Selecção semanal
5 achados que vão mudar sua rotina Descobrir

Era

Cerca de 25293 frases e pensamentos: Era

Eu era louco por você, aí eu decidi ser louco por mim.

Tinha jeito de menina mimada, arrogante e prepotente, mas no fundo era pura doçura, música que chegava aos sentidos no tom exato do amor.

Eu podia ouvir o som mas não entendia as palavras
e então percebi que o som era eu me partindo
em um momento eu sentia tudo e não sentia nada
estava em pedaços, estava salva, perdi tudo, ganhei
tudo mais
alguma coisa em mim morreu, alguma coisa em mim nasceu, só sabia
que a garota foi embora
seja lá quem eu fosse agora, eu jamais seria ela de novo

Enfim, brindemos. Brindemos, que tal? Brindemos pela raça humana. Em toda e qualquer era, haverá humanos bons e humanos maus. Nesta espiral do tempo, a vida humana é longa demais para a reprodução. Já ao aprendizado é curta. Talvez por isso que os humanos sucumbam aos desejos e anseiem o desapego. Sendo que a vida se completa sob o Sol, sobre a terra e junta à poesia.

“E ela não conseguia pensar em mais nada. A ansiedade era seu segundo maior sentimento. Quando seria a próxima vez a avistar o jovem cavalheiro que a roubou seu antes frio coração? [...] Quando conseguiria o abraçar e sentir a paz que irradiava do seu corpo para o dela? Se apegar a certeza de que seu amor duraria para sempre era a segunda coisa mais fácil no mundo; a primeira, claro, era amá-lo."

Era só pra dizer, um pouco de alma, um pouco de calma.
Era só pra dizer, sem nenhuma intenção, tenho uma dose de saudade.
Era só pra dizer, que os olhos continuam hipnotizados, os pés acostumados com o mesmo caminho, o corpo tomou forma do abraço e nunca mais foi o mesmo.
Era só pra dizer que as noites parecem mais longas que o habitual. Que a vida segue, embora os dias sejam bofetadas.
Era só pra dizer que a ilusão incomoda e meia dúzia de sonhos censurados ficaram guardados. Era só pra dizer que meu vocabulário continua o mesmo, ou seja, uma série de repetições que me enchem de tédio.
Era só pra dizer que a conexão afetiva falhou sem meu genuíno desejo.
Era pra dizer que os imaginários existem, apenas aqui.
Era só pra dizer.

Acaso

No acaso da rua o acaso da rapariga loira.
Mas não, não é aquela.

A outra era noutra rua, noutra cidade, e eu era outro.

Perco-me subitamente da visão imediata,
Estou outra vez na outra cidade, na outra rua,
E a outra rapariga passa.

Que grande vantagem o recordar intransigentemente!
Agora tenho pena de nunca mais ter visto a outra rapariga,
E tenho pena de afinal nem sequer ter olhado para esta.

Que grande vantagem trazer a alma virada do avesso!
Ao menos escrevem-se versos.
Escrevem-se versos, passa-se por doido, e depois por gênio, se calhar,
Se calhar, ou até sem calhar,
Maravilha das celebridades!

Ia eu dizendo que ao menos escrevem-se versos...
Mas isto era a respeito de uma rapariga,
De uma rapariga loira,
Mas qual delas?
Havia uma que vi há muito tempo numa outra cidade,
Numa outra espécie de rua;
E houve esta que vi há muito tempo numa outra cidade
Numa outra espécie de rua;
Por que todas as recordações são a mesma recordação,
Tudo que foi é a mesma morte,
Ontem, hoje, quem sabe se até amanhã?

Um transeunte olha para mim com uma estranheza ocasional.
Estaria eu a fazer versos em gestos e caretas?
Pode ser... A rapariga loira?
É a mesma afinal...
Tudo é o mesmo afinal ...

Só eu, de qualquer modo, não sou o mesmo, e isto é o mesmo também afinal.

Tom pensou consigo mesmo que o mundo não era tão ruim assim. Descobria sem saber uma grande lei da ação humana, isto é, que para fazer um homem ou um menino cobiçar uma coisa basta tornar essa coisa edifício de ser alcançada. Se ele fosse um grande filósofo, como o autor deste livro, ele teria aprendido que o trabalho consiste em algo que o corpo é obrigado a fazer, e que brincar é algo que o corpo não é obrigado a fazer. E isso o ajudaria a entender porque fabricar flores artificiais ou pedalar uma máquina leve é trabalho, enquanto levantar bolas no boliche ou escalar uma montanha é diversão. Há cavalheiros ricos na Inglaterra que conduzem coches de quatro cavalos por mais de trinta ou quarenta quilômetros no verão, porque esse privilégio custa uma quantia considerável; mas, se lhes oferecessem um salário por esse trabalho, eles se recusariam a conduzir os coches.

Mark Twain
As Aventuras de Tom Sawyer

Era uma vez uma voz.
Um fiozinho à-toa. Fiapo de voz.
Voz de mulher. Doce e mansa.
De rezar, ninar criança, muitas histórias contar.
De palavras de carinho e frases de consolar.
Por toda e qualquer andança, voz de sempre concordar.
Voz fraca e pequenina. Voz de quem vive em surdina.
Um fiapo de voz que tinha todo o jeito de não ser ouvido.
Não chegava muito longe. Ficava só ali mesmo, perto de onde ela vivia.
Um pontinho no mapa.

