Era
O medico e o escritor
Era uma vez, na perdida do tempo, se encontraram o médico e escritor.
E na lasca do destino sentaram-se juntos e formataram uma prosa.
E no dialogo, ao findar da noite, perguntaram-se:
– Me esqueci, o que você faz mesmo? O outro respondeu:
– Eu curo os defeitos do homem, sou médico.
– Você cura o quê?
– Os enfermos.
– Quais enfermos?
– Enfermos do corpo, os do espírito somente Deus cura. E você, o que faz?
– Eu escrevo o pensamento do espírito, a ilusão, palavras de sentimento, a percepção das pessoas perante a vida.
E o médico diagnosticou:
– Então, concluindo, somos todos enfermos! Eu vendo o diagnóstico e você atravessa com palavras de consolo.
– Não, doutor. Deus nos criou perfeitos, a concepção nos fez imperfeitos.
– Então, para ser medico também tem que ser escritor. O literato respondeu:
– Há várias formas de cura, a física e a espiritual.
– Então o que nos une no mais profundo?
– A dor é o que nos prende. Você, médico, acalma e silencia esta dor. O escritor roda no escrever sobre o caminho delineado do existir. De onde “derivou” a dor, as expressões enfermas, a “trajetória agonia” do quotidiano que gera toda a moléstia.
Livro Pó de Anjo
Autora: Rosana Fleury
“Compreendi finalmente qual era o significado de resiliência, assistindo diuturnamente meu pai que, vez ou outra, ensinava-me sem sequer saber que o fizera.”
Ela sabia o quanto era linda...
Ela sabia o quanto era especial..
A única coisa que ela não sabia e nem sequer suspeitava...
Era que ela se tornava cada vez mais bonita pelo bem que ela praticava...
Porque da sua alma brotavam flores...
De tanto amor que dela exalava...
Amadurecer.E saber que aquele grande gigante que se levantou em sua vida era apenas um anãozinho trapalhão querendo ser visto.
O seu sorriso era o mais belo dos quais eu já havia tirado de alguém, sua risada, respiração seu coração aquecia toda a minha alma mas não só naquele ponto, me aquecia inteira. Eu aprendi o que era o amor, ao teu lado, no aconchego dos teus abraços, que eram tão quentinhos, que eu poderia ficar lá para sempre , mas não fiquei, e como o amor sempre vem com uma certeza de dor, eu pela primeira vez experimentei a minha, eu quebrei. Mas ao teu lado também aprendi a sutil Resilincia, e então eu me levantei.
Ninguém disse que a vida seria fácil
Ninguém disse que era para ser perfeita
Tentamos todos os dias sermos melhores,
Mas melhores para o que?
Para quem?
Nem todos estão preparados para isso.
Então....
Seja uma pessoa melhor para você mesmo.
Seja gentil, doce e amorosa (o) com você mesmo.
O monstro
Em algumas noites ele se transformava
acho que era um tipo de monstro
vinha para o meu quarto
quando eu me dava conta lá estava
deitado na minha cama
me tocando em partes estranhas
nem papai nem mamãe me tocava assim
nem vovó nem vovô me acariciava assim
me dava nojo, me dava medo.
E quando eu tentava afastar
era pior pegava com força
e em meu ouvido sussurrava:
“__Continue dormindo...
__É só um sonho .... Shisshs
__Ninguém vai acreditar em você”
__Sou adulto e da familia, shishsss”
Se eu chorasse continuava:
__“Não chore, senão eu te machuco, shisshss
Quando ele cansava ia embora,
eu me sentia suja, culpada
Mas não fazia nada,
o medo me calava.
Durante o dia parecia um anjo
Será mesmo um pesadelo?
Devo contar para mamãe?
Ninguém vai acreditar em mim.
