Era
Era tudo um sonho e um sonho lindo,
Lindo de VIVER.
Estar com você era tudo que eu queria
Mas não pode SER!
11 de setembro de 2018 as 21;19
Alí todo seu mistério belo, leve, natural. Naquela noite, era somente sombra e resquícios de luz que desenhavam todas as curvas do AMOR.
O céu estava como um quadro, o azul era a tela, as nuvens pareciam ser feitas à mão; e o Sol estva brilhante como uma jóia dourada. As ruas pouco movimentadas e as calçadas sem muito fluxo de pessoas.
Ah, e em uma dessa calçadas havia uma menina de olhos castanhos como uma avelã, seus cabelos caiam igualmente uma cascata por cima de seus pequenos ombros, sua pele era um pouco bronzeada, vestia um vestido branco rodado com flores estampadas e no seu cabelo castanho, um laço delicado enfeitava.
Para a criança aquilo era uma diversão, dava pulinhos desviando das cicatrizes do chão, em sua cabeça contava todos os momentos em que seus pezinhos saiam e voltavam as calçadas.
Ela se desligou um pouco do mundo, e por acidente tropeçou em seus próprios pés, logo seus pequenos joelhos encontraram o chão e suas bochechas gordinhas foram molhadas por lágrimas salgadas, após alguns segundos uma mulher de estatura alta apareceu, sua feição era a de uma mãe preocupada, ajudou a criança a se levantar e a levou para o seu lar.
Agora mãe e filha estavam dentro de um quarto, a mãe limpava o ferimento de sua filha, com um sorriso compreensivo no rosto enquanto cantava uma música qualquer, e o rosto da criança, que antes estava banhado em lágrimas, agora um sorriso puro estava lá.
Eu precisei sentir toda dor que senti, para entender que você não era tão merecedor quanto eu pensava. Eu precisava de mais, do pouco que encontrei em você.
Vivi tarde
influenciado pela maldade
em meu momento covarde
que era eu
a muleta da tua vida.
Te influenciei a dizer
que em mim parecia perecer
a distância que expulsa.
Descobri tarde
sem influencia alguma
que era eu teu porto
seguro e sem vida oportuna.
Amado pelo tempo
único pelo momento
preenchido pelas tuas lacunas.
Vivo eu cansado
amparado pelo acaso
com saudade do corpo
preenchedor da minha fortuna.
Você riu. Riu de mim. Riu da minha cara. E não porque eu era engraçado. Muito menos por ter feito ou dito algo que lhe levasse a rir. Você riu porque subestimou a minha capacidade. Você riu do meu eu mais verdadeiro. Aproveitou da minha fraqueza... Riu da minha naturalidade, minha essência, minha plenitude. Você riu e eu chorei. Chorei porque doeu. Ao olhar-te, descobri o que era um disfarce. Oscilei. Voei baixo, tão baixo que parei para rir de mim. Rir daquela tolice. Permitir que alguém abale a grandeza dos meus sonhos é muita tolice. É para rir mesmo, e foi o que fiz. Olhei o céu antes de decolar novamente e pensei naquele ditado que diz: “Quem ri por último, ri melhor”, eu não concordo com ele, meu riso em sorriso, em verdade, em crescimento, reconhecimento, era puro, sem maldade, sem inveja, sem qualquer tom de vingança, de inveja, um riso sem disfarce, para mim, para a vida. É só isso que eu preciso.
No casulo do amor
floresci na mais profunda dor
Te perder não era a pretensão
mas criar asas após estar livre
é um voo continuo em solidão.
Ao sair da prisão que a paixão iludiu
viajar para o mais alto cume
me levou a entender
que toda dor tem fim,
que também na dor é possível sorrir.
Foi então que descobri
que sofrer não era o fim.
Foi como passar de lagarta para borboleta
transformação, regeneração, o estômago volta a sentir aquele frio,
saí da escuridão para o clarão.
Raiar o sol em meio o anoitecer
sobrevivi e te vi.
Não acreditei, mas voei,
fui ao encontro do novo, foi surreal
em você me encontrei,
e posso dizer também, sobrenatural.
Levo tudo como aprendizado,
feito pássaro no ninho,
feito beija-flor em cada néctar recolhido
para alimentar o que floresce aqui dentro.
Você me trouxe amor na desilusão
Me fez esquecer o que passou quando pensei que não daria mais,
minhas asas sentiam dor,
mas saí no meio da noite para sentir o teu perfume, na mais doce flor.
Voar nos teus braços foi um sonho realizado
beijar você é estar em extasia
quase morri no meio do caminho
e por você eu morreria até sozinho
Mas juntos fazemos da vida o nosso ninho.
As nuvens carregadas de morte estão pairando sobre tudo, o que antes era vida, felicidade, agora é medo, podridão, fétido. Não morreram todos, mas os que ficaram, lutam todos os dias contra o apocalipse, o fim, a morte, a loucura, o mundo. Tudo, absolutamente tudo fora tocado e corrompido, nenhumúnicoo ser vivo não apresenta sinais da corrupção, do caos, da morte, da doença, está estampado na cara de cada sobrevivente cada uma das suas lutas, sejam em marcas, sejam em cicatrizes, ou na falta de um sorriso, que hoje em dia, sequer lembro como era.
É desesperador, escolher é simples, éfácill, mas,difícill, tudo ao mesmo tempo, a morte, a vida, a doença, a fome, os "aromas", a chuva, tudo é realmente assustador, eu só queria um tempo pra mim, pra eu, pra viver, um tempo, um lugar, mas, até isso é assustador e aterrorizante, até isso.
