Era
Eu quando era mais jovem, dizia: “Quando eu for mãe, eu vou fazer diferente, vou ser a melhor mãe do mundo”, mas depois você descobre que não é nada disso, que mãe é tudo igual, e filho é tudo igual também. A gente espera nove meses pra nascer, sofre e, quando nasce, só falta dar na cara da gente!
(...) Não ler, pensei, era como fechar os olhos, fechar os ouvidos, perder sentidos. As pessoas que não liam não tinham sentidos. Andavam como sem ver, sem ouvir, sem falar. Não sabiam sequer o sabor das batatas. Só os livros explicavam tudo. As pessoas que não leem apagam-se do mapa de Deus.
"Na era tecnológica o mundo se transforma rapidamente, como a velocidade da luz, já a educação caminha a passos lentos."
O que o desespero fez comigo? Eu era uma pessoa tão liberta para pensar e tão cheia de ideias. Na verdade, sempre tive minhas feridas da vida as quais de vez em quando me atordoavam, mas a partir de quando o desespero entrou nesse tão enorme sentimento dentro de mim, comecei a fazer coisas absurdas contra os meus princípios e nada mais fluía como antes. Por trás de uma alegria fingida, engoli muita coisa em busca de respostas e tentava por diversos dribles agradar alguém insistentemente. Poderia ser tudo tranquilo, eu poderia não ter chegado a esse estado, eu poderia ser alimentado desde o começo, poderia brotar os melhores frutos por ser tão feliz, mas minha cabeça já não era mais a mesma e eu estava perdendo o controle de tudo, até do meu amor próprio por conta de coisas que começaram acontecer me deixando imperceptivelmente atormentado cada vez mais.
Eu sinto tanta falta da minha infância; tempo bom que não volta mais! Era tudo tão simples, a vida não era tão complicada como atualmente. Vivia com um olhar de pureza, não conhecia a maldade do mundo. Era tudo tão tranquilo; não podia imaginar que um dia seria tão trágico, cheio de sofrimento, desamor e inveja. Queria que o mundo de hoje; fosse repleto de sentimentos bons; que não tivéssemos que viver mendigando paz!!!😳😣😕😷
O cara mais livre do mundo
O amor era amargo, mas não doía. Era saber que ele nunca ligaria, mas apareceria pra aguentar meu corpo cheio de cicatrizes e evitar comentários infelizes sobre o dia. Era nunca ter rancor, não carregar tijolos e não lutar contra o invisível. Ia além das portas de igreja, anéis de compromisso e dos sonhos de família, porque era presente, existia enquanto pulsava estrondoso na hora, não tinha pretensões. Não tinha escolha.
É por isso que hoje eu entendo que essa coisa – o amor, vai além das declarações e das flores em datas especiais. É compaixão e sinceridade. É querer sem possuir, e aceitar (com franqueza) quando alguém não está pronto.
Você era a sombra para minha luz
Você sentiu nossa conexão?
Um novo começo
Você desaparece
Com medo de que nosso objetivo esteja distante
Quer nos ver
Vivos
Onde você está agora?
Onde você está agora?
Onde você está agora?
Foi tudo minha fantasia?
Onde você está agora?
Você era apenas imaginário?
Onde você está agora?
(Faded)
Eu detestava pessoas tolas, que davam respostas superficiais, mas no fundo era uma pessoa saturada de tolices. Tinha muito que aprender para dar risada de mim mesmo. Tinha muito que aprender sobre a arte de desanuviar a cabeça, uma arte desconhecida no templo acadêmico.
A universidade que eu ajudei a promover formava alunos que não sabiam olhar para si mesmos, detectar sua estupidez, se soltar, chorar, amar, correr riscos, sair do cárcere da rotina e muito menos sonhar. Eu era o mais temido dos professores, uma máquina de criticar. Entulhava meus alunos de crítica e mais crítica social, mas jamais ensinara algum deles a curtir a vida. Claro! Ninguém pode dar o que não tem. A minha vida era uma droga.
Tinha orgulho da minha ética e honestidade, mas começava a descobrir que era antiético e desonesto comigo mesmo. Felizmente estava começando a aprender a expelir os ”demônios” que engessavam a minha mente e me transformavam num sujeito quase insuportável.
(Livro Vendedor de sonhos)
É quase noite.
É quase madrugada.
É quase dia.
No quase-quase,
O que se via, era quase nada.
Também podia.
Se a noite cansa,
E a madrugada enfada,
Certamente tudo, vira quase nada.
Se falta tempo, sobra uma vida inteira.
