Erasmo de Rotterdam Elogio da Loucura

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Neblina? ou vidraça
que o quente alento da gente,
que olha a rua, embaça?

Um homem que acaba de arranjar um emprego já não faz uso do espírito e da razão para regrar a sua conduta e as suas atitudes perante os outros: toma de empréstimo a regra do seu posto e da sua situação; donde o esquecimento, a altivez, a arrogância, a dureza e a ingratidão.

A luxúria é como a avareza: quantos mais tesouros tem, mais sôfrega se torna.

Perdoamos tudo a nós próprios e nada aos outros.

Não falar para o seu século é falar com surdos.

Embora possamos ser sábios do saber alheio, sensatos só poderíamos sê-lo graças à nossa própria sensatez.

Caso não ponha fim à guerra, esta não será uma vitória.

A vida tem uma só entrada: a saída é por cem portas.

Não há livro tão mau que não tenha algo de bom.

Ninguém se conhece tão bem como aquele que mais desconfia de si próprio.

As obras de caridade que se praticam com tibieza e como que a medo, nenhum mérito, nem valor têm.

A verdade literária nunca poderá ser a verdade da natureza.

Por que estás assim,
violeta? Que borboleta
morreu no jardim?

A honestidade é uma cor delicada, que teme o ar.

Só se pode conversar duas horas com uma mulher quando se lhe diz sempre a mesma coisa.

Quando se corre atrás do espírito, apanha-se a tolice.

Os conselhos dos moços derivam das suas ilusões, os dos velhos, dos seus desenganos.

Asa quebrada
da triste gaivota
sonho de voar!

O verdadeiro amor só conhece a igualdade.

Ninguém se pode gabar de nunca haver sido desprezado.