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Erasmo de Rotterdam Elogio da Loucura

Cerca de 150207 frases e pensamentos: Erasmo de Rotterdam Elogio da Loucura

Por que estás assim,
violeta? Que borboleta
morreu no jardim?

A honestidade é uma cor delicada, que teme o ar.

Há homens para nada, muitos para pouco, alguns para muito, nenhum para tudo.

Há tantos vícios com origem naquilo que não estimamos o suficiente em nós, como no que estimamos mais.

A imperfeição é a causa necessária da variedade nos indivíduos da mesma espécie. O perfeito é sempre idêntico e não admite diferenças por excesso ou por defeito.

Pensar só em si e no presente é uma fonte de erro em política.

Quando a consciência nos acusa, o interesse ordinariamente nos defende.

A estirpe herda-se e a virtude conquista-se; e a virtude vale por si só o que a estirpe não vale.

A força dos governos é inversamente proporcional ao peso dos impostos.

Existem a beleza que excita, a que comove e a que satisfaz: a melhor é a última.

Uma grande reputação é talvez mais incômoda que a insignificância pessoal.

Nas desventuras comuns, reconciliam-se os ânimos e travam-se amizades.

O nosso amor-próprio é muitas vezes contrário aos nossos interesses.

Os grandes, os ricos e os sábios sorriem-se: os pequenos, os pobres e os néscios dão gargalhadas.

A honra quer dizer o preconceito de cada pessoa e de cada condição.

Todos se queixam, uns dos males que padecem, outros da insuficiência, incerteza, ou limitação dos bens de que gozam.

A dialética do interesse é quase sempre mais poderosa que a da razão e consciência.

Os que não sabem aproveitar o tempo dissipam o seu, e fazem perder o alheio.

Na admissão de uma opinião ou doutrina, os homens consultam primeiramente o seu interesse, e depois a razão ou a justiça, se lhes sobeja tempo.

Os moços de juízo honram-se em parecer velhos, mas os velhos sem juízo procuram figurar como moços.