Erasmo de Rotterdam Elogio da Loucura

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Os que têm tentado reformar os costumes do mundo, no meu tempo, com opiniões novas, reformam os vícios da aparência; quanto aos da essência, deixam-nos intactos, quando não os aumentam.

É falso que a igualdade seja uma lei da natureza. A natureza não faz nada igual; a sua lei soberana é a subordinação e a dependência.

Aqueles que nós definimos como os nossos dias mais belos não são mais do que um brilhante relâmpago numa noite de tempestade.

O homem sem paciência é como uma lamparina sem óleo.

Não sejamos tão exigentes: quanto mais transigentes, mais hábeis.

O que ganhamos em autoridade, perdemos em liberdade.

Os homens têm grandes pretensões e projectos pequenos.

Por mim, teria evitado casar até mesmo com a sabedoria, caso ela me quisesse.

Num Estado, isto é, numa sociedade onde há leis, a liberdade só pode consistir em poder fazer-se o que se deve querer e em não estar obrigado a fazer o que não se deve querer.

A diligência é a mãe da boa sorte.

A poesia é a linguagem natural de todos os cultos.

O avarento mais preferiria que o sol fosse de ouro para o cunhar, do que ter luz para ver e viver.

O deleite imaginado é muito maior que o gozado, embora nos verdadeiros gostos deva ser o contrário.

O pensamento da morte engana-nos, pois faz-nos esquecer de viver.

Pouco dizemos quando o interesse ou a vaidade não nos faz falar.

É mais fácil refutar erros que descobrir verdades.

A sabedoria é geralmente reputada como pobre, porque não se podem ver os seus tesouros.

Todos reclamam reformas, mas ninguém se quer reformar.

Os acontecimentos políticos humilham e desabonam mais a sabedoria humana que quaisquer outros eventos deste mundo.

O homem que despreza a opinião pública é muito tolo ou muito sábio.