Se a vida é curta, ou passageira,
Melhor seria, que ao fim do dia,
Pode ser à noite,
A madrugada inteira,
Agradecer sem murmurar.
Em vez de praguejar, abençoar.
Fazer de conta,
Mentir pro sono.
Achar-se o dono.
Sorrir por dentro, sem se importar
Se a alguém por perto, pra questionar.
O que se faz em oculto,
Ou mesmo em público.
Não importa a razão.
Se faz consciente, mesmo sem gente.
Passa a ser importante, regozijante,
Vem do coração.
Preferir a noite e adiar o dia.
Não suportar o sono como companhia.
Estender razões pra encurtar pensamentos
E escutar a voz que vem lá de dentro.
Busca teu destino, como um bom menino.
Se achar que deve, e ao soar do sino,
Sobe em teus sapatos, calça teu caráter.
Vai na fé constante, passa adiante.
Esquece da hora e lembra dos motivos.
Seja só um pouco, mais compreensivo.
Era só uma noite,
Era só uma madrugada.
Mais o dia veio.
E se tudo é nada,
Nada ainda é tudo,
Porque nesse nosso mundo,
Nada se acaba.
Sabe quando eu vi que era amor? Quando você estava triste, e automaticamente eu fiquei mal com isso. Foi quando me dei conta, que tudo estava fugindo do meu controle. Eu perdi o chão ao não ver seu sorriso, mas enxerguei tudo aquilo que você sempre tentou esconder. Uma menina frágil e cheia de medo. Cadê sua armadura? Cadê aquela mulher cheio de si? Estava ali, na minha frente, mostrando o quão era forte por suportar tudo aquilo sozinha. Chorei em silêncio por não poder fazer nada para mudar isso. Senti uma imensa vontade de te abraçar, e quem sabe, com sorte, conseguir transferir sua dor pra mim. Queria te guardar em uma caixinha longe de qualquer coisa que pudesse te ferir. Naquele momento, eu moveria céus e terra para tirar as lágrimas de seu rosto, mas não consegui fazer nada, não havia nada a ser feito. Eu chorei, chorei porque não existia mais nada no mundo que eu quisesse naquele momento, do que te ver feliz. E hoje me perguntaram qual o lugar que eu mais gosto no mundo. E sem qualquer dúvida a primeira coisa que veio na minha mente, foi o seu abraço. Ah… como eu amo a forma que você me abraça (Ainda que não fisicamente) parece que nossas almas conversam uma com a outra e que nossos corpos se transformam em um único ser. Esse momento, é aquele em que o tempo para, a vida congela, as guerras cessam e o amor transborda. E eu esqueço de tudo ao meu redor, e moro dentro do teu abraço. E nele eu me sinto segura, me sinto protegida, e posso ter a certeza que só você pode me proteger. Ah, não me solta não, deixa eu morar nele para sempre.
Fábula A Lebre e a Tartaruga
Era uma vez... uma lebre e uma tartaruga.
A lebre vivia caçoando da lerdeza da tartaruga.
Certa vez, a tartaruga já muito cansada por ser alvo de gozações, desafiou a lebre para uma corrida.
A lebre muito segura de si, aceitou prontamente.
Não perdendo tempo, a tartaruga pois-se a caminhar, com seus passinhos lentos, porém, firmes.
Logo a lebre ultrapassou a adversária, e vendo que ganharia fácil, parou e resolveu cochilar.
Quando acordou, não viu a tartaruga e começou a correr.
Já na reta final, viu finalmente a sua adversária cruzando a linha de chegada, toda sorridente
Moral da história: Devagar se vai ao longe.
A menina e o mundo
Era uma vez uma menina que virou mulher. Ela morava em um mundo. E um mundo morava nela. Tinha mais fases que a própria lua. E não brilhava tanto como o sol. Seus sonhos eram muitos, assim como estrelas. Ela queria fazer o bem, queria ser feliz e bonita. Muito bonita. Mais que bonita. Perfeita. Mas também queria ser feliz. E fazer o bem. Queria tudo ao mesmo tempo. Às vezes, quando sentia-se só, ouvia demais, pensava demais e enjoava. Enjoava disso tudo. Enjoava-se do mundo e seu mundo enjoava dela. Ambos insatisfeitos.