Acordei nesse novo dia não era um dia bonito estava nublado garoando , vento frio e mesmo assim não podia deixar de subir na colina e ver o rio a baixo , nesse dia não dava para ver nada a neblina cobria todo vale estava muito frio e não conseguir ver nada além de uma névoa sobre o parque os pássaros hoje não saíram para cantar tocar suas majestosas canções , o dia estava tão triste que apertou meu coração não conseguir ver as pessoas do outro lado da cerca no bosque colher suas flores , não tive como acenar minhas mãos para eles como de costume sentia que algo seria difícil naquele dia , estava estranho mais continuei com meu costumeiro dia dia . Voltei para casa onde fui colocar mais lenha no fogão onde pode colocar a famosa água do café , peguei tudo que precisava fui no quarto estava lá meu filho e minha esposa dormindo feito anjos , e que coisa mais estranha sentir aquele aperto novamente no peito a sensação de que algo poderia acontecer , me bateu uma imensa tristeza e vontade de chorar mais vem aquela velha história homem não chora balela história para boi , dormir me coloquei no cantinho da parede pertinho do fogão a lenha onde também me aquecia pois bem ali aconteceu o que não me esperava uma dor no peito que não suportava estava pesado e o clima nada favorável . O dia era triste mal consegui gritar o nome de minha amada uma dor insuportável que me levou a um novo obstáculo pode ver , alguém ali me amparando um homem de vestes branca me olhando fiquei surpreso era uma luz imensa que brilhava sobre mim no chão perto da cadeira , que coisa pensei que fosse besteira ! Mais não ele segurou em minhas mãos com um sorriso no rosto com certa alegria que jamais fosse vista por alguém. Fiquei surpreso com medo e confuso na verdade ele disse aqui começa uma nova fase , eu perguntei o que estava acontecendo ele disse o infarto que sofreu somente uma desculpa para deixar o mundo terreno tem que haver uma causa do desprendimento , ele disse como assim você deixou sua matéria , ou seja amigo sua hora chegou . Com certa ignorância eu respondi amigo nem sei quem é você nem sei nem o seu. Nome ele sorrindo disse me chamo Carlos Eduardo sou seu mentor espiritual , nesse momento me deram essa missão de poder ajudar nessa transição fiquei confuso disse posso ficar aqui até quando vamos esperar acalme , horas se passou e minha esposa me encontrou deitado perto do fogão a lenha e próximo a cadeira de costume onde ficava , se assustou veio correndo chorando disse o que aconteceu me chamou pelo. Nome não posso revelar como me chamo desculpe não poder dizer e nisso ela e meu filho chorando e gritando os vizinhos veio correndo a ajudar a minha esposa , e disse a ela ele se foi e que os anjos levem para um lugar onde merece um lugar de luz e paz , ela sorriu foi suave aquela fala pois com muita sabedoria ela disse amém , e foi até a porta e disse não seria diferente até os céus chora a sua partida o sol Alegre não veio visitar nesse dia esconde a sua tristeza em meio às nuvens que chora nesse dia a neblina que cobre o campo dever e o colorido das flores , que são molhadas como lágrimas pelo orvalho do tempo o dia não , está feliz mas creio que o céu está em festa por receber grande pessoa que era meu companheiro , e meu filho que é tão apegado não está em desespero isso me conforta pois ele sabe que tem , sim um grande homem como exemplo ,meu filho abraçou sua mãe e disse com lágrimas nos olhos mamãe hoje vamos despedir de um grande anjo pois o papai , sempre foi um grande exemplo para mim e para quem conheceu homem correto ,aqui hoje vamos chorar a saudade sabendo que plantou coisas boas para que nós mesmo acolhemos como sabedoria a humildade de meu pai para com o próximo e sua lealdade a sua família temos que só que agradecer e deixar ele partir em paz , ouvir meu filho dizer isso foi um alívio o meu tal mentor Carlos Eduardo disse tá vendo como foi seu plantio no coração não só de sua família mais como a do próximo , alegrece pois vamos partir em breve , tive meu último minuto de despedida olhei para todos a sorrir somente isso que conseguir um até breve ficou no ar somente o que pode falar , fui até minha esposa e meu filho que estavam abraçados e disse eu amo vocês o amor nos uniu e assim até esse momento de partida deixo vocês com muita alegria . E nisso fui caminhando em meio a luz com Carlos Eduardo , sentir me seguro e assim pode ir para o outro mundo e com muita alegria que venho dizer a vocês tudo isso e que em meio ao nada sempre pode haver um final feliz até mesmo em nossas partidas que sejam com suave e com alegria que sejamos lembrados por que. Todos com uma ela pessoa como um bom ser humano para que não sofremos em instantes algum fiquem com deus .
No começo tudo era um brinquedo, mas com o passar do tempo descobri um segredo.
Amar não é brinquedo, não se brinca com o coração pois quando o brinquedo quebra acaba a diversão.
Ai vem o sofrimento, a dor do esquecimento de amar e não ser amada, querer e não ser querida.
E ainda temos que ver no futuro uma esperança de que no presente tenhamos a lembrança de que um dia fomos amados.
Ao longo da história, o conhecimento ser ergue e cai, reflui e flui. O que antes era conhecido é esquecido novamente, perdido no tempo, às vezes durante séculos, apenas para ser redescoberto eras depois.
Era por isso que chamavam de tentação - ela nunca se apresentava como algo feio, morno ou inofensivo; não, vinha sob o disfarce de sentimentos gloriosos e uma sensação de total retidão, mesmo quando estava errado.
IMPOSTO EMBUTIDO NAS CALCINHAS
Juvenal era um cara que só trabalhava duro. O coitado tinha mulher, quatro filhos, um cachorro e um papagaio. O dinheiro não dava para nada. Para complicar tinha o raio do imposto no meio do caminho. Era como um pedregulho! Tomava o café da manhã já pagando imposto. Já não passava manteiga no pão. Pra quê? Vinha recheado de imposto!
Um dia a mulher falou:
- Preciso comprar umas calcinhas, as minhas estão puro trapos. Não dá para viver assim homem!
