Erasmo de Rotterdam Elogio da Loucura
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Os abusos, como os dentes, nunca se arrancam sem dores.
A honra quer dizer o preconceito de cada pessoa e de cada condição.
Existem a beleza que excita, a que comove e a que satisfaz: a melhor é a última.
O erro máximo dos filósofos foi pretender sempre que os povos filosofassem.
Tudo o que não é paixão tem um fundo de aborrecimento.
O que vulgarmente faz que um pensamento seja grande é dizer-se uma coisa que nos conduz a muitas outras.
Nas mulheres, a resolução é difícil, a execução é fácil.
O dever dos juízes é fazer justiça; a sua profissão, a de deferi-la. Alguns conhecem o próprio dever e exercem a profissão.
O nascer não se escolhe e não é culpa nascer do ruim, e sim imitá-lo; e é culpa maior nascer do bom e não imitá-lo.
Ninguém é mais adulado que os tiranos: o medo faz mais lisonjeiros que o amor.
Na admissão de uma opinião ou doutrina, os homens consultam primeiramente o seu interesse, e depois a razão ou a justiça, se lhes sobeja tempo.
Os moços de juízo honram-se em parecer velhos, mas os velhos sem juízo procuram figurar como moços.
Todos se queixam, uns dos males que padecem, outros da insuficiência, incerteza, ou limitação dos bens de que gozam.
A dialética do interesse é quase sempre mais poderosa que a da razão e consciência.
O nosso amor-próprio é muitas vezes contrário aos nossos interesses.
De todos os sentimentos, o mais difícil de simular é o orgulho.
O desejo de igualdade levado ao extremo acaba no despotismo de uma única pessoa.
Só o silêncio é grande, tudo o mais é fraqueza.
Ser-se livre não é nada fazer, é ser-se o único árbitro daquilo que se faz ou daquilo que se não faz.
Um político de gênio, quando se encontra à frente dos negócios públicos, deve trabalhar para não se tornar indispensável.