No início achei que era tudo que eu queria. Mas na verdade percebi que era tudo que eu precisava, o que não significava que eu queria.

Isabela Freitas
Site oficial de Isabela Freitas

Nota: Trecho da crônica "Nunca achei que fosse me apaixonar!"

...Mais

Suspirei fundo. Colocando o derrotismo de lado. Eu não era mulher de ficar chorando pelo leite derramado... Precisava agir. Fazer algo. O que? Eu não sabia ainda. Qualquer coisa que me tirasse de vez daquela armadilha repulsiva. Não podia admitir que Ali tomasse as rédeas da situação. Precisava evitar que ela voltasse a me tocar daquele jeito. Como se achasse que fôssemos, ou pudéssemos algum dia ser namoradas, ou algo mais... Tinha que fazer a menina entender que aquilo era impossível.

Infância

Hoje pensei em como a infância era gostosa!Com suas brincadeiras e despreocupações.De olhos arregalados e corpo esticado viamos as horas passar, sem se preocupar com o tempo que perdiamos.A folha da árvore que virava catavento.O chinelo qe tornava-se um lindo avião. O sorriso singelo.Os amigos do parquinho.A vontade de ter um cachorro que fizesse tudo que os Rin tin tin's fazem.Essa inocência perdeu-se no tempo, no tornar-se adulto.A sensibilidade, a simplicidade de rabiscar no chão, mesmo que linhas imaginárias o que na nossa cabeça era um emaranhado de idéias.Espiar entre os dedos, fingir que estava dormindo.Levar flores para a professora ou simplesmente ganhar um abraço dela.Brincar na areia, subir em árvores!Tudo faziamos e agora olhamos com recordações.Apreciar as pequenas coisas é deixar a alma permanecer infantil, é olhar com ternura para aqueles que ainda não descobriram que o mundo adulto é tão assustador.É apaixonar-se por um olhar pequenino.Por uma atitude de criança travessa que diz "obrigada".É achar que ganhou o dia pq conseguiu algo que achava impossível.É acreditar que o amanhã será melhor.É brincar com borboletas!É chorar se preciso, é buscar o melhor!é ficar horas procurando desenhos em nuvens!É ter curiosidade!
Que eu nunca deixe, Deus, de ter sede de poeta e alma de criança!!

Eu era como uma concha, como uma casa vazia, por meses sem ninguém - uma casa condenada - eu era completamente inabitável. Nenhum investimento poderia me deixar funcional outra vez.

Preocupava-se demais com tudo e todos. Era sim, toda exagerada. Menina louca, essa. Deixava de fazer suas coisas, mesmo que importantes, para ajudar alguém que estivesse precisando dela. Sempre foi de se doar , sabe? Sem esperar muito em troca, sem criar expectativas em vão. Só queria sentir-se útil, ajudando quem pudesse e como pudesse. Deixava-se de lado, não ligava. Os outros eram mais importantes. Os problemas dos outros primeiro. Por essa mania, sempre sofreu em dobro, em triplo. Mal conseguia carregar seus problemas e ainda abraçava os dos outros…louca! Mas o que queria mesmo era tirar as dores dos outros, amenizar o choro de quem vivia em pranto ou até mesmo resolver questões que não eram suas. Queria ver todos aqueles que ela tanto estimava felizes, por isso queria resolver tudo. Mas não dava, eram coisas demais. Um amontoado sobre ela, e coitadinha, tão pequenininha! A partir daí afastou-se de alguns problemas. Deixou algumas pessoas com os seus, pois viu que de tanto cuidar dos outros, seu coração havia tornado-se um vidro quebrado, todo cheio de cacos. Precisou desgrudar dos outros, para cuidar dela. Viu que no fim, de tanto cuidar dos outros, quem merecia cuidados era ela. Não abandonou ninguém, claro que não. Só não deixa mais de cuidar dela primeiro, para depois ter condições de cuidar de alguém.

Um dia você disse que gostava do jeito que eu sorria pra você. Eu disfarçava, mas era você que me encantava, e você sabia. Deixei você entrar porque pediu, e porque eu queria. Não lembro de ter me pedido pra sair, e não vou te pedir pra ficar. Não me aborreço com facilidade e você sabe. Mas quem tem facilidade de me fazer feliz tem a mesma facilidade de me fazer chorar, sabe? Mas vou te contar uma novidade: eu não chorei. Por quê? Não deu tempo de ser feliz

Meu amor,
No passado você era tão inexperiente,
com um jeito de menina
e um olhar de inocente.

Muitos anos se passaram,
você não envelheceu,
te vejo como aquela menina
meiga, frágil e tão linda
que meu coração se perdeu

Abra seu coração, estou indo para
casa
Mas era apenas fantasia
O muro era muito alto, como você
pode ver
Não importa o quanto tentasse, ele não conseguia se libertar...

Você era feita de plástico, falsa
Eu estava preso em seu jeito drástico
Quem diria que as garotas más tinham os rostos mais bonitos?
Você me deu um coração cheio de erros
Eu te dei meu coração e você o quebrou

⁠destino

me pergunto por que fiquei
tanto tempo com você.
se era medo de não haver
caminho algum depois de nós
ou se o futuro era apenas solitário demais
pra quem nunca soube ser sozinha.

Quando eu me olho ao espelho eu já não vejo o que eu era no passado… Eu sorrio para quem eu sou hoje.Felicito-me com o caminho percorrido e levo as minhas contradições.