Era
"Tinha suspirado
Tinha beijado o papel devotamente
Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas
sentimentalidades
E o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que
saía
delas
Como um corpo ressequido que se estira num banho
lépido
Sentia um acréscimo de estima por si mesma
E parecia-lhe que entrava enfim uma existência
superiormente interessante
Onde cada hora tinha o seu intuito diferente
Cada passo conduzia um êxtase
E a alma se cobria de um luxo radioso de sensações."
"Não sei mais comparar o que sou ao que eu era, a distância entre o que eu era e o que sou se tornou muito grande e não lembro mais".
Eu fui crescendo e os sentimentos
diminuindo. Antes era tão fácil dizer 'eu te
amo'. Era tão fácil encontrar alguém para
amar.
O Bosque
Tempos atrás, eu era vizinho de um médico, cujo "hobby" era plantar árvores no enorme quintal de sua casa. Às vezes, observava da minha janela o seu esforço para plantar árvores e mais árvores, todos os dias. O que mais chamava a atenção, entretanto, era o fato de que ele jamais regava as mudas que plantava. Passei a notar, depois de algum tempo, que suas árvores estavam demorando muito para crescer. Certo dia, resolvi então aproximar-me do médico e perguntei se ele não tinha receio de que as árvores não crescessem, pois percebia que ele nunca as regava. Foi quando, com um ar orgulhoso, ele me descreveu sua fantástica teoria.
Disse-me que, se regasse suas plantas, as raízes se acomodariam na superfície e ficariam sempre esperando pela água mais fácil, vinda de cima. Como ele não as regava, as árvores demorariam mais para crescer, mas suas raízes tenderiam a migrar para o fundo, em busca da água e das várias fontes nutrientes encontradas nas camadas mais inferiores do solo.
Essa foi a única conversa que tive com aquele meu vizinho.
Logo depois, fui morar em outro país, e nunca mais o encontrei.
Vários anos depois, ao retornar do exterior fui dar uma olhada na minha antiga residência. Ao aproximar-me, notei um bosque que não havia antes. Meu antigo vizinho havia realizado seu sonho!
O curioso é que aquele era um dia de um vento muito forte e gelado, em que as árvores da rua estavam arqueadas, como se não estivessem resistindo ao rigor do inverno.
Entretanto, ao aproximar-me do quintal do médico, notei como estavam sólidas as suas árvores, praticamente não se moviam, resistindo implacavelmente àquela ventania toda. Efeito curioso, pensei eu...As adversidades pela qual aquelas árvores tinham passado, tendo sido privadas de água, pareciam tê-las beneficiado de um modo que o conforto do tratamento mais fácil jamais conseguiria.
Todas as noites, antes de ir me deitar, dou sempre uma olhada em meus filhos. Debruço-me sobre suas camas e observo como têm crescido. Freqüentemente, oro por eles. Na maioria das vezes, peço para que suas vidas sejam fáceis:
"Meu Deus, livre meus filhos de todas as
dificuldades e agressões desse mundo"...
Tenho pensado, entretanto, que talvez
seja hora de alterar minhas orações.
Essa mudança tem a ver com o fato de que é inevitável que os ventos gelados e fortes nos atinjam e aos nossos filhos.
Sei que eles encontrarão inúmeros problemas e que, portanto, minhas orações para que as dificuldades não ocorram, têm sido ingênuas demais.
Sempre haverá uma tempestade, ocorrendo em algum lugar.
Portanto, pretendo mudar minhas orações.
Farei isso porque, quer nós queiramos ou não, a vida não é muito fácil. Ao contrário do que tenho feito, passarei a orar para que meus filhos cresçam com raízes profundas, de tal forma que possam retirar energia das melhores fontes, das mais divinas,
que se encontram nos locais mais remotos.
Oramos demais para termos facilidades, mas na verdade o que precisamos fazer é pedir para desenvolver raízes fortes e profundas, de tal modo que quando as tempestades chegarem
e os ventos gelados soprarem, resistiremos bravamente,
ao invés de sermos subjugados e varridos para longe.
Era uma vibe boa ficar comendo pizza e brigadeiro, ouvindo músicas ou assistindo um programa qualquer, no sofá ou na cama, sem gastar calorias. Mas, por mais que pareça um programa perfeito para passar com alguém, era monótono e cansativo, dava sono. Não havia amor.
E lembro-me de quando o conheci, foi-me tão claro que ele era o único para mim.
Ambos de nós soubemos, de imediato.
E, com o passar dos anos, as coisas tornaram-se mais difíceis, fomos confrontados com mais desafios
Eu o implorei que ficasse
Tentasse lembrar-se do que tínhamos no princípio
Ele era carismático, magnético, eléctrico, e todo mundo sabia disso
Quando ele caminhava
A cabeça de cada mulher se virava, todos se levantavam para falar com ele
Ele era como este híbrido, esta mescla de um homem que não conseguia se conter
Eu sempre tive a sensação de que ele se tornou dividido
Entre ser uma pessoa boa e perder todas as oportunidades que a vida poderia
Oferecer a um homem tão magnífico como ele
E dessa forma, eu o compreendi
E eu o amava
Eu o amava, eu o amava, eu o amava
E eu ainda o amo
Eu o amo
Eu acho que amo você, mas não quero dizer, queria mesmo era ter a chance de te mostrar o meu amor, de te fazer feliz.
e foi no caminho de volta para casa, sem você
que eu percebi que aquele já não era mais o nosso caminho.