Talvez um dia eu consiga, supere, corra, morra; E agora? Bem, por agora, apenas vou orar, induzir, esperar, agonizar, sofrer, chorar, amar; Por agora, vou me matando lentamente com meu cigarro, acelerando esse lento processo natural, corrompendo um pouco mais a minha própria corrupção, matando um pouco mais minha ortotanásia, decompondo-me em minha própria podridão.
Lembre-se que o medo é algo irracional até você enfrentar ele e notar que era besteira sentir medo de algo assim.
“Eu te amei, te amei pelo o que você era e não pelo o que queria ser, te amei pelos momentos que estávamos juntos, eu te amava até nas bigas, te amava como se fosse uma parte minha, te amava pelos seus defeito. O dia que você foi eu não parei de te amar, eu amo até hoje mas agora é mais saudades que amor.”
Se naquele momento eu não tivesse pensado e achasse que não era loucura
Há..
E viajasse em teus planos,estaríamos juntos,
O amor me dizia vem ..
Não deveria mas fui razão e deixei o coração na cela ,assim não interviu a ocasião.
Porquê?
Amor hoje o tempo passou e por mais que eu tente o que me resta é só saudades..
"Queria ouvir muito, era de poucas palavras, pouca cultura,mas muita sabedoria,seu olhar era como um grito no silêncio,pai."
Era fim da folia, o carnaval tinha acabado mais rápido que começara e as pessoas ainda vibravam loucas sobre efeito da necessidade de voltar no tempo.
Eu já havia aceitado o fim dessa época maravilhosa, mas meus amigos não. Ainda insistiam em sair pelas ruas bêbados e indecentes. E eu acabei por acompanha-los em mais um episódio. Fomos à Lapa como já era de costume, um lugar livre, onde acha-se tudo que precisa mesmo que você não precise de nada. Diferente do que se esperava, acabamos por decidir ir numa festa que nunca havíamos ido, um lugar aparentemente singelo que nunca despertará curiosidade até então...
Ao entrar, não nos surpreendemos muito, o lugar era pequeno como parecia por fora, não havia espaço para dançar, apenas olhávamos imóveis as belas mulheres que ali estavam. No começo aquilo tudo era interessante e estranho..Eu vivia uma condição de espectador mesmo estando dentro de campo. Com o tempo fui me perguntando o que de fato estava fazendo naquele cubículo sem poder deixar que as pessoas me conhecessem, eu era invisível naquele momento ao lado de meros ouvidos atentos a música.
De repente o resultado da minha humilde paciência foi começando a aparecer. Aquele lugarzinho começa a se esvaziar e comecei a enxergar as maravilhas que ali escondido estavam. Começamos a dançar e sorrir bêbados e felizes, eu e meus amigos. As pessoas riam de nós com um ar de admiração que já estávamos acostumados. E no meio daquele novo momento, ela apareceu...
Era ilegível e incerto, quem será ela.. Eu tinha o hábito de ler as pessoas, imaginar um perfil, esteriótipos, facilitava-me muito, pois sempre acertava.. Mas com ela era diferente, parecia tudo e nada ao mesmo tempo. Era algo longe e inalcançável, questionei-me sozinho. Ela se aproximou com um sorriso tão familiar que a dediquei um respeito involuntário. E na sua primeira chance, me fez perdido num mundo desconhecido, falava uma linguagem rapidamente estranha em que já ouvia falar em vida, mas entendia menos a cada palavra. Era uma Argentina de Rosário Central, que Fez o Carnaval brasileiro continuar pra mim e meus amigos, em um universo bem particular..
O resto da história contarei depois, pois está é uma parte que precisa ser relatada em um livro separado e proibido.
Um amor pra sentir e não pra ser
Ele era a melodia preferida dela e ela, a dele.
Se tocavam mesmo sem toque.
Duas almas entrelaçadas no mesmo ritmo.
Um a poesia, o outro, o poeta. Que juntos na mesma linha andavam em sintonia.
Ninguém conseguia explicar tamanha sintonia, ora essa! Nem precisa!
Mapeando cada linha
iam lendo um ao outro, assim como o sol e a lua!
Que a cada pôr do sol, se devoram com o olhar, se perdem no sorriso um do outro, mas enquanto um vai o outro fica.
"Um amor pra sentir e não pra ser."
#Autora #Andrea_Domingues ©
Direitos autorais reservados 19/09/2018 às 20:20
Era uma vez, uma pessoa que vivia no presente, se alegrando do passado, e vivia no momento reclando do presente, e foi vivendo assim que passou a vida inteira com presente sem graça e ainda dizia que tudo era melhor no passado, conclusão não viveu o presente nem o passado e muito menos se preparou para um futuro melhor.
Reagia a tudo o que era elucidado, pronunciado, feito e executado, de repente começaram a me acusar de usar o silêncio a favor de coisas que eram necessárias no meu ponto de vista. Tentei responder a algumas pessoas que me rotularam de ter desistido, de se situar a parte de tudo o que tinha dado a grande contribuição. Não, não é preconceito sobre os políticos e os fazedores das coisas boas e más. Eu passei a observar, olhar mais, sentir de boca fechada eu aprendi a duvidar do próprio do homem sobretudo aqueles que o mínimo de poder passa a corrompe-lo.