Ele respondeu:
- Mulher, calcinhas pra quê? Anda sem calcinhas! Andar sem elas não paga imposto, agora se você comprá-las elas virão etiquetadas com impostos, e você nem vai perceber. Não aguento mais pagar impostos. Comida tem imposto, diversão tem imposto, assistir televisão tem imposto... Para onde vai esse bendito imposto. Já sei. Vai para o Senhor Impostor! Ele deve ser o mais rico do mundo. O Senhor Impostor pega todos os impostos e ri da cara da gente! Ele come pão recheado de caviar.
E continuou o homem a falar:
- Já estou pensando até no imposto da funerária quando você morrer.
A mulher olhou espantada para o marido! Ela iria completar cinquenta anos, mas ainda era jovem e vistosa. Como pensar em morte? Gozava de boa saúde. O raio de homem! Estava doido! Só porque precisava de umas míseras calcinhas?
Pensou:
Juvenal está ficando maluco! Ou quer que eu morra. Vou ter que andar sem calcinhas só para economizar impostos para pagar o meu funeral? O homem enlouqueceu de vez!
Muito braba chamou o marido e falou:
- Escuta aqui Juvenal, que história doida é essa? Quer que eu morra logo? Assim paga logo o imposto do funeral e fica livre?
O homem respondeu:
- Mulher pare de falar e pense. Na vida são impostos para tudo! Tudo vai para o Senhor Impostor. Dizem que ele faz melhorias para a população, mas é mentira! Fica com tudo para ele. Eu já não uso cuecas e qualquer dia vou andar nu. Assim, não pago o imposto embutido na roupa. Que mal tem andar sem calcinhas? Ninguém vai saber. Só se contar.
O homem estava tão revoltado de dar dinheiro para o Senhor Impostor que havia uma completa recessão em casa. Todos estavam tendo que se abster de algo. Agora chegou a vez das calcinhas, ora!
Gritava com todos:
- Economizem água, economizem luz, comam menos, não comprem roupas novas, nada de celular aqui, só duas horas de televisão por dia, nada de ventilador ligado!
Juvenal estava tão estressado que teve um piripaque.
Foi parar em um hospital público, é claro, não tinha plano saúde. Será que o Senhor Impostor fazia alguma melhoria no hospital? Que nada!
Juvenal morreu por falta de medicação! E a mulher teve que se virar para pagar o funeral. Lá foi o imposto embutido no que tanto o homem já estava preocupado.
E assim, a mulher teve que se virar com uma magra pensão. Os cortes em casa pioraram ainda mais.
Coitada! Passou a andar sem calcinhas.
bom velhinho.
Toda vez que chegava o natal era sempre a mesma conversa -- "papai noel este ano não vai poder passar por aqui". Nunca podia. Num naqueles natais alguém falou que era necessário deixar os sapatos na janela que " o bom velhinho" colocaria o presente dentro. Sapatos? Que sapatos? Outra vez falaram que ele vinha pela chaminé, mas na minha casa não tinha chaminé. -"Ah, Então era esse o problema. Não era culpa do papai Noel, a culpa era nossa que não tínhamos os requisitos necessários para recebe-lo-". Chegava o dia vinte e cinco e nós, outra vez, com cara de pedinte. Nada de nada. Fazer o quê?A gente usava a criatividade. Íamos para cidade, (morávamos retirado da cidade) e ficávamos vendo as crianças brincarem com seus brinquedos, deixados pelo papai Noel. Eu pensava: As casas delas têm chaminé e e todas elas têm sapatos.Era isso.
Algumas crianças até deixavam a gente ver os brinquedos, mas com a promessa de não tocar para não sujar. E assim era nossos natais. Num natal, eu já mais velho, com mais ou menos 8 anos, resolvi que a coisa não podia ser daquele jeito. Então, numa manhã de Nata,l Fiquei no jardim, em frente à igreja, vendo as outras crianças brincarem com seus brinquedos. Umas com bolas, outras com bicicletas e as meninas com bonecas. Mas tinha um menino que superava. Ele estava brincando com um jipe de pedal. O jipe era verde com um a estrela branca no capô. Não tive dúvida, tomei o jipe do menino. "emprestado." Ele era bem menor do que eu. Pequei o jipinho e andei por todo o jardim. Fiz derrapadas, freadas, disputei corridas com outros meninos que estavam de bicicletas. Fiz o diabo com o brinquedo. Quando devolvi o jipinho para o menino, depois de estar cansado de andar, olhei para ele e ele estava sorrindo. Ficou meu amigo. Sempre que eu queria andar no jipinho, eu ia até a casa dele e deixava ele brincar com meus brinquedos: um pião de madeira, feito por mim mesmo e que ensinei ele jogar, um bilboquê feito de lata de tomate, um monte de bolinhas de gude e rodar arinho. Vez ou outra eu levava uns besourões de chifres e ficávamos brincando, fazendo os bichos puxarem umas caixas de fósforos carregadas de areia. Acho que papai noel nem conhecia aqueles meus brinquedos. /i
Eu era a chance de um recomeço,
Mas você não quis seguir em frente...
Foi só seu antigo amor voltar
Pra você me esquecer completamente
Só fui útil quando foi conveniente
Você só me quis enquanto estava carente