Ela era diferente, mas não única. Seu maior problema era falta de atenção. Não compreendia e logo sentia inveja: a lua era menos complicada e o sol era um astro. Ela nunca chegaria a seus pés, mas talvez pudesse acostumar-se com a ideia. Não queria nadar em dólares, mas queria estar rodeada de pessoas. Pessoas intensas e interessantes. Muitas pessoas. Em uma só. Muitas vezes, chateava-se, pensando o quão vazia seria, ou o quão vazia a viam. Ela então, abandonou seus calçados e foi andar descalça pelo mundo, para sentir as energias que o chão do mundo transmite. Novamente, pegou-se com inveja. Desta vez do mundo. Ela que se importa com o que ele transmite, gostaria também que fosse assim consigo. Que aparecesse alguém, de preferência um estranho, que se interessasse sobre as energias que ela transmite, com um toque ou um olhar.
Continuou a andar e deu-se conta de que segurava uma florzinha entre seus dedos. E que também tinha beijado suas delicadas e frágeis pétalas. De novo, inveja. Era um de seus sonhos, ser encontrada e beijada com tanta ternura. Sentir amor, mesmo de um estranho. Que na verdade, não seria um estranho. Seria de alguém que ama. E quem ama, nunca é estranho. A menina que andava descalça pelo mundo para achar respostas, finalmente as encontrou. A lua que era linda e bem menos complicada que ela, por mais admirada que fosse, morava longe. O sol, o tão incrível astro que muitos idolatram, também vivia longe. Foi então que percebeu, que mesmo não sendo tão amada e tão famosa, ela era livre e podia ficar perto de quem quisesse. E que talvez um dia, fosse minimamente conhecida. Por ser a estranha que ama as coisas, que enxerga as almas e que toca o coração. A estranha que livra-se de seus calçados e colore o mundo com o toque de seus pés. Que conversa com o tempo e chama o vento para que espalhe o amor por aí...
Um dia acreditei que vencer na vida era ter uma boa casa, boas roupas, um carro e algum dinheiro.
O tempo não para, a gente amadurece, passa a ver tudo diferente.
Hoje sei que vencer na vida é, sobretudo, estar em paz onde quer que a gente esteja.
Sempre me chocou quando eu percebi que não era a única pessoa no mundo que pensava e sentia essas coisas estranhas e terríveis.
Era quarta-feira, dia chuvoso e eu estava no trabalho.
Meu trabalho está cada dia mais desgastante e eu me vejo alternando entre idas ao fumódromo e a minha sala.
Enfim o horário de descanso, e mais uma vez sem apetite eu torno ao meu lugarzinho dos cigarros.
Acendo o primeiro, sento e começo a pensar.
Pra um homem confuso como eu, achar refúgio em pensamentos é extremamente difícil então tento aproveitar cada segundo pensante e mergulho no mais íntimo de mim, como se revivesse momentos passados e vivenciasse minha imaginação.
E, como já era de costume a alguns meses, você veio a minha mente, e a saudade apertou.
Lembrei de tudo o que passamos e dos nossos planos desengonçados e cheios de segundas intenções.
Acendo o segundo cigarro, e desta vez levanto, como se logo fosse sair dali.
Novamente volto aos pensamentos, e começa o desespero da ansiedade.
Minha mente embaralha em pensamentos pessimistas e de como daria errado quando te visse novamente.
Tento imaginar como estaria, se mudou o penteado, as roupas que usaria. Se seria como antes...
Tento escrever algo mas meu bloqueio mental causado pelo seu rosto pequeno e de pela suave não permite.
Olho o celular, penso em ligar, desisto.
E então volto a acender mais um, o último. Em sua homenagem.
Como se o câncer premeditado, ou os problemas causados pela nicotina anunciassem o fim da minha vida através de ti.
Hoje já não sou a mesma que era ontem, hoje sou uma versão melhorada de mim mesmo! Já refleti no que posso melhorar, e já estou trabalhando nisso. Esse é o foco!
Era uma turmalina negra, brilhante e envolvente, tão rara quanto um diamante, tão especial quanto um bolo de chocolate, porque chocolate é bom - no bolo melhor ainda. Então pensei o seguinte:
Posso pegar esta linda pedra e fazer um colar para dar a ela de presente, ou posso apenas atirar a pedra na janela, com a esperança de que ela saia para fora e eu possa chama-lá pra brincar.
Ontem eu disse ao presidente Obama que era claro que ele sabia que depois que a pasta de dentes sai do dentifrício ela, dificilmente, volta pra dentro do dentifrício, então, que a gente tinha de levar isso em conta. E ele me disse, me respondeu, que ele faria todo o esforço político para que essa pasta de dentes pelo menos não ficasse solta por aí e voltasse uma parte para dentro do dentifrício.
O que nos trouxe, nos levará
Na hora H ao Marco Zero
Mesmo lugar onde tudo era um beijo e o sapo era eu
Era a Bela e a Fera, a Princesa e o Plebeu