Ela me disse que era menina, então, virei a cabeça para o lado e chorei. "Tudo bem", eu disse. "Fico contente que seja uma menina. E espero que ela seja uma tola. Essa é a melhor coisa que uma garota pode ser neste mundo, uma linda tolinha".
A cada tecla que um piano tocava, era como se a vida fosse refletida através de um espelho belo e robusto, com sentimentos a cada partitura da música tocada do jeito que é o pianista se via, seja com amor, ódio, sofrimento, solidão, punição ou todos eles juntos ou dois de cada mas, aquele som que era exposto através dos meus ouvidos me diziam exatamente o que ele se passava, a música tocada por cada pianista são como as pessoas cada um com um sentimento diferente para mostrar, uns queriam que aquele som passasse de coração em coração, ou que vissem seu sofrimento, eles querem que ressoe tudo aquilo que eles têm, nunca imaginei um pianista com depressão mas, quem poderia imaginar que ele tocaria as melhores músicas e que chegaria até min com suas belas cores, como uma paleta de 24 cores, que eu iria me indentificar com aquele belo e lindo som de cada partitura, de cada música o mundo é realmente cheio de surpresas...
Eu era o tipo de garota,
que me fazia vítima da vida.
Agora sou o tipo de garota,
que fez a vida de vítima.
Casar, para ela, não era negócio de paixão, nem se inseria no sentimento ou nos sentidos; era uma ideia, uma pura ideia. Aquela sua inteligência rudimentar tinha separado da ideia de casar o amor, o prazer dos sentidos, uma tal ou qual liberdade, a maternidade, até o noivo. Desde menina, ouvia a mamãe dizer: "Aprenda a fazer isso, porque quando você se casar"... ou senão: "Você precisa aprender a pregar botões, porque quando você se casar..."
A todo instante e a toda hora, lá vinha aquele -- "porque, quando você se casar..." -- e a menina foi se convencendo de que toda a existência só tendia para o casamento. A instrução, as satisfações íntimas, a alegria, tudo isso era inútil; a vida se resumia numa coisa: casar.
De resto, não era só dentro de sua família que ela encontrava aquela preocupação. No colégio, na rua, em casa das famílias conhecidas, só se falava em casar. "Sabe, Dona Maricota, a Lili casou-se, não fez grande negócio, pois parece que o noivo não é lá grande coisa"; ou então: "A Zezé está doida para arranjar casamento, mas é tão feia, meu Deus!..."
A vida, o mundo, a variedade intensa dos sentimentos, das ideias, o nosso próprio direito à felicidade, foram parecendo ninharias para aquele cerebrozinho; e, de tal forma casar-se se lhe representou coisa importante, uma espécie de dever, que não se casar, ficar solteira, "tia", parecia-lhe um crime, uma vergonha.
De natureza muito pobre, sem capacidade para sentir qualquer coisa profunda e intensamente, sem quantidade emocional para a paixão ou para um grande afeto, na sua inteligência a ideia de "casar-se" incrustou-se teimosamente como uma obsessão.
Cantar, só, não fazia mal, não era pecado. As estradas cantam. E ele achava muitas coisas bonitas, e tudo era mesmo bonito, como são todas as coisas, nos caminhos do sertão.
(A hora e a vez de Augusto Matraga)
Descobri que era felicidade quando me tornei o domingo de alguém, e não o sábado à noite. Eu descobri o que era gostar quando abrir mão de algumas coisas e percebi que não me fariam falta se você estivesse comigo. Soube que estava apaixonada quando em um sábado a noite eu queria você comigo ao invés de sair e curtir. Soube que deveria me entregar a você quando te fiz presente em minhas orações diárias. Eu soube que era amor quando toda vez que eu rezava vinha a vontade de pedir para Deus que os anjos te protegesse e que ele intercedesse por você. Eu descobri que não tinha mas como voltar atrás desse sentimento louco quando todas vezes que eu te olhava eu me apaixonava de uma forma diferente.
Há uma parte de mim que vai ser apaixonada por você pelo resto da minha vida, que por mais que corremos o risco de separação, eu sempre vou te olhar com um olhar carregado de amor.
Descobri que distância não iria nos atrapalhar, quando quis que você realizasse o teu sonho muito mais do que eu quero realizar os meus... Que a distância não consegue separar a união de duas almas conectadas.
Eu nunca fui de me apaixonar assim, de cair de amores e me entregar, mas com você foi diferente. Nunca pensei que seria capaz de amar assim, o meu coração é seu. Você pode estar distante de mim, só nunca da minha mente. Sabe quando sentimos que encontramos a pessoa certa? Pois é, eu me sinto assim com você. Agradeço todos os dias por você ter entrado na minha vida, e por esse breve tempo que está aqui, ter me proporcionado momentos e felicidades que sempre estarão marcados em mim.
Que nossa relação seja como as flores e viva conforme as estações.
