivos pois com eles aprendemos mais e nos fortalecemos mais.
Devemos aprender com os erros dos outros e muito mais com os nossos. Persistir no erro é burrice, jamais sabedoria!
E depois de muito tempo, por fim percebia-se que dentro daquelas circunstâncias, uma força maior regia. Eu, sendo apenas eu e, você, roxo de tentar, não se atentou e junto a mim escreveu tua história. Ainda ali pensei comigo nas razões de ter chegado naquele lugar e foi quando uma voz me veio à mente: almas mortais, apresento-lhes um novo ciclo de vida.
Sua decepção foi simplesmente uma expectativa muito grande de algo que certamente estava fora de seu alcance, devido a uma projeção da qual ele mesmo havia criado. Mas sem se culpar, pois não se flerta com deuses. Todos sabem disso. O tiro saiu pela culatra. O que já era de se esperar. Mas não se engane. Quando um corpo entra no mar, o mar também experiencia o corpo.
Dormindo -
A escuridão de uma longa estrada
Onde apenas o eco do bater das asas de Um louva-a-deus me acompanha
A lua se arroja pelas nuvens e manda um sinal
Quando, assim,
Numa sucção em vórtex
Ao ritmo de Chopin
Eu voltava a realidade;
Acordado -
O reflexo do sol sobre a água atrai minha atenção
Me disparo
E mergulho até o fundo do mar
Direto nos seus lábios,
Onde me encontro com a paz
Suave entre brumas ela surge, e seu sorriso ilumina.
Mas hoje o desejo, antes imaculado, adentra ao mundo ordiário com olhos insanos, hesitando lubricidade na calada da noite.
A lascívia no veludo de seus lábios seduzem à cada toque na taça do vinho, a cada mordida, a cada beijo.
Embriagada em seu perfume a mente já não mais condena mãos que deslizam pelas curvas do seu corpo, tão naturalmente intensas, marcando a pele como igual àqueles que Dante cruzou em sua jornada, condenados pela luxúria.
Corpos embevecidos numa cornucópia de paixão, elevados tão altivamente que a luneta do timoneiro avista apenas duas chamas nos céus, cingidas em laço por Eros até que a aurora desperte tal devaneio onírico.
Paixão é um instante: é um estalo de luz que desabrocha no coração a partir dos entre olhares. É o oceano que transborda a terra em instante de dilúvio emocional.
É uma maravilha!
Tudo brilha em cores quentes e o que importa é manter este
carnaval que bate no peito provocando suspiros rítmicos em
samba!
Ah! Minha bela amada. Como desejo consumir este raro Eros que ainda guardo no coração; mas o bloco dos iludidos já se foi, e encontraram, os iludidos, outros amores; Mas ainda continuo aqui.
Silenciosamente absorto em metafísica continuo aqui.
Fevereiro passou; e ainda continuo aqui.
Devaneio à meia-luz ao materializar sentimentos em palavras, e sem querer faço alquimia ao dissolve-las em seu balsamo impregnado nas minhas reminiscências.
Seguramente faço contrassenso ao entrelaçar palavras vis com sentimentos sublimes, logo reativamente as cores quentes congelam ao mesmo tempo que as neutras degelam.
Ainda que sem tempero ou sabor meu tamborim ecoa a ti, ainda que em vão.
Errar nao é errado, é apenas caminhar por caminhos diferentes. Viver é amar os erros e é por isso que a palavra eros se esconde dentro dos erros.
Entre a primeira vidência
Vejo ti longínquo em teus sonos
Olhos cerrados, coração á mil
Vindo de tal conexão virtual
Ainda mesmo sinto sua energia
Sua energia em vida
Longe e perto
Uma briga de ponderação
Desrregulou minha consistência...
Indagavel não mais
Uma das poucas verdades universais
É o encontro com o amor
Subtamente já me vejo rendido
Uma esperança doce
Que parece não ponderar
Sem medo de de machucar
Der o que vai dar
Subitamente surgi certezas diante de mim
Confiante ao me entregar
Ao te entregar
A junção de Eros e Ágape
E todas as outras coisas ainda não rotuladas
Reformularam meu I.D de esperança
Sem mais medo
Para á ultima das últimas danças
Tomarei a ti em leves passos; dança
A cada movimento um cheque-mate
Mais uma peça para nossa comunhão
O xadrez das verdades secretas
A valsa dos extasiados
Vivendo por danças profundas
Até a última dança que entoará seus póstumos, o último suspiro de quem vive
E viverá
No eterno sentido que é amar
- N.O, W
23:37hrs, 23 de Novembro de 2021
A gente deveria ser antes velho e depois novo.
Sábias palavras do meu avô Antonio Perez, repetidas tantas vezes que eu jamais esqueci.
Uma das raras vantagens de envelhecer é que o conjunto das experiências pelas quais passamos pode ajudar a não cometer alguns erros e para que não repitamos os velhos. Erros, que podem variar de simples enganos até os monumentais, que comprometem toda uma vida ou deixam sequelas irreparáveis.
A observação atenta, que só a experiência dá, pode fazer com que algumas vezes, em vez de aprendermos como os nossos erros nós os evitemos vendo os erros dos outros.
E se a nossa imaturidade não nos permitiu isso, é bom que alertemos os mais jovens, ainda que na maioria das vezes ninguém bata com a cabeça dos outros.
Estava prestes a escrever sobre a vida real e paixões intensas,
com a inspiração perfeita fluindo.
Mas então, senti o Cupido, brincando com meus versos, e acertando sua flecha em meu coração.
Eu, que escrevia um pouco de tudo, fui atingido com sentimentos.
Me vi nu, vestindo com eros, toda a emoção
Senti ali o amor nascendo, sou agora seu criado,
Oh! Cupido, me rendo em êxtase e sublimação!